Pesquise aqui uma postagem do Blog Jornada Tripla

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Vale dos Sinos e Paranhana preparam para a I CONFECOM


A Conferência Intermunicipal de Novo Hamburgo aconteceu no dia 07 de outubro, na FEEVALE-NH. No dia 29 de setembro, o pontapé inicial no debate sobre a Comunicação no Brasil havia sido em Sapiranga, com a presença do representante da Comissão RS Pró Conferência, Paulo Farias, da CUT-RS.
O Prefeito de NH, Tarcisio Zimmermann, o Deputado Estadual Raul Pont, a Diretora do Sintrajufe e Membro da Comissão Estadual de Organização da I CONFECOM - Cristina Lemos e o Professor Cristiano da Comunicação da FEEVALE-NH estiveram na mesa de abertura. Após a saudação e abertura oficial da Conferência que reunia os municípios de Dois Irmãos, Ivoti, Campo Bom, Estância Velha, Morro Reuter, Picada Café, Lindolfo Collor, Presidente Lucena e Novo Hamburgo, foi a vez da Assembleia Legislativa, responsável pela convocação da Etapa RS da Conferência se manifestar.

O Deputado Raul Pont, representando a AL, frisou que o ato de convocação no Estado partiu do Legislativo e que o Executivo não manifestou interesse em proporcionar esse debate para a sociedade gaúcha. Teceu comentários sobre a concentração de emissoras de rádio, tv e jornal na propriedade de apenas algumas famílias, conhecidas nacionalmente, o que caracteriza um oligopólio que poderia ser enfrentado com mudança na legislação para o setor.
Salientou que a Constituição Estadual completava 20 anos na data e que em todas as Constituições Estaduais do país houve a inclusão de item que inclui as empresas de radiodifusão e televisão em quase isenção de ICMS. Pont referiu que o houve a inclusão dessas empresas de radiodifusão e televisão nos mesmos parâmetros de cálculo de ICMS aplicados para pequenos produtores rurais, não condizendo com os altos lucros obtidos por essas empresas com publicidade e propaganda. O Deputado referiu que essa é apenas uma situação da legislação que precisa ser readequada e a Conferência Nacional de Comunicação é a oportunidade para a sociedade realizar esse debate e construir essas propostas.

Dando início ao debate a à mobilização Pró Conferência Estadual e Nacional de Comunicação, Cristina Lemos, iniciou convocando os presentes para a Etapa Estadual. A Diretora da CUT-RS, esclareceu de onde decorre o número total de delegados no RS e que a proporção de 40 por cento para a sociedade civil, 40 por cento para sociedade empresarial e 20 por cento para indicação pelo governo foi resultado de muita pressão e de tentativas de consenso moldadas na Comissão Nacional, tripartite. Desse total, frisou Cristina, haverá apenas 38 delegados representantes dos movimentos sociais, sindicatos, universidades, estudantes, professores, jornalistas, profissionais da área da comunicação, rádios e comunicadores comunitários, etc.
"O tempo está bastante curto para que a sociedade se aproprie desse tema. A responsabilidade de conscientizar pesa sobre os organizadores". Ela esclareceu que as etapas municipais não elegem delegados, todavia, devem enviar suas teses e elaborações para a análise da Comissão Estadual de organização da Confecom no RS, que avaliam e podem enviar ou não para o debate na Conferência Nacional.
Naquele momento, a nomeação oficial da COE-RS estava ainda pendente de publicação. A Resolução da Mesa diretora da ALERGS, indicando a composição da Comissão Estadual seria publicada no Diário Oficial na tarde do mesmo dia.

Cristina avaliou que haveria a possibilidade de se avançar em termos de:
- obtenção de um novo marco regulatório para o setor das telecomunicações;
- em termos de recadastramento nacional – existem licenças de funcionamento vencidas e contratos de gaveta em uma infinidade de veículos de comunicação e, ainda, existem veículos em propriedade de parlamentares, o que é vedado na Constituição da República, desde 1988;
- em termos de controle social e controle público da mídia;
- em termos de regulamentação de TV estatal e de TV pública;
- em termos de produção de conteúdo local;
- em termos de políticas públicas de financiamento para fomento de rádios e tevês comunitárias e, por fim,
- no estabelecimento de parâmetros para gastos governamentais com publicidade – hoje sem nenhuma regulamentação.
Mais uma vez, enfatizou que as resoluções aprovadas na Conferência Nacional não teriam caráter deliberativo, que seriam apenas uma indicação de diretrizes para sinalizar ao governo e aos parlamentares a necessidade de regulamentação na área.
"Esse processo aponta para uma mobilização constante e para a realização de mais Conferência Nacionais, pois essa é apenas a primeira possibilidade de se debater essa legislação que remonta à década de 60", finalizou a Diretora.

Na sequência, Ivarlete França, do Conselho Regional de Psicologia e uma das representantes da sociedade civil na COE -RS, trouxe um video sobre "Anorexia" e uma reflexão sobre padrões de consumo e de estética relacionados com a comunicação de massa. O trabalho de análise e de implicações dos estímulos oferecidos aos consumidores, mesmo na infância, cria necessidades e fomenta desejos, informou Ivarlete.

O clima de seminário sobre a Comunicação uniu diferentes veículos no painel que se seguiu, demonstrando realidades como a do Jornal O Polvo, que circula em toda região dos Sinos, voltado à população teenager e de uma jornalista pertencente ao Grupo RBS, que trouxe depoimentos acerca da convergência tecnológica e de profissionais que atualmente trabalham em muitas mídias.

domingo, 25 de outubro de 2009

Apontamentos sobre comunicação e movimentos populares na América Latina



Foto: Comuna de Oaxaca http://coletivomartinfierro.wordpress.com
A comunicação é um dos exemplos mais contundentes da necessária unidade entre as organizações da classe trabalhadora, por um projeto político para o país

Na história recente de protestos das massas populares na América Latina, como foi o caso da Assembleia Popular dos Povos de Oaxaca ou “Comuna de Oaxaca”, no sul do México (em 2006), ou então na luta pela derrubada do presidente Lucio Gutiérrez, no Equador (em 2005), os meios de comunicação contribuíram para a organização popular, tiveram papel decisivo na convocatória às ruas, quando a apropriação desta ferramenta foi colocada na ordem do dia pelas organizações da classe trabalhadora. Os meios de comunicação tornam-se então um espaço fundamental na luta de classes? O outro lado não nos deixa dúvidas: o atual golpe em Honduras e a tentativa na Venezuela (em 2002) contaram com a mídia empresarial na linha de frente.

No México, a Assembleia Popular dos Povos de Oaxaca (APPO), coordenou a toma de 13 estações de rádio em uma mesma madrugada. À época, a APPO e povo oaxaquenho organizaram-se em barricadas, uma forma de proteção para evitar o ataque de grupos paramilitares contra as antenas das estações ocupadas. Conduzida pelos universitários, a Radio Universidad, cumpriu o papel de articular o povo nas ruas contra a Polícia Federal Preventiva (PFP), romper o cerco da mídia corporativa e fornecer informações para as organizações internacionais solidárias.

Ao longo da luta, as mulheres organizadas na APPO protagonizaram a ocupação do canal 9 estatal de televisão. A partir de marcha pacífica, reclamavam um espaço para narrar o outro lado de uma história que as principais redes transmissoras criminalizavam. Receberam as portas fechadas, então resolveram ocupar a televisão e construir, elas mesmas, a nova grade de programação, com o apoio do restante do movimento (estudantes, professores), uma vez que os técnicos da emissora debandaram.

No Equador, em 2005, na mobilização que resultou na queda do presidente Lucio Gutiérrez, a população organizava-se em torno da rádio La Luna, que naquele momento aglutinou o movimento, convocando as manifestações noturnas concentradas na capital, Quito. Ainda que os protestos tenham sido puxados por setores da classe média capitalina e, além disso, os campesinos e indígenas não tenham tomado parte na derrocada de Gutiérrez, a relevância da ferramenta da mídia é o que nos interessa analisar neste caso.

Ferramenta em disputa na luta de classes, a mídia adquire papel central no projeto de dominação política sobre os trabalhadores. A favor do golpe de Estado em Honduras, a mídia corporativa continua operando, enquanto qualquer meio de comunicação dissonante foi fechado. Um dos principais jornais hondurenhos chama-se El Heraldo, uma espécie de filial do Miami Herald estadunidense, uma mostra da submissão das elites centro-americanas.

Há elementos semelhantes com o processo da Venezuela, em 2002. Naquele momento, a partir do golpe de Estado dos empresários do setor petroleiro, o bloqueio midiático e a contra-informação lançada para o mundo narrava que o povo estava nas ruas contra Chávez, quando era exatamente o contrário o que acontecia. Isso exigiu da população articular-se rapidamente, o que resultou no fato de que hoje cursos de jornalismo popular, jornais e rádios de bairro multiplicam-se pelos morros de Caracas. Apesar de Chávez ser acusado de limitar a “democracia” na Venezuela, ferramentas concretas de comunicação estão sendo democratizadas.

Ao longo do governo Lula, a mídia corporativa, ao lado dos partidos PSDB e DEM, posiciona-se na vanguarda do processo de ataque ao governo, mesmo nas situações em que o empresariado é beneficiário ou quando as políticas do governo Lula apontam para conciliação entre as classes – o que dificulta uma análise do governo e da sua real política econômica. No caso dos projetos de exploração do pré-sal, para citar um exemplo, os meios de comunicação O Globo, Veja e Estadão analisam o projeto do governo como se fosse a retomada pura e simples do monopólio estatal. “Um projeto estatizante!”. Um ataque que se configura como ideológico, uma vez que os representantes das multinacionais do setor não compartilham integralmente a leitura dos meios de comunicação. Defendem o modelo anterior de exploração, atacam a Petrobras como operadora dos poços do pré-sal, mas sabem que os projetos do governo não chegam a retomar o monopólio do período Vargas, de 1953 - o que, em última análise, viria de um processo de força e pressão das ruas.

À burguesia não interessa enfocar as relações sócias de produção, mesmo em seus jornais mais qualificados e de conteúdo, como é o caso do jornal Valor Econômico. A mídia empresarial pode falar, por exemplo, da exploração dos bolivianos em São Paulo, mas não vai revelar que na ponta da exploração da força de trabalho dos imigrantes estão empresas como a rede de lojas C&A. O limite, para a mídia corporativa, é sempre a defesa dos interesses da propriedade privada dos meios de produção. O trabalho escravo é um crime para todos eles. Isso é um fato. Porém, a produção do agronegócio é a saída para a nossa economia. Então as ocupações de terra do MST são um crime passível de um castigo muito maior.

A mídia enfoca as greves enquanto um prejuízo para o restante da “população”, do “cidadão”, ou nem isso: do “consumidor”, um conceito evocado para encobrir a sua posição de classe, uma crítica que o Centro de Mídia Independente (CMI) vem apontando desde o seu surgimento. Por isso a comunicação popular tem lado. O lado da classe trabalhadora, e não os dois lados e a neutralidade pregados nos cursos de jornalismo. O resto é ideologia.

Apenas por meio da comunicação popular e comprometida com a classe trabalhadora, é possível recuperar a perda da “experiência”, no sentido que coloca Walter Benjamin. No caso da mídia, para ficar mais claro, a espetaculização e as notícias produzidas em série, como mercadorias, não permitem a experiência concreta, a compreensão da história como um processo, produzem apenas fetichismo e informações alienantes. Qualquer página ou portal na internet, com suas milhares de notícias inúteis, demonstram o que estamos dizendo.

Comunicação, unidade, mobilização
A comunicação é um dos exemplos mais contundentes da necessária unidade entre as organizações da classe trabalhadora, em torno de um projeto político para o país. Se as diferentes organizações e setores da classe investissem em um jornal unitário, disposto a pautar um projeto da classe trabalhadora e atingir as massas, teríamos um jornal semelhante ao La Jornada mexicano: um jornal de esquerda com presença nas bancas, um dos mais lidos no México. O La Jornada, de certo modo, ganha relevância a partir do levante zapatista e mexicano de 1994, o que indica que talvez somente um reascenso das lutas no Brasil crie as condições e a necessidade de uma ferramenta massiva e unitária de mídia.

Desde 2003, temos a experiência do Brasil de Fato, jornal pautado por uma agenda da classe trabalhadora e dos movimentos sociais, a partir de suas lutas e bandeiras acumuladas (o que cunhamos como o “Projeto Popular para o Brasil”). O Brasil de Fato se coloca para além de ser o órgão representante de um único partido ou corrente. Apesar de ser uma das poucas iniciativas neste sentido, vem sofrendo muitas dificuldades e necessita ser colocado como prioridade na agenda das organizações.

A internet tem se revelado uma ferramenta importante utilizada pelo movimento social, a partir de espaços como as agências de rádio online – caso da Rádio Agência NP e Agência Chasque – e também sites como Adital, Carta Maior, Repórter Brasil, Instituto Humanitas Unisinos (IHU), Fórum, Correio da Cidadania e a própria Agência Brasil de Fato. No campo sindical, a Revista do Brasil é distribuída mensalmente para 360 mil trabalhadores filiados a sindicatos.

Cabe ainda estudo sobre em que medida a internet e estes veículos alternativos (sites, blogs, etc) alcançam a classe trabalhadora e podem, somados, oferecer uma alternativa contra o monopólio da televisão e das rádios comerciais. É certo que há um desgaste do velho panfleto da porta de fábrica, mas, por outro lado, em que medida os trabalhadores se apropriaram destas ferramentas? Em um país como Honduras, onde os blogs cumprem o papel de lançar informação para fora, já que internamente menos de 10% da população acessa a internet.
É preciso que estas reflexões sobre a mídia se convertam também em instrumento para mobilização e militância.

Militância e comunicação
No trabalho de base cotidiano, temos o desafio de formar comunicadores ou informantes populares a partir de locais de trabalho e moradia. Na falta da posse de rádios ou TVs, temos que lançar mão de meios artesanais (panfletos, por exemplo), o que aponta para um trabalho unido entre comunicação e militância. Por outro lado, em espaços que poderiam fornecer uma estrutura para este trabalho de base, como é o caso dos sindicatos, diretores sindicais contratam jornalistas profissionais, o que abre um abismo: uma vez que raramente o jornalista é militante e, o pior, a militância sindical e popular não está preparada para produzir material e dialogar com a sua base. Então, o material é produzido bem elaborado no seu formato, mas sem este vínculo com o trabalho de base e com a própria base social.

O Exército Zapatista de Liberação Nacional (EZLN), do México, possui uma experiência acertada neste sentido, em que pesem as dificuldades políticas que o exército zapatista enfrenta na atual conjuntura. O EZLN conta com a comunicação oficial do movimento (por meio dos comunicados do Subcomante Marcos) e possui, ao mesmo tempo, camponeses e indígenas capacitados, por meio das Juntas de Bom Governo, nas bases zapatistas, para ter o acesso à comunicação e escrever informes, denúncias, comunicados, etc. Comunicam-se sem a pretensão do formato perfeito e bem acabado, mas avançam no empoderamento e socializando a voz do movimento.

O acesso à comunicação segue sendo uma das bandeiras concretas dos movimentos populares. Como vemos, é possível a construção de formas alternativas e meios de comunicação pela classe trabalhadora e a necessária de unidade das organizações nesta construção. O que em momento algum significa abdicar da necessidade de confrontar e buscar limitar as ferramentas apropriadas pelo capital. Como a experiência recente dos povos nos demonstra, apenas a nossa vontade não é o determinante, mas vai ser sim a luta nas ruas.

Pedro Carrano, repórter do jornal Brasil de Fato
Colaborou Cesar Sanson (Cepat), e Manoela Lorenzi (Consulta Popular)

sábado, 24 de outubro de 2009

Manifesto em defesa do MST - Contra a violência do agronegócio e a criminalização das lutas sociais

As grandes redes de televisão repetiram à exaustão, há algumas semanas, imagens da ocupação realizada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em terras que seriam de propriedade do Sucocítrico Cutrale, no interior de São Paulo. A mídia foi taxativa em classificar a derrubada de alguns pés de laranja como ato de vandalismo.
Uma informação essencial, no entanto, foi omitida: a de que a titularidade das terras da empresa é contestada pelo Incra e pela Justiça. Trata-se de uma grande área chamada Núcleo Monções, que possui cerca de 30 mil hectares. Desses 30 mil hectares, 10 mil são terras públicas reconhecidas oficialmente como devolutas e 15 mil são terras improdutivas. Ao mesmo tempo, não há nenhuma prova de que a suposta destruição de máquinas e equipamentos tenha sido obra dos sem-terra.
Na ótica dos setores dominantes, pés de laranja arrancados em protesto representam uma imagem mais chocante do que as famílias que vivem em acampamentos precários desejando produzir alimentos.

Bloquear a reforma agrária
Há um objetivo preciso nisso tudo: impedir a revisão dos índices de produtividade agrícola – cuja versão em vigor tem como base o censo agropecuário de 1975 – e viabilizar uma CPI sobre o MST. Com tal postura, o foco do debate agrário é deslocado dos responsáveis pela desigualdade e concentração para criminalizar os que lutam pelo direito do povo. A revisão dos índices evidenciaria que, apesar de todo o avanço técnico, boa parte das grandes propriedades não é tão produtiva quanto seus donos alegam e estaria, assim, disponível para a reforma agrária.
Para mascarar tal fato, está em curso um grande operativo político das classes dominantes objetivando golpear o principal movimento social brasileiro, o MST. Deste modo, prepara-se o terreno para mais uma ofensiva contra os direitos sociais da maioria da população brasileira.
O pesado operativo midiático-empresarial visa isolar e criminalizar o movimento social e enfraquecer suas bases de apoio. Sem resistências, as corporações agrícolas tentam bloquear, ainda mais severamente, a reforma agrária e impor um modelo agroexportador predatório em termos sociais e ambientais, como única alternativa para a agropecuária brasileira.

Concentração fundiária
A concentração fundiária no Brasil aumentou nos últimos dez anos, conforme o Censo Agrário do IBGE. A área ocupada pelos estabelecimentos rurais maiores do que mil hectares concentra mais de 43% do espaço total, enquanto as propriedades com menos de 10 hectares ocupam menos de 2,7%. As pequenas propriedades estão definhando enquanto crescem as fronteiras agrícolas do agronegócio.
Conforme a Comissão Pastoral da Terra (CPT, 2009) os conflitos agrários do primeiro semestre deste ano seguem marcando uma situação de extrema violência contra os trabalhadores rurais. Entre janeiro e julho de 2009 foram registrados 366 conflitos, que afetaram diretamente 193.174 pessoas, ocorrendo um assassinato a cada 30 conflitos no 1º semestre de 2009. Ao todo, foram 12 assassinatos, 44 tentativas de homicídio, 22 ameaças de morte e 6 pessoas torturadas no primeiro semestre deste ano.

Não violência
A estratégia de luta do MST sempre se caracterizou pela não violência, ainda que em um ambiente de extrema agressividade por parte dos agentes do Estado e das milícias e jagunços a serviço das corporações e do latifúndio. As ocupações objetivam pressionar os governos a realizar a reforma agrária.
É preciso uma agricultura socialmente justa, ecológica, capaz de assegurar a soberania alimentar e baseada na livre cooperação de pequenos agricultores. Isso só será conquistado com movimentos sociais fortes, apoiados pela maioria da população brasileira.

Contra a criminalização das lutas sociais
Convocamos todos os movimentos e setores comprometidos com as lutas a se engajarem em um amplo movimento contra a criminalização das lutas sociais, realizando atos e manifestações políticas que demarquem o repúdio à criminalização do MST e de todas as lutas no Brasil.

Assinam esse documento: Eduardo Galeano - Uruguai, István Mészáros - Inglaterra, Ana Esther Ceceña - México, Boaventura de Souza Santos - Portugal, Daniel Bensaid - França, Isabel Monal - Cuba, Michael Lowy - França, Claudia Korol - Argentina, Carlos Juliá – Argentina, Miguel Urbano Rodrigues - Portugal, Carlos Aguilar - Costa Rica, Ricardo Gimenez - Chile, Pedro Franco - República Dominicana,
Brasil:
Antonio Candido
Ana Clara Ribeiro
Anita Leocadia Prestes
Andressa Caldas
André Vianna Dantas
André Campos Búrigo
Augusto César
Carlos Nelson Coutinho
Carlos Walter Porto-Gonçalves
Carlos Alberto Duarte
Carlos A. Barão
Cátia Guimarães
Cecília Rebouças Coimbra
Ciro Correia
Chico Alencar
Claudia Trindade
Claudia Santiago
Chico de Oliveira
Cristina Feio de Lemos
Demian Bezerra de Melo
Emir Sader
Elias Santos
Eurelino Coelho
Eleuterio Prado
Fernando Vieira Velloso
Gaudêncio Frigotto
Gilberto Maringoni
Gilcilene Barão
Irene Seigle
Ivana Jinkings
Ivan Pinheiro
José Paulo Netto
Leandro Konder
Luis Fernando Veríssimo
Luiz Bassegio
Luis Acosta
Lucia Maria Wanderley Neves
Marcelo Badaró Mattos
Marcelo Freixo
Marilda Iamamoto
Mariléa Venancio Porfirio
Mauro Luis Iasi
Maurício Vieira Martins
Otília Fiori Arantes
Paulo Arantes
Paulo Nakatani
Plínio de Arruda Sampaio
Plínio de Arruda Sampaio Filho
Renake Neves
Reinaldo A. Carcanholo
Ricardo Antunes
Ricardo Gilberto Lyrio Teixeira
Roberto Leher
Sara Granemann
Sandra Carvalho
Sergio Romagnolo
Sheila Jacob
Virgínia Fontes
Vito Giannotti

Para subscrever esse manifesto, clique no link:
http://www.petitiononline.com/boit1995/petition.html

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Conferência Livre de Comunicação ocorre amanhã, dia 21/10 em Porto Alegre



A Comissão RS Pró Conferência de Comunicação convida a todos e todas para a Conferência Livre de Comunicação de Porto Alegre que se realizará no dia 21/10/2009 - na Casa dos Bancários, Rua General Câmara, 424, Centro - Porto Alegre.
Preparatória para a Etapa Estadual da Conferência Nacional de Comunicação (Auditório Dante Barone da Assembleia Legislativa - dias 03 e 04 de novembro)

É um grande momento para enriquecer o debate e trazer as propostas que o Movimento Social acumula no Estado sobre a estrutura da comunicação no país.
Trata-se de uma atitude concreta no sentido do avanço na democratização da comunicação no Brasil, historicamente controlada pelas elites e pelo oligopólio das redes de mídia.

Divulgue, compareça e traga as propostas para sistematização e para serem enviadas para a I Conferência Nacional de Comunicação em Brasília, no mês de dezembro.

Participe!

Cristina Lemos
Comissão RS Pró Conferência de Comunicação

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Ato Show em Porto Alegre e YEDA CULPADA! Diz juízo popular



Uma multidão participou no domingo no final da tarde e início da noite, 04, do Ato Show promovido pelo Comitê Fora Yeda em Porto Alegre. Ao todo, 12 atrações musicais passaram pelo parco montado no Parque Marinha do Brasil, um dos mais movimentados da capital gaúcha. O show era intercalado com críticas à governadora, indiciada pelo Ministério Público como ré – ela e outras oito pessoas – naquele que é o maior escândalo de corrupção na verificado no Rio Grande do Sul: o desvio de mais de R$ 44 milhões do Detran.
Com muito sol e calor, por volta de 15h30 começou uma maratona de shows que terminou já de noite. A medida que a temperatura amenizava mais gente se deslocava ate o local.
Na primeira metade do ato show, o palco recebeu Família Sarará, Mariposas, Pedro Munhoz, Lollypops e Leonardo. Na segunda metade, já sem luz natural, subiram ao palco Nelson Coelho de Castro, Nei Lisboa, Nancy Araújo, Eduardo Solari, Bandinha Di Dá Dó, Sombrero Luminoso e Sargento Malagueta.

Organizado pelo Comitê Fora Yeda, o ato show reuniu cantores e compositores que se apresentaram pela causa - sem cachê, o que mostra o desejo da população de que todas as irregularidades envolvendo a governadora e outros nomes do governo ou próximos a ela sejam apuradas.
A sociedade rejeita manobras políticas que visem esconder as verdades que as investigações até agora realizadas já mostraram. O processo de impeachment de Yeda, encaminhado pelo Fórum dos Servidores Públicos Estaduais (FSPE), que tramita na Assembleia Legislativa, não pode terminar em pizza.


Pesquisa
Essa vontade é confirmada por pesquisa realizada pelo Ibope encomendada pelo Grupo RBS. O levantamento mostra que a maioria dos gaúchos (62%) aprovam o impeachment de Yeda, contra apenas 22% que se dizem contrários. Já sobre o envolvimento da governadora no desvio de recursos do Detran, 29% entendem verdadeiro e 39% ser mais verdadeiro que falso.

O governo estadual é reprovado por 64% dos gaúchos e o desempenho pessoal de Yeda é ainda pior: 74%. O desempenho dela é desaprovado por 79% dos porto-alegrenses e por 81% dos moradores dos municípios que compõem a Grande Porto Alegre. No interior, a reprovação é de 70%.


Julgamento Popular

Durante o ato show, em locais estratégicos no parque, foram recolhidos votos no Julgamento Popular da governadora – Culpada ou Inocente – que começou no dia 29 de setembro e se estende até o dia 7 de outubro (quarta-feira). Vote em uma das urnas próximas ou através do site www.opovodecide.com.br.

João dos Santos e Silva, assessor de imprensa do CPERS/Sindicato
Fonte: www.cut-rs.org.br



Durante todo o Ato Show FORA YEDA! foi enviado - ainda não temos a identificação do contratante - carro de som, sem identificação de evento ou qual era a publicidade que divulgava. O caminhão desenhava círculos ao redor da quadra do Shopping Center Praia de Belas, com música constante, talvez na tentativa de diminuir o grito da população reunida para o show organizado pelo Comitê do impeachment da governadora mais impopular que o Rio Grande já viu.

Fotos: Vital Barbosa e Cristina Lemos

Posse da Direção Estadual da CUT-RS com Festa no dia 02/10



A direção estadual da CUT-RS tomou posse formalmente na sexta-feira, dia 02 de outubro, na Casa do Gaúcho, Parque da Harmonia, em Porto Alegre.
A partir das 20 horas, reuniram-se representantes de diversas entidades filiadas à CUT e simpatizantes da Central para comemorar o ingresso de muitos novos e novas diretoras e, também, para indicar força em torno das diretrizes que agora a Central assume, mais combativa, mais à esquerda, resgatando suas raízes de representação democrática.
Tomou posse, compondo a direção, a Diretora da Secretaria de Comunicação do Sintrajufe, Cristina Feio de Lemos, para a Gestão 2009-2012.
Presentes autoridades como o ex-governador Olívio Dutra, Presidente do PT/RS, Deputados Estaduais, Adão Villaverde, Raul Carrion e Raul Pont, a Deputada Federal Maria do Rosário e dirigentes sindicais que já ocuparam o cargo de Presidente da CUT Estadual, entre eles Chico Vicente, Quintino Severo (também representando a CUT Nacional), Jairo Carneiro, José Fortunati e outros.
No encerramento da solenidade, a CUT convocou a todos para o Ato Show do Comitê Estadual pelo Impeachment da governadora, que se realizaria no domingo, dia 04/10/2009, no Parque Marinha do Brasil, com a apresentação de artistas gaúchos que se agregam nesse combate à corrupção no Estado.


Fotos: Vital Barbosa e Sérgio Amorim

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Presidente do CPERS agredida no Centro de Porto Alegre



A presidente do Cpers/Sindicato denunciou na reunião da comissão especial do impeachment que foi agredida na noite de ontem (30) quando voltava de uma reunião em Novo Hamburgo. “Estava descendo em frente ao Cpers, para pegar meu carro, quando uma pessoa, que estava dentro de um automóvel branco, sem placas, tentou me laçar com uma borracha. Fui arrastada até a rua Cel. Vicente. Estou machucada na perna”, informou Rejane de Oliveira.

Segundo a sindicalista, o ocorrido retrata o que vem acontecendo no Rio Grande do Sul. “Aqui, quem quer investigar é agredido e indiciado; já quem é suspeito de vínculos com a quadrilha de corruptos ou quer abafar as denúncias é elogiado, promovido ou ganha férias”, condenou Rejane.

A presidente do Cpers reafirmou que nada vai afastar os trabalhadores do compromisso de investigar se a governadora foi beneficiária, convivente ou operadora da fraude no Detran. “Segundo o Ministério Público Federal, a governadora está enquadrada em uma destas três situações. Qualquer uma das hipóteses é motivo para a Assembléia aprovar o seu impeachment e por fim à vergonha que estamos sentindo por ter uma governadora suspeita de integrar um bando que atenta contra os cofres públicos e os interesses do Estado”, argumentou.

Fonte: Blog RS Urgente

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Direção da CUT-RS toma posse nesta sexta-feira, dia 02/10


A CUT realizou os Congressos Estaduais em todo o país, renovando boa parte de suas direções. No Rio Grande do Sul, o CECUT - Congresso Eleitoral da Central Única dos Trabalhadores ocorreu em Mariluz, dos dias 19, 20 e 21 de junho. Concorreram duas chapas para a direção, a Chapa 1 - composta pela tendência Articulação Sindical e o Trabalho e a Chapa 2 - A CUT PODE MAIS - composta pela corrente CSD CUT SOCIALISTA E DEMOCRÁTICA. A chapa 1 obteve a maioria dos votos dos delegados presentes e manteve a Presidência da Central, a Tesouraria, a Secretaria Geral, a de Política Sindical, as Secretarias de Formação, de Mulheres e a da Saúde.
A chapa 2, A CUT PODE MAIS ficou com a Vice-Presidência, a Secretaria de Comunicação, a de Relações de Trabalho, a de Meio Ambiente, a de Juventude e a de Igualdade Racial.
A posse festiva da nova direção da CUT-RS, para a gestão 2009-2012, será realizada nesta sexta-feira, 02, a partir das 20 horas, nas dependências do Centro de Eventos do Parque Harmonia.
Os convites estão disponíveis na tesouraria da entidade desde 21/09, ou no local da festa. O valor do convite é de R$ 10,00 e dá direito a um jantar. As bebidas serão por conta dos convidados.
Sua presença é importante para nós!

NOMINATA DIREÇÃO ESTADUAL DA CUT-RS 2009-2012

Presidente Celso Woyciechowski celso@sintaers.com.br
SINTAE/RS
Vice-Presidente Rejane Silva de Oliveira rejane.cutrs@terra.com.br
CPERS/Sindicato
Secretaria-Geral João Batista Xavier da Silva secretariogeralcutrs@terra.com.br
Sapateiros/Sapiranga
Secretaria de Administração e Finanças Loricardo de Oliveira tesoureirocutrs@terra.com.br
Metalúrgicos/São Leopoldo
Secretaria de Comunicação Paulo Fernando A. de Farias farias.cutrs@terra.com.br
Alimentação/Pelotas
Secretaria de Formação Jardelia Rodrigues de Sá jardeliasa@hotmail.com
CPERS/Sindicato
Secretaria de Organização e Política Sindical Claudir Antônio Nespolo
presidência@stimepa.org.br
Metalúrgicos/Porto Alegre
Secretaria sobre a Mulher Trabalhadora Mara Luzia Feltes mfeltes@terra.com.br
SEMAPI
Secretaria de Relações de Trabalho Alberto Freire Ledur alberto.ledur@gmail.com
SIMPE-RS Secretaria
Políticas Sociais Vilson José Alba vilsonalba@fetrafsul.org.br
Fetraf-Sul
Secretaria de Juventude Rodrigo Henrique C. Schley rodrigohcs@gmail.com
Oposição eletricitários
Secretaria pela Igualdade Racial Angélica Maria Sewald do Nascimento
angelicanh55@yahoo.com.br
Sapateiros/Novo Hamburgo
Secretaria de Saúde do Trabalhador Simone Goldschmidt simonegold@tca.com.br
CPERS/Sindicato
Secretaria de Meio Ambiente Paulo Sergio Mendes Filho
paulo.mendes.filho@gmail.com
SEMAPI

DIREÇÃO ESTADUAL
Cláudio Augustin - claudioaugustin@hotmail.com (SINDISEPE)
Clenio Fagundes Nunes - galinho.nunes@bol.com.br (Portuários Rio Grande)
Cláudio Feidem - claudiofeiden@yahoo.com.br (Rural Sto Cristo)
Danilo Toio Farias - danilotfarias@ibest.com.br (SINDISAUDE POA)
Cristina Feio Lemos - crismermaid@gmail.com (Sintrajufe)
Denise Rodrigues Goulart - denigoulart@yahoo.com.br (CPERS/Sindicato)
Derlan Trombeta - derlantrombetta@yahoo.com.br (CPERS/Ijuí)
Domingos Antonio Buffon - do.buffon@sinprors.org.br (SINPRO/RS)
Elton de Oliveira Lima - eltonlima@hotmail.com (Alimentação Pelotas)
Eliane dos Santos Valansuelo - elianevalansuelo@yahoo.com.br (Oposição Sap.Campo Bom)
Eva Rosalina Vieira - evarosalinavieira@hotmail.com (Saúde Cruz Alta)
João Roque dos Santos - stmmmesr@brturbo.com.br (Metalúrgico Sta. Rosa)
João Marcelino da Rosa - marcelinopop@pop.com.br (Alimentação Montenegro)
Manoel Luis da Silva Nascimento - manoel.luis@aeroviarios .org.br (Aeroviários)
Juan Jose Rodrigues Sanchez - juan@sinttelrs.org.br (SINTTEL)
Marcelo Machado Carlini - marcelocarlini@uol.com.br (SINTRAJUFE)
Luiz Henrique Alves Pereira - henriquealves@hotmail.com (SITRAMICO Santana do Livramento)
Milton Luis Leoratto Viario - miltonviario@metalurgicosrs.com.br (Fed. Metalúrgicos)
Nelci Dias da Silva - nelcienf@cpovo.net (SERGS)
Paulo Roberto Stekel - stekel@contrafcut.org.br (Bancários POA)
Tatiane Lopes Rodrigues - Tati_lrodrigues@hotmail.com (SIMP Pelotas)
Vilson João Weber - vilsonweber@yahoo.com.br (Municipários Sto. Cristo)

CONSELHO FICAL
Francisco Carlos Dutzig - frandutzig@ibest.com.br (Bancários Taquara)
João Carlos da Silva Caldas - jcaldas@ig.com.br (Papel Papelão)
Telda da Silva Assis - teldaassis@gmail.com (CPERS/Sindicato)

SUPLENTES DO CONSELHO FISCAL
Luis Afonso Martins - afonsorodoviario@yahoo.com.br (Oposição Rodoviários)
Osvaldo de Avila Rodrigues - osvaldo.rodrigues@aeroviarios.org.br (Aeroviários)
Sonia Solange Santos Viana - sonia.cut@hotmail.com (CPERS/Sindicato)

Fonte: www.cut-rs.org.br
Foto: Marcha 30/04/2009 - Marcelo Antunes

Follow Twitter do Blog Jornada Tripla


Agora, integrando-se a essa nova ferramenta da internet, esse Blog da Mulher Trabalhadora possui um twitter e você pode passar a segui-lo na internet.
O endereço é www.twitter.com/mulhersindical
Basta clicar no "follow" e passar a receber os toques do Blog em tempo real.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Impeachment Já! Campanha FORA YEDA! dia 29/09 na Assembleia Legislativa



A nova campanha do Fórum dos Servidores Públicos Estaduais quer ouvir a opinião da população gaúcha. Ela será lançada nesta terça-feira, dia 29, às 18h, no teatro Dante Barone, na Assembleia Legislativa, para promover na sociedade gaúcha o debate sobre a responsabilidade da governadora Yeda Crusius nas denúncias de corrupção no Estado.
Como nas campanhas anteriores, coordenadas pelo Fórum dos Servidores Públicos Estaduais, esta promete movimentar a população do Rio Grande do Sul. O lançamento será realizado durante plenária organizada pelo Comitê Estadual Fora Yeda. Estarão presentes os comitês "FORA YEDA" de várias cidades do interior, como Santa Maria, Pelotas, Passo Fundo, Livramento e Carazinho, entre outras.

CPI da Corrupção
Entidades que compõem o Fórum dos Servidores Públicos Estaduais/RS (FSPE-RS), entre elas o Semapi, não estão dando trégua aos deputados da base aliada do governo Yeda Crusius. Em todas as sessões da Assembléia Legislativa que envolve o processo de impeachment da governadora e da CPI da Corrupção, integrantes do Fórum estão presentes, lembrando que a sociedade exige a punição dos responsáveis pelo maior desvio de recursos dos cofres públicos já registrado na administração estadual gaúcha.
Na semana passada, o FSPE-RS fez questão de mostrar sua posição na sessão plenária da Assembléia Legislativa em que foi feita a leitura da denúncia por crime de responsabilidade contra a governadora Yeda Crusius. Após a leitura, os servidores abriram uma faixa com os dizeres “Yeda culpada. Impeachment já” e cantaram o hino do Rio Grande do Sul.
Nesta quarta-feira, dia 23, durante a instalação da Comissão Especial que tratará do processo de impeachment da governadora Yeda Crusius, os servidores estiveram presentes novamente no plenário da Aassembleia e mais tarde na sessão da CPI da Corrupção em que, pela primeira vez, os representantes da base aliada compareceram ao Plenarinho.
Recebidos com vaias e gritos de “finalmente, hein deputado?,” alguns parlamentares da base governista se irritaram e um deles, Alceu Moreira, do PMDB, bateu boca com os manifestantes. Alceu Moreira era presidente do Legislativo, em 2008, quando foi protocolado pedido de impeachment da governadora pelo PSOL. Ele arquivou o processo.

A posição do FSPE/RS tem o objetivo de chamar a atenção dos deputados estaduais para suas responsabilidades constitucionais de apurar irregularidades com o dinheiro público. Até agora, o que se viu dos representantes dos partidos que apoiam o governo mais corrupto da história gaúcha, é boicote aos trabalhos da CPI da Corrupção e ações para impedir que o processo de impeachment da governadora Yeda Crusius seja bem sucedido.

Fonte: www.semapirs.com.br com informações de Higino Barros

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Dia 28/9 tem Debate sobre a Legalização do Aborto


A Federação dos Bancários RS, SindBancários e Marcha Mundial de Mulheres/RS promovem um o debate sobre a legalização do aborto no Brasil, seguido de exibição do Documentário: “Ventre Livre”.
As atividades serão realizadas na próxima segunda-feira, 28, Dia de Luta pela Descriminalização do Aborto na América Latina e Caribe, a partir das 18h, na Casa dos Bancários.

Programação

18h – Informes da Frente Nacional pela Legalização do Aborto e debate,
com a participação de Télia Negrão – Rede Feminista de Saúde e
Cláudia Prates – Conselho Nacional dos Direitos da Mulher e Marcha Mundial de Mulheres/RS

19h – Exibição do documentário “Ventre Livre” - (1994), dirigido por Ana Luiza Azevedo

Fonte: www.feebrs.org.br
Foto: MMM - Marcha Mundial das Mulheres no Grito dos Excluídos 04/09/2009 - por Vital Barbosa

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Os Escritos Secretos de ZERO HORA - desmascarando o Grupo RBS


No dia em que o tablóide gaúcho Zero Hora chegava às bancas com uma espetacular matéria acerca de um "novo caderno dos sem-terra", com anotações secretas que revelariam as "estratégias" do MST, a Unidade Roto Rooter de Reportagem deste Cloaca News passava pela rua lateral à sede daquele diário - curiosamente, Rua Zero Hora - quando teve sua atenção chamada por um enorme latão, cheio de embalagens gordurosas de pizza e papéis picados. Estacionamos nosso Cloacomóvel diante do recipiente e, burlando o aparato de segurança daquela organização, recolhemos a esmo o que foi possível. De volta à nossa redação, pudemos, enfim, avaliar todo o papelório. Entre o material recolhido estava um caderno escolar, de capa alaranjada, com 26 páginas escritas à mão, contendo anotações do que parece ser o resultado de uma reunião de pauta daquela gazeta, ocorrida dias antes.
Sob o título "Linhas Gerais", podemos presumir que tratam-se de diretrizes editoriais que valem "p/ ZH, DSM e Pioneiro", ou seja, Zero Hora, Diário de Santa Maria e O Pioneiro, de Caxias do Sul, os três principais veículos impressos do Grupo RBS no Rio Grande do Sul.
Alguns nomes estão grafados por iniciais, como YRC, por exemplo. Coincidentemente, as três letrinhas formam as iniciais da tucana Yeda Rorato Crusius. Há também referência a um certo "P.S.", em que se cobra dele uma "carta bimestral". Verificando o histórico epistolar do colunista Paulo Santana, que vira e mexe troca correspondência com YRC, imaginamos ser este o personagem da anotação.




Nesta outra imagem (abaixo), sugere-se que "LM" repercuta "RO" e "vice-versa". O tópico trata de uma eventual "sinergia" entre os vários veículos do grupo. "LM" seria Lasier Martins, da Rádio Gaúcha e do Jornal do Almoço, na RBS TV. "RO", ao que tudo indica, é a colunista joão-ninguém de ZH, Rosane de Oliveira.
Outra sigla é "TG", supostamente, o Ministro da Justiça e pré-candidato ao governo estadual Tarso Genro. Pelas instruções editoriais, deve ser atribuída a ele toda a responsabilidade por qualquer "vazamento". Não nos parece, nesse caso, que estejam tratando de problemas hidráulicos.



Bastante elucidativa, igualmente, a página dedicada à cobertura do MST.



Tanto quanto o caderno "jogado em uma lata de lixo no estacionamento do Incra", apresentado por Zero Hora, que "permite que a sociedade conheça o que o movimento [MST] pensa sobre assuntos estratégicos", este odorante achado do Cloaca News permite que a sociedade conheça o tipo de jornalismo praticado pela corporação hegemônica, sob o báculo da famiglia Sirotsky, com a cumplicidade de sua devotada matilha.

Fonte: http://cloacanews.blogspot.com

Convocada Conferência de Comunicação no RS pela Assembléia Legislativa

DIÁRIO OFICIAL DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA
Porto Alegre, quarta-feira, 23 de setembro de 2009. ADM 2

RESOLUÇÃO DE MESA N.º 943/2009

Autoriza a Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul a convocar etapa eletiva da 1.ª Conferência Nacional de Comunicação – CONFECOM.

A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, no uso de suas atribuições,

RESOLVE:

Art. 1.º Fica a Assembleia Legislativa autorizada a convocar a 1.ª Conferência Estadual de Comunicação, como etapa eletiva da 1.ª Conferência Nacional de Comunicação - CONFECOM, convocada pelo Decreto Federal de 16 de abril de 2009.

Art. 2.º A 1.ª Conferência Estadual de Comunicação realizar-se-á até o dia 8 de novembro de 2009, em local indicado pela Assembleia Legislativa.

Parágrafo único. A conferência a que se refere o "caput" será realizada em conformidade com o que dispõe o Regimento Interno da 1.ª Conferência Nacional de Comunicação - CONFECOM, constante da Portaria n.º 667, de 2 de setembro de 2009, do Ministério das Comunicações.

Art. 3.º A organização e coordenação da Conferência ficará a cargo de uma Comissão Organizadora, a ser instituída oportunamente observado o critério de composição e deliberação estabelecidos pela Comissão Organizadora da CONFECOM.

Art. 4.º Esta Resolução de Mesa entra em vigor na data de sua publicação.

Sala de Reuniões, em 22 de setembro de 2009.
Firmaram este documento:

Deputado Ivar Pavan, Presidente.
Deputado Francisco Appio, 2.º Vice-Presidente.
Deputado Giovani Cherini, 1.º Secretário.
Deputado Nélson Härter, 2.º Secretário.
Deputado Paulo Brum, 3.º Secretário.
Deputado Cassiá Carpes, 4.º Secretário.

Fonte: www.al.rs.gov.br

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Ato público dos Servidores Públicos Estaduais denunciam negócio ilícito na compra da casa da governadora


O dia 16 de julho amanheceu diferente no Bairro Três Figueiras, onde se localiza a Casa da governadora Yeda Crusiss, do PSDB. Havendo suspeitas sobre a compra do imóvel ter sido adquirido com verba de Caixa 2 da Campanha Eleitoral de Yeda, os servidores públicos estaduais, organizados no fórum - FSPE, reuniram-se defronte à casa para denunciar diversos fatos à população gaúcha. De forma incoerente, a governadora reside em uma mansão - avaliada em mais de um milhão de reais - enquanto os alunos da rede pública são obrigados a assistirem às suas aulas dentro de containers, nas "Escolas de Lata". Lado a lado diante dos portões, os servidores públicos foram recebidos de forma bastante raivosa pela governadora, que se dirigiu ao jardim e passou a debochar dos manifestantes, com gestos e gritos. Em seguida, impedida de poder frear os gritos de "impeachment já" e sem ter até hoje explicado as maiores fraudes e a corrupção que se instalou no seu governo, Yeda retornou portando cartazes com os dizeres: "Vocês não são professores, torturam crianças. Abram alas que minhas crianças querem sair." (foto)

Partiu da governadora e da filha a decisão de expor os netos, trazendo-os até as grades da mansão. Em seguida, a bordo de um automóvel, as crianças seguiram para a escola - com a certeza de que não teriam suas aulas em salas de lata, como a que viam diante da casa -, e passaram no meio da população indignada.
A partir desse momento, já tendo chegado ao local algumas emissoras de televisão ligadas às redes nacionais, o que se viu foi uma deliberada demonstração de força e de autoritarismo. A governadora Yeda acionou as forças pertencentes ao Estado para uma dura repressão aos manifestantes.
A tropa de choque da Brigada Militar se alinhou e passou a cumprir as ordens da governadora. Não se fazia presente a força militar para proteger ou zelar pelo bem-estar da população presente, mas, numa inversão dos valores democráticos vigentes desde a Constituição de 1988, a Brigada Militar agia no intuito de intimidar, de agredir e de reprimir toda e qualquer forma de manifestação dos presentes que gritavam: "Fora, Yeda!".
De forma bastante desigual, estavam, de um lado, policiais treinados, escudos, capacetes, cassetetes, coletes à prova de balas e munição e, de outro, trabalhadores e trabalhadoras da área da justiça, da educação, da saúde, dos transportes, da cultura, da informática e do processamento de dados, cuja única "arma" eram suas organizações sindicais, faixas, cartazes e um microfone.
O ataque da BM não poupou sequer o emblemático container de lata, que restou ompletamente amassado e distorcido.
Empurrados e pressionados pelos escudos, os manifestantes passaram a deixar o local.
Quando as centenas de pessoas retornavam às ruas abaixo, em que estavam estacionados os ônibus, a tropa de choque realizou dois movimentos ordenados de cerco e de agressão. Com o objetivo de efetuar a prisão das lideranças, os brigadianos empurraram e derrubaram alguns e pisotearam e agrediram outros, até conseguirem seu intento. Por fim, de forma abusiva, prenderam, primeiro a Vice-Presidente do CPERS - sindicato, que foi algemada e colocada no carro da polícia. Alguns repórteres foram até ela, que, pela janela do carro, declarou estar algemada e que, além de não lhe ter sido dito qual era a causa da prisão, tiraram-lhe a possibilidade de comunicação, retirando-lhe o celular e, da educadora não se pôde ter mais imagens, pois os policiais também empurraram as câmeras. Ato contínuo e atendendo a ordens específicas, os policiais investiram na direção da Presidente do CPERS, Rejane Oliveira, derrubaram a professora e a arrastaram - algemada - para tentar sua intimidação através de mais uma prisão arbitrária.
Na tentativa de realizar algum tipo de entrevista e de registrar algumas imagens, repórteres tentaram se aproximar das dirigentes sindicais Rejane e Neida, que foram conduzidas sob custódia policial até o Palácio da Polícia. Também foi presa uma Vereadora do PSOL e foram ameaçados outros manifestantes, horrorizados com a atuação dos soldados.

A atitude desequilibrada da governadora do RS e sua reação colérica às denúncias de corrupção, o Rio Grande já conhecia até aquela manhã. Todavia, sua escolha de se expor naquela postura raivosa e autoritária tornou Yeda conhecida em todo o país, nas páginas de notícias da rede mundial de computadores, que passaram a estampar ao Brasil e ao mundo de que forma se dá, na prática, seu "novo jeito de governar", com repressão e com abuso de poder.

Grande mobilização na Praça da Matriz

Do meio da manhã em diante, a Praça da Matriz ficou repleta. A concentração de manifestantes que, mesmo abaixo de chuva, não se calaram diante de tantas denúncias de corrupção, de uso de "caixa 2", de formação de quadrilha, de fraude em licitações, de uso de dinheiro público para aquisição ilícita de mansão e desvio do erário. O Ato Público reuniu lideranças de diversos segmentos dos movimentos sociais que juntos pediram o impeachment de Yeda.

Impedidos de expressar sua indignação defronte ao Palácio Piratini - onde havia uma barreira da Brigada Militar (ver foto) - o Ato Público com balões pretos e mais de mil manifestantes permaneceram em vigília até que as líderes sindicais fossem libertas de sua prisão arbitrária e abusiva. Ficaram por várias horas a Presidente e a Vice-Presidente do CPERS, e a organização sindical lhes garantiu o neessário apoio jurídico. Registrou-se também a presença de parlamentares gaúchos para garantir suas integridades físicas e morais, sobretudo para impedir que fossem cometidas ainda mais arbitrariedades. Rejane e Neida obtiveram sua devida liberdade e vieram dar o seu testemunho junto aos ativistas. Em meio às palavras de ordem "Ai, ai, ai, ai - empurra a Yeda que ela cai", "Yeda, FORA", "Impeachment, JÁ!" e muita irresignação, estavam presentes a CUT e as Centrais Sindicais de esquerda, Conlutas, CTB e Intersindical, com a representação dos seus sindicatos filiados, a Marcha Mundial das Mulheres, Sindicato dos Bancários, SINDISEPE, Sindppd-RS, SEMAPI, Sindicato dos Metalúrgicos, Sintrajufe, SINTECT-RS (dos Correios), além de diversos núcleos do CPERS e outros movimentos sociais.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Audiência Pública debate a Conferência Nacional de Comunicação


Quase 100 pessoas se reuniram na Assembleia Legislativa do Estado para debater junto à Comissão de Serviços Públicos o futuro da Comunicação no Brasil. Para esse debate, estavam na mesa, além do Presidente da Comissão, Deputado Fabiano Pereira, o Deputado Alceu Moreira, o Superintendente de Comunicação da ALERGS - Celso Schroeder, a ABRAÇO - Clementino Lopes, a CUT-RS, Paulo Farias, o CRP- Conselho Regional de Psicologia - Ivarlete, o Sindicato dos Jornalistas - Márcia Camarano, o Sintrajufe - Cristina Lemos, a POATV TV Comunitária de Poa - Oscar Plentz, entre outras entidades.
A diretora do Sintrajufe lembrou aos presentes que o Brasil “é uma grande nação de brasileiros e brasileiras que não vêem nos grandes veículos de comunicação”. Para ela, há um abismo entre os que é divulgado e a realidade da população. A comunicação é um serviço público, e como tal, deve ter controle público".
A Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que acontece de 1º a 3/12, em Brasília, é uma etapa fundamental para a democratização. É precisamos regulamentar a TV, o rádio e o jornal, implementar a TV pública e ter legislação específica para TVs e rádios comunitárias, afirmou.
O superintendente de Comunicação Social da AL, Celso Schröder, disse que é preciso ter presente que a Confecom é uma demanda e uma vitória dos movimentos sociais. O jornalista afirmou que o tema é essencial para a democracia. A mesma opinião foi manifestada pela representante do Conselho Regional de Psicologia, Ivarlete de França. Ela explicou que a psicologia entende que a mídia é responsável pela produção de subjetividades. Na opinião de Ivarlete, só haverá democracia no Brasil quando todas as pautas que reflitam a diversidade da sociedade estiverem na grande mídia.
A explanação do representante da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço), Clementino dos Santos Lopes, mostrou grande divergência com a proposta aprovada na comissão organizadora da Confecom, que, segundo ele, foi uma imposição do setor empresarial. “Aceitamos as regras do jogo resistindo até o último momento”, afirmou. Lopes denunciou que, somente no Rio Grande do Sul, há mais de 140 rádios comerciais funcionando normalmente, apesar da outorga vencida, enquanto as rádios comunitárias são penalizadas, perseguidas e têm seus equipamentos apreendidos.

CUT na audiência pública Pró-CONFECOM


“Nós, da CUT e de todos os movimentos sociais, vivemos a ditadura da mídia”, afirmou Paulo Farias, secretário de Comunicação CUT/RS. A mídia, continuou ele, forma consciências, padroniza atos. A Confecom, na opinião do dirigente, é um anseio da sociedade, “houve uma luta muito grande para chegar a ela”. A criminalização dos movimentos sociais, a forma deturpada como as lutas dos trabalhadores são divulgadas nos grandes veículos, foram criticadas por Farias. E os espaços são fechados mesmo para divulgação paga: ele informou que, para uma entidade do movimento para fazer uma divulgação em um veículo comercial, paga até três vezes mais que o preço de tabela. O cutista disse que a Central também está preocupada com a democratização das relações de trabalho nas redações. Um problema que seria reduzido com a aprovação da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho, contra a demissão imotivada. Voltando à Confecom, Farias disse que o processo não tem que ter a tutela de ninguém. “Tem que ser apartidário, em que todos tenham espaço, direito de se expressar e dizer o que pensa”, concluiu.
Em entrevista à TV-AL, da Assembleia Legislativa, a Diretora Cristina Lemos, da Secretaria de Comunicação do Sintrajufe e membro da Comissão RS Pró-Conferência Nacional de Comunicação, reiterou a importância de as entidades trazerem esse debate da democratização dos meios de comunicação para a sociedade, para dentro de suas categorias. Nesse momento histórico, em que a sociedade se organiza para debater a legislação e o controle público da mídia, Cristina considera que é um dos caminhos para mudar o país.

Perguntada acerca da atuação do sindicato e de seus pleitos para a categoria, a Diretora reiterou que o grande avanço tecnológico que representa a incorporação do processo virtual à vida dos servidores e da justiça federal deveria vir acompanhado de um grande avanço para os trabalhadores: a redução da jornada de trabalho. Ressaltou que há grande preocupação por parte do sindicato com o impacto que o processo eletrônico pode acarretar à saúde dos servidores.
A Comissão de Serviços Públicos da Assembleia Legislativa do RS (AL) enviará ofício à governadora Yeda Crusius, para que seja convocada a etapa estadual da Conferência de Comunicação. O prazo é até 15/9. Segundo o presidente da comissão, deputado Fabiano Pereira (PT), também será remetido documento ao presidente da Assembleia, deputado Ivar Pavan (PT), para que ele fique “apto e preparado” a fazer a convocação, caso a governadora não o faça.
O prazo para o executivo convocar a Conferência Estadual de Comunicação é dia 15 de setembro. Se não ocorrer a convocação, o Poder Legislativo poderá efetuar a convocação, que deverá efetivar a Conferência Estadual até a data limite de 08 de novembro, conforme o Regimento Interno da Confecom, publicado hoje no Diário Oficial da União.

Rosane Vargas e Cristina Lemos
Fonte: com informações do www.sintrajufe.org.br

Marcha Estadual de Lésbicas aconteceu na Redenção


No domingo dia 31/08, houve um evento no Parque Farroupilha em Porto Alegre, o qual culminou com a Marcha Lésbica de Poa e III Marcha Lésbica Estadual.
Estavam presentes, além de representação da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, muitas entidades do Movimento Feminista e sindical, cito aqui algumas:
CUT, Federação dos Bancários, Sintrajufe, Sindicato dos Bancários de Poa, Themis, Marcha Mundial das Mulheres, Liga Brasileira de Lésbicas, Semapi, Cpers sindicato, CTB, Grupo Hospitalar Conceição, Coletivo de Mulheres da CUT-RS, Coletivo de Mulheres da UFRGS, Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Estado do RS, Coordenadoria Estadual da Mulher, Maria Mulher - Organização de Mulheres Negras, NUANCES, Núcleo de Estudo e Pesquisa em Antropologia do Corpo e da Saúde - NUPACS/UFRGS, Rede Feminista de Saúde, SINDSEPE-RS, SINDISAÚDE - RS, SINDISINDI, SINDSPREV - RS, SINTTEL, Sec. Mulheres do PT, UJS, etc.

A Marcha Mundial das Mulheres realizou a sua tradicional batucada, com gritos de ordem em defesa da legalização do aborto seguro e pela descriminalização das mulheres que praticam aborto. Pela Marcha, a companheira Marilise Fróes deu o recado, denunciando os casos de violência contra as mulheres em todos os segmentos da sociedade.
Em fala pelo Sintrajufe, uma das entidades que estimula a discussão e a denúncia quanto ao preconceito contra a orientação sexual nos locais de trabalho, a Diretora Cristina convidou os presentes no Parque da Redenção a se agregarem à caminhada, pois era uma manifestação em defesa dos direitos humanos, papel de qualquer sindicato que possua compromisso com sua categoria. Ao final, a Diretora chamou a população - que contava milhares de presentes no parque naquele domingo de sol - a se apropriar da discussão existente em torno da realização da I Conferência Nacional de Comunicação e da possibilidade dee transformação da sociedade que possui o debate contido nesse processo conferencial.

A companheira Denise da FEEB-RS salientou que as mulheres recebem salários menores do que os homens pelo exercício das mesmas funções e que o censo dos banqueiros aplicado nos funcionários não incluía a pergunta acerca da orientação sexual.
A caminhada das Lésbicas reuniu vários matizes da sociedade, pois a invisibilidade que é imposta às companheiras facilita a violência e o preconceito.

Grito dos Excluídos 2009 será nesta sexta

O 15º Grito dos Excluídos terá como lema: “Vida em primeiro lugar: a força da transformação está na organização popular”. A concentração para o Grito dos Excluídos 2009, nesta sexta-feira, dia 4, inicia às 10h, em frente ao Palácio Piratini.O Grito dos Excluídos é um espaço de articulação de forças sociais que se juntam para fazer do Dia da Pátria um grito pela Nação! O Grito é um processo, que compreende um tempo de preparação e pré-mobilização, seguido de compromissos concretos que dão continuidade às atividades.
Tem três grandes objetivos: denunciar o modelo político e econômico que, ao mesmo tempo, concentra riqueza e renda e condena milhões de pessoas à exclusão social; tornar público, nas ruas e praças, o rosto desfigurado dos grupos excluídos, vítimas do desemprego, da miséria e da fome; e propor caminhos alternativos ao modelo econômico neoliberal, de forma a desenvolver uma política de inclusão social, com a participação ampla de todos os cidadãos, é um anúncio de esperança.

O QUE é O GRITO:
O Grito dos Excluídos é uma grande manifestação popular para denunciar todas as situações de exclusão e assinalar as possíveis saídas e alternativas. Acontece normalmente no dia sete de setembro (no Brasil) e no dia 12 de outubro em toda a América, há 11 anos, mobiliza milhões de pessoas sob o lema “Por Trabajo, Justicia y
Vida”.
Antes de tudo, é uma dor secular e sufocada que se levanta do chão. Dor que se transforma em protesto, cria asas e se lança no ar. De ponta a ponta do país ou do continente, o povo solta ao vento o seu clamor, longamente silencioso e silenciado. É um grito que ganha os ares, entra pelas portas e janelas, toma os espaços. Tem
como objetivo unificar todos os gritos presos em milhões de gargantas, desinstalar os acomodados, ferir os ouvidos dos responsáveis pela exclusão e conclamar todos à organização e à luta. É o grito dos empobrecidos, dos indefesos, dos pequenos, dos
sem vez e sem voz, dos enfraquecidos - numa palavra, o grito dos excluídos. Quer ser uma instância articuladora, animadora e interpeladora dos movimentos sociais; um espaço facilitador das diversas lutas e demandas sociais.

EIXOS ORIENTADORES
• Superação da exclusão social;
• Luta pelo não pagamento da Dívida externa;
• Resgate das dívidas sociais;
• Luta contra o modelo neoliberal;
• Luta contra todas as formas de migração forçada, xenofobia e
racismo;
• Continuar apoiando a luta contra a ALCA/Livre Comércio, OMC e
FMI;
• Luta contra a Militarização Estadunidense na América Latina e
Caribe;
• Luta pela paz e contra a guerra.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Regimento Interno da CONFECOM deve ser publicado amanhã

A Comissão Organizadora da 1ª Conferência Nacional de Comunicação conseguiu dar um passo importante nesta terça-feira (01). Na reunião, realizada de manhã e à tarde, no Ministério das Comunicações, em Brasília, representantes das entidades sociais, do poder público e do empresariado fecharam, finalmente, o regimento interno da Confecom. O assessor jurídico do Ministério das Comunicações, Marcelo Bechara, informou que o ministro Hélio Costa chega de viagem esta quarta-feira (02) e, por isso, garantiu que o regimento interno será publicado no Diário Oficial da União de quinta-feira (03).
A coordenadora da Fenajufe Sheila Tinoco, que participou da reunião como titular na vaga do FNDC (Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação), afirma que o encontro de ontem teve o compromisso de finalizar o conteúdo do regimento interno, o que possibilitou avançar nos trabalhos de organização da Confecom. Sheila cobrou ao representante do Minicom que o governo federal envie uma orientação a todos os estados para que marquem logo as etapas estaduais. A coordenadora da Fenajufe lembrou que o prazo final para os governadores convocarem oficialmente a conferência estadual se encerra no dia 15 de setembro. Caso o governo não chame a conferência, o Legislativo poderá convocar até o dia 20 de setembro.
“Nós estamos com o prazo curto e precisamos ter uma posição dos Estados para garantir que as etapas estaduais aconteçam. Além do regimento, queremos que o governo federal envie também uma mensagem aos governadores orientando, oficialmente, a participação na Confecom”, ressalta Sheila.
O assessor jurídico do Ministério das Comunicações, Marcelo Bechara, se comprometeu a fazer esse documento, que será assinado pelo ministro Hélio Costa e encaminhado aos Estados, junto com o regimento interno.
Outra cobrança feita pelos representantes dos movimentos sociais foi em relação ao local onde será realizada a Confecom, marcada para os dias 1º, 2 e 3 de dezembro, em Brasília. O representante do Minicom informou que já há dois lugares previamente reservados, que comportam 2 mil pessoas: a Academia de Tênis e o Espaço Brasil 21.

Temas sensíveis e quorum qualificado: debate, disputa e votação

Um dos momentos polêmicos da reunião desta terça-feira foi durante o debate sobre a definição de quais temas seriam sensíveis e que deveriam ser votados com o quorum qualificado de 50% para cada segmento participante da Confecom. O representante da Fitert (Federação Interestadual dos Trabalhadores em Rádio e TV), Nascimento Silva, argumentou que era preciso limitar a quantidade desses temas sensíveis e não deixar sem definição, conforme defendem as entidades do empresariado. Nascimento defendeu que apenas três temas pudessem ter essa caracterização e quorum qualificado para votação.
Depois de um longo debate, não houve acordo entre as entidades, sendo esse o único ponto votado na reunião de ontem. Com o empate de 9 votos favoráveis à limitação, conforme defenderam as organizações sociais, e 9 votos contra, seguindo a proposta do empresariado, esse ponto do regimento será definido pelo ministro Hélio Costa, conforme regras estabelecidas e previamente acordado entre os segmentos.
Na avaliação de Sheila Tinoco, o ministro das Comunicações deverá seguir o entendimento dos empresários e não limitar os temas sensíveis. “Este ponto deverá ser resgatado no debate sobre a metodologia a ser adotada na Confecom, que será definida por Resolução da Comissão Organizadora. Nesse momento, o movimento social deverá mais uma vez propor e defender a limitação destes temas sensíveis em prol de uma dinâmica democrática na Conferencia. Dificultar o debate sobre qualquer tema em uma Conferencia de Comunicação é no mínimo contraditório em um processo que deve ser amplo e democrático”, ressalta.

Número de participantes

O número de participantes da etapa nacional da Confecom também foi um dos pontos que rendeu debate entre os presentes à reunião de ontem. O representante do Ministério das Comunicações propôs que o número total de participantes seja 1.500, recuando de um acordo já definido em reuniões anteriores de que esse seria o número mínimo de delegados. De acordo com a proposta apresentada ontem, esse teto incluiria delegados, observadores e convidados.
O coordenador da Abraço (Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária), José Sóter, defendeu a proposta que já havia sido acertada anteriormente e lembrou que esse acordo era fruto de um processo de debate entre os integrantes da Comissão Organizadora. Ao final, ficou acertado que a etapa nacional da Confecom terá 1539 delegados.

Quorum para eleição de delegados nos Estados

A diretora de Comunicação da CUT nacional, Rosane Bertoti, resgatou a proposta das organizações sociais, também já acertada na Comissão Organizadora, definindo que para os Estados elegerem a quantidade máxima de delegados a que terão direito, cada segmento (movimentos sociais, empresariado e poder público) terá que garantir pelo menos o dobro de participantes (referente ao número de delegados) na etapa estadual.
Houve uma tentativa de recuo nessa proposta, por parte do governo e do empresariado, mas ao final ficou acertado que no regimento esse ponto entrará da forma como defendem as entidades do movimento social.

Outra conquista dos representantes da Comissão Pró-Conferência foi o aumento do número máximo e do número mínimo de delegados, a depender de cada Estado. A coordenadora da Fenajufe defendeu que o número mínimo, no caso daqueles estados menores, passe dos atuais 15 para 24 delegados. Sheila afirma que essa ampliação é uma defesa do conjunto dos movimentos sociais, com o objetivo de garantir maior representatividade de estados, como Acre, Rondônia, Roraima, Tocantins e o próprio Distrito Federal, que teriam, pelo número anterior, uma participação bastante reduzida de delegados. “Dessa forma, valorizamos e ampliamos a representação destas regiões. Defendemos e conseguimos ampliar a proposta original de 15 para 24”, afirma Sheila.
As entidades sociais defenderam, ainda, que o máximo para os estados maiores também fosse ampliado. Essa proposta, defendida pelos representantes dos movimentos sociais, atendia à reivindicação da Comissão Paulista Pró-Conferência e que também beneficiará outros estados, como Minas Gerais. Esse número foi ampliado para 210, valor bem maior do que estava sendo defendido pelos representantes do governo, que era de 120 delegados.

Definição dos segmentos

No debate sobre a definição dos segmentos que participarão da Confecom, segundo Sheila, houve divergência do movimento social com a proposta apresentada pelo governo definindo o segmento “sociedade civil empresarial” como sendo os representantes de empresas e entidades que atraem interesses das empresas de comunicação. Para ampliar e garantir a participação deste segmento e não limitar somente as associações empresariais, conforme proposta apresentada pelos representantes da Abra (Bandeirantes e Rede TV) e da Telebrasil (entidade que representa as Teles), o movimento social defendeu “sociedade civil empresarial” como sendo representantes de empresas ou de entidades do setor empresarial organizado que congregue interesses do setor da comunicação.
Com relação à cota de delegados que o ministro Helio Costa teria o direito de indicar, o artigo previsto para entrar no regimento interno foi suprimido. De acordo com a coordenadora da Fenajufe, as entidades do movimento social argumentaram que este número já está contemplado na cota dos 20% destinados ao poder público e também em artigo que resguarda a participação de representantes da Administração Pública Federal na Confecom.
A próxima tarefa agora da Comissão Nacional Organizadora, conforme prevê o regimento, é a elaboração das resoluções que definirão os eixos temáticos, a metodologia e o documento referência (com as teses apresentadas pelos segmentos para serem debatidas na etapa nacional). A reunião que debate essas resoluções está acontecendo nesta quarta-feira (02), desde as 10 horas, no Ministério das Comunicações, com representantes dos três segmentos. O movimento social está sendo representado pelo coordenador da Abraço José Sóter, pela coordenadora da Fenajufe Sheila Tinoco, como titulares, e pelo integrante do Intervozes Jonas Valente, como suplente.

Sheila considera a aprovação do regimento interno na reunião de ontem um passo importante no processo de organização da Confecom. Ela avalia, no entanto, que a grande vitória do movimento social na Conferência será o processo amplo de mobilização em todo o país. “Esse processo deverá envolver o maior numero de militantes sociais e de trabalhadores. Fazer com que esse debate popular chegue às residências, aos locais de trabalho, escolas, praças e esquinas será, com certeza, o nosso grande desafio a ser alcançado”, reforça.

Leonor Costa

FONTE: www.fenajufe.org.br

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Plenária pró-Conferência de Comunicação - Participe do Ato na Esquina Democrática


Amanhã, a partir das 10h, no auditório do Cpers/Sindicato (Av. Alberto Bins, 480), será realizada uma plenária pró-Conferência Nacional de Comunicação. Participarão representantes de diversas entidades, entre elas o Sintrajufe, Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço), Sindicato dos Jornalistas, Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Sindicato dos Bancários e Sindicato dos Correios.

Às 12h, na Esquina Democrática (Andradas com Borges de Medeiros), será realizado um ato público, com distribuição de material à população, chamando para a audiência pública de 3/9 (a partir das 9h30min, na Sala Maurício Cardoso, no 4º andar da Assembleia Legislativa) pela realização da Conferência Nacional.

No final da tarde, às 19h, também no auditório do Cpers/Sindicato, o jornalista Altamiro Borges estará lançando seu livro A ditadura da mídia e participará de um debate sobre a comunicação no Brasil.

Fonte: http://rsproconferencia.blogspot.com/ e www.sintrajufe.org.br

NOTA PÚBLICA do MST sobre ASSASSINATO de ELTON BRUM pela BRIGADA MILITAR


O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra vem a público, manifestar novamente seu pesar pela perda do companheiro Elton Brum, manifestar sua solidariedade à família e para:
1. Denunciar mais uma ação truculenta e violenta da Brigada Militar do Rio Grande do Sul que resultou no assassinato do agricultor Elton Brum, 44 anos, pai de dois filhos, natural de Canguçu, durante o despejo da ocupação da Fazenda Southall em São Gabriel. As informações sobre o despejo apontam que Brum foi assassinado quando a situação já encontrava-se controlada e sem resistência. Há indícios de que tenha sido assassinado pelas costas.
2. Denunciar que além da morte do trabalhador sem terra, a ação resultou ainda em dezenas de feridos, incluindo mulheres e crianças, com ferimentos de estilhaços, espadas e mordidas de cães.

3. Denunciamos a Governadora Yeda Crusius, hierarquicamente comandante da Brigada Militar, responsável por uma política de criminalização dos movimentos sociais e de violência contra os trabalhadores urbanos e rurais. O uso de armas de fogo no tratamento dos movimentos sociais revela que a violência é parte da política deste Estado.. A criminalização não é uma exceção, mas regra e necessidade de um governo, impopular e a serviço de interesses obscuros, para manter-se no poder pela força.
4. Denunciamos o Coronel Lauro Binsfield, Comandante da Brigada Militar, cujo histórico inclui outras ações de descontrole, truculência e violência contra os trabalhadores, como no 8 de março de 2008, quando repetiu os mesmos métodos contra as mulheres da Via Campesina.
5. Denunciamos o Poder Judiciário que impediu a desapropriação e a emissão de posse da Fazenda Antoniasi, onde Elton Brum seria assentado. Sua vida teria sido poupada se o Poder Judiciário estivesse a serviço da Constituição Federal e não de interesses oligárquicos locais.
6. Denunciamos o Ministério Público Estadual de São Gabriel que se omitiu quando as famílias assentadas exigiam a liberação de recursos já disponíveis para a construção da escola de 350 famílias, que agora perderão o ano letivo, e para a saúde, que já custou a vida de três crianças. O mesmo MPE se omitiu no momento da ação, diante da violência a qual foi testemunha no local. E agora vem público elogiar ação da Brigada Militar como profissional.

7. Relembrar à sociedade brasileira que os movimentos sociais do campo tem denunciado há mais de um ano a política de criminalização do Governo Yeda Crusius à Comissão de Direitos Humanos do Senado, à Secretaria Especial de Direitos Humanos, à Ouvidoria Agrária e à Organização dos Estados Americanos. A omissão das autoridades e o desrespeito da Governadora à qualquer instituição e a democracia resultaram hoje em uma vítima fatal.
8. Reafirmar que seguiremos exigindo o assentamento de todas as famílias acampadas no Rio Grande do Sul e as condições de infra-estrutura para a implantação dos assentamentos de São Gabriel.
Exigimos Justiça e Punição aos Culpados!

Por nossos mortos, nem um minuto de silêncio. Toda uma vida de luta!
Reforma Agrária, por justiça social e soberania popular!

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra

Fonte: www.mst.org.br
Fotos obtidas durante a desocupação - divulgação dos jornalistas

Comentário da Cris:
A grande mídia e a Brigada Militar se referem a um "confronto" ou "conflito". Sendo assim, por que os brigadianos a cavalo estão com a proteção do capacete levantada? Reparem, na última foto, o brigadiano com uma espingarda calibre 12.
O companheiro Elton Brum foi atingido pelas costas por tiros de uma arma calibre 12, o que caracteriza a "execução" por parte da BM.
Até quando vamos tolerar os abusos da Brigada Militar e que os movimentos sociais sejam tratados como criminosos?
Enquanto isso, os verdadeiros corruptos ligados ao governo do estado desviam milhões em verbas públicas para o uso particular, como a quadrilha do Detran e os correligionários do governadora Yeda Crusius.
Impeachment Já!
Fora Yeda e fim do autoritarismo no RS

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Seminário de Formação de Mulheres PeTistas


Dia 17 de agosto, a partir das 18 horas, na sede municipal do PT Porto Alegre: Av João Pessoa, 785.
Programação: 18 h - Lançamento da Campanha de Filiação pela Secretaria Estadual de Mulheres do PT-RS

18:30 h - Analisando a Conjuntura: com as Deputadas Maria do Rosário, Stella Farias e Vereadora Sofia Cavedon
19:30 h - Palestra Psicóloga Martha Narvaz - Lei Maria da Penha
Tecendo redes para efetiva atenção às mulheres vítimas de violência domèstica
20:30 h - Debates e Encaminhamentos
21:00 h - Encerramento

Fonte: PT Porto Alegre

terça-feira, 4 de agosto de 2009

São Paulo realiza a Pré-Conferência de Comunicação

No sábado, dia 1º de agosto, a Comissão Paulista Pró-Conferência de Comunicação realizou a primeira Pré-Conferência de Comunicação. Segue a Declaração Final do Encontro.

Declaração final
Nós, 277 representantes de movimentos sociais, sindicatos e entidades da sociedade civil reunidos na 1ª Pré Conferência Paulista de Comunicação, reivindicamos:

- a garantia de realização da I Conferência Nacional de Comunicação ainda que os setores empresariais se retirem do processo;
- a retomada dos R$ 8,2 milhões previstos no orçamento de 2009 para a realização da Conferência;
- a imediata aprovação do regimento a partir das propostas apresentadas pelos movimentos sociais e entidades da sociedade civil não-empresarial e convocação das etapas municipais, regionais e estaduais;
- a rejeição das “condições mínimas” impostas pelos empresários em relação ao temário e aos critérios de participação;
- que a Conferência debata amplamente a atual situação da mídia e defina políticas públicas de democratização da comunicação, sem qualquer restrição do temário;
- que a Conferência garanta a representação dos diversos setores da sociedade civil sem se submeter às propostas de sobre-representação do setor empresarial

São Paulo, 1º de agosto de 2009.