Blog de Cristina Feio de Lemos, Mulher, Trabalhadora, Artista Plástica, Mãe - servidora pública - e Sindicalista. Visite http://arrabaldesdetinta.wix.com/diariodasartes No ar há mais de sete anos, conto aqui algumas experiências e opiniões, divido ideias e compartilho momentos. Um outro mundo é possível se a gente quiser! Envie sua sugestão ou comentário para o email: mulhersindicalista@gmail.com. www.facebook/crislemos
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quinta-feira, 30 de agosto de 2007
Diretoria Eleita do SINTRAJUFE toma posse nesse dia 31/08
Acontecerá na Casa dos Bancários (Rua General Câmara, 424, Centro).
Ápós a solenidade, haverá coquetel no local e toda a categoria do judiciário federal está convidada para o evento.
Será mais uma gestão de conquistas e avanços na sempre presente luta da classe trabalhadora contra o capital.
Venha comemorar mais essa vitória!
Mais informações pelo fone (51) 3235-1977.
Abraço a todos e a todas que participaram dessa construção!
Cris
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
Terras Indígenas finalmente demarcadas! Fora Aracruz do Espírito Santo!
Em 2006 o então ministro da Justiça, Marcio Thomaz Bastos esteve no Espírito Santo, em reunião pública com lideranças indígenas na qual se comprometeu a realizar a demarcação das terras, comprovadas como sendo indígenas por estudos da Fundação Nacional do Índio (Funai). Desde então, as comunidades indígenas e defensores dos direitos dos povos originários vinham travando uma batalha judicial e política pela real assinatura da portaria sobre os mais de 11 mil hectares reivindicados pelos Tupinikim e Guaranis. A Portaria, Nº 1.463 foi assinada ontem, dia 27 de agosto. Nela fica declarada de posse permanente dos índios Tupinikim e Guarani Mbyá a Terra Indígena Tupinikim, com superfície aproximada de 14.227 ha (quatorze mil, duzentos e vinte e sete hectares). As terras foram finalmente reconhecidas de acordo com os termos do § 1 o do art. 231 da Constituição Federal e inciso I do art. 17 da Lei n o 6.001, de 19 de dezembro de 1973, como tradicionalmente ocupada pelos grupos indígenas Tupinikim e Guarani Mbyá.
História de lutas
A luta indígena desde seu início enfrentou adversários poderosos. Há dois anos foi divulgado um novo laudo antropológico feito pela Funai atestando o direito dos indígenas, mas faltava ainda a assinatura da portaria para que as terras fossem retomadas. Em Brasília, a articulação contra a assinatura foi grande e contou, inclusive, com apoio da bancada federal capixaba, com exceção apenas da deputa Iriny Lopes (PT), que durante toda a luta acompanhou e defendeu a assinatura da portaria.Iriny chegou a apresentar, em 2006, pedidos junto à Secretaria Especial de Direitos Humanos da presidência da República para que a portaria fosse imediatamente assinada pelo então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. A medida foi tomada depois que a deputada presenciou a ação da Polícia Federal de reintegração de posse a favor da Aracruz Celulose, responsável por deixar 13 índios feridos e duas aldeias destruídas.Em Brasília, a ação foi denunciada como uma extremamente violenta. Na ocasião, também presenciaram as cenas de violência contra os índios o deputado licenciado Carlos Casteglione (PT) e a ex-deputada Brice Bragato (PSOL).
Depois disso, os índios foram humilhados por meio de campanhas com outdoors e cartilhas difamatórias, entre outras ações. Enfrentaram perseguições em suas próprias terras, foram desrespeitados durante toda a sua luta. Até o processo, que já havia sido aprovado pela consultoria jurídica da Funai e do próprio Ministério da Justiça, foi devolvido à Funai para uma nova avaliação. Na ocasião, foi pedida a consciliação entre os interesses econômicos da transnacional e o direito indígena. O pedido foi feito pelo ex-ministro Márcio Thomaz Bastos, que com isso atrasou por quase um ano a assinatura da portaria.
Comentário da Cris: Estive lá, meus amigos, e pude comprovar a maneira rasa como a Polícia Federal aborda os índios e se curva ao poder da multinacional.
Reconhecido o direito à terra é preciso que nós, a sociedade organizada dê respaldo aos indígenas para que não haja tanto tempo para publicação de uma simples portaria!
Outras ocupações ocorrem de Norte a Sul do Brasil, aguardando a análise da justiça, sempre parcial, em defesa da propriedade privada. O que não podemos esquecer é que a Constituição da República também garante o direito ao uso da terra para a finalidade a que se destina!
Fonte: www.mst.org.br e Portal Século Diário
Yeda, por que abrir o capital da Corsan?
O governo do Rio Grande do Sul argumenta que a venda de ações da Corsan não seria total e promete permanecer com o controle da estatal. No entanto, Hélio enxerga a medida como uma "privatização branca", pois prevê que as empresas privadas pressionarão para que o capital seja totalmente aberto no futuro. A água hoje é mais lucrativa do que o petróleo, que tem reservas limitadas e o preço no mercado internacional está muito alto. Além disso, analisa o pesquisador, o custo para extrair o mineral é bem maior do que para distribuir a água.
Raquel Casiraghi, Agência Chasque
Fonte: www.mst.org.br
domingo, 26 de agosto de 2007
Licença-Maternidade de Seis Meses já vigora em 53 municípios
As gestantes que compareceram à audiência são freqüentadoras do Espaço Ventre Livre - instituição que oferece atividades voltadas às grávidas, às mães e aos bebês. Elas pediram, com faixas, a ampliação da abrangência da lei para que contemple todas as trabalhadoras, inclusive as servidoras públicas federais.
Fonte: Agência Senado e www.sintectsma.org.br
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
Participe do Plebiscito pela Anulação do Leilão da Vale do Rio doce

Será o plebiscito nacional para a anulação do Leilão da Empresa Vale do Rio Doce, o qual ocorreu de forma induzida durante o governo neoliberal de FHC. A estatal foi vendida por um preço inferior ao seu lucro de um semestre, 3,3 bilhões como ficou comprovado e foi denunciado na imprensa meses depois. Hoje está avaliada em 200 bilhões.
Até hoje a sociedade não engoliu esta atitude privatista que só visava encher os cofres para manter o câmbio do Plano Real de Fernando Henrique.
Haverá urnas em vários locais: escolas, sindicatos, clubes, prédios públicos de toda ordem.
Na Justiça Federal, Eleitoral e do Trabalho também haverá posto de votação, para garantir que os lugares com maior circulação de público possam participar do plebiscito.
Serão 5 perguntas que foram elaboradas pelas coordenações das entidades presentes:
1.- Em 1997, a companhia Vale do Rio Doce - patrimônio construído pelo povo brasileiro - foi fraudulentamente privatizada, ação que o governo e o poder judiciário podem anular. A Vale deve continuar nas mãos do capital privado?
2. O governo deve continuar priorizando o pagamento dos juros da dívida externa e interna, em vez de investir na melhoria das condições de vida e trabalho do povo brasileiro?
3. Você concorda que a energia elétrica continue sendo explorada pelo capital privado, com o povo pagando até oito vezes mais que as grandes empresas?
4. Você concorda com uma reforma da previdência que retire direitos dos trabalhadores/as?
5. Você é a favor da prorrogação dos contratos dos pedágios nas estradas do RS?
Podem votar todas as pessoas a partir de 16 anos. Basta que informem o nome e apresentem algum documento (Carteira de Identidade, Carteira de Trabalho, CPF, Título do Eleitor) que será anotado numa folha de controle de presença. Os votantes abaixo de 16 anos podem votar, mas em urna separada.
A entrega dos resultados sobre a Anulação do Leilão da Cia. Vale do Rio Doce será realizada no dia 25 de setembro, com uma ampla comissão formada pelas entidades membros do Comitê Nacional da campanha. Entrega que seria precedida, no dia 24, de atos nos estados, cidades, em especial em Belém, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, em frente à sedes da Vale, para somar força a entrega que será feita nos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário).
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
Sindicatos CUTistas trabalham a formação de dirigentes
sábado, 18 de agosto de 2007
CUT denuncia: a transnacional PHILIPS defendeu movimento golpista em anúncio

Esta atitude da Philips desrespeita a “Declaração sobre o Investimento Internacional e as Empresas Multinacionais”, diretrizes formuladas pela OCDE que disciplina as atividades das multinacionais em outros países. Em seu item 11, (em II–Políticas Gerais), o documento assim define o comportamento das multinacionais nas políticas dos países onde estão instaladas: "abster-se de qualquer ingerência em atividades políticas locais”.
OCDE - Fundada em 1948 pelos países do Hemisfério Norte, com o nome de Organização para Cooperação Econômica Européia, nasceu com o objetivo de reconstruir a Europa arrasada pela 2a Guerra. Em 1961, passou a ter a denominação atual –OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) – quando adotou a resolução de impedir a interferência direta das multinacionais nas políticas internas da América Latina, após os sucessivos golpes militares na região apoiados por grandes grupos empresariais. Posteriormente à derrubada de Allende, no Chile, a OCDE, constrangida, elaborou em 1975 o documento “Declaração sobre o Investimento Internacional e as Empresas Multinacionais”.
O documento da OCDE não impede, no entanto, que a interferência se dê nos bastidores. Seu item 11 recomenda algo que poderia ser comparado a um código de postura, logo, quebrá-lo, como no caso da Philips do Brasil, é algo gravíssimo porque demonstra um total menosprezo da empresa em questão às regras básicas. Se a OCDE der visibilidade à denúncia, a principal punição à multinacional pode ser um arranhão na sua imagem – consumidores mais politizados podem passar a rejeitar seus produtos, por exemplo.
"Especialmente na Europa, onde fica a sede da Philips, a população costuma se posicionar contra esses desmandos", comenta Nelson Canesin, assessor da Secretaria de Relações Internacionais da CUT.
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
Observatório do Judiciário: o poder fiscalizado pela sociedade
O Observatório da Justiça e Cidadania (OJC) do Rio Grande do Norte é um organismo não-governamental que age como fiscalizador da ação da Justiça em todas as esferas.
Hoje, o OJC é importante instrumento para a defesa do cidadão e moralização dos órgãos da Justiça naquele estado. O painel foi dirigido por Daniel Pessoa, advogado do Rio Grande do Norte, especializado na defesa dos direitos humanos. A trajetória dele emociona no primeiro contato. Em seu relato, ele revelou que é filho de promotor, o qual, devido às denúncias contra setores do judiciário, foi covardemente assassinado. Como se não bastasse, a postura de Daniel, de vanguarda no enfrentamento com setores do Judiciário, trouxe-lhe duras conseqüências na carreira. Em vez de esmorecer e concordar com os atos de violência, ele preferiu outro caminho. Baseado na experiência de estados como o Ceará, que possui o Observatório de Justiça desde 1985, Daniel foi um dos líderes na formação do observatório no Rio Grande do Norte. A criação dessa entidade fundamenta-se no fato de que, sempre que a Justiça, compreendida no seu conjunto – desde a polícia até os tribunais superiores –, ultrapassa seus limites, a sociedade é quem perde, pois se torna a chancela institucional para a opressão. O nepotismo, o mau uso do dinheiro público, a compra de sentenças, a troca de favores dentro da Justiça e outras práticas torpes, à medida que a sociedade as detecta, são encaminhadas ao Observatório, o qual funciona como regulador do Judiciário, exigindo investigação e apuração dos fatos denunciados.
O Observatório é integrado por diversas entidades representativas: sindicatos de várias categorias, CUT, OAB, Marcha Mundial das Mulheres, associações de imprensa e outros movimentos sociais. Conta com advogados que agem gratuitamente no apoio jurídico para encaminhamentos das ações e defesa dos cidadãos atingidos. Como resultados concretos do OJC, Daniel apontou a criação das Ouvidorias de Justiça, formadas por membros eleitos da sociedade civil e não mais por um juiz do TJ, bem como a realização por parte do governo do estado de cursos de formação em direitos humanos, com a participação de 3,5 mil policiais.
Prática como essa é mais um exemplo de como a sociedade organizada pode e deve agir sobre os poderes que compõem a república – Judiciário, Legislativo e Executivo –, para que as instituições que garantem a igualdade possam agir atreladas às vontades do povo brasileiro.
Publicado originalmente na Revista "Direito & Avesso", Ano 6, n. 15, Outubro de 2006
Cristina Feio de Lemos - participante do II Fórum Social Brasileiro
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
Sintrajufe marca presença no Ato pela retirada do PLP 01


Mais uma vez o Sintrajufe marcou presença com servidores que vieram dos prédios da justiça eleitoral, do trabalho e da federal para a participação do Ato.
À tarde houve painel com o técnico do DIEESE Ricardo Franzoi e o sindicalista Claudio Augustin, ambos economistas, para explicações acerca do Projeto de Lei PLP 01 e suas implicações no cotidiano dos trabalhadores.
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
Judiciário Federal faz Paralisação na quarta-feira - 15 de Agosto

Os servidores do Judiciário Federal do RS farão uma paralisação na próxima quarta-feira, 15 de agosto, em Porto Alegre. Nesse dia, os Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal no RS (Sintrajufe) participa, com outras entidades representativas do serviço público, de um ato na Esquina Democrática, Centro de Porto Alegre, a partir do meio-dia.
O ato é organizado pelo Coletivo dos Servidores Públicos da CUT e faz parte do Dia Nacional de Mobilização. Nessa data, a Central dá continuidade à campanha de denúncia das várias medidas em curso para reduzir direitos dos trabalhadores. Está programada uma marcha em Brasília, com a participação de milhares de trabalhadores dos serviço público e da iniciativa privada.
O eixos principais da mobilização são os seguintes:
- manutenção do veto do presidente Lula à Emenda 3: essa emenda foi incluída no projeto da Super-Receita e vetada pelo presidente. Ela dificulta a fiscalização nas empresas e facilita a precarização do trabalho, com a contratação de pessoas não pela CLT, mas como se fossem pessoas jurídicas, sem direito a 13º salário, férias, licença-saúde e outros benefícios conquistados
- retirada do Congresso Nacional do projeto de lei complementar 01/07 (PLP 01): a proposta do governo é limitar os gastos de pessoal nos próximos dez anos à variação da inflação acumulada mais 1,5%.
“Esse índice já seria insuficiente para compor o crescimento vegetativo da folha de pagamento atual”, alerta a diretora de Comunicação do Sintrajufe, Cristina Lemos. Na prática, diz a dirigente, o PLP significa menos qualificação de mão-de-obra e maior precariedade no atendimento à população. No caso específico do Judiciário, há projetos em tramitação e leis já aprovadas de criação de varas federais e trabalhistas, a fim de aumentar o acesso da população à Justiça. “Com o PLP, não será possível contratar novos servidores para preencher essas vagas, como será feita implementação dessas novas varas?”, questiona Cristina Lemos
- negociação coletiva no serviço público: no Brasil, não há nada que garanta essa negociação. O funcionalismo tem, então, na greve o único caminho para pressionar os governos (federal, estaduais e municipais) a abrir negociação.
A greve certamente não é o caminho mais fácil, afirma Cristina, pois traz desgastes e acúmulo de trabalho para quem pára e prejuízos, que o movimento sindical não nega, à população. “No entanto, os governos se sucedem e não fazem o que têm que fazer: ratificar a Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho, que trata da negociação coletiva no serviço público”, diz ela. O Brasil é um dos únicos países na América do Sul que ainda não assinou essa convenção."
O Sintrajufe organiza, também no dia 15, um debate, com o Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos (Dieese), para esclarecer a categoria e a população sobre o teor do PLP 01 e suas conseqüências. Será às 15h, no auditório do prédio das varas trabalhistas de Porto Alegre (Av. Praia de Belas, 1432).
Jornalista: Rosane Vargas – 3235-1977
Fonte: Sintrajufe
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
Campanha SINTRAJUFE e Sindicatos CUTistas ganha as ruas de Porto Alegre

segunda-feira, 6 de agosto de 2007
Comunicação Sindical e a disputa pela hegemonia

É um volume enorme, se considerarmos que nesta data a "Gazeta de Sergipe", maior jornal daquele Estado, tinha uma tiragem estimada em dois mil exemplares/dia. Ou seja, os sindicatos da Central que quer fazer a disputa da hegemonia com a outra classe, tinham e têm um grande poder de fogo.
E essas armas clássicas, jornal e boletins, não são as únicas que o exército da CUT possui. Há uma enorme variedade de outros instrumentos que juntos, compõe uma mosaico completo. São cartilhas, livretos, folders, bonés, camisetas, faixas, bandeiras. A isso acrescentem-se centenas de carros de som, rádios comunitárias e horários comprados em rádios comerciais. Sem contar a língua de milhões de dirigentes sindicais, liberados a tempo integral, para difundir sua política.
Além disso inúmeros instrumentos que servem ativamente para comunicar uma política e que muitos sindicatos usam, conforme sua criatividade: de uma simples xerox de uma notícia de jornal a uma pequena peça de teatro na porta de uma fábrica ou de um banco.
Não entramos aqui na facilidade, muito pouco aproveitada, da comunicação imediata e riquíssima via internet, ou a ocupação de espaço na TV Comunitária.
Não dá, frente a esse quadro, para continuar com a atitude do derrotado, que acha que é inútil disputar, pois o outro lado é todo poderoso e nosso lado não tem nada. "Eles têm tudo e nós nada". Aí a disputa da hegemonia já se foi. Não há como fazê-la.
O primeiro passo para vencer qualquer disputa é acreditar que vai ser uma disputa. É possível ganhar.
Comunicação para disputar a hegemonia
Jornal-jornal, aquele diário, cadê? A verdade é trágica: o jornal de toda a esquerda é nada menos que a "Folha de São Paulo". De Manaus a Porto Alegre, todos os militantes de esquerda, sindicalistas ou não, vão procurar se informar neste jornal neoliberal de São Paulo. É esta "Folha" que defende o projeto total de FHC, com suas reformas neoliberais, que vai servir como única informação diária para toda a esquerda.
Essa é uma tragédia. Desde 1980 houve todo um ascenso de lutas: greves, ocupações, disputas eleitorias locais, administrações de esquerda, quase chegamos lá, à Presidência. Nasceu a Central Única dos Trabalhadores, centenas de deputados, vários governadores e senadores. E jornal? Continua a "Folha de São Paulo": o jornal de fina flor do neoliberalismo globalizado.
Como fazer a disputa da hegemonia com os inimigos de classe? Sem jornal, sem rádio, sem televisão. Fica difícil.
Seria impossível, se não houvesse alguma alternativa. Nestas duas últimas décadas a imprensa sindical tem tido o desafio de cobrir as faltas da imprensa/comunicação político-partidária inexistente. É um desafio enorme, compreendido por uns e desconhecido por muitos sindicatos.
Há várias condições para que a imprensa sindical passe a responder ao desafio de fazer a disputa de hegemonia à qual nos referimos.
1. Antes de tudo é preciso que os responsáveis, nos vários sindicatos, tenham clareza desta disputa. Mesmo sem substituir o papel dos vários partidos de esquerda, cada sindicato pode apontar, em cada ação, cada jornal ou boletim uma perspectiva de confronto global de classe.
Para isto é preciso que a pauta dos boletins, jornais ou programas de rádio saia do umbigo. Ou melhor que saiba combinar os interesses imediatos dos trabalhadores com seus interesses históricos.
Combinar a negociação imposta pela empresa, sobre o horário, com a denúncia da flexibilização dos direitos. Ligar cada demissão com o combate a todo esse modelo econômico que gera milhões de desempregados. Denúncia desse modelo a ser derrubado nas ruas, nas praças, nas greves, e nas próximas eleições.
Ou seja, não se restringir a uma pauta corporativa, limitada. Para isso é só lembrar os estatutos de Central Única dos Trabalhadores que repetem duas vezes a necessidade da Central "lutar pelos interesses imediatos e históricos dos trabalhadores".
2. Em segundo lugar é necessário ter uma preocupação obsessiva com a linguagem. Em geral a linguagem usada em boletins/jornais sindicais é uma linguagem incompreensível para o público ao qual se destina.
Tanto quanto o juridiquês, economês, psicologuês, informatiquês, há outra praga típica do meio sindical. É o sindicalês, primo legítimo do esquerdês e do politiquês.
O sindicalês é uma síntese entre todas as linguagens específicas com as quais o sindicalista entre em contato. O sindicalista, por necessidade de ofício, se relaciona com advogados, economistas, e com uma variedade grande de intelectuais: do psicólogo ao sociólogo. Nada de errado nisso. Só que sua linguagem acaba incorporando centenas de palavras próprias de todos estes contatos. A essas influências acrescentem-se umas naturais do meio sindical: o politiquês, da vivência política e mais especificamente o esquerdês dos meios de esquerda que freqüenta.
O resultado é que a linguagem do dirigente sindical muda.
Não haveria nada demais, se a linguagem do público-alvo da sua comunicação também tivesse mudado. Mas isso não ocorre.
Com isso temos a maioria dos boletins/jornais sindicais que são escritos numa linguagem absolutamente estranha para seus leitores. O mesmo vale para o discurso, feito num programa de rádio, num palanque ou num carro de som.
E aí fica impossível fazer a disputa da hegemonia. Não porque não haja idéias claras. Não porque não haja vontade, mas simplesmente porque a linguagem usada para se comunicar é inteligível para quem a escuta ou lê.
3. A terceira condição para que a disputa de hegemonia, através de nossa comunicação seja eficaz é que esta seja atrativa, diríamos comunicativa.
Se um boletim/jornal ou programa de rádio for de péssima qualidade, este será rejeitado automaticamente.
Não importa o conteúdo e nem a linguagem. Se a cara de um boletim / jornal for feia este será jogado ao chão automaticamente.
Este é todo um item que mereceria um tratamento a parte. Impossível falar dele em poucas linhas. Só vamos dar uma olhada numa das tantas inovações às quais a burguesia recorreu.
Todos os jornais do país , de três anos pra cá seguiram as pegadas da "Folha de São Paulo" e se modernizaram. A introdução mais visível é a mudança da cor total em todas páginas. Mas esta é apenas uma das mudanças. Há toda uma série de transformações que precisam ser analisadas e introduzidas na imprensa sindical. Sem isso ficaremos a ver navios. Não há opção. É como dar para alguém uma televisão em branco e preto. Seria algo ridículo. Impensável, hoje. Ou a comunicação sindical muda sua cara ou será uma velha TV, em preto e branco, que a vovó tinha no seu quartinho.
A comunicação sindical é uma arma poderosa para a batalha da hegemonia. Mas para isso há várias condições:
1. Que queira se fazer essa batalha
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
Realmente, Jabor, "A verdade está na cara, mas não se impõe" - Comentários ao texto de Arnaldo Jabor

Brasileiro é um povo solidário. Mentira.
Brasileiro é babaca. Não protestar cada vez que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa de gente solidária. É coisa de gente otária.
A prisão é uma instituição mantida pelo poder público. Ninguém se interessaria por manter uma empresa cujos funcionários corressem constante risco de morte e as condições de vida dos internos tenham de ser mantidas independente de qualquer crise. Sendo público, assim como a escola quando faltam professores ou hospitais quando faltam remédios, a responsabilidade da reposição dos colchões em caso de motim ou queima, como ele coloca, “é do brasileiro”, ou seja, do poder público, de todos nós.
Poderíamos analisar, ainda, a razão de os presidiários, de forma tão violenta, atearem fogo ao único objeto que lhe é oferecido para conforto no cárcere.
Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira.
Brasileiro é vagabundo por excelência. O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe - lá no fundo - que se estivesse no lugar dele faria o mesmo.
O brasileiro não só trabalha. Trabalha e estuda, diferente dos outros povos, da Europa e dos Estados Unidos (perceba os jovens dos filmes que só trabalham em meio-expediente e nas férias escolares). O brasileiro trabalha 8, 10, 12, 14 horas por dia e ainda sacode nos transportes coletivos espalhados ao redor das grandes cidades para ir e vir do trabalho.
Historicamente nesse país os políticos não são oriundos do povo. São membros da nobreza, amigos do rei, dos senhores de engenho, dos coronéis. Há menos de um século os brasileiros e as brasileiras possuem direito ao voto. Vivemos o período de governo militar e os políticos indicados desde aquela época seguem nos cargos, se reelegendo com a força do poder econômico da elite que os mantém no Congresso Nacional.
A partir da Constituição Federal de 1988 teve início a redemocratização das leis no país e, até então não se permitia o funcionamento de partidos políticos e a livre organização para que se oferecessem alternativas a essa forma arcaica e elitista de fazer política.
Brasileiro é um povo honesto. Mentira.
Já foi; hoje é uma qualidade em baixa. Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso. Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas. O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça.
Aqui ele aborda cinco diferentes assuntos que não compõem a mesma análise: a polícia, a impunidade, a política, o escândalo da compra de votos no congresso e ainda se arvora a uma análise psicológica presumida.
A polícia na Europa provavelmente tenha formação diferente da força policial tupiniquim, acredite no sistema prisional e na forma de fazer justiça. Possivelmente não tenha jornais e revistas da mídia burguesa desmoralizando a instituição em ritmo constante e ferrenho como a brasileira.
A indignação com o recebimento de propinas não se mede pelos pensamentos que possamos imaginar que tenham, e, sim, pela forma como reage.
Os movimentos sociais, ou seja, o povo organizado, ergueram bandeiras de protesto e gritaram em todo o Brasil sua indignação com as denúncias de mensalão. Resta saber se o jornal para o qual ele escreve tem dado espaço para divulgação dos protestos de trabalhadores, de agricultores e de outros segmentos da sociedade organizada.
Quando se barra a informação na origem, fica mais fácil dizer que o brasileiro não reage.
90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira.
Já foi. Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da Guerra do Paraguai ali se instalaram. Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa, e não concordava com o crime. Hoje a realidade é diferente. Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como 'aviãozinho' do tráfico para ganhar uma grana legal. Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas. Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas.
Análise pseudo-histórica. As pessoas não moram na favela porque a vista para o mar é melhor. Ninguém gosta de toque de recolher e de apanhar da polícia e do bandido, em momentos alternados. Não há outra opção para moradia. O fato é que a estrutura oficial de segurança entrou em colapso no interior da favela e o poderio do traficante atingiu patamares muito maiores de abrangência. A mera desobediência leva à morte.
Pergunto: Qual foi a última vez que o autor entrou na favela, se é que já o fez, e qual o pai que se sente satisfeito em ver o filho ingressar em um campo cujo fim é a cadeia ou a morte? Aqueles que sentem alegria nisso já estão definitivamente tão alijados de alternativa que pensam em uma maneira rápida de alimentar a si e aos demais. Esses merecem educação e não deboche.
O Brasil é um pais democrático. Mentira.
Num país democrático a vontade da maioria é Lei. A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente.
Cada vez em que ficamos revoltados com uma bala perdida e com um tiro de agente policial sem perguntar, ocorre-nos essa reflexão: a quem interessa matar os bandidos? A quem interessa que haja cada vez menos pobres? Quem pensa assim?
A história da evolução da legislação penal no mundo nos demonstra que a mutilação, a tortura, as penas de morte e a repressão violenta aos delitos já foram práticas legalizadas até a idade moderna. Nunca essas práticas resultaram em baixa de incidência dos delitos, pelo contrário. Atingiam sempre a população pobre e que não podia se defender e que não conhecia alguém de dentro do poder que pudesse livrá-la da pena maior.
Num país onde todos tem direitos mas ninguém tem obrigações, não existem democracia e sim, anarquia. Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita. Se tirarmos o pano do politicamente correto veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores). Todos sustentados pelo povo que paga tributos que tem como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar. Democracia isso? Pense nisso!
Todos os que defendem os direitos humanos e o respeito à integridade da pessoa têm o meu respeito. Ou vamos esquecer que temos vários amigos e amigas que já tiveram a infelicidade de ter um breve contato com a polícia (ou até com um segurança privado de um clube) e cuja violência desmedida nos fez refletir.
Amiga, aqui vemos exatamente o problema.
O autor parece não estar satisfeito com a democracia instalada no país. Parece ter saudades da ditadura e não se sente feliz com o direito de votar. Chama de anarquia a conquista de votar e ser votado, com liberdade de organização. A estrutura dos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) que ele ataca é a mesma em todos os países presidencialistas/parlamentaristas e de democracia representativa, em que elegemos pessoas para exercerem os cargos por mandato. Inclusive na Europa, continente ao qual ele demonstra simpatia.
Brasileiro se acha malandro, muito esperto. Faz um 'gato' puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar. No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto... malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí? Afinal somos penta campeões do mundo né? Grande coisa...
Esse trecho é bem interessante: o brasileiro não pode ter acesso à tv a cabo, é cara, não há investimento em colocação de redes de cabo na maior parte das periferias da cidade. Quando alguém consegue puxar um terminal para sua casa, é “gato”. Pura vociferação das emissoras que detêm o monopólio das tevês a cabo no Brasil, que, não por acaso, são responsáveis pelos meios de comunicação que contrataram o autor.
Nosso povo é tão explorado nas mercadorias que saem do produtor a um preço e chegam no consumidor a preços multiplicados que talvez se achem no direito de economizar alguns trocados, o que, sem dúvida, é discutível.
Imagino o motivo de ele ter colocado que somos “zero” saúde, educação, emprego. Talvez não tenha pisado recentemente em uma escola pública municipal, estadual ou em uma escola técnica mantida pelo estado. Talvez sua formação superior não tenha sido em universidade pública, ou não tenha acessado, via Internet, aos diversos projetos de pesquisa tecnológica de ponta, hoje em curso nas universidades federais do país. Talvez não tenha se utilizado de um hospital ou posto de saúde pública de periferia. Talvez nunca tenha sido visitado por um agente sanitário, pois reside em local urbanizado.
O Brasil é o país do futuro. Caramba, meu avô dizia isso em 1950. Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avós se ainda estivessem vivos. Dessa vergonha eles se safaram... Brasil, o país do futuro!? Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo.
Deus é brasileiro. Puxa, essa eu não vou nem comentar... Para finalizar tiro minha conclusão: O brasileiro merece! Como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar. Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nesse e-mail, meus sentimentos amigo, continue fazendo sua parte, e que um dia pessoas de bem assumam o controle do país novamente. Aí sim, teremos todas as chances de ser a maior potência do planeta. Afinal aqui não tem terremoto, tsunami nem furacão. Temos petróleo, álcool, bio-diesel, e sem dúvida nenhuma o mais importante: Água doce!
Só falta boa vontade, será que é tão difícil assim?
Por fim, a conclusão que ele traz é ainda mais confusa. Será que ele não percebe o avanço que o povo brasileiro teve nas últimas décadas? Os movimentos sociais organizados derrubaram a ditadura, o brasileiro reconquistou a democracia e uma nova Constituição Federal, com representantes eleitos pelo voto. Muito se fez e se faz pelo mundo, em diversos âmbitos. A população, mesmo nadando contra a corrente contra a força exercida pela lógica perversa da acumulação do capital, busca a cada dia a conquista da felicidade.
Assumir o controle desse país é uma ação que só vai se dar quando nós pudermos entrar nesses jornais, nas emissoras de rádio e de tevê, que hoje são controlados pelos oligopólios da comunicação, para os quais o autor colabora bovinamente, para usar um termo dele.
Abração, Silvana.
Cris Lemos
sexta-feira, 27 de julho de 2007
Cumplicidade

A ameaça maior vinha do Leste, dos Bolcheviques, e da subversão interna. Só o fascismo em marcha poderia enfrentá-la. Assim, muita gente boa escolheu Hitler como o mal menor. Ou, comparado a Stalin, o mau menor. Era notório o entusiasmo pelo nazismo em setores da aristocracia inglesa, por exemplo, e dizem até que o rei Edward VIII foi obrigado a renunciar não só pelo seu amor a uma plebéia, mas pela sua simpatia à suástica. Não tardou para Hitler desiludir seus apologistas e a guerra falsa se transformar em guerra mesmo, todos contra o fascismo. Mas, por algum tempo, os nazistas tiveram seu coro de admiradores bem-intencionados na Europa e no resto do mundo - inclusive no Brasil do Estado Novo. Mais tarde estes vieram, em retrospecto, do que exatamente tinham sido cúmplices sem saber. Na hora, aderir ao coro parecia a coisa certa.
Comunistas aqui e no resto do mundo tiveram experiência parecida: apegaram-se sem fazer perguntas ao seu ideal, que, em muitos casos, nascera da oposição ao fascismo, mesmo já sabendo que o ideal estava sendo desvirtuado pela experiência soviética, foi uma opção pela cumplicidade.
Fosse por sentimentalismo, ingenuidade ou convicção, quem continuou fiel á ortodoxia comunista foi cúmplice dos crimes do stalinismo. A coisa certa teria sido pular fora do coro, inclusive para preservar o ideal.
Se estes dois exemplos ensinam alguma coisa é isto: antes de participar de um coro, veja quem está do seu lado. No Brasil do Lula, é grande a tentação de entrar no coro que vaia o presidente. Ao seu lado no coro poderá estar alguém que pensa como você, que também acha que Lula ainda não fez o que precisa fazer e que há muita mutreta a ser explicada e muita coisa a ser vaiada. Mas olhe os outros.
Veja onde você esta metido, com quem está fazendo coro, de quem está sendo cúmplice. A companhia do que há de mais preconceituoso e reacionário no país inibe qualquer crítica ao Lula, mesmo as que ele merece.
Enfim: antes de entrar num coro, olhe em volta.
Luis Fernando Veríssimo
Publicado originalmente no Jornal O Globo de 19/07/2007
Fonte: http://www.democraciasocialista.org.br/
quinta-feira, 26 de julho de 2007
Central de Trabalhadores das Américas possui data para Fundação -Março/2008
A proposta da ORIT (Organização Regional Interamericana dos Trabalhadores) é que a nova central o nome de Confederação Sindical das Américas.
O secretário geral da ORIT, Víctor Báez, participou da 2ª reunião do Conselho Geral da Confederação Sindical Internacional (CSI) e informou que a CSI aceitou a data para a realização do Congresso de Fundação da nova Organização Sindical das Américas, formada pela ORIT, CLAT e organizações independentes.
A reunião realizou-se em Bruxelas de 20 a 22 de junho. O Conselho Geral da CSI ratificou que a data de fundação da nova central do continente será realizado em março de 2008, na data proposta pelas próprias organizações regionais participantes do processo.
A decisão foi tomada na reunião durante as discussões sobre a situação dos processos regionais de unificação – as organizações da África e da Ásia que pertenciam à CIOSL e à CMT antes da fundação da CSI também se preparam para sua unificação.
O congresso de criação da nova regional das Américas está previsto para realizar-se nos dias 27, 28 e 29 de março de 2008 na cidade do Panamá. O evento será precedido de outras atividades conforme o calendário abaixo.
24/março/2008: Reunião paralela dos Conselhos Executivos da ORIT e da CLAT.
25/março/2008: Reunião dos Comitês de Mulheres e de Jovens da ORIT e da CLAT e realização de eventos temáticos.
26/março/2008: Congressos paralelos de dissolução da ORIT e da CLAT. 27, 28 e 29/março/2008: Congresso de fundação da nova central sindical das Américas. 29/março/2008: Festival da unidade, solidariedade e integração.
Fonte: www.csd.org.br
"Trabalhadores do mundo, uni-vos" -Karl Marx -Manifesto comunista
domingo, 22 de julho de 2007
Desertos Verdes tomam o Espírito Santo e ameaçam indígenas
Em julho de 2005, no Espírito Santo, Cristina visitou a reserva indígena Tupinikim, "Olho D'água", no município de Santa Cruz, histórica conquista dos indígenas da região, mantida com respeito aos costumes daquele povo e acompanhou de perto o esforço para manter e ensinar as tradições aos mais jovens da tribo.
Naquele momento, foi possível presenciar o cercamento das regiões cincunvizinhas à reserva indígena, por parte da empresa Aracruz, impondo o plantio de eucaliptos por centenas de quilômetros. Testemunhou a iniciativa daqueles povos de plantio de espécies nativas e de recuperação da fauna e da flora local. Havia esperança e tensão no ar. A organização dos chefes das tribos espelhava que a justiça brasileira não iria se contrapor ao interesse econômico representado nessa transnacional.
Os sindicatos de trabalhadores e os movimentos sociais da região uniram-se para respaldar os povos indígenas e garantir o cumprimento da lei. A terra que lhes pertencia foi cercada e loteada por aquela empresa, em desrespeito aos anos de ocupação daqueles povos.
A ação truculenta tanto por parte da empresa, quanto por parte do Estado brasileiro, pode ser medida pelo episódio de janeiro de 2006, quando a Polícia Federal, de forma violenta, destruiu duas aldeias e feriu 13 índios numa desocupação. A ação foi condenada pela Organização dos Estados Americanos (OEA) e por diversos organismos internacionais. Na ação da Justiça constam nomes de pessoas, que na ocupação, estiveram presentes para dar apoio político aos indígenas. Elas são da Rede Alerta Contra o Deserto Verde, movimento que denuncia ações da transnacional contra os indígenas, e, a expansão indiscriminada do plantio de eucaliptos nos estados do Espírito Santo e Rio Grande do Sul.
Fonte: www.mst.org.br
sexta-feira, 13 de julho de 2007
Indenização à Família de Carlos Lamarca x Mídia da direita

Lamarca desertou do exército cinco anos depois que o exército havia desertado da democracia. Junto a outros setores da esquerda que haviam rompido com o PCB, participou da opção pela luta armada que incluiu, sim, assaltos a bancos e uma expropriação de armas do exército, realizada no dia de sua deserção, 24 de janeiro de 1969. Mas não há sentido aceitável da palavra “terrorista” que se aplique a Lamarca. Cuidado aí com a banalização dos termos, senhores editorialistas. Sim, a desastrada teoria foquista, inspirada em Régis Debray e Che Guevara, propunha que a revolução brasileira seria possível a partir das ações de um grupo vanguardista armado e bem treinado, visão adotada por setores da esquerda ante o recrudescimento da repressão, o imobilismo do PCB e a completa desarticulação da oposição democrática. Salvo pouquíssimos casos, seus autores pagaram amargamente pela avaliação equivocada. Mas o termo “terrorista” simplesmente não se aplica.
A indenização à família de Lamarca foi feita nos termos da lei e é independente de qualquer avaliação que se faça sobre a deserção ou a luta armada. Durante anos, o exército propagou a versão de que Lamarca teria sido morto em troca de tiros com agentes do exército. O diálogo que ele teria tido com seus perseguidores, segundo a já desacreditada versão oficial, é digna de algum sargento que assistiu demasiados filmes de bang-bang: ‘Quem é você?’ – ’Carlos Lamarca.’ – ‘Sabe o que aconteceu com a Iara?’ – ‘Ela se suicidou em Salvador.’ – ‘Onde está sua mulher e seus filhos?’ – ‘Estão em Cuba.’ – ‘Você sabe que é um traidor da Pátria?’. Lamarca teria morrido sem responder a esta última pergunta.
Note-se aí, claro, o clichê cinematógrafico do herói que morre sem responder a última pergunta; a inverossimilhança da declaração atribuída a Lamarca, reconhecendo o “suícidio” de sua companheira Iara e endossando a versão do exército (já desacreditada e revista por historiadores; e, por último, a extrema improbabilidade de que os perseguidores do temido atirador Lamarca se limitassem a “bater um papinho” com um capturado ainda em condições de reagir. Sabem do que falo aqueles que conhecem a sucessão de mentiras produzidas para justificar mortes sob tortura durante o regime militar, desmascaradas em definitivo com o caso Herzog.
Merecem meus parabéns os que deram boas respostas às reações da mídia acerca da indenização à família de Lamarca: o Prof. Luiz Felipe de Alencastro, o jornalista Mário Magalhães (que, sem alarde, vem fazendo um brilhante trabalho como ombudsman da Folha, tendo desconstruído neste domingo o editorial publicado pelo jornal na sexta), Alan Feuerwerker e o blogueiro Jayme Serva. Foram as vozes mais sensatas a se opor à histeria da mídia que, em sua forma mais abjeta - a da revista Veja , claro - incluiu até mesmo a criação do obsceno termo "bolsa-terrorismo".
quarta-feira, 11 de julho de 2007
Hoje Acordei Gorda

A interpretação de Vlademir Antonio Maier potencializa o divertimento, a caracterização dos personagens e a mudança de figurino em cena é um espetáculo à parte.
Sindicalizados do Sintrajufe têm desconto de 30% (ingressos saem a R$ 10,00)
terça-feira, 10 de julho de 2007
Mullheres em Conferência

sábado, 7 de julho de 2007
Avaliação do Pleito

Passados alguns dias do calor do pleito eleitoral, começam a se clarear algumas conclusões. Quem se envolveu de corpo e alma na discussão que se travou no seio da categoria sobre as propostas que se contrapuseram na disputa, agora pode dividir com vocês uma avaliação tranqüila sobre as eleições para a Direção Colegiada do Sintrajufe.
Em primeiro lugar, ficou claro entre nós qual a alternativa que a categoria escolheu como viável e qual a alternativa que não oferecia “alternativa alguma”. Digo isso com a serenidade de quem conversou com os servidores nos setores de trabalho e viu nos colegas uma grande dúvida em relação às posições (mal) explicitadas nos panfletos da Chapa 2.
A começar pelo nome, eu pergunto: como assim, companheiros, por que o nome “Luta-Sintrajufe”? Por acaso o Sintrajufe que nós conhecemos não é de luta?
Independente do governo que elegemos, temos cobrado sim, ano após ano, em mobilizações e greves nacionais que tem marcado a história do Judiciário. Posso imaginar que talvez os colegas que hoje redigem documentos com acusações contra a direção do sindicato não tenham participado da:
· Greve de 2003 – contra a reforma da Previdência;
· Greve de 2004 - que pressionou os Tribunais superiores o aumento da GAJ e a instauração do Grupo de Trabalho que iniciou o PCS-3;
· Greve de 2005 – que arrancou dos armários do CNJ um parecer favorável ao PCS-3, exigível após a Reforma do Judiciário (PEC 45, a qual determina que não haveria mais projeto de interesse do judiciário que não tivesse avaliação do conselho nacional de justiça);
· Greve de 2006 – 45 dias de greve que obteve o maior Plano de Cargos e Salários que o judiciário federal já viu, com impacto monetário maior do que a renda bruta de alguns Estados brasileiros (em torno de 6 bilhões de reais), ou como compararam alguns parlamentares durante nosso trabalho de corpo a corpo no Congresso Nacional “o impacto financeiro desse PCS de vocês é maior do que o da transposição do Rio São Francisco”;
Sobre a GREVE DE 2006 – que conquistou o PCS-3: Reforçando ainda mais a postura de luta do Sintrajufe, que sempre pautou a condução do movimento na responsabilidade e na unidade da greve em todo o país, a greve no RS e em mais 18 estados foi suspensa por 10 dias. Uma atitude racional, encaminhada pelo comando nacional de greve, em mesa de negociação com representantes do governo, como demonstração de força e de unidade entre todos os sindicatos filiados à Fenajufe. No panfleto mentiroso que foi distribuído à categoria, os colegas bradam que o movimento estava ascendente, mas diversos sindicatos de vários estados sinalizavam que a suspensão vinha em boa hora, que haveria dificuldade em manter a unidade da greve. Bradam, ainda, que outros estados “mantiveram a greve” e forçaram a retomada, o que também não ocorreu dessa forma: apenas o Sindicato de São Paulo (Sintrajud) manteve uma greve isolada e suicida, atingindo diretamente o bolso dos colegas de lá: tiveram, inclusive descontos de dias da greve nos contracheques, conseqüência nefasta da condução do sindicato a serviço de uma política equivocada, com interesse de desgastar o governo federal e não de obter a aprovação do projeto de lei. Novamente eu pergunto: é assim que pretendiam gerir o Sintrajufe? Teríamos uma gestão que penalizaria os servidores pelas más decisões tomadas pelas direções da entidade?
A avaliação que nos diz a lógica é que não, companheiros e companheiras. Não é racional jogar o patrimônio e a respeitabilidade política conquistada pelo Sintrajufe, em anos de condução responsável da entidade nas mãos de aventureiros cujo único compromisso é com o desmonte do sindicato, com o desgaste da CUT e com a oposição a “tudo e a todos”. A categoria demonstrou nas votações do dia 28 de junho que tem clareza e discernimento e não se deixou levar pelo discurso sem proposta de construção. Afinal, qual a alternativa que nos oferecem como unidade na organização dos trabalhadores, se atacam tão diretamente à CUT? Que entidade defendem que possa atuar à frente da classe trabalhadora? Por que não clarearam esse ponto na campanha?
RESGATE: Em 2004, a Chapa que foi eleita, hoje direção, obteve 60% dos votos e as duas chapas que se inscreveram, à época, tiveram os percentuais de 17,5% e de 20% dos votos válidos.
Nessa eleição para a gestão de 2007/2010, a Chapa 1 – MAIS – Pra continuar conquistando, obteve 62% dos votos, em um universo de votantes de 2793 e a chapa 2 obteve 38% dos votos.
Ou seja, a direção venceu as eleições e atingiu 60% dos votos em 2004 e o espaço reservado à oposição, representada em duas chapas, foi de 37,5% e, em 2007, esse mesmo espaço, representado por uma chapa de oposição (a outra chapa perdeu o prazo para a inscrição), foi de 38% dos votos válidos.
Esses dados mostram o crescimento da Chapa 1, hoje vencedora do pleito, em dois por cento, demonstrando credibilidade por parte da categoria e confiança na gestão da entidade.
Meu cumprimento aos componentes da chapa 2 e a todos os seus apoiadores e apoiadoras. Parabéns a toda a categoria pelas eleições do Sintrajufe, aos sindicalizados e a todos aqueles e aquelas que votaram no pleito, especialmente.
Um lamento especial por aqueles que não puderam participar da disputa eleitoral e tentaram, de diversas formas, interferir no processo.
Vamos juntos trabalhar, participar mais e conquistar ainda MAIS.
Saudações a todos e a todas,
Cristina Lemos
Servidora da JF
quarta-feira, 4 de julho de 2007
ELEIÇÕES SINTRAJUFE - CONCLUÍDA APURAÇÃO

domingo, 1 de julho de 2007
Como contar a História do Brasil pela ótica do Cinema
Abraço a todos e a todas:
Cris Lemos
Filmes Dicas do NPC: 35 documentários e filmes sobre história do Brasil:
- Os fuzis; de Ruy Guerra; 1965
- Terra em transe; de Glauber Rocha; 1967
- Os libertários; de Luiz Escorel Filho; 1976
- Braços cruzados, Máquinas paradas; de Roberto Gervitz; 1981
- Os Anos JK - Uma Trajetória; de Silvio Tendler; 1980
- Jânio a 24 Quadros; de Luiz Alberto Pereira; 1981
- Pra Frente Brasil; de Carlos Zara; 1982
- Santo Jesus metalúrgico; de Cláudio Kans; 1983
- Nossos Bravos; de prod. Dieese; 1983
- Jango; de Silvio Tendler; 1984
- Kuarup; de Ruy Guerra;1988
- A Missão; de Roland Joffe; 1986
- O País dos Tenentes; de João Batista de Andrade; 1987
- Feliz Ano Velho; de Robert Gervitz; 1988
- Que Bom Te Ver Viva; de Lúcia Murat; 1989
- Concepção e prática sindical; de prod. CUT/INCA; 1990
- Anos Rebeldes; de Denis Carvalho; 1992
- Paixão e Guerra no Sertão de Canudos; de Antônio Olavo; 1993
- Lamarca; de Sérgio Resende; 1994
- O Velho; de Toni Venturi; 1997
- Vinte anos de luta pela democracia; de Prod. TVT; 1998
- 15 anos da CUT; de prod. TVT; 1998
- 60 anos ABC; de prod. TVT; 1999
- Mauá o Imperador e o Rei; de Sérgio Resende; 1999
- Brasil Outros 500; de Instituto Maurício Grabois; 2000
- Tempos de Resistência; de Leopoldo Paulino; 2005
- Sonhos Tropicais; de André Sturm; 2002
- Peões; de Eduardo Coutinho; 2002
- Carlos Marighella um cidadão militante; de Sílvio Tendler; 2002
- Entreatos; de João Moreira Salles; 2003
- Olga; de Jaime Monjardim; 2005
- Zuzu Angel; de Sérgio Rezende; 2007
- Araguaia – A conspiração do silêncio; de Roberto Duque; 2007
- Batismo de Sangue; de Helvétio Ratton; 2007
- Hercules 56; de Sílvio Dan-Rin; 2007
sábado, 30 de junho de 2007
ELEIÇÕES SINTRAJUFE
Mobilizamos os servidores do judiciário federal no RS na Greve contra a Reforma da Previdência em 2003; à Greve em 2004, à de 2005 e na histórica Greve do 2006, que garantiu à categoria a aprovação do PCS retroativo a junho.
Nunca descuidamos que o Sintrajufe é um sindicato Estadual e representa vários ramos da Justiça, e mobilizamos colegas da direção e da base, que largaram suas famílias em Porto Alegre e no interior para trabalharem em Brasília, no Congresso Nacional, conquistando, também, a aprovaçao da Lei de criação de novos cargos para a Justiça do Trabalho.
Agora, ao lado da categoria e não apesar dela, queremos MAIS.
No nosso programa da CHAPA 1 - MAIS SINTRAJUFE está o Plano de Carreira, a negociação coletiva no serviço público onde se estabeleça uma política salarial que reponha as perdas e mantenha o poder aquisitivo dos salários e a luta pela jornada de 6 horas.
Sempre nos mantivemos fortes e independentes, a despeito do que bradam os colegas da oposição, frustrados por não terem representantividade junto à categoria. Lutamos contra o PLP 01, embutido no PAC, e iniciamos campanha pela manutenção do direito de greve dos servidores, não aceitando a regulamentação do direito de greve.
No nosso programa consta, ainda, a retomada de direitos previdenciários, como aposentadoria integral, direitos iguais aos que se aposentem por invalidez, aposentadoria especial às PPD's e aos que trabalham em condições insalubres e perigosas.
Para finalizar: para nós da direção e para os componentes da CHAPA 1, a categoria está em primeiro lugar. Não concordamos com os que se dizem independentes mas querem fazer do sindicato uma extensão de seu partido para atacar ou sustentar governos. O sindicato não pode ser nem governista, nem anti-governista. Ao contrário, a Chapa 1 quer manter o Sintrajufe independente, pois é assim que conquistaremos MAIS.
Por esses e outros motivos, como mulher, servidora e sindicalista, estou consciente da organização da Luta unificada no interior da CUT, contra qualquer governo ou entidade patronal que venha a abolir direitos dos trabalhadores, sou MAIS SINTRAJUFE.
Importante lembrar a todos e a todas que, nesse processo eleitoral fomos atacados de todas as formas, inclusive judicialmente. Tivemos colegas de tamanha irresponsabilidade com a categoria que não conseguiram, sequer, cumprir o horário estipulado pela Comissão eleitoral para a inscriçao da chapa! Houve tentativas de tumultuar o processo e de agredir companheiros da atual gestão. Estivemos reunidos em assembléia geral de prestação de contas, dia 16/06 e vimos esses mesmos colegas presentes não exporem nenhum tipo de reivindicação, para depois passarem um abaixo-assinado na categoria com a pecha de vítimas do momento, requerendo "a convocação de assembléia geral nos termos do estatuto".
Lamentável postura que não agrega e não contribui para o esclarecimento dos companheiros da base da categoria.
Dessa forma, companheiros e companheiras, fomos juntos às urnas no dia 28 e demos nosso recado. As Urnas eletrônicas, utilizadas pela primeira vez nas eleições em Porto Alegre (por imposição do TRE, pois queríamos MAIS) já disseram o que os servidores buscam para o sindicato: juntos queremos MAIS SINTRAJUFE.
Vamos realizar a apuração do dia 03/07 - urnas do interior do Estado e finalizar o processo eleitoral com a tranqüilidade e a responsabilidade de quem coloca a categoria em primeiro lugar.
Abraços a todos e a todas
Cris
Diretora da Secretaria de Comunicação - Sintrajufe
Servidora da JF
Componente da chapa 1 - MAIS SINTRAJUFE
visite o sítio http://www.sintrajufe.org.br/
quinta-feira, 28 de junho de 2007
Concessões de TV no Brasil
A Excelsior chegou a deter mais da metade das ações da TV Gaúcha de Porto Alegre (inaugurada em 29 de dezembro de 1962), em composição com a família Sirotsky. Em 1964, 75% das ações da emissora são vendidas, devido a problemas financeiros ao grupo Simonsen, proprietário da Excelsior. Em 1968, Maurício Sirotsky conseguiu recuperar o controle da emissora, comprando-a de volta, integralmente. É desnecessário também procurar algum editorial do jornal Zero Hora, da RBS, criticando a cassação da concessão da Excelsior, em 1970. Fundado em 1964 para substituir o jornal Última Hora, também fechado pelo regime militar, Zero Hora apoiou a ditadura militar, inclusive com editoriais destacando o papel cívico do golpe de 1964. Seguindo os passos da Globo, a RBS lançou as bases para seu império empresarial no sul do país, beneficiando-se de suas relações com o regime militar. Ao final do período da ditadura, a RBS havia se tornado a principal empresa de comunicação da região Sul, em estreita parceria com a Globo.
Fonte: RS Urgente e CSD Debates
segunda-feira, 25 de junho de 2007
Por quê Jornada Tripla?

Não bastasse tudo isso, somos chamadas a responder pelo bom andamento da casa, pelo bem- estar de toda a família, pelo desenvolvimento dos filhos...
Em todas as atividades nas quais nos envolvemos, nos aprofundamos com a mesma dedicação.
Dessa forma, companheiras, convido vocês a dialogarem comigo, quando vamos transformar essa sociedade em um lugar de convivência mais plural? Se atuamos em todas as esferas, quando começaremos a educar nossos filhos para construírem algo melhor no futuro?
Mulher, Trabalhadora e Sindicalista, participe desse debate.
Pela aprovação do Projeto de Lei n. 122/2006 - criminaliza atos de Homofobia

Reivindicamos a aprovação do Projeto de Lei pelos seguintes motivos, entre outros:
ainda não há proteção específica na legislação federal contra a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero;
portanto, estimados 10% da população brasileira (18 milhões de pessoas) continuam a sofrer discriminação de forma impune (assassinatos, violência física, agressão verbal,
discriminação na seleção para emprego e no próprio local de trabalho, etc. FONTES: Relatório Kinsey e Grupo Gay da Bahia);
diversos e numerosos os países no mundo, inclusive a própria União Européia, já reconheceram a necessidade de adotar legislação desta natureza;
a aprovação do Projeto de Lei contribuirá para colocar o Brasil na vanguarda na região da América Latina e do Caribe, como um país que preza pela plenitude dos direitos de todos seus cidadãos, rumo a uma sociedade que respeite a diversidade e promova a paz.
Todos somos responsáveis pela construção de uma sociedade mais justa.
Entre nesse debate.
Fonte: Somos - Comunicação, Saúde e Sexualidade
http://www.somos.org.br/