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quarta-feira, 7 de março de 2012

Ciclovias começam a sair do papel em Cidreira

Em 28 de janeiro de 2012 é possível ver as obras das ciclovias em Cidreira-RS.
Foto: Vital Barbosa
Texto publicado no Blog: http://alemaobikes.blogspot.com

Verão 2011/2012, as obras de construção da CICLOVIA de Cidreira já podem ser notadas pelos moradores, visitantes e veranistas. Em boa parte da Avenida Fausto Borba Prates, desde a Colônia de Férias da Brigada Militar, quase até o Hospital de Cidreira, pode-se ver a ciclovia tomando forma, em com trechos concluídos do calçamento.

Uma obra que representa uma vitória para a população e que deve ser fiscalizada para que seja efetivamente concluída e ampliada.

Dessa forma, ficamos felizes com o andamento da CICLOVIA e torcemos para que seja adequado para o uso, com luminárias e bancos, lixeiras, bebedouros e a perfeita sinalização.
Será preciso reforçar, junto ao poder público, que sejam colocadas faixas de segurança, placas educativas para ciclistas, pedestres e motoristas e rampas adequadas para acessibilidade universal. Mais do que isso, esse blog também faz votos de que a urbanização que ora se reflete na construção da CICLOVIA se alastre atinja também a região da Costa do Sol e outras regiões de moradores da cidade.

Na ida para a Costa do Sol também repousa um gigantesco canteiro central, com meios fios altíssimos, que poderiam ser devidamente adequados às necessidades dos usuários, com bancos, rampas, luminárias, lixeiras, bebedouros e um estudo adequado de paisagismo.

Tanto no verão como no inverno, árvores que se adaptem ao clima do litoral serão bem vindas, por todas as avenidas de Cidreira, sobretudo uma sombra natural e refrescante nos calçadões.

Texto: Cristina Lemos
Fotos: Vital Barbosa

Palestina no FST Fórum Social Temático de Porto Alegre - Apartheid de Água na Palestina

Mari Mantovani, da Organização Stop the Wall, Palestina,
Seminário da CUT do FST, em 26/01/2012
Mari Mantovani - Organização Stop the Wall - Palestina


Em um espanhol bastante articulado, Mari Mantovani, da Stop the Wall, trouxe uma denúncia importante para os Ocidentais: a disputa que hoje se dá na Faixa de Gaza e na Palestina é em torno dos reservatórios de água e de quem tem o controle das redes que levam água potável às populações. "Israel vem atacando a Palestina" - relatou.



Lembrou que há cerca de dois meses, houve um ato e uma caminhada nas ruas da Palestina, a qual reunia estudantes e sociedade civil em torno de reivindicações e denúncias de segregação e da violência com que vem seendo tratados.
Na ocasião, um jovem foi brutalmente assassinado com um tiro no rosto, desferido por um soldado israelense, no meio das pessoas em movimento.
Falou que a imprensa mundial não noticia a violência a que são submetidos reiteradamente na região.
Relatou que a água consumida em Israel vem dos territórios ocupados pelos Palestinos e que o rio que antes ia até o Mar Morto, hoje não chega mais até lá. Uma das principais denúncias de Mari foi a de que há leis baixadas para a "Negação da Água" por Israel, como por exemplo a lei que proíbe aos palestinos a abertura de novos poços artesianos.

Os poços artesianos podem ser a única saída para a sobrevivência, tendo em vista que a rede de água potável não atinge a maior parte da população e que a empresa que opera a distribuição cobra taxas mais altas do povo palestino.

Fez duras críticas à empresa estatal israelense que explora a distribuição da água, no seu entender, roubando a água do território do povo palestino, a MEKOROT.

A partir desse relato, lembrou alguns fatos relacionados, denunciando uso desmedido e descontrolado da água, por colonos israelenses, frisando-se que a água é escassa naquela região, mas com uso limitado e extremaente caro no fornecimento aos palestinos.

Relatou que na Guerra de Gaza, em 3 semanas, foram mortos 1400 palestinos e 70 por cento da população da Faixa de Gaza ficou sem água potável.

Contou que os soldados israelitas entraram no território palestino atirando nos reservatórios de água de cada uma das casas, ou seja, mais de 8693 tanques de água foram disparados, a fim de acabar com a resistência dos que restavam.

Na sequencia, disse que os palestinos são obrigados a "comprar a água" e que os valores são bastante altos.

Disse que os tubos de fornecimento de água potável são fechados nas casas dos palestinos, mas permanecem abertos e com livre consumo nas dos israelenses que podem seguir consumindo mais de 300 metros cúbicos por dia, inclusive com uso em piscinas e em casas de luxo, enquanto que, de outra parte, os palestinos não podem sequer utilizar a água no plantio e para o preparo de alimentos.

Lamentou a presença da empresa israelense e a venda dessa "tecnologia" da MEKOROT no Brasil

Mari Mantovani discorreu sobre as ocorrências de venda de "tecnologia" da empresa Mekorot no Brasil, no estado da Bahia e, mais recentemente, no Sul, quando uma comitiva de gaúchos, Secretários municipais do governo de Porto Alegre, seguiu até Israel para conhecer de perto a empresa (veja a notícia). Lamentou que o Brasil considere a empresa apta a vender quaisquer tipos de procedimentos e de tecnologias ligadas ao fornecimento e distribuição de água ao Estado brasileiro, tendo em vista as suas práticas nefastas no seu país de origem.

Fotos: Cristina Lemos

Democracia Real Já! Fórum Social Temático - Porto Alegre

quinta-feira, 1 de março de 2012

Encontro dos Trabalhadores do Judiciário do Cone Sul, Fórum Social Temático em Porto Alegre - Janeiro 2012

A FENAJUFE, uma das entidades que compõem a Coordenadora do Cone Sul realizou, mais uma vez, o evento que tem ocorrido em paralelo aoa Fóruns Sociais Mundiais, em suas várias edições. Desta vez, o Encontro dos Trabalhadores do Judiciário do Cone Sul se deu em Porto Alegre, no Auditório do prédio das Varas Trabalhistas, em 25 de janeiro de 2012, com a presença de trabalhadores dos três países: Brasil, Uruguai e Argentina.

Com a promoção também da Federacion Judicial Argentina -FJA e a Associação dos Funcionários do Judiciário do Uruguai - AFJU, o principal tema do Seminário foi o Assédio Moral no trabalho e as diversas formas de lidar com o problema. Assédio Moral - Autoritarismo e Democratização do Judiciário.

CUT debate Mudanças Climáticas e a Água no Fórum Social Temático 2012

Debate da CUT no FST, no Hotel Everest
Mudanças Climáticas e Mercantilização da Água

Mesa de Abertura no evento capitaneado pela CUT no primeiro dia das mesas do Fórum Social Temático, realizado no Hotel Everest, em Porto Alegre reuniu ativistas, sindicalistas e trabalhadores(as) de diversos pontos do mundo.
Estavam presentes João Felício, Secretário de Relações Internacionais e Carmen Helena Ferreira, Secretária do Meio Ambiente, da CUT Nacional, e da CUT-RS, Loricardo de Oliveira, Secretário de Administração e Finanças e Marcos Todt, Secretário do Meio Ambiente.

As discussões apontam para uma organização mundial de trabalhadores(as) em torno da pauta da RIO + 20, evento que reunirá novamente os líderes mundiais para apresentarem o que se passou após as decisões tomadas pelos países para a contenção da emissão de gases na atmosfera e em relação aos créditos de carbono, na RIO 1992, no Brasil e em (Protocolo de) Kyoto, no Japão.

A secretária da CUT, a paraense Carmen, lembrou que os múltiplos compromissos assumidos pelos países participantes da RIO 1992 e que vêm sendo reafirmados em Conferências como as de Copenhague, Cancún e Durban, estão muito longe de serem cumpridos.
"O Brasil assumiu em Copenhague um compromisso voluntário importante para a redução de emissão de gases. Hoje temos uma lei e um processo para corte de 12 setores na emissão dos gases". Afirmou que há planos nacionais e estaduais para adaptação a essas diretrizes.

Relatou que o documento convocatório para a RIO + 20 que foi enviado à ONU - Organização das Nações Unidas continha mais de 60 (sessenta) páginas e que dessas, permaneceram apenas 19 (dezenove) páginas com muito discurso e poucos compromissos reais a serem propostos no encontro, programado para junho deste ano, na cidade do Rio de Janeiro.

Carmen fez uma pequena análise de manchetes em diferentes jornais do país, noticiando eventos climáticos como as secas na Amazônia nos anos de 2005 e 2010 e, na região Sul, a grande seca dos últimos verões (como em 2011 e 2012), para as quais nunca se aborda qualquer tipo de política pública de prevenção por parte dos sucessivos governos federais.

Reforçou que o papel da Central e de outras entidades é de puxar essa pauta de discussões com os trabalhadores(as) para preparar uma reação do poder público e uma política efetiva de proteção aos moradores de áreas vulneráveis, bem como aos agricultores e a toda a população atingida.

O Falso selo "Verde"

A Secretária do Meio Ambiente da CUT reforçou, ainda, que muito do que acontece nesse campo do meio ambiente vem sendo utilizado de forma moldada pelo marketing das empresas, como por exemplo a chamada "Economia Verde" e os diversos selos de "verde" e de falsa sustentabilidade que vêm sendo distribuídos no mercado de consumo, para os quais não há nenhum controle.

Por fim, abordou o tema do Código Florestal Brasileiro e das diversas disputas que vêm se dando em torno do texto final aprovado pelo Congresso, o qual não reflete as exigências dos movimentos sociais e campesinos no país; abordou o tema da aprovação da PEC do Trabalho Escravo, que precisa ser retomada e da regulamentação da Convenção 151 da OIT, a qual inclui a formalização do respeito à organização sindical e a Negociação Coletiva no setor público.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Fórum Social Temático em Porto Alegre

O Fórum Social Temático teve início com a tradicional Marcha sobre Porto Alegre. Todas as representações de lideranças que vieram discutir melhores formas de viver o mundo se organizam para esta parada. Pela primeira vez, em 10 anos, eu não pude estar presente ao lado dos companheiros e companheiras militantes de diversos matizes. Foi uma experiência diferente, afinal. A chuva impiedosa que caiu sobre os participantes me fez lembrar a caminhada da abertura do Fórum Social Mundial da Amazônia, na cidade de Belém do Pará, em janeiro de 2009.

Lá estávamos eu e a Naiára (Ana Naiára Malavolta, ativista da LBL - Liga Brasileira de Lésbicas) segurando a faixa do movimento feminista e tentando se proteger da chuva mais forte sob as capas e os chapéus, sem conseguir, lógico.

Na nossa frente, naquela oportunidade, seguiam as ritmistas incríveis e organizadas mulheres da MMM - Marcha Mundial das Mulheres.
Abraço, Naiára e abraço mulheres da Marcha!

Estava conosco também lá em Belém, nosso grande amigo Alê, que hoje marcha em defesa de outros, agora no plano espiritual, Salve, Alê!
Na pedalada da manhã, passei pelo Pórtico do FST, que anunciava o evento na cidade
Foto: Michael Schwaderer















Naquela tarde, pude apenas fotografar da janela do local de trabalho a abertura que se fez no céu enquanto passavam os companheiros reunidos, de onde saiu o arco-íris.
Vista da janela da JF na tarde da abertura do FST 2012
A partir da manhã seguinte, porém, fiz o que pude para participar das mesas no primeiro horário e na noite, para poder ver e ouvir mais as ideias daqueles que defendem uma outra ordem mundial, mais plural e mais inclusiva.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Bem perto do céu? É a Borrússia, em Osório

O Mirante do Morro da Borrússia é uma visita imperdível, bem como uma passada na Rampa para voo livre, alguns metros acima, no topo do morro. Na primeira visita pude conferir a belíssima paisagem que se descortina bem diante dos olhos de quem vai até lá. É possível avistar as linhas dos cataventos no Parque Eólico de Osório, várias das Lagoas da região, o movimento de carros da Free Way e do início da BR 101 e muita, muita Mata Atlântica, em toda a sua exuberância.
Há bastante sinalização no entorno e é fácil dirigir até lá. Programe uma visita com a família toda, todos vão ficar agradecidos. Após algumas curvas da pista sinuosa, o Mirante se impõe no Morro da Borrúsia de forma majestosa.
A estrutura oferecida ao turista é elogiável, com estacionamento e banheiros químicos, um posto de informações turísticas e restaurante. A localização e o próprio Mirante valem a visita. Todo em madeira e, com terraço e escadarias, bastante espaço para grupos grandes, se for uma viagem com mais de um carro, ou de um ou vários ônibus, pode abrigar muitas pessoas ao mesmo tempo. Isso me agradou, é excelente para acolher visitantes de fora. Todo turista é exigente e oferecer qualidade no mesmo local do lazer torna o local irresistível. Dessa forma o turista se sente acolhido, como diversas vezes experienciamos no Canadá.
Uma das coisas mais positivas, na minha opinião, foi a ausência de lixo jogado nas laterais da estrada de subidaa e a presença de lixeiras nos pontos de parada, para deter os impulsos dos incautos de jogar suas embalagens e garrafinhas aqui e ali. Fico sempre impressionada ao chegar a uma bela paisagem e aprofundar o contato com a natureza, o que eu não consigo jamais entender é como as pessoas associam uma mata verde e gostosa a uma lixeira, o que, infelizmente, acontece com frequencia em vários pontos turísticos do país.
De quebra, ainda foi possível levar o computador e travar uma boa conversa com a Luíza, que estava no Intercâmbio nos EUA (Salt Lake City-UTAH e Los Angeles-California), via internet. Devido ao fuso horário e à beleza do lugar, a hora marcada para conversar (14:00 h no Brasil, 08:00 h em Los Angeles) chegou e abrimos o Skype para conversar com ela com imagem e som. Foi uma alegria matar a saudade, vendo a copa verde das árvores em um ponto acima delas. Para fechar o dia com chave de ouro, pegamos a BR 101 e fomos pelo novo túnel, por Maquiné até Capão da Canoa, onde almoçamos já no meio da tarde. Na volta, mais uma vez passamos no ponto mais crítico, na minha opinião: ao lado de Mariluz, em direção à Tramandaí, há uma placa que indica "Acampamento Indígena", mas o que se avista da estrada é uma aglomeração sem nenhum conforto, oferecido pelo poder público às tribos indigenas no Sul do Brasil.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Minhas pedaladas estão ganhando mundo!

Exibo aqui, com orgulho, as fotos da nossa divertida ida de Cidreira a Tramandaí nesse dia 07 de fevereiro. Saímos com o nascer do sol e retornamos no início da tarde. Tive o prazer de dividir esses momentos com Vital Barbosa, grande ciclista (http://vitalbarbosa.blogspot.com) e com Michael Schwaderer, nosso amigo da família e de quem sou s sogrinha (hehehe). Luíza, lá de Los Angeles, acompanha via internet nossa alegria, mas sentimos a falta dela. Volte logo, Luka!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Descaso com as Ciclovias de Porto Alegre

Domingo de sol no Lago do Parque da Redenção, com a bike
Foto: Vital Barbosa
Uma aventura interessante é subir na bike aos domingos em Porto Alegre. Há algumas rotas possíveis, que se ampliam pelo trânsito estar bem mais vazio. Na foto a rota tradicional dos Portoalegrenses, o Brique da Redenção e uma boa pedalada pelo Bom Fim. Começamos ao sair para o almoço e utilizamos para a escolha do restaurante um critério muito simples: paramos no que possuísse estacionamento para bicicletas, foi difícil, pois muitos proprietários não acreditam nessa opção. Escolhemos a Microchurrascaria, na esquina da Venâncio Aires e o Colégio Militar. Dali seguimos para a Volta do Gasômetro, Edvaldo Pereira Paiva - fechada para circulação de automóveis no seu trecho inicial aos domingos, mas sem nenhum respeito aos ciclistas na parte posterior, após a avenida Ipiranga. Nem aos pedestres e usuários do Parque Marinha do Brasil. As faixas de segurança foram recapeadas no asfalto e não há sinalização para atravessar a rua, nem nas esquinas do Arroio Dilúvio com a Ipiranga, nem no meio do Parque Marinha. Não há rampas de acesso para ingresso no Parque. Aliás, notícia importante aos portoalegrenses, especialmente para quem passa pouco na região: foi construída uma nova avenida dentro (no meio) do Parque Marinha do Brasil, provavelmente visando à duplicação da Avenida Beira Rio, todavia, não foram construídos nenhum rebaixamento ou rampa em toda a nova rua. Assim, a Prefeitura de Porto Alegre envia um recado aos pedestres, skatistas, ciclistas e pessoas com necessidades especiais, bem como aos pais com carrinhos de bebê, patinetes, patins ou rollers: VIREM-SE! Eu mesma, pedalando diariamente em toda a chamada "Ciclovia" que vai da Volta do Gasômetro até a Curva do Clube Veleiros do Sul, após o Shopping, enviei diversas mensagens via email para o poder público municipal, apontando os problemas e pedindo providências. A resposta da SMAM - que administra os parques e áreas verdes foi que não é da sua competência a colocação de rampas ou faixas de segurança. A resposta da EPTC, me tratando por "senhor" foi que possui uma equipe técnica que aponta as necessidades de mudança e que esta aponta para estudos que possam vir a ser feitos e blá, blá, blá - não respondeu nada sobre a solicitação. Ah, a EPTC informou ainda que eu poderia protocolar uma via em papel da minha solicitação no posto endereço tal - claramente um resposta copiada e colada, padrão, sem apontar prazos, responsáveis, nada. Esse blog denuncia essa situação e recomenda a todos que enviem os emails, telefonem e exijam o atendimento às situações. Para complementar, há uma Secretaria Municipal de Acessibilidade na Capital, a qual eu desconhecia e vi no saite da PMPA. Enviei também a eles os emails. Seguiremos contando das pedaladas na cidade e pelo mundo. Quando se pedala se vê o mundo, se vê o outro e se vê a natureza que nos envolve. Tira o pó da tua bici e vem. Pedala tu também. Blog Jornada Tripla Pedalando por um mundo melhor.

Ôôô DILMA, eu não aguento! É uma vergonha 5 anos sem aumento!

Servidores seguiram dos prédios de Porto Alegre e do interior do Estado para o Ato contra a Política Salarial de reajuste zero aos servidores do governo Dilma. Em greve desde o dia 17 de outubro, os servidores da Justiça Federal, mesmo cansados, não perderam a oportunidade de gritar as reivindicações no Cais do Porto, enquanto a presidenta e as autoridades municipais celebravam a entrega das máquinas retroescavadeiras para os agricultores. A assessoria da presidência veio até a liderança do Sintrajufe, recebeu o documento com o conjunto das reivindicações da categoria,, mas não recebeu os servidores do Judiciário em greve.

Assembleia lotada em 15 de dezembro suspendeu a GREVE

Diante do prédio da Justiça Federal, principal palco das manifestações e dos Atos da categoria do Judiciário Federal em 2011, a assembleia decidiu pôr fim à greve. O movimento iniciado em 17 de outubro e que reunia a Justiça Federal, do Trabalho, Eleitoral e Militar reivindicava a inclusão do PL 6.613/09 no Orçamento Anual da União para 2012 para que pudessem ser pagas as parcelas da revisão salarial aos servidores do Judiciário. Após muita mobilização e Atos que marcaram a maior greve que o Rio Grande do Sul já fez, dentro da Greve Nacional do Judiciário, a categoria decidiu recuar para agregar esforços e retomar a luta em 2012. A greve completaria, na sexta-feira, dia 16, seus 60 dias e nem a Presidenta Dilma Roussef foi poupada, quando veio a Porto Alegre para a entrega formal das máquinas retroescavadeiras para as prefeituras e para os agricultores do interior do Estado, no Cais de Porto Alegre. Os servidores se concentraram na Praça da Alfândega e marcharam até a beira do cais, ao lado do prédio da Fazenda Estadual e lá ficaram por quatro horas, sob muito sol, para se fazerem ouvir. Foi uma trajetória que contou com o empenho dos servidores e servidoras em todo o estado e que o Sintrajufe-RS, mais uma vez, marcou presença em momentos inesquecíveis, com a categoria unificada, mobilizada e na rua. Um dos marcos importantes nas mobilizações, além do grande Ato em frente ao Hotel Plaza São Rafael, no Centro da cidade, até arrancar a audiência com o Ministro César Peluso - que nunca recebe os servidores - foi a conversa com o Ministro Gilmar Mendes, na reunião dos Ministros do STF e do STJ em Porto Alegre, quando do aniversário dos Juizados Especiaia Federais no TRF da 4ª Região.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Projeto de aluguel de bicicletas no Rio de Janeiro - Bike Rio

Bike Rio é um projeto de sustentabilidade da Prefeitura do Rio de Janeiro em parceria com o banco Itaú e o sistema de bicicletas SAMBA. As bicicletas do Bike Rio estão disponíveis em estações distribuídas em pontos estratégicos da cidade, caracterizando-se com uma solução de meio de transporte de pequeno percurso para facilitar o deslocamento das pessoas nos centros urbanos.

Tivemos a oportunidade de conhecer o sistema de aluguel de bicicletas que está funcionando na cidade do Rio de Janeiro. É uma parceria entre a Prefeitura do Rio e o Banco Itaú.

Apesar de não ter simpatia por nenhum dos dois particularmente, quero contar aqui para vocês o quanto uma decisão de colocar bicicletas de aluguel à disposição da população por uma quantia extremamente baixa pode ser uma atitude política.

Existem vários pontos vitais da cidade do Rio em que foram colocadas em torno de 10 bicicletas para uso popular. Ao contrário do valor cobrado pela loja que vimos no Arpoador, de R$ 70,00 (setenta reais) por um dia de pedaladas, as bikes do sistema Bike Rio custam R$ 5,00 (cinco reais) e ficam disponíveis ao ciclista por 24 horas para uso. No caso de a pessoa querer utilizar a bicicleta por mais dias, existe a opção de aluguel por um mês e custa, vejam bem, R$ 10,00 (dez reais) para uso nos 30 dias.

A maneira inteligente de manter a rotatividade no uso das bikes e não permitir que alguém "se aproprie" da magrela sem compartilhar com os demais é que as bicicletas precisam ser colocadas em algumas das estações a cada 60 minutos, podendo ser retiradas 15 minutos depois. Desta forma simples, sempre há bicicletas nas estações quando se procura e o serviço se encerra após as 23 horas, reabrindo na manhã seguinte.

Nem precisa se levantar a dúvida se os ciclistas aparecem. Eles aparecem - e muito - e vindos de todos os lugares, do Rio de Janeiro, do Brasil e do mundo, como pudemos verificar in loco. A proposta é inovadora no Brasil, todavia já existe em diversos lugares do mundo.

Quando será que Porto Alegre vai se engajar nesta proposta de um mundo com menos automóveis e menos engarrafamentos?

Imaginem Porto Alegre interligada da Zona Sul até a Norte, Leste, Oeste e Centro e daí com as cidades como Viamão, Alvorada, Cachoeirinha, Gravataí, Canoas, São Leopoldo, Esteio, Sapucaia, Novo Hamburgo, Estância Velha... todas com acesso e rampas, sinalização apropriada e segurança para rodos os ciclistas e usuários das ciclovias.

Como na proposta holandesa: Preparem as ciclovias e os ciclistas virão!

Foto: Vital Barbosa
Citação: Bike Rio

Paixão Antiga

De 2008 para cá, após dar início a uma nova proposta de vida saudável e alguns (muitos) quilos a menos, retornei ao convívio de uma paixão antiga: a bicicleta. No início como uma mera obrigação de mexer o corpo e fazer algum tipo de exercicio físico.
Ultimamente, todavia, ela veio se tornando uma amiga inseparável e começo a pensar na pedalada como atitude política.

E não foi por acaso. Em 25 de fevereiro de 2011 eu assistia calmamente ao jornal na TV como qualquer pacata cidadã. Quase nunca assistimos à programação da TV aberta, pois temos discordâncias extremas de conceito de diversão e de entretenimento com as redes de televisão que operam no nosso país.
Todavia, por uma série de fatores, naquele dia estávamos diante da TV quando foi noticiado o atropelamento intencional de um grupo de ciclistas na Cidade Baixa, em Porto Alegre.

Tratava-se do grupo de ativistas do Massa Crítica e do passeio mensal, que sai toda a última sexta-feira do mês do Largo Zumbi dos Palmares, com concentração a partir das 18 horas.

Para nós tornou-se impossível não se solidarizar com aqueles ciclistas. E, juntos, defender a proposta de transformar a capital gaúcha em um local mais agradável de se viver, de transitar e de se conviver, com mais bicicletas e menos motores.
Tenho dedicado algum tempo a essa atividade, não apenas na Av. Edvaldo Pereira Paiva (Beira Rio) e na Redenção, mas temos tentado expandir por todos os cantos da cidade nossas pedaladas. 

Depois disso, ganhamos a estrada e passamos a carregar as bikes junto, onde quer que vamos, para tentar saborear um pouco mais das cidades pilotando uma magrela.

A foto retrata um desses momentos, na praia de Cidreira, em que dávamos início a uma pedalada em dia de sol.

Foto: Luíza Casagrande
Veja também: Massa Crítica


sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Um mundo melhor é possível. Para alguns, ele já existe!


South Harbour de Toronto, local de atrações gratuitas e ao ar livre






















Tivemos a oportunidade de viver uma experiência maravilhosa: viajamos ao Canadá, no Norte da América do Norte. Uma viagem dessa envergadura requer planejamento, paciência, dinheiro e organização. Desde o início de 2011 vínhamos perseguindo esse sonho. Primeiro foi a reorganização de toda a família para a expedição de documentos. Depois, os procedimentos para a solicitação de Visto de ingresso no país, que são chatos e trabalhosos. Juntando o que havia em todos os cofrinhos e porquinhos, nos alavancamos em direção ao sonho. No começo do mês de agosto, saímos do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, rumo a cidade de Toronto, Província de Ontário, na Costa Leste Canadense. A viagem dura cerca de 11 horas, em voo noturno non-stop. Fomos em voo direto, pois as alternativas de companhias aéreas que incluiriam alguma escala nos Estados Unidos da América do Norte tiveram de ser todas descartadas. Qualquer parada, ainda que sem descer da aeronave em aeroportos estadunidenses, requer visto de autorização de entrada no país, o que a gente não tinha. Havia grande expectativa em nós, especialmente em mim, pois há muito ouvia falar no país com a divisão política entre ingleses e franceses e de suas tradições pluriculturais.

Mapa da travessia após algumas horas na tela touch screen individual em cada banco de passageiros da classe econômica da Air Canada, em agosto/2011
O primeiro impacto após o embarque é a forma de organização da empresa aérea e a divisão do avião entre aqueles que podem pagar muito pela passagem e sentam na primeira classe e os demais trezentos passageiros comuns que, como eu e a minha família, sentamos nas poltronas da classe econômica, com espaço bem mais reduzido e sem todas aquelas regalias. O serviço de bordo é prestado por homens e mulheres, extremamente profissionais. Para nossa surpresa, havia mulheres de biotipo comum, algumas com idade acima de 40, 50 anos, atendendo os passageiros, bem como homens, que aqui no Brasil não atenderiam aos padrões estéticos das companhias aéreas nacionais, trabalhando a bordo. Não pudemos reparar na chegada na dimensão gigantesca do Aeroporto de Toronto, o que só fomos perceber na viagem de retorno. Constatamos que há mais de 500 fingers, ou seja, mais de 500 possibilidades de estacionamento de aeronaves para embarque e desembarque com conforto - daquele lado do terminal, com centenas e centenas de esteiras de bagagem. Nossa passagem pelo Canadá se deu no verão, quando há uma energia muito positiva no ar devido ao clima e à preparação das cidades, soterradas todos os anos pela neve, para os meses quentes do meio do ano. Convém aqui destacar o que nos impressionou desde o princípio: a presença do Estado na vida dos canadenses. No Canadá, o Estado controla a bebida, o tabaco e o jogo. Com esse controle, a bebida e o tabaco são bastante caros e há impostos pesados para a aquisição de qualquer quantidade de bebida alcoólica, com restrição expressa de circulação com bebidas em áreas públicas, parques, teatros, etc. O Estado administra os impostos e age de forma direta na vida dos canadenses, devolvendo os impostos com EDUCAÇÃO - ENSINO PÚBLICO E GRATUITO, até a Universidade, SAÚDE: ASSISTÊNCIA MÉDICA PÚBLICA E GRATUITA, e assistência social. Assim, de forma bastante resumida, o Canadá é um país em que existe o welfare state, o Estado responsável pelo bem-estar social, distribuidor de renda e garantidor de saúde, de educação e com a política de proporcionar vida digna e confortável a todos os que necessitem do auxílio do governo. Voltaremos a tratar do Canadá e de promessas de um mundo melhor também no Brasil. Fotos: Cristina Lemos