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terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Seminário Mulher, mídia e ações feministas mobiliza gaúchas para o 8 de Março


Federação dos Bancários RS promove seminário estadual no dia 07 de março, na Casa dos Bancários, em Porto Alegre

Proporcionar momentos de formação, reflexão e de elaboração, alusivos ao Dia Internacional da Mulher – 8 de Março. Este é o principal objetivo do Seminário Mulher, mídia e ações feministas, que será promovido pela Federação dos Bancários RS, no dia 07 de março, na Casa dos Bancários, em Porto Alegre. O evento integra o cronograma de atividades em comemoração aos 65 anos da entidade, comemorados no dia 1º de maio deste ano.

A diretora da entidade, Denise Corrêa, destaca a importância da participação no evento. "Este será um grande momento para avaliar nossas ações em busca da igualdade de gênero, pelo respeito aos direitos e à imagem da mulher. A mídia tradicional tem utilizado o corpo feminino como ferramenta para vender qualquer coisa, como instrumento de mercado. Precisamos repensar nossas estratégias para enfrentar tudo isso com mais efetividade."

As duas palestrantes do evento são: Eleutéria Amora da Silva e Rachel Moreno. Eleutéria é coordenadora geral da Casa da Mulher da Trabalhadora do Rio de Janeiro (Camtra) e militante da Marcha Mundial de Mulheres. A Camtra é uma instituição que atua pelo fortalecimento da autonomia das mulheres. A missão da Casa é ir ao encontro de outras mulheres, com a perspectiva de colaborar para o fortalecimento de sua autonomia e despertá-las para a importância de sua participação na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

A segunda palestrante, Rachel Moreno, é psicóloga e pesquisadora, presidente do Observatório da Mulher, participante da Articulação Mulher Mídia e militante do movimento feminista desde 1974.

Rachel tem atuação destacada na defesa dos direitos da mulher. Em 2007, liderou a coleta de assinaturas para um pedido de direito de resposta às mulheres na televisão e participa ativamente de um movimento que tem pressionado às emissoras a reverem a forma como retratam as mulheres na tela.

Inscrições
As inscrições para o seminário são gratuitas e podem ser feitas de 06 a 27 de fevereiro, através do endereço eletrônico: feebrs@feebrs.org.br.

Fonte: www.sindbancarios.org.br, www.sintrajufe.org.br

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Teatro de Mau Gosto

Companheiras e companheiros:

Li estarrecida a matéria abaixo, veiculada no jornal Correio do Povo no domingo, dia 17/02, Página 15 - Seção Geral.

Eis a matéria:

CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, DOMINGO, 17 DE FEVEREIRO DE 2008

Mentor se emociona


Cezar Busatto, secretário de Coordenação Política e Governança Local, e que segunda-feira assumirá a Casa Civil do Palácio Piratini, emocionou-se durante o painel no qual apresentou a experiência do Orçamento Participativo na capital gaúcha, na quinta-feira.
O representante da Unesco para a Educação, a Ciência e a Cultura no Brasil, Vincent Defourny, que chamou Busatto para compor a mesa com a expressão 'vossa senhoria, que é a alma desse evento, venha para a mesa', fez Busatto chorar. Ele precisou de algum tempo para se recompor e falar sobre os 20 anos do OP.


Busatto não conteve as lágrimas com os elogios

Comentário da Cris: Vejam bem, estamos diante do maior estelionato ao movimento social e às conquistas havidas pela sociedade portoalegrense durante os 16 anos de governo popular de que já tivemos notícia: a direita se apropria dos royalties concernentes ao Orçamento Participativo.
Como se isso, por si só, já não caracterizasse falsidade ideológica (crime tipificado no nosso Código Penal), essa mesma extrema-direita mau-caráter convoca entidades e representantes internacionais, aos ouvidos dos quais já chegaram as conquistas construidas pelo OP, e expõe em larga escala os imensos ganhos obtidos com a participação do movimento social organizado na administração municipal - como se houvessem participado ou incentivado sua existência em alguma oportunidade. Não há crédito ou menção aos criadores e a quem implementou.
No entanto, companheir@s, nos painéis expostos na Conferência das Cidades, realizado essa semana pelo governo Fogaça, não consta que o desestímulo à participação e à representatividade têm sido a tônica dessa administração. Não consta, também, a imposição administrativa que representou o COREDES no trágico governo (Rigotto) que sucedeu o Governador Olívio Dutra no Estado, desmantelando a recente estrutura que se formara para possibilitar o crescimento do orçamento participativo estadual.
E, dessa forma, companheir@s, meu estarrecimento foi ganhando corpo... Cézar Busatto/PPS chega às lágrimas embalando o filho seqüestrado! Posando de "pai" do orçamento participativo, emociona-se colhendo para si os louros de 20 anos do OP e, para completar, toma o título de mentor (alma) do "evento internacional".
Existe claramente a tentativa de confundir os dois eventos: as fantásticas trocas havidas em todas as edições do FSM em Porto Alegre e esse encontro elitizado que ocorreu nessa semana. Há inserções constantes de propagandas na televisão e norádio que garantem à população que "Porto Alegre sedia grande evento mundial das cidades", incluindo entrevistas de homens e de mulheres presentes.
Tod@s sabemos que à direita nunca interessou a legião de lideranças do movimento popular mundial que aportou na Capital gaúcha desde o I FSM, em 2001. Sabemos que sempre houve desprezo e deboche por parte da imprensa e da oposição - ora omitindo a grandeza do debate envolvido no fórum - ora expondo o banho ao ar livre dos participantes do acampamento do Parque da Harmonia.
Sabemos que apenas o interesse dos setor comercial e hoteleiro veio colocar o FSM na pauta da oposição à prefeitura PeTista. Assim, na última edição do Fórum, as ruas de Porto Alegre foram transformadas em gigantesco parque de souvenirs em toda a extensão sa Avenida Beira Rio, interessados muito mais no conteúdo dos bolsos dos participantes do que na contribuição das experiências a serem compartilhadas nas oficinas, conferências e nos múltiplos espaços de interação do FSM.
Muita cara de pau, companheir@s!
Quem sempre entendeu que o movimento popular é caso de polícia e que as obras de urbanização devem ser realizadas para quem pode pagar, criando taxas e pedágios - agora se traveste de Baluarte do Povo - sob o título de "Coordenação Política e Governança Local", completamente carente de legitimidade e em total desrespeito a toda organização da sociedade que culminou nas plenárias de orçamento participativo e nas suas conquistas, ao longo da administração PeTista.
A população de Porto Alegre, exemplo mundial de organização e de conquistas populares, merece muito mais do que essa pantomima de mau-gosto que interpretou Cézar Busatto/PPS na Conferência dessa semana.
Perdemos tod@s nós com o tipo de política que se empoderou no estado e no município, que apenas alardeia "preservar as conquistas" e na verdade destrói tudo o que o antecedeu.
Está em nós a capacidade de mudar essa realidade nas eleições municipais de 2008.
Bom voto a tod@s @s portoalegrenses!

Saudações socialistas,

Cris

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Prévias do PT - a esperança vai vencer o medo - Miguel Rossetto para prefeito da Capital


A praticamente 30 dias da data das prévias, o Partido dos Trabalhadores de Porto Alegre vive um período de efervescência militante: debates, jantares, manifestos, emails, telefonemas, reuniões. Essa efervescência busca apresentar aos filiado(as) as pré-candidaturas de Miguel Rossetto e de Maria do Rosário.
Nesse cenário predomina o bom debate político, a democracia interna, facilitados pelo alto nível das duas candidaturas. Isso não impede, no entanto, que ocorram algumas situações em que as paixões se sobressaiam à razão, trazendo ao processo argumentos fora do tom ou até mesmo apelativos.
Não é razoável, por exemplo, imaginar que militantes do PT possam ter "medo de Maria do Rosário", ou até de Miguel Rossetto. "Medo" tinha a Regina Duarte do Lula. Naquela época, a militância do PT fez a esperança vencer o medo.
Tampouco é verdadeiro o argumento de que as duas candidaturas são iguais e que "a única diferença é o fato de Maria do Rosário estar à frente nas pesquisas eleitorais".
Aliás, chega a ser ingênuo agarrarem-se ao desempenho em "pesquisas eleitorais promovidas pela grande mídia", quando tantas vezes nosso Partido bradou publicamente contra esse instrumento usado intencionalmente para prejudicar nossas candidaturas?
Fundamental, mesmo, não é sair na frente - é chegar em primeiro com a maior vantagem possível.
Para esse resultado positivo importa, sim, a política de alianças que será desenvolvida, o programa de governo que será apresentado à sociedade e a capacidade de dialogar com os diferentes setores da população da cidade.São questões como estas que levam uma expressiva parte do PT - e não algumas forças - a apoiar a candidatura de Miguel Rossetto.

Não basta ganhar a prefeitura de Porto Alegre.
Torna-se necessário garantir a vitória não de um nome, não de uma sigla, mas de um projeto político de esquerda, comprometido com a transformação social, com a participação popular e com a superação de todas as formas de desigualdade.
Nesse contexto, a trajetória política do companheiro Rossetto é uma contínua reafirmação desses princípios e das mais caras bandeiras petistas.
Nesse quadro, não há resistência à candidatura de Maria do Rosário, e, sim, uma preferência racional e consciente pela candidatura de Miguel Rossetto. Além de vínculos sólidos com Porto Alegre, contabilizou expressivas votações nas vezes em que concorreu a cargos eletivos.
Rossetto, em Porto Alegre, conquistou uma votação maior a cada eleição que participou!

Quanto aos argumentos de a "necessária candidatura de uma mulher à prefeitura"
O processo de superação das desigualdades de gênero dentro do PT tem sido mais lento do que muitos e muitas de nós gostaríamos, contudo, não está parado: tivemos duas companheiras na presidência da Câmara Municipal, duas na presidência interina do PT Estadual, temos uma Secretária-Geral no PT/RS e uma mulher disputando as prévias no PT de Porto Alegre.
O campo que apóia Miguel Rossetto elegeu mulheres presidentes em 3 importantes zonais de Porto Alegre no último PED. Nossa memória é tão curta que esquecemos aue todas as demais prévias foram disputadas por dois homens?
Respondendo a pergunta que não quer calar: ser mulher não é problema no PT, mas, tampouco é uma vantagem - é uma condição de desigualdade, reflexo cultural e social, que não se resolverá num passe de mágica, com um voto na urna no dia 16 de março.
O PT necessita de uma candidatura capaz de unificar o conjunto do partido e de vencer a poderosa aliança conservadora em torno do atual prefeito e candidato Fogaça.
Será histórico eleger o PT novamente para a Prefeitura de Porto Alegre- companheiro Miguel Rossetto é o candidato que agrega a esperança e a confiança na população.
Sem medo de ser feliz!

Claudia Prates (Secretária de Mulheres do PT/Poa)
Erick da Silva (Secretário da Juventude do PT/Poa)

Acesse o blog do Rossetto http://miguelrossetto.blogspot.com

Hora Lilás com Miguel Rossetto




Venha tomar um chimarrão e conversar
sobre as políticas públicas
para as mulheres em Porto Alegre

20 de fevereiro | Quarta-feira
Auditório do PT de Porto Alegre


A igualdade se constrói com a tua participação!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Concurso Internacional de Fotografia premia trabalho de denúncia à violência homofóbica


A fotografia de um casal gay húngaro vítima de um ataque homofóbico ganhou o segundo lugar do 51º prêmio de fotojornalismo promovido pela World Press Photo.
A imagem, intitulada "Casal gay vítima de violência antigay espera assistência médica, Budapeste, Hungria", é do fotografo Zsolt Szigetváry. O trabalho concorria na categoria problemas contemporâneos.
A fotografia é contundente e evidencia a violência contra os homossexuais. A cena foi captada na Europa, todavia, poderia ter sido obtida em qualquer madrugada nas capitais brasileiras.

O primeiro lugar da competição – um dos mais prestigiados concursos internacionais de fotojornalismo - foi para o retrato de um soldado norte-americano encostado em um bunker no Afeganistão. É o retrato da exaustão do homem - e da exaustão de toda uma nação que tomou para si a função de patrulhar e interferir na liberdade dos demais Estados do planeta.

Fonte:
http://www.worldpressphoto.org/index.php?option=com_photogallery&task=view&id=1130&Itemid=187&bandwidth=high

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Blogs reagem à nova ofensiva midiática contra o governo Lula

"Ao deixar a ex-ministra Matilde Ribeiro sendo massacrada pelos meios de comunicação até ser obrigada a entregar o cargo para saciar a sanha de setores da mídia, o governo cometeu mais um dos seus estúpidos erros políticos na relação com a oposição midiática". A opinião é do jornalista Renato Rovai, que se juntou a outros blogueiros para fazer o que o governo Lula e sua base não fazem: reagir à nova onda
denuncista que a imprensa e a oposição tentam sustentar.

Em 2005, quando o governo Lula enfrentou uma grave crise política detonada pelo chamado “escândalo do mensalão”, demorou alguns meses para que blogs e jornalistas que não compactuavam com o discurso anti-Lula se organizassem e reagissem aos ataques promovidos pela quase totalidade da grande imprensa contra o governo e seus aliados.
Desta vez, a reação foi mais rápida. Vários blogs -muitos deles consolidados justamente durante a crise de 2005 e no curso da campanha eleitoral de 2006—acusaram o novo golpe preparado pelo consórcio PIG*/PSDB/DEM e postam diariamente matérias e artigos denunciando a manipulação que a imprensa promove na divulgação de informações sobre os cartões corporativos do governo.
Entre as queixas comuns postadas nos blogs, está a constatação de que a mesma mídia que faz acusações vazias contra o governo Lula, acoberta a falta de transparência de governos tucanos, como o de José Serra, em São Paulo, e de Aécio Neves, em Minas.

Rovai: não se faz política entregando anéis
O jornalista Renato Rovai, que escreve o Blog do Rovai, postou nesta terça-feira (5) artigo denunciando o jogo da mídia, mas também cobrando uma atitude mais firme do governo. “É impressionante como este governo tem uma enorme capacidade de dar grande dimensão a pequenos problemas que deveriam ser enfrentados com a seriedade que
merecem e não com moralismo de botequim. Ao deixar Matilde Ribeiro ardendo em praça pública, muito provavelmente o novo núcleo duro palaciano esperava que ao entregar a cabeça da ministra negra pagaria o preço que mídia solicitava. Ingênuos. Aliás, se esse tal novo núcleo duro vier a enfrentar uma crise como a do primeiro governo, Lula vai ter que trocá-lo inteiro. Não se faz política entregando anéis só
porque às vezes se acha que é hora de trocá-los. Ao oferecer aliados para saciar a fome dos opositores, em geral o que se faz é aumentar o apetite desses”, diz Rovai.

Eduardo Guimarães: movimento dos sem mídia
O titular do blog Cidadania.com, Eduardo Guimarães, também pautou em seu blog a “guerra” da mídia contra o governo Lula. Em comentário publicado hoje sob o título “PIG prega ‘fim do mundo’”, Guimarães constata que “os cartões corporativos, a CGU e o Portal da Transparência constituem uma fonte inesgotável de ‘matéria-prima’ para a mídia acusar o governo. Cada compra feita e devidamente registrada
será tratada como se fosse gasto pessoal do membro do governo que utilizou o cartão. E cada compra até de alimentos para os Palácios do Planalto e da Alvorada será usada para ‘provar’ à sociedade que o Poder come do bom e do melhor. Não importa se era assim, se é assim em qualquer parte e se continuará sendo assim. O que importa é dizer ao povo: "enquanto você come pescoço de frango, o Lula come picanha argentina".” O blogueiro sugere que os participantes do “Movimento dos Sem-Mídia se
mobilizem e aceitem fazermos manifestação pública que denuncie, por exemplo, que as contas do governo Serra são uma caixa-preta que ele, ao contrário de Lula, não tem coragem de expor e que aqueles que estão acusando Lula ajudam a acobertar Serra.”

Amigos do Presidente Lula: hipocrisia tucana
O blog Amigos do Presidente Lula também entrou na polêmica optando pela contra-ofensiva: resgatou notícias que revelam casos ocorridos durante o governo FHC mas que mereceram, na época, uma cobertura tímida da imprensa.
Cita, por exemplo, o fato da filha de Fernando Henrique Cardoso, que era funcionária da Presidência, ter usado um avião da FAB para vistoriar as fazendas do pai. Lembra também o uso, até hoje nebuloso, de R$ 10 milhões dos cofres da União para que o filho de FHC, Paulo Henrique Cardoso, montasse um stand numa feira internacional na
Alemanha. E cita ainda episódios de uso indevido de dinheiro público em viagens de turismo feitas por ministros do governo tucano, como José Serra, Raul Jungmann, Antônio Kandir, Luiz Felipe Lampréia, Eliseu Padilha, Paulo Renato de Souza, Clóvis Cravalho e até o Procurador Geral da República, Geraldo Brindeiro.

O blog *República Vermelha* reproduz o conteúdo do blog Amigos do Presidente Lula e reforça que o blog “acertou na mosca para mostrar hipocrisia da oposição e do PIG”.

Oni Presente: cartão de segurança de FHC sob suspeita
Mas quem foi mais fundo no contra-ataque foi o blog Oni Presente. Ele resolveu usar o Portal da Transparência, mantido pela CGU, para investigar o uso do cartão corporativo por parte do segurança do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Ex-presidentes têm direito a manter seguranças pagos pela União. No Brasil, estes funcionários também utilizam cartões corporativos.
Em seu levantamento, o blog descobriu que o funcionário público
Eduardo Maximiano Sacillotto Filho, segurança de FHC, encheu QUATRO
vezes o tanque do carro num ÚNICO dia: 06 de agosto de 2007. E essa foi apenas uma das operações suspeitas feitas pelo segurança do ex-presidente.

Por um Novo Brasil: a guerra está declarada
O blog Por um Novo Brasil vai na mesma linha. E protesta: "A mídia safada, a oposição, alardeou: Apagão, epidemia de febre amarela,crise financeira devido a crise imobiliária nos EUA, desemprego. Nada aconteceu, não houve as desgraças que houve no governo de FHC. Então partem para outra, os gastos com cartões de crédito corporativos do governo, CPI da tapioca. Como disse o presidente Lula em 2006, "Nós
vamos ter um enfrentamento grave. Vocês se preparem" . Como sempre o presidente Lula sabia o que estava falando. A mídia safada, a oposição feroz e virulenta, não aceitam a derrota acachapante de 2006. Para eles estarem tão violentos, a popularidade do presidente Lula deve estar elevadíssima. É o medo do presidente Lula fazer seu sucessor em 2010, e eleger seus candidatos do PT e da base aliada para as
prefeituras em 2008. Vão fazer a CPI da tapioca, mas tem que fazer também a CPI dos tanques de gasolina de FHC".

Entrelinhas: histeria da grande imprensa
O blog Entrelinhas, do jornalista Luiz Antonio Magalhães, não é nem um pouco alinhado com o governo Lula. Mas também não é adepto da histeria anti-Lula como a maioria dos blogueiros da grande imprensa, que não escondem o prazer de detonar Lula e seu mandato. Entrelinhas faz uma leitura honesta do comportamento da mídia e, por isso mesmo, registra: “A histeria da grande imprensa com os gastos nos cartões corporativos é apenas mais uma forma de jogar para a torcida, apostar no udenismo
rastaquera para tentar prejudicar a imagem do governo do presidente Lula. O problema é que talvez a opinião pública esteja um pouco mais madura do que os jornalões imaginam. Ela já sabe que Orlando Silva gosta de tapioca, mas talvez queira saber direitinho como os secretários de Serra fazem para pagar os jantares no Fasano.”
Aliás, o blog colocou no ar uma enquete perguntando: "A grande imprensa está perseguindo os ministros do presidente Lula no noticiário sobre os cartões corporativos?". Até as 22h de ontem, horário em que esta matéria foi publicada, os leitores do blog se dividiam entre responder "Sim, a imprensa faz perseguição pois "nunca antes neste país os gastos foram tão transparentes" (48%). Outros 50%
responderam "Em termos: a imprensa está fazendo a coisa certa, mas poderia investigar também os gastos dos governadores José Serra e Aécio Neves"; e apenas 2% preferiram a alternativa "Não, a mídia está fazendo o seu papel e os ministros devem explicar cada tapioca consumida".

Confira abaixo o endereço dos blogs citados nesta matéria:*
BLOG DO ROVAI: http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/blog/
AMIGOS DO PRESIENTE LULA:
http://www.osamigosdopresidentelula.blogspot.com/
CIDADANIA.COM: http://edu.guim.blog.uol.com.br/
BLOG DO ONI PRESENTE: http://blogdoonipresente.blogspot.com/
POR UM NOVO BRASIL: http://por1novobrasil.blogspot.com/
ENTRELINHAS: http://blogentrelinhas.blogspot.com/
REPÚBLICA VERMELHA: http://republicavermelha.blogspot.com/

*PIG (Partido da Imprensa Golpista) é o termo que o jornalista Paulo
Henrique Amorim criou para qualificar setores da grande imprensa que agem sistematicamente para derrubar o governo Lula.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Manifesto dia da Ação Global e Mobilização do Fórum Social Mundial contra o Neoliberalismo

Com toda nossa pluralidade, diversidade e riqueza de alternativas e propostas lutamos contra o neoliberalismo, a guerra, o colonialismo, o racismo e o patriarcado que geram violência, exploração, exclusão, pobreza, fome, desastre ambiental e negação dos direitos humanos.
Lutamos por mais e melhores e melhores empregos, pela reforma agrária, pelo desenvolvimento sustentável que signifique inclusão de todos e todas.
Há muitos anos estamos resistindo e construindo processos inovadores, de novas culturas de organização e ação do local ao global, em particular, através do Fórum Social Mundial, do qual emerge esta chamada.
Conscientes da necessidade de construir nossa própria agenda e de aumentar o impacto
dessas milhares de expressões e manifestações, nos comprometemos a reforçar a solidariedade e as convergências entre nossas lutas, campanhas, construções de alternativas e alianças.
No dia 26 de janeiro movimentos sociais e povos de todos os cantos do mundo saem às ruas na luta contra o neoliberalismo, o imperialismo, a guerra, o colonialismo, o racismo, o patriarcado e todas as formas de opressão.
Mais de 60 países e mil organizações estão realizando atividades neste dia. No Brasil, acontecem manifestações em diversas capitais, entre elas Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belém, Natal, Sergipe e Recife.
FAÇAMOS JÁ UM OUTRO MUNDO!

Por que um Dia de Mobilização e Ação Global?Desde o levante zapatista, em 1994, e as manifestações de Seattle, em 1999, surge uma a
liança mundial de movimentos contra a globalização neoliberal, a guerra, o patriarcado, o racismo, o colonialismo e os desastres ambientais. Esse movimento atingiu seu apogeu em 15 de fevereiro de 2003, com a grande manifestação mundial contra a invasão do Iraque pelos
Estados Unidos.
Nos últimos anos, esses movimentos cresceram enormemente, mais enraizados na lutas
nacionaise realidades locais. Em todos os cantos do planeta, mobilizações surgem em
diferentes áreas.
Este é o propósito do Dia de Mobilização e Ação Global em 2008: atuar localmente para
mudar globalmente! Dar visibilidade às lutas locais por meio de um dia de ação comum!
Somos milhões de mulheres e homens, organizações, redes, movimentos e
sindicatos de todas as partes do planeta,aldeias e regiões, zonas rurais e
centros urbanos de todas as idades, povos, culturas e crenças, unidos e
unidas pela firme convicção de que
OUTRO MUNDO É POSSÍVEL
Por que o dia 26 de janeiro?
Desde 2001, o Fórum Social Mundial (FSM) se tornou o principal espaço no qual todos
esses movimentos se encontram e constroem alianças. O FSM é um processo que está vivo nos fóruns locais, nacionais, regionais e temáticos, nas muitas lutas plurais, campanhas, alternativas para umoutro mundo que são desenvolvidas em todo o planeta.
A decisão de que o próximo FSM se realize em 2009, dois anos após o FSM em Nairóbi
(Quênia, África), abriu espaço para que uma ampla mobilização global se realize em 2008.
A data, 26 de janeiro, foi escolhida como forma de manter o confronto com o Fórum
Econômico Mundial, encontro da elite neoliberal que acontece sempre em janeiro em Davos
(Suíça) para aprofundar a teoria e a prática da dominação do mundo pelo capital.
Fórum Social Mundial em Porto Alegre Fórum Social Mundial em Porto Alegre
Porto Alegre é a capital do Fórum Social Mundial. Aqui, em 2001, teve início esse
processo. Aqui foram realizadas as edições de 2002, 2003 e 2005. E é aqui que queremos o Fórum Social Mundial.
Desde que o FSM saiu de Porto Alegre não vimos empenho dos governos da capital e do
Estado em trazer esse importante encontro de volta a sua cidade de origem. É aqui que o FSM nasceu. É a população daqui que já adquiriu a tradição de recepcionar cidadãos do mundo inteiro, trocando experiências de democracia participativa, realizando debates e discutindo
temas importantes. O povo gaúcho já absorveu a cultura de preparação e realização do FSM.
É por todas estas questões que os movimentos sociais de todo o Rio Grande iniciam,
neste dia 26, uma grande campanha pela volta do FSM a Porto Alegre e convocam todos os gaúchos e gaúchas que acreditam num outro mundo possível a integrarem esta campanha.
SINTRAJUFE-RS CMS CUT-RS FÓRUM SUL - ABONG

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Mensagem de Natal e de Fim-de-Ano



Amigas e amigos:
Nesse período de final de ano, tempo de balanços e de avaliações, muitos são os sentimentos que se misturam em nossa mente: alegria, saudade, pesar, raiva, esperança...
Há sempre a vontade de ter feito mais aqui e ali. Há a determinação de que poderá ser ainda melhor em outras oportunidades.
2007 foi um ano muito duro para nossa família. Foi o ano em que caiu por terra nosso sonho da imortalidade. A vida nos deu algumas rasteiras. Perdemos nossa amada Maria Helena de forma abrupta. O vazio que ficou no nosso peito cresce a cada dia. Às vezes parecer até que tudo não passou de um pesadelo, sabem?
Somos capazes de imaginar quase tudo na vida, menos como conviver com a doença e com a morte.
Só a presença constante da família e dos amigos nos manteve em pé nessa trajetória.
Agradeço muito o amor incondicional de tod@s que estiveram ao nosso lado.
De outro lado, aprendemos em conjunto. Aprendemos a andar em grupo e a procurar mais os amig@s.
Encerraremos esse ano munidos de mais vontade do que o iniciamos. Temos esperança de ver realizados nossos sonhos de um mundo mais plural, sem expropriação, sem humilhações e sem exploração de trabalhador@s.
Desejamos a tod@s aquel@s que estarão conosco em 2008 que possamos unir nossas forças e dispor de todas as energias para construir novas relações, sejam elas de amizade, de trabalho, sindicais, afetivas, amorosas...
Saudações socialistas!

Cris
Foto: Festa do Recesso Sintrajufe - www.sintrajufe.org.br

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Além de punir mais duramente a violência doméstica e familiar contra a mulher, a nova lei alcança agressões entre pessoas do mesmo sexo


"Nunca fui capaz de descobrir exatamente o que é o feminismo; só sei que as pessoas chamam-me feminista sempre que expresso sentimentos que me diferenciam de um capacho.” Rebecca West

Entrou em vigor no mês de setembro a Lei de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, ou “Lei Maria da Penha”, sancionada no dia 07 de agosto pelo presidente Lula. Além de endurecer o tratamento e a pena imposta aos agressores, a lei reconhece, de forma inédita, que a violência contra a mulher pode ocorrer entre pessoas do mesmo sexo, em relacionamentos homossexuais, e em quaisquer casos onde haja vínculos afetivos entre a vítima e o agressor, não importando se moram juntos.
Os agressores deixarão de receber penas consideradas brandas em relação aos danos causados, como o pagamento de multas e cestas básicas. Agora o processo, o julgamento e a execução das causas criminais e cíveis, decorrentes da violência contra a mulher, seguirão as normas dos Códigos de Processo Penal e Processo Civil, e também do Estatuto da Criança e do Adolescente, e do Estatuto do Idoso, quando convier. É a primeira vez que o país conta com uma Lei específica sobre a violência contra a mulher que estabelece quais são estas formas de violência (físicas, psicológicas, sexuais, patrimoniais e morais).

O Projeto de Lei de Conversão (PLC) 37/2006 é o resultado final de um projeto enviado pela ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéia Freire, ao Congresso Nacional em 25 de novembro de 2004. Fruto de um longo processo de elaboração a “Lei Maria da Penha” leva este nome em homenagem à Maria da Penha Maia, 60, três filhas, hoje líder de movimentos de defesa dos direitos das mulheres, vítima emblemática da violência doméstica. Em 1983, seu ex-marido, professor universitário, tentou matá-la duas vezes. Na primeira vez atirou contra ela, e na segunda tentou eletrocutá-la. Por conta das agressões sofridas, Penha ficou tetraplégica. Nove anos depois seu agressor foi condenado a oito anos de prisão. Por meio de recursos jurídicos, ficou preso por dois anos. Solto em 2002, hoje está livre.

O episódio chegou à Comissão Interamericana dos Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) e foi considerado, pela primeira vez na história, um crime de violência doméstica. Hoje, Penha é coordenadora de estudos da Associação de Estudos, Pesquisas e Publicações da Associação de Parentes e Amigos de Vítimas de Violência (APAVV), no Ceará. Estava presente à cerimônia da sanção da lei junto aos demais ministros e representantes de movimentos feministas.
A nova Lei reconhece a gravidade dos casos de violência doméstica, e retira dos juizados especiais criminais (que julgam crimes de menor potencial ofensivo) a competência para julgá-los. Em artigo publicado em 2003, a advogada Carmem Campos apontava os vários déficits desta prática jurídica, que, na maioria dos casos, gerava arquivamento massivo dos processos, insatisfação das vítimas, e banalização da violência doméstica.
Deverão ser criados juizados especiais específicos para cuidar dos casos de violência contra a mulher, com competência para resolver não apenas as questões criminais, mas também as cíveis, relativas às questões do direito de família - como a separação, pensões, divisão dos bens comuns, e a guarda dos filhos.

Expectativa de mais denúncias

A Lei reserva um capítulo específico para o atendimento policial às mulheres vítimas de violência. A polícia facultará à vítima a proteção necessária, o encaminhamento a atendimento médico e ao Instituto Médico Legal (para exames de corpo de delito), o transporte a abrigos seguros em caso de risco de morte, o acompanhamento para a retirada de seus pertences de sua casa, e o acesso à informação sobre seus direitos e aos serviços de reparação disponíveis. A mulher passará a ser notificada de todas as etapas processuais, especialmente das datas de ingresso e de saída do agressor da prisão.
Uma vez feita a denúncia, a mulher só poderá desistir do processo perante o juiz, e não mais na própria delegacia. E, ao contrário do que acontece atualmente, não mais poderá entregar pessoalmente as intimações judiciais ao seu próprio agressor. A nova Lei prevê que em todas as audiências a mulher esteja acompanhada de advogado ou defensor habilitado. O agressor poderá ser preso em flagrante e sua prisão preventiva poderá ser decretada pelo juiz, quando houver riscos à integridade física ou psicológica da vítima. Alterando a Lei de Execuções Penais, a nova Lei permitirá ao juiz que determine o comparecimento obrigatório do agressor a programas de recuperação e reeducação comportamental.

Em entrevista, Cristina Salek, advogada do SOS Mulher de Campinas, manifesta esperanças de a nova lei estimule o aumento de denuncias. A dificuldade em denunciar dá-se, na maioria das vezes “por medo, por tentar ‘dar mais uma chance ao agressor’, ou mesmo por este zombar dizendo que não seria punido”, explica.

Para a historiadora, Cláudia Costa Guerra, que atua como coordenadora do SOS Mulher e Família de Uberlândia (MG), a lei inova por tentar cercar vários outros aspectos ainda não abarcados pela legislação atual. “Pois há que se atentar sempre para a complexidade deste tipo de violência, onde o agressor é próximo, e priva da afetividade e intimidade da vítima.” O que se observa, muitas vezes, é um “ciclo de violência, onde a mulher que apanha denuncia, mas, em seguida, volta a ficar em lua-de-mel com o agressor”. Em sua opinião, com a nova lei “a mulher poderá ser ’sujeito’ de sua própria história, já que não apenas comportamentos terão de ser modificados, mas também mentalidades”. Segundo a historiadora, apenas um terço das vítimas denuncia seus agressores.

A relutância em denunciar a violência sofrida é explorada, em artigo, por Heleieth Safiotti. “Na maioria das vezes, quando a mulher procurava uma delegacia da mulher, na verdade, esperava que a delegada desse uma ‘prensa’ em seu marido agressor, a fim de que a relação pudesse se estabelecer em novas bases (leia-se harmoniosas)”, diz. Vários são os fatores elencados pela socióloga que podem levar as mulheres a este comportamento - como a falta de autonomia financeira e afetiva - e que fazem com que a mulher vítima da violência ande sempre no fio da navalha, oscilando entre atitudes de repúdio e de conformação com sua própria situação.
Artigo de Carolina Tonelotto - ComCiência
Foto: 11ª Parada Livre em Porto Alegre
Fonte: http://www.ciranda.net - Ciranda Internacional de Informação Independente
Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher (25/11 a 10/12), que acontece há 17 anos e hoje atinge 135 países.
O tema central no Brasil é o papel da sociedade na aplicação e implementação da Lei Maria da Penha.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Famílias de Desempregados vão às ruas reivindicar condições para trabalhar


Cerca de 800 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD) ocuparam o prédio da Coorlac em Porto Alegre. Esta ocupação é para denunciar à sociedade gaúcha que imóveis do governo estadual não cumprem sua função social e reivindicar audiência imediata com a governadora Yeda para negociação sobre as propostas do MTD para combater o desemprego. Enquanto isso os grupos de produção da organização seguem sem espaço e sem equipamentos para poder trabalhar. Além isso, objetivo é dialogar com sociedade sobre a problemática do desemprego estrutural e a situação das famílias desempregadas que moram na periferia dos centros urbanos.
Os trabalhadores reivindicam que o Estado passe aos trabalhadores esses espaços públicos para que as famílias possam trabalhar, gerando renda às famílias desempregadas. Grande parte dos imóveis que pertencem ao governo estadual estão abandonados, ao invés de estarem sob controle e utilização pelos trabalhadores gauchos.
"Queremos que a governadora, que é mulher, venha falar de igual com as mulheres do MTD, que sustentam seus filhos na periferia. O MTD hoje é formado, em mais de 90%, por mulheres de periferia. Não estamos desempregadas porque queremos, precisamos e queremos que o Estado nos atenda da mesma forma que atende aos grandes empresários", diz.
Nessa audiência o MTD busca sensibilizar a Governadora para que libere recursos para execução do Programa Frentes Emergenciais de Trabalho ainda em 2007, considerando que no Orçamento deste ano há R$ 2,5 milhões destinados às Frentes. Porém, até o presente, nenhuma Frente foi liberada. As frentes de trabalho são uma conquista do MTD que vem dando certo. Pelas frentes, os trabalhadores recebem qualificação técnica e uma ajuda de custo para se sustentar e comprar a matéria-prima para a confecção de produtos (pão, cucas, roupas e artesanato). No entanto, falta espaço físico para que os desempregados, organizados em grupo, possam trabalhar, e também equipamentos.
Existem vários exemplos que comprovam a eficácia dessa política pública, por exemplo em Caxias do Sul, da Serra Gaúcha, as frentes de trabalho já foram adotadas pela prefeitura municipal. "As frentes de trabalho que temos cumprem com o seu papel. No entanto, faltam espaço físico e equipamentos. Queremos trabalhar, mas precisamos de condições".
“O Governo evita reunir-se com os desempregados, forçando-nos a fazer 16 ocupações e protestos por todo estado de abril a agosto apenas para conseguir uma única reunião com o Secretário do Desenvolvimento Social Fernando Schuler. Ele prometeu um projeto para 2008 e 2009, mas nossa fome tem pressa. Ele diz que o estado não tem dinheiro. Mas a própria secretaria da Fazenda divulgou que o governo gastou R$173 milhões em 2007 criando mais vagas em prisões, 70x o que o MTD reivindica para se liberar Frentes de Trabalho em 2007 para 2 mil e 500 famílias já organizadas. Se investisse 2% dos gastos com mais vagas na cadeia em Frentes de Trabalho, muito problema seria evitado. O governo e seus agentes, especialmente o secretário Schuler, o diretor da Fundação Gaúcha do Trabalho, Ver. Nedi Marques, e a governadora Yeda, tem que dizer abertamente se preferem pobre na cadeia ou trabalhando. E isso, se mostra com recursos. Exigimos 2% do recurso das prisões em 2007 para combater o desemprego!”
MTD ainda reivindica que o governo garanta recursos para em 2008 investir nos projetos de combate ao desemprego apresentados pelos desempregados organizados.

Fonte: MTD

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Pacotaço de Yeda é massacrado na Assembléia



"O povo gaúcho não aceita o modelo neoliberal de estado mínimo, arrocho e precarização de serviços que o governo tucano estava tentando impor", diz Bohn Gass

CUT, CPERS, Semapi e outras entidades de trabalhadores montaram um placar com cadeiras e fotos dos deputados em frente ao Piratini para acompanhar a votação. De um lado, os que votavam com o povo; do outro, os que votavam com Yeda. Bohn Gass, como mostra a foto, votou com o povo.
A intenção do governo tucano de implantar, no Rio Grande do Sul, um modelo de gestão ultraneoliberal com arrocho salarial, precarização de serviços, extinção de empresas estatais e desmonte da máquina pública, foi massacrada na Assembléia Legislativa na sessão de 14 de novembro. No final de seu décimo mês de governo, Yeda mandou para a Assembléia Legislativa um conjunto de seis projetos de leis, o chamado "pacotaço", cuja idéia central era um abusivo aumento de impostos que, posto em votação, foi rejeitado por 34 votos a zero. Até deputados que integram a base aliada de Yeda votaram contra o projeto.
Os que eram favoráveis ao pacote usaram a tática de esvaziar o Plenário. Contavam que, com isso, não haveria quórum para apreciação dos projetos o que daria ao governo mais uma semana para tentar convencer deputados que se mostravam indecisos. A pressão popular, do setor produtivo e das entidades de classe de trabalhadores, indústria e comércio, contudo, fez com que uma folgada maioria contra o pacotaço se formasse no plenário.
"É um dia histórico para o Rio Grande. Yeda se elegeu prometendo um novo jeito de governar mas o que se viu desde o primeiro dia de sua administração foi uma sucessão de crises internas e externas, falta de articulação política, autoritarismo e, finalmente, corrupção. Neste cenário, a inábil e arrogante governadora ainda tentou fazer o povo gaúcho engolir um aumento abusivo de impostos. Foi derrotada com votos até da sua base aliada. Politicamente, o governo Yeda acabou," avalia o deputado Elvino Bohn Gass, vice-líder da bancada do PT na Assembléia Legislativa.
Veja quem votou contra o pacote e a favor do povo gaúcho:
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PT = nove votos (Bohn Gass, Raul Pont, Ronaldo Zulke, Ivar Pavan, Dionilso Marcon, Marisa Formolo, Fabiano Pereira, Stela Farias e Daniel Bordignon – o PT tem 10 deputados mas Adão Villaverde estava presidindo a sessão e, portanto, não votava)
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PSB = 2 votos (Miki Breier e Heitor Schuch)
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PcdoB = 1 voto (Raul Carrion)
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PTB = 2 votos (Kely Moraes e Cassiá Carpes)
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Democratas = 3 votos (Paulo Borges, José Sperotto e Marquinho Lang)
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PDT = 5 votos (Adroaldo Loureiro, Gerson Burmann, Gilmar Sossella, Kalil Sehbe, Paulo Azeredo)
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PPS = 1 voto (Berfran Rosado)
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PP = 8 votos (Leila Fetter, Francisco Appio, Mano Changes, Marco Peixoto, Silvana Covatti, João Fischer, Adolfo Britto e Jerônimo Goergen)
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PMDB = 3 votos (Edson Brum, Nelson Harter e Alvaro Boessio)
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Total = 34 votos contra; nenhum voto a favor
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Confira os deputados que NÃO PARTICIPARAM DA VOTAÇÃO e que, portanto, mostraram-se favoráveis ao aumento de imposto
PSDB: Adilson Troca, Nelson Marchezan Jr, Paulo Brum, Pedro Pereira, Zila Breitenbach
PPS: Carlos Gomes, Luciano Azevedo e Paulo Odone
PP: Frederico Antunes
PTB: Abílio dos Santos, Aloíso Classmann e Iradir Pietroski
PMDB: Alceu Moreira, Alberto Oliveira, Alexandre Postal, Gilberto Capoani, Marcio Biolchi e Sandro Boka
PDT: Rossano Gonçalves e Giovani Cherini

Fonte: www.deputadobohngass.com.br

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Vito Gianotti vem a Porto Alegre para Curso do Sintrajufe


Nos dias 09 de novembro, na Casa dos Bancários e no dia 10, na Federação do Bancários, Vito Gianotti, o coordenador do Núcleo Piratininga de Comunicação, esteve em Porto Alegre para ministrar os Cursos referentes à História da Luta dos Trabalhadores no Brasil e no Mundo nos séculos XIX, XX e XXI.
De modo provocativo, Vito conduziu o curso com maestria, demonstrando seu conhecimento e a vasta pesquisa que realizou nos últimos anos. O crescimento dos valores ligados aos modos de produção e ao capital permearam o debate, criando condições para a identificação e conscientização da classe trabalhadora de sua real situação nesse contexto de antagonismo de interesses.
O Sintrajufe, mais uma vez, proporcionou à categoria a oportunidade de conhecer mais e melhor a organização dos trabalhadores e das trabalhadoras, sempre colocados como objeto e não como sujeito dos processos históricos.
Parabéns a todos e todas que se fizeram presentes. Somente com muito estudo e debate na coletividade é que poderemos contribuir para a construção de um mundo melhor, mais igualitário e com melhor distribuição de renda!
Saudações socialistas!

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

CUT finaliza Curso de Dirigentes Sindicais na Escola Sul


O curso de Formação de Dirigentes Avançado – FDA, oferecido pela Escola Sul da CUT, em Florianópolis, proporcionou a conclusão de mais uma turma no dia 1º/11, a qual contou com a participação de cerca de 30 dirigentes sindicais de toda a região sul, dos estados do RS, SC e PR.
O mundo do trabalho estava representado no FDA: servidores públicos estaduais, federais e municipais, portuários, metalúrgicos, vigilantes, comerciários, eletricitários e representantes da área da educação e da agricultura familiar.
Pelo Sintrajufe, participaram diretores Cristina Lemos e Sergio Amorim. O curso, que teve 128 horas/aula e foi ministrado em quatro módulos - de junho a outubro - propôs como eixo temático "O movimento Sindical e o projeto de desenvolvimento para o Brasil". Foram estudados profundamente os conceitos históricos da luta dos trabalhadores e da relação capital x trabalho, bem como a análise de conjuntura, o modelo de Estado, de sociedade e da construção da economia solidária aliada ao desenvolvimento sustentável.
Aprofundaram-se as táticas de diálogo e da negociação sindical, as estratégias político-organizativas e a gestão sindical. Todos os assuntos focaram o dia-a-dia das entidades e visaram qualificar os dirigentes para atuarem na conjuntura e nos temas estratégicos do sindicalismo e da sociedade. A partir das ferramentas oferecidas, torna-se possível intervir, propor e realizar ações a fim de consolidar os princípios firmados pelos trabalhadores e trabalhadoras na fundação da Central e as estratégias aprovadas nos Congressos da CUT. Além de agregar conhecimento, os diretores tiveram a oportunidade de conhecer os diversos projetos gestados e realizados pela central, que vão desde educação infantil e para adultos - como o "Todas as Letras" de alfabetização - projetos sociais de conscientização sobre raça e gênero - como o "Bem-me-quer" para as mulheres e o "Colorir" quanto à diversidade sexual - projetos de cooperativismo e de economia solidária, entre outros. O sucesso e crescente expansão dos projetos demonstram que é possível uma outra forma desenvolvimento social, com foco no trabalho e não no lucro, com foco no ser, e não no ter. A CUT oferece estrutura e apoio pedagógico para a realização dos módulos dos Cursos que se realizam ciclicamente na Escola Sul. No entanto, a partir da conclusão de cada um deles, os dirigentes sindicais assumem o compromisso de compartilhar os conhecimentos adquiridos para as categorias em que atual e, também, de estimular a organização e a conscientização da classe trabalhadora.

Comentário da Cris: Além de todas as ferramentas que nos foram oferecidas no Curso, aquilo que levaremos doravante será o laço que passou a nos unir como trabalhadores e trabalhadoras, a amizade que surgiu na convivência com esse grupo de seres humanos maravilhosos! Abraços a cada um e a cada uma dos que conheci na formação e aquele grande beijo especial ao Wagner de Tubarão, à Adriana - CUT/SC, à Dulce - Bancários/Londrina/PR, à Luci - Comerciários/Caçador/SC, ao Pedro Cícero - Metalúrgicos/Toledo/PR, ao Hilário - Municipários/Blumenau/SC, ao André - Comerciários/Fpolis/SC, ao Pedro - SINTAE-RS e um abraço maior ainda na Vera Gasparetto, nossa mestra e orientadora!
Estarei à disposição de cada um e de cada uma, sempre!
Saudades de todos e de todas, nos veremos na luta de todos os dias!

sábado, 10 de novembro de 2007

Amplo debate na Plenária da CSD


Em 20 de outubro, diversas entidades sindicais estiveram representadas na Plenária Estadual da CUT Socialista e democrática, com a presença de mais de 80 militantes.
Sob a perspectiva da estratégia socialista, debatemos o papel do Governo que temos e o que realmente queremos ver consolidado. No painel de abertura, Miguel Rossetto e Chico Vicente trouxeram diferentes abordagens da conjuntura nacional e da estadual. A contribuição do Deputado Estadual Elvino Bohn Gass teve enfoque na atuação da Assembléia Legislativa e na análise dos projetos que compõe o "pacotaço" do governo estadual, no qual estão embutidas táticas evidentes de diminuição do Estado e precarização dos serviços. Após amplo debate no plenário e encaminhamentos de estratégias de atuação conjuntas, o encontro se encerrou com confraternização na Casa dos Bancários.

Dirigentes sindicais se engajam no Projeto de Desenvolvimento para o país


O movimento sindical toma a frente para definir os rumos do desenvolvimento com responsabilidade e distribuição de renda no Brasil. Uma iniciativa da CUT-CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES reuniu sete centrais sindicais para debater os problemas brasileiros e oferecer propostas concretas para sua resolução. Nada menos do que 57 reuniões foram necessárias entre a CUT e as outras centrais para que se chegasse a um documento de consenso. A Jornada pelo Desenvolvimento com Distribuição de Renda e Valorização do Trabalho, está em fase de aprofundamento em cada região do país. O Seminário Regional do Sul aconteceu nos dias 18 e 19 de outubro, na Escola Sul da CUT, reunindo dirigentes sindicais e representantes do movimento social. Rosane Silva, Dary Beck, Adeilson Telles, Rosane Bertotti e Quintino Severo estiveram presentes pela CUT Nacional, apresentando o documento base e as estratégias da Central. Após esse primeiro passo, de socialização dos trabalhos realizados até aqui, será preciso a criação de um Grupo de Trabalho em cada um dos estados da Região sul: PR, SC e RS para que se possam colher as visões e as propostas de cada ramo do setor produtivo, do serviço público, das cadeias produtivas e do setor de comércio e prestação de serviços, dos trabalhadores e trabalhadoras da economia solidária e dos representantes da sociedade civil organizada. Somente com representação plural da sociedade e das forças que compõe a CUT é que se poderá construir a legitimidade do GT para encaminhar as propostas que vão influenciar as políticas públicas para o desenvolvimento sustentável e com distribuição de renda aos brasileiros e brasileiras.
Trabalhadora e trabalhador de todos os segmentos da economia no estado, procure a CUT e engaje-se nesse grupo de trabalho que terá início para contribuir com esse debate de suma importância para a transformação do Estado e do país na nação que queremos e que acreditamos seja possível construir.
CONTATE A CUT e PARTICIPE DESSE DEBATE!

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Yeda, chega de liquidar as Fundações e EMATER


A ampliação da crise financeira que vem sofrendo o Estado (e não é de hoje) está servindo de pretexto para que o governo da economista Yeda Crusius se arvore a enviar projetos salvadores e com artimanhas para, com vara de condão, aprovar leis nefastas para a economia do Rio Grande do Sul.

O Governo do Estado, de franco cunho neoliberal, tenta reestabelecer o Estado mínimo, sem a prestação dos serviços básicos de saúde, de educação, de segurança, de apoio à agricultura familiar e de incentivo aos pequenos produtores.

Com uma mão, Yeda concede benefícios fiscais a grandes grupos empresariais e aumenta isenções, com a outra, envia um pacote de leis à Assembléia Legislativa contendo limitações aos gastos com o serviço público. Torna-se claro para a sociedade gaúcha para quem veio esse seu "novo jeito de governar" e a quem esse governo pretende atender. Não serão contratados os servidores da SUSEPE, que aguardam nomeação em concurso público desde o ano passado. Não haverá novos professores, não haverá novos profissionais da saúde, não haverá novos técnicos na CIENTEC, FADERS, FAPERGS, FEPAM, FASE, EMATER e muito menos na UERGS, para infelicidade de boa parcela de nossos jovens que sonham em cursar a Universidade Pública.

Nessa quarta-feira, a CUT, o MST, o MTD, unidos a vários sindicatos e entidades do movimento social e comunitário foram às ruas de Porto Alegre, Santa Cruz, Pelotas, Bagé e outras cidades para dizer NÃO ao pacote que aumenta impostos e engessa a prestação de serviço público de qualidade no Estado.

Havia vários representantes de entidades federais nos Atos: do Sintrajufe, do Sindserf, do Sintect-RS (Correios), etc, demonstrando que haverá unidade no enfrentamento desse projeto de governo que não vai atender à população nem aos interesses da classe trabalhadora, como um todo.

Boa luta para todos nós!

CONTRA O PACOTAÇO DA YEDA!
com informações do SEMAPI e CUT

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Mais de 200 participam de coquetel de premiação dos concursos literário e fotográfico do Sintrajufe


Mais de 200 pessoas participaram, dia 26/10, no Café da Oca (rua João Telles, 512), do coquetel de premiação do 3º Concurso Literário Mario Quintana e do 3º Concurso Fotográfico do Sintrajufe. Na mesma noite, além da revelação dos três primeiros lugares do concurso fotográfico, aconteceu a escolha do 4º lugar que foi eleito por júri popular. As fotos vencedoras do concurso fotográfico ficarão expostas para visitação no Café da Oca até 23/11. Além das imagens vencedoras, o júri escolheu outras 10 fotografias para compor o calendário Sintrajufe 2008.Confira, abaixo, os vencedores do 3º Concurso Fotográfico do Sintrajufe:- Miriam Marroni/TRT (1º lugar)- Douglas Dickel/VTs PoA (2º lugar)
- Hilton Lebarbenchon/TRF (3º lugar)- Lourdes Helena/TRF e Gutemberg Ostemberg/TRF (Júri Popular)
Autores das fotos selecionadas que irão compor, juntamente com os vencedores do concurso, o calendário de 2008: - Claudia Bento Alves (TRF), Daniela Olante Casagrande (dependente de sindicalizado), Elisane Pierotto (TRF), Germano Preichardt (TRF), Gilmara Pavão Segala (VTs PoA), Jackson Albuquerque (VTs Canoas), Jener Gomes (TRT), Karla Acosta de A. Nunes (JF), Luciana Lee (TRF) e Luciana Mena Barreto (TRT).
3º Concurso Literário Mario Quintana 2007:Modalidade Sintrajufe- Lucy Copstein/TRF -1º lugar Conto - Greyce Dias Torres/aposentada TRT - 2º lugar Conto- Ricardo Lisboa Pegorini/TRF - 1º lugar Crônica- Pablo Morenno/JT Passo Fundo -1º lugar Poesia- Leonardo Schneider/TRF -2º lugar Poesia
Modalidade Geral:- Claudia Fontoura Xavier - 1º lugar Conto- Márcio Ezequiel - 2º lugar Conto- Julio Marinho Ferreira - 3º lugar Conto- Aloísio Zimmer Junior - Menção Honrosa- Tatiana Meinertz Vier - 1º lugar Crônica- Mara Faturi -1º lugar Poesia- Harry Jung - 2º lugar Poesia - Zaira Cantarelli - 3º lugar Poesia

Fonte: www.sintrajufe.org.br

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Lançamento do Livro "Poemas sem Preconceito" - de Ary Heck


Ary Heck, escritor, ativista dos Direitos Humanos dos portadores de deficiência, Vereador de destaque e colega do Judiciário Federal convida para o lançamento do Livro Poemas sem Preconceito na Feira do Livro de Porto Alegre, no dia 04 de novembro de 2007, às 17:30h no Pavilhão de Autógrafos da Feira.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Revolução Russa: um sonho de liberdade e emancipação


Desde o início dos tempos, o sonho maior do homem é a conquista da liberdade e emancipação em sua relação com a natureza e com o próprio homem. Dos tempos mais antigos, em 70 antes de Cristo, uma tentativa acontece para tornar real um sonho dos mais conhecidos, o sonhado por Espártacus e mais outros milhares de escravos. Ousadia rebelde que humilha o Império Romano com duas grandes derrotas militares.
Muitas outras batalhas são travadas no tempo. O objetivo estratégico é de construir um novo homem/nova sociedade: sem classes, libertária e igualitária.
O Quilombo dos Palmares de Zumbi foi um sonho. Canudos de Antonio Conselheiro outro. A Comuna de Paris mais um. E a Revolução Russa o maior de todos. No século XIX, os ideais libertários e emancipatórios empolgam as massas trabalhadoras e as põem em marcha pela conquista do sonho. Os ideais de Saint Simon, Fourier, Owen, Proudhon, Kropotkin e de outros socialistas não marxistas, mais os de Marx, Engels, Trotski, Lênin e de outros marxistas, abriram caminhos para a classe trabalhadora travar suas lutas por profundas mudanças socioeconômicas que a levassem à democracia, à sociedade socialista rumo à comunista.
A Revolução Russa foi um dos ápices desse momento histórico. Talvez o mais grandioso de todos. Depois de um processo de meses de lutas políticas, os trabalhadores revolucionários decretam o fim do governo provisório e entregam o poder ao Conselho de Petrogrado no dia 25 de outubro de 1917. Neste dia nasce a República Socialista Soviética, com ela o primeiro estado socialista da história. A Revolução Russa foi obra do sonho sonhado por milhões de operários, camponeses e soldados.
A experiência socialista soviética foi breve. Oficialmente dura pouco mais de 70 anos. No entanto, o início do sonho se dá muitos anos antes. Acontece quando a liderança "revolucionária" realiza a substituição do governo autogestionário dos Conselhos por uma máquina burocrática ditatorial e policial, controlada por um só partido e este por um só homem. Mas o sonho socialista soviético marca profundamente o século XX. Tanto que Eric J. Hobsbawn afirma: O século XX começa em 1917 e termina em 1989, com a queda do Muro de Berlim.
Mas o sonho não acabou com o fim da União Soviética. Mesmo porque os novos tempos dos século XXI trazem a informalidade, desemprego e exclusão social estruturais para a maioria da classe trabalhadora mundial. E esta, mais uma vez, é obrigada a se pôr na luta pela construção de um outro mundo possível. Como afirma Marx: "A emancipação dos trabalhadores será feita pelos próprios trabalhadores".
No contexto político e ideológico dos dias atuais, a luta pelo fim da sociedade capitalista passa pela radicalização das lutas pela construção de uma democracia participativa em todo mundo e um combate profundo e sem tréguas à alienação dos trabalhadores. As ilusões produzidas pelo capital os aprisiona a um viver subordinado, alienado e alienante, individualista e egoísta. Para o capital não passam de uma mercadoria, assim como tudo em sua volta. (...)
A sociedade capitalista do espetáculo da mídia, da aparência da cópia, do uso efêmero e do desempenho do homem máquina, jamais deixará de explorar e oprimir o ser humano. Mas a ela o homem sempre reagirá!
- Porque não se pode viver sem amar a si e ao outro, aprisionado pelo apego alienado e insaciável à propriedade privada de todos e de tudo existente em nosso planeta.
- Porque não se pode tolerar ser apenas uma caricatura e não um ser humano, produzida por um viver que reconhece as pessoas pelo que elas têm e não pelo que são.
- E porque não se pode aceitar a ditadura cruel e perversa de uma economia voltada para que poucos tenham muito e muitos tenham pouco.
Portanto, torna-se imperioso continuar lutando pelo fim da exploração e opressão do homem pelo homem.
VIVA A REVOLUÇÃO RUSSA E SEUS 90 ANOS!
O SONHO NÃO ACABOU!
TRABALHADORES DO MUNDO UNÍ-VOS!
Debate: 90 Anos da Revolução Russa - "O sonho não acabou!"
25 de Outubro de 2007 - Espaço Cultural dos Bancários de Curitiba

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Trabalho precário afeta mais os jovens


Dois em cada três jovens trabalhadores não têm carteira assinada na América Latina. Segundo a Organização Internacional do Trabalho, eles ganham a metade do mínimo de seus países e não contam com direitos sociais.
O que mais diferencia os jovens dos adultos na América Latina, segundo o relatório Juventude e Trabalho Decente na América Latina, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), é o tipo de emprego a que eles têm acesso. Segundo a OIT, dois de cada três jovens que trabalham estão em atividades informais. As características desse tipo de trabalho são salários menores que o mínimo de cada país e a falta de cobertura da previdência social. Um jovem ganha, em média, 56% menos do que o adulto.
De acordo com o relatório, os jovens aceitam empregos precários esperando acessar melhores postos de trabalho no futuro. “Normalmente, o jovem entra no mercado de trabalho de forma temporária ou numa função terceirizada, esperando a contratação definitiva”, concorda Welington Messias Damasceno, coordenador da Juventude da Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT (FEM-CUT) e da Comissão de Jovens Metalúrgicos do ABC.
Porém, segundo ele, a contratação formal e estável nunca acontece. “As empresas raramente renovam os contratos de companheiros temporários ou terceirizados para sempre aproveitarem da grande massa de jovens trabalhadores à espera de uma vaga”, afirma Welington.
Ele aponta ainda a educação deficitária e a baixa qualificação deste segmento de trabalhadores como circunstâncias que empurram o jovem à informalidade. “Falta a eles acesso a meios mínimos exigidos pelo mercado”, explica.
Somado a tudo isto, afirma Welington, os jovens em tempo de serviço militar são ainda mais discriminados.
A juventude trabalhadora na América Latina
• 106 milhões de jovens entre 15 e 24 anos vivem na região.
• 48 milhões trabalham.
• 48 milhões não trabalham e não procuram emprego.
• Dos que trabalham, 31 milhões realizam atividades precárias (não têm direitos sociais).
• 2 de cada 3 em trabalho precário não estudam.
• Dos que estão fora do mercado de trabalho, apenas 40% frequentam a escola.
• 22 milhões não trabalham nem estudam.

Fonte: http://www.cut.org.br/ - Publicado: 24/10/007 Por: Relatório Juventude e Trabalho Decente na América Latina e no Caribe - OIT

Histórico da violência das Milícias Privadas na Região Oeste do Paraná

Há quase um ano, organizações de Direitos Humanos denunciam a atuação de milícias privadas na Região Oeste do Estado do Paraná, nas cidades de Cascavel e Santa Tereza do Oeste. A Policia Militar, a Policia Civil e a Policia Federal do Estado do Paraná tinham plena consciência de que os fazendeiros e a transnacional Syngenta Seeds estavam contratando milícias armadas para ameaçar e agredir movimentos sociais da região. Todos os fatos ocorridos são objeto de Inquérito Policial, na cidade de Cascavel e Santa Tereza do Oeste.
Primeiro Fato
No dia 30 de novembro de 2006, durante o encerramento da Jornada da Educação na Reforma Agrária promovida pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST, em Cascavel, os trabalhadores rurais foram violentamente agredidos por integrantes da Sociedade Rural Oeste (SRO).Para encerrar o evento de educação que aconteceu de 26 a 30 de novembro, em Cascavel, os participantes da jornada, trabalhadores rurais, pequenos agricultores e estudantes, organizaram uma marcha até a fazenda experimental da Syngenta Seeds, em Santa Tereza do Oeste, com o objetivo de realizar o plantio de araucária, simbolizando a educação e a defesa da biodiversidade. A fazenda desapropriada em novembro do ano passado pelo governo do Estado do Paraná seria destinada a pesquisas voltadas ao desenvolvimento de modelos agrícolas sustentáveis na região de ocorrência da floresta estacional semideciudal, em atendimento aos objetivos da Lei 14.980, de 28 de dezembro de 2005, que instituiu o Centro Paranaense de Referência em Agroecologia – CPRA, de acordo com o Decreto 7487, publicado em 09 de novembro.Ocorre que, enquanto os participantes da Jornada se dirigiam até a fazenda, ainda dentro dos ônibus, na estrada Cascavel/Foz do Iguaçu, foram parados em um bloqueio feito pela Sociedade Rural do Oeste, onde os integrantes, liderados pelo presidente Alessandro Meneghel os aguardavam, com pedaços de pau, barras de ferro e armas de fogo. De acordo com o jornal Gazeta do Povo, do dia 01 de dezembro de 2006, página 4: “o presidente da Sociedade Rural do Oeste (SRO), Alessandro Meneghel, comandou os ruralistas que, de mãos dadas e portando pedaços de paus, fizeram uma barreira humana na rodovia”.
Os trabalhadores foram obrigados a descer dos ônibus e continuar a pé pela estrada, desviando do bloqueio, passando pela outra pista da estrada. Ainda assim, quando passavam pelo bloqueio, os ruralistas começaram a gritar e ofender os trabalhadores, dando tiros para o alto, até que partiram para a agressão física, com paus, ferros e utilizando cavalos para pisotear os trabalhadores. Além da “ação” do dia 30 de novembro, os ruralistas deixaram claro que as agressões estão apenas começando e que fará uma ofensiva para deter os trabalhadores rurais, inclusive contratando seguranças.O presidente da Sociedade Rural, Alessandro Meneghel declarou expressamente à Folha on Line, que a entidade vai contratar milícias para combater as ocupações: “Ele disse que, a cada nova reintegração de posse que a Justiça determinar e o governo não cumprir, os próprios ruralistas vão retirar os sem-terra das propriedades. ‘Vamos contratar seguranças e nós mesmos faremos a reintegração’.”
(disponível http://www1.folha. uol.com.br/folha/Brasil/ult96u87283.shtml).
Após os fatos os cinco trabalhadores rurais que ficaram feridos, foram até a Delegacia local e fizeram Boletim de Ocorrência para que os fatos fossem devidamente apurados.Três ruralistas também procuraram a Delegacia para prestar queixa contra os trabalhadores rurais. Foi instaurado Termo Circunstanciado (Autos 2007.0000004-9- JECRIM – Cascavel) para apurar os fatos e designada audiência preliminar para o dia 23 de janeiro de 2007.A audiência, ainda que se tratasse de assunto extremamente importante e apurasse fatos que envolviam agressões físicas e uso de armas, não foi presidida pela juíza titular do Juizado Especial Criminal, mas sim pelo Bacharel Conciliador Evaldo Antonio Gaidargi.
Segundo Fato
Durante a audiência para apurar as agressões sofridas, o ruralista Alessandro Meneghel, ao ser questionado pelo conciliador se havia possibilidade de conciliação, se exaltou e agrediu verbalmente os trabalhadores rurais ali presentes chamando-os de “ladrões” e “vagabundos”.Após, tentou agredir fisicamente os trabalhadores e foi contido pelo conciliador e pelo advogado da Terra de Direitos, Vinicius de Oliveira, a quem ameaçou por diversas vezes, inclusive chamando-o também de “ladrão” e “vagabundo”.Além de tais ofensas, o ruralista praticou um crime ainda mais grave contra a trabalhadora rural Célia Aparecida Lourenço chamando-a de “negrinha vagabunda”, caracterizando o crime de injúria qualificada, previsto no artigo 140, § 3º, do Código Penal brasileiro.Ainda que todos tenham ouvido a ofensa nada foi feito pelo Conciliador e, mesmo tratando-se de caso de flagrante delito Alessandro Meneghel, não foi tomada qualquer atitude pelas autoridades policiais e judiciais presentes. Os advogados da Terra de Direitos requereram ao conciliador que constasse na Ata de Audiência as agressões desferidas por Alessandro Meneghel, inclusive o crime praticado contra Célia Lourenço, todavia, o mesmo indeferiu o pedido.Como não foi possível a realização da audiência diante da conduta do ruralista, a mesma foi redesignada para maio deste ano. Após a audiência Alessandro Meneghel ainda agrediu alguns trabalhadores rurais que estava do lado de fora do Fórum, aguardando os companheiros que estavam na audiência.Em seguida dirigiu-se à Delegacia de Cascavel, onde fez um Boletim de Ocorrência contra o advogado da Terra de Direitos, Vinicius de Oliveira, alegando que o advogado o tinha ameaçado.Os advogados da Terra de Direitos, acompanhados dos trabalhadores rurais também se dirigiram à Delegacia para denunciar os crimes cometidos na audiência pelo ruralista e lavraram dois Boletins de Ocorrência: um, de Célia Lourenço, por injuria qualificada e outro, do advogado Vinicius de Oliveira, por injúria e ameaça.Cumpre ressaltar que os advogados da Terra de Direitos precisaram de escolta policial para deixar a Delegacia, haja vista que foram seriamente ameaçados por Alessandro Meneghel e Vanderlei José dos Campos Junior. Inobstante todas as agressões e ameaças, Alessandro Meneghel ainda procurou a imprensa local de Cascavel para tentar distorcer os fatos e dizer que foi ameaçado e agredido pelos trabalhadores rurais.Instaurado Inquérito Policial para averiguar os fatos ocorridos durante a audiência de tentativa de conciliação, os envolvidos, a trabalhadora rural Célia Lourenço, o advogado Vinicius Gessolo de Oliveira e os ruralistas Alessandro Meneghel e Vanderlei Jose de Campos Junior foram intimados para prestar depoimento na Delegacia de Cascavel. Coincidentemente poucos dias após Alessandro Meneghel prestar o depoimento no caso, os trabalhadores rurais foram ameaçados em uma ligação telefônica.
Terceiro Fato
No dia 27 de março de 2007, uma pessoa não identificada ligou, de um telefone público, localizado no centro da cidade de Cascavel, para a Secretaria do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, em Cascavel e disse para Ivonete Aparecida Oliveira de Jesus (que atendeu ao telefone), que avisasse Celso Ribeiro Barbosa, Célia Lourenço e Valmir Mota de Oliveira (Keno - assassinado em 21.10) tomarem cuidado porque “a UDR estava preparando uma armadilha para eles”.Os trabalhadores então procuraram a Delegacia de Policia e fizeram Boletim de Ocorrência narrando os fatos. Salienta-se que a pessoa que fez a ligação disse textualmente os nomes de Célia, Celso e Valmir.
Quarto Fato
Na data de 25 de abril de 2007, um grupo de ruralistas da região oeste do Paraná, liderados por Alessandro Meneghel, presidente da Sociedade Rural do Oeste (SRO), criou o Movimento dos Produtores Rurais (MPR).DE acordo com declarações à imprensa de seus membros, o MPR tem o objetivo de patrocinar milícias privadas contra os trabalhadores rurais sem terra e promover ações de desocupações ilegais em áreas ocupadas pelos trabalhadores, nos mesmos moldes do antigo Primeiro Comando Rural.Sua primeira ação, segundo Alessandro Meneghel, ocorreu em 21 de abril de 2007, quando um grupo de “seguranças” contratados pela entidade ruralista promoveu ilegalmente a desocupação da fazenda Gasparetto, em Lindoeste, que estava ocupada por, aproximadamente, 60 famílias do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), deixando vários feridos.A milícia privada foi contratada pelo MPR com dinheiro arrecadado por um fundo criado pelo referido movimento, especialmente para arrecadar dinheiro para o pagamento de pistoleiros, sendo que cada integrante do MPR (já são cerca de 300 inscritos) irá contribuir mensalmente com valores entre R$ 100,00 (cem reais) e R$ 200,00 (duzentos reais), dependendo do tamanho da propriedade.De acordo com Alessandro Meneghel “é um fundo para quando houver alguma invasão e tivermos que contratar segurança ou advogado, o que for preciso para defender o direito de propriedade".Importante esclarecer que, como restou demonstrado pelo despejo ilegal ocorrido em Lindoeste e pelas declarações do ruralista, a intenção do MPR não é a de “contratar empresas de segurança para proteger as propriedades”, mas sim de patrocinar milícias para promover despejos ilegais, o que caracteriza crime.A formação de grupos paramilitares é vedada pela Constituição Federal em seu artigo 5º, inciso XVII, o que já seria suficiente para a impedir a formação do movimento dos ruralistas e para punir as condutas ilegais praticadas pelos seus membros.
Quinto Fato
No dia 20 de julho no assentamento Olga Benário, localizado no município de Santa Teresa do Oeste, ao lado da fazenda experimental da Syngenta, famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) foram gravemente ameaçadas por “seguranças” fortemente armados, contratados pela referida empresa multinacional.Conforme Boletim de Ocorrência registrado na Delegacia de Santa Tereza do Oeste, sob o n° 108/07, “seguranças da empresa Syngenta invadiram seu terreno, e lá permaneceram por mais ou menos uns quarenta minutos”. Segundo relatos dos agricultores, estes indivíduos efetuaram disparos de arma de fogo de grosso calibre durante a noite, sendo que ameaçaram inclusive crianças do local.Relatam ainda que os “seguranças” apontaram e até mesmo engatilharam as armas de fogo contra a senhora CARMÉLIA PADILHA PEREIRA (conforme cópia do boletim de ocorrência que segue em anexo). Ao final, atiraram contra uma bandeira do MST, e a levaram embora como forma de intimidar as famílias.
Sexto Fato
Em setembro de 2007, após denúncia da Terra de Direitos, organização civil pelos Direitos Humanos, a Polícia Federal fez uma operação na empresa de segurança NF Segurança. A diretora da empresa – Maria Ivanete Campos de Freitas - foi presa e seu proprietário fugiu. A munição e as armas utilizadas pela Empresa eram ilegais. Foi instaurado um inquérito policial ( IPL 383/07) para apurar os fatos.
Fonte: http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=4379

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Mulheres do Mundo Transformando a Economia!

A Marcha Mundial de Mulheres organiza, juntamente com a Rede Economia e Feminismo, o Seminário Economia, Feminismo e Desenvolvimento: Mulheres do Mundo Transformando a Economia, no dia 27 de outubro do corrente ano, das 8:30 às 18h, na Casa dos Bancários. Estamos atentas à participação dos diversos grupos de mulheres da economia solidária, militantes da Marcha. Os grupos estão diretamente envolvidos na organização, na preparação dos materiais de divulgação e para o dia do evento (faixas, banners, crachás e as sacolas).
OBJETIVO
Tem como um dos objetivos fomentar o debate acerca da sustentabilidade e produção nos empreendimentos econômicos solidários formados por mulheres. Este evento busca aproximar o debate entre e a Economia Solidária e Feminismo, tendo o objetivo de contribuir com a construção de alternativas para promover a melhoria da qualidade de vida das mulheres, sua sustentabilidade sem perder de vista a preservação do meio ambiente.
PROMOÇÃO
Este seminário é promovido pela MTE/SENAES – através do Programa de Promoção de Desenvolvimento Local e Economia solidária e o Ministério do Desenvolvimento Agrário - Programa de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia.
PARCERIAS
Contamos com várias parcerias que estão sendo fundamentais para a construção deste seminário: o Sindicato dos Bancário, com o empréstimo do local, as cooperativas Consol e GiraSol, com apoio aos lanches, e da Fetraf contribuindo com o deslocamento das companheiras da Agricultura Familiar, com representatividade dos municípios.
INFORMAÇÕES IMPORTANTES
A Rede ABRAÇO fará a cobertura de rádio do seminário, disponibilizando boletins e reportagens para as rádios comunitárias de todo o Estado.
Dúvidas devem ser enviadas para o email- mmm_rs2004@yahoo.com.br.

Realizaremos, também, no dia 28/10 – a partir das 8:30 a Plenária Estadual da MMM para o Fórum Gaúcho de Economia Popular Solidária.
MULHERES DO MUNDO TRANSFORMANDO A ECONOMIA!!!!

domingo, 21 de outubro de 2007

Cooperativismo - solução consciente - Conheça aqui a Cooperativa GiraSol

Texto extraído do sítio: http://www.coopgirasol.com.br/
Amigo/companheiro simpatizante da economia solidária:
Somos um grupo de trabalhadores, companheiros e militantes – profissionais de diferentes áreas da região de Porto Alegre-RS, Brasil, que têm em comum o entusiasmo pela economia solidária enquanto caminho para desenvolvimento de relações econômicas mais justas e sustentáveis. Este entusiasmo, para além das convicções ideológicas, tem como base a atuação de grande parte de seus integrantes como assessores, apoiadores ou gestores públicos vinculados a projetos, empreendimentos e políticas públicas de fomento à EPS ou à militância social em outras áreas. Estamos trazendo até você a idéia de, juntos, tocarmos para frente uma cooperativa. Uma cooperativa de novo tipo, diferente das tradicionais, que seja participativa, solidária, autogestionária, que se envolva na promoção de outros empreendimentos solidários, em campanhas por um consumo consciente, que estabeleça relações comerciais justas com a pequena produção, que pesquise alternativas de produtos viáveis aos empreendimentos, que combine empreender com um modo de vida mais justo e sustentável. A idéia – A proposta é a organização de uma cooperativa de comércio justo e consumo consciente com o objetivo de oferecer, através de uma rede organizada de consumidores, produtos da economia popular solidária, que sejam alternativos ao que cotidianamente compramos nas grandes cadeias de hipermercados; nossa cooperativa promove também a comercialização desta produção em outras áreas do mercado, contribuindo assim no desenvolvimento de empreendimentos rurais e urbanos, especialmente as pequenas cooperativas agroecológicas, agroindústrias e outros grupos. As duas idéias-força da cooperativa: comércio justo e consumo consciente. O Comércio Justo – parceria entre pequena produção, comercialização e consumo para promover o acesso dos produtos a mercados solidários ou não, através da equidade comercial, do preço justo, da qualidade das mercadorias, tendo por base um projeto de desenvolvimento sustentável. O Consumo Consciente – o consumo exerce atualmente um poder enorme sobre nossa forma de vida e a organização da economia; junto com as relações de trabalho, as relações de consumo são hoje um dos principais instrumentos de controle social. Daí o seu caráter estratégico na transformação e construção de um mundo mais justo e sustentável. O Consumo Consciente resulta do questionamento sobre o que consumimos – necessidades reais versus consumismo, qualidade, preço e origem versus produto da moda; sobre quem beneficiamos ao consumir determinado produto – os pequenos produtores ou o grande capital; e sobre qual o papel que as relações de consumo exercem na sustentação do modelo econômico vigente em contraposição ao seu papel estratégico para a construção de novas práticas baseadas na valorização do homem e da natureza, na justiça e na eqüidade. Para isto é necessário ação, mudança de hábitos, busca de novos produtos e fornecedores, enfim, praticar o consumo consciente. A Economia Popular Solidária (EPS) – forma de organização da atividade econômica em que os trabalhadores e as trabalhadoras organizam-se em torno de pequenos empreendimentos coletivos e ou familiares que têm como características: a viabilização dos recursos necessários para o sustento destas pessoa, a cooperação, a solidariedade, a autogestão e a valorização do meio ambiente. Desafios/objetivos Empreender - assumir as práticas e os riscos inerentes à viabilização econômica e social de um empreendimento de EPS. Isto implica, além da mudança de papel – militantes que se transformam em empreendedores -, também a construção no dia a dia de valores e princípios que norteiam a economia solidária. Trabalhar em Redes - Além do desafio cotidiano da construção coletiva, pretendemos o estabelecimento de relações de cooperação e de integração com produtores, consumidores e movimentos sociais.
Educar para um novo consumo - Consumidores Conscientes – ampliar a rede de consumidores através da promoção de atividades de formação e eventos culturais, além do desenvolvimento de pesquisas e estudos sobre todos os aspectos referentes ao consumo. Com estas propostas e com outras que você com certeza deve ter é que queremos tocar para frente nossa cooperativa. Convidamos você a ser um destes tocadores!
Como fazer parte da rede ou adquirir produtos:
no endereço da GiraSol na internet: www.coopgirasol.com.br, pelo email coopgirasol@gmail.com ou pelos fones: (51) 8449-4778, 8404-6136 e 9208-9643.
Endereço: Praça Piratini, 141 - Santana - Porto Alegre-RS (em frente ao Colégio Estadual Júlio de Castilhos)

Dez anos sem Paulo Freire

Ninguém educa ninguém;
Ninguém se educa sozinho
Os homens se educam na relação
Mediatizado pelo mundo.

Paulo Freire, Educador e escritor de Pedagogia do Oprimido.

Saiba quem foi Paulo Freire:
Paulo Reglus Neves Freire nasceu no dia 19 de setembro de 1921, no Recife, Pernambuco, uma das regiões mais pobres do país, onde logo cedo pôde experimentar as dificuldades de sobrevivência das classes populares. Trabalhou inicialmente no SESI (Serviço Social da Indústria) e no Serviço de Extensão Cultural da Universidade do Recife. Ele foi quase tudo o que deve ser como educador, de professor de escola a criador de idéias e "métodos"
Sua filosofia educacional expressou-se primeiramente em 1958 na sua tese de concurso para a universidade do Recife, e, mais tarde, como professor de História e Filosofia da Educação daquela Universidade, bem como em suas primeiras experiências de alfabetização como a de Angicos, Rio Grande do Norte, em 1963.
A coragem de pôr em prática um autêntico trabalho de educação que identifica a alfabetização com um processo de conscientização, capacitando o oprimido tanto para a aquisição dos instrumentos de leitura e escrita quanto para a sua libertação fez dele um dos primeiros brasileiros a serem exilados.
Em 1969, trabalhou como professor na Universidade de Harvard, em estreita colaboração com numerosos grupos engajados em novas experiências educacionais tanto em zonas rurais quanto urbanas. Durante os 10 anos seguintes, foi Consultor Especial do Departamento de Educação do Conselho Mundial das Igrejas, em Genebra (Suíça). Nesse período, deu consultoria educacional junto a vários governos do Terceiro Mundo, principalmente na África. Em 1980, depois de 16 anos de exílio, retornou ao Brasil para "reaprender" seu país. Lecionou na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Em 1989, tornou-se Secretário de Educação no Município de São Paulo, maior cidade do Brasil. Durante seu mandato, fez um grande esforço na implementação de movimentos de alfabetização, de revisão curricular e empenhou-se na recuperação salarial dos professores.
A metodologia por ele desenvolvida foi muito utilizada no Brasil em campanhas de alfabetização e, por isso, ele foi acusado de subverter a ordem instituída, sendo preso após o Golpe Militar de 1964. Depois de 72 dias de reclusão, foi convencido a deixar o país. Exilou-se primeiro no Chile, onde, encontrando um clima social e político favorável ao desenvolvimento de suas teses, desenvolveu, durante 5 anos, trabalhos em programas de educação de adultos no Instituto Chileno para a Reforma Agrária (ICIRA). Foi aí que escreveu a sua principal obra: Pedagogia do oprimido.
Em Paulo Freire, conviveram sempre presente senso de humor e a não menos constante indignação contra todo tipo de injustiça. Casou-se, em 1944, com a professora primária Elza Maia Costa Oliveira, com quem teve cinco filhos. Após a morte de sua primeira esposa, casou-se com Ana Maria Araújo Freire, uma ex-aluna.
Paulo Freire é autor de muitas obras. Entre elas: Educação: prática da liberdade (1967), Pedagogia do oprimido (1968), Cartas à Guiné-Bissau (1975), Pedagogia da esperança (1992) À sombra desta mangueira (1995).
Foi reconhecido mundialmente pela sua práxis educativa através de numerosas homenagens. Além de ter seu nome adotado por muitas instituições, é cidadão honorário de várias cidades no Brasil e no exterior.
A Paulo Freire foi outorgado o título de doutor Honoris Causa por vinte e sete universidades. Por seus trabalhos na área educacional, recebeu, entre outros, os seguintes prêmios: "Prêmio Rei Balduíno para o Desenvolvimento" (Bélgica, 1980); "Prêmio UNESCO da Educação para a Paz" (1986) e "Prêmio Andres Bello" da Organização dos Estados Americanos, como Educador do Continentes (1992). No dia 10 de abril de 1997, lançou seu último livro, intitulado "Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa". Paulo Freire faleceu no dia 2 de maio de 1997 em São Paulo, vítima de um infarto agudo do miocárdio.

Fonte: www.paulofreire.org - Instituto Paulo Freire

domingo, 14 de outubro de 2007

CPERS utiliza correntes para chamar a atenção dos gaúchos


A comunidade gaúcha vem recebendo os alertas da classe dos trabalhadores e das trabalhadoras em educação desde longa data. A qualidade do ensino público no Brasil e no Estado dependem da forma como encaramos esse problema que se agrava a cada dia. As notícias que nos chegam dão conta de que a situação dos professores e das professoras no estado está insustentável. Desde o início do governo Yeda/Feijó não tem havido diálogo entre o poder público e os educadores. Apesar dos esforços do CPERS e das pressões de pais e de alunos em todo o RS, a Secretaria de Educação não tem recebido a classe dos educadores e não tem mostrado disposição de atender à pauta de reivindicações ue se acumula com perdas desde o governo desastroso de Germano Rigotto. Em 19 de março desse ano, a diretora da Escola Estadual Marina Martins de Souza, de Porto Alegre, Maria Cândida Aquino, foi agredida por uma mãe de aluno, que cobrava professor para o filho, da 2ª série, que durante todo o mês de março não teve aula. A Brigada Militar foi acionada, mas só chegou à Escola após a ter se consumado e a mãe já ter ido embora. A diretora registrou ocorrência. A mãe ameaçava demolir a escola com “gangues”.
Em abril, os educadores acamparam na sede da Secretaria de Educação e lá passaram toda a noite em vigília, desde o dia 30, a fim de serem recebidos pela SEC em audiência e iniciar a negociação acerca das necessidades do setor. Os educadores somente deixariam o local quando o governo do Estado apresentasse soluções concretas para os problemas da educação pública no Rio Grande do Sul, que se acentuaram com o início do ano letivo, em 1º de março.
Na madrugada do dia 11/10, para denunciar aos riograndenses o quadro de estagnação e de políticas equivocadas aplicadas ao setor, o CPERS-Sindicato prenderam-se com correntes às portas do Palácio Piratini. Acorrentados antes do alvorecer, os educadores e as educadoras gaúchas trazem à tona, mais uma vez, a preocupação de todos com o descaso e o desrespeito que o “novo jeito de governar” vem conduzindo a política de construção do ensino público de qualidade. Aliados às mais diversas categorias de trabalhadores organizados: metalúrgicos, enfermeiros, serventuários da justiça e servidores da justiça federal, trabalhadores dos Correios, da Saúde e da administração, entre outros, os educadores arrancaram espaço na mídia para sensibilizar os gaúchos quanto ao desmonte do Estado e da educação.A presença de parlamentares em apoio à ação foi essencial para deter a Polícia Militar, que ameaçou usar a força para retirar os manifestantes da porta do Palácio, em torno das 6:30h da manhã. Ainda com a intermediação dos parlamentares, obteve-se uma reunião com o secretário-chefe da Casa Civil, Luiz Fernando Záchia, que se comprometeu a designar, até a próxima segunda-feira, um interlocutor do governo para negociar as reivindicações do CPERS/Sindicato. A manifestação foi encerrada com uma assembléia popular que aprovou manifesto com reivindicações da comunidade escolar. Os estudantes retiraram as correntes, simbolizando a unidade da comunidade escolar na luta contra o desmonte do estado e da educação. Veja, a seguir, o manifesto aprovado.

MANIFESTO DA COMUNIDADE ESCOLAR GAÚCHA EM DEFESA DO ENSINO PÚBLICO
Nós, trabalhadores em educação, pais e estudantes da rede estadual de ensino, reunidos em Assembléia Popular, manifestamos nosso repúdio à política de educação do governo do Estado. Desde o início do ano letivo, a comunidade escolar gaúcha vem demonstrando seu descontentamento com esta política de sucateamento da escola pública aplicada por Yeda e Mariza Abreu.
O quadro hoje instaurado na educação do Rio Grande do Sul é do mais absoluto caos. Aliás, promovido pelo próprio governo, com o objetivo de municipalizar e privatizar o ensino. Isto tudo está consubstanciado pelo corte de 30% da verba da autonomia financeira das escolas, pela suspensão de obras e licitações, pela falta de professores e de funcionários, pelo fechamento de bibliotecas e de laboratórios de informática e de ciências, pela suspensão dos serviços de orientação educacional e de supervisão pedagógica, pela enturmação e multisseriação e pelos salários aviltantes pagos aos trabalhadores em educação.
Para piorar este quadro, o governo gaúcho apresenta à sociedade o Sistema de Avaliação da Educação no Rio Grande do Sul, o Saers. Com este sistema, será alargado ainda mais o fosso da exclusão, com as escolas mais carentes sendo abandonadas a partir de um falso discurso de busca da excelência.
Diante de todos estes ataques e das novas medidas neoliberais do pacote anunciado pelo governo Yeda, que prevê aumento de impostos, congelamento de salários e novas privatizações, a comunidade escolar gaúcha torna público o seu repúdio ao conjunto das políticas que não enfrentam os reais problemas do Estado e ameaçam o direito dos trabalhadores a um serviço público de qualidade.
- EM DEFESA DA ESCOLA PÚBLICA, GRATUITA E DE QUALIDADE!
- NÃO À ENTURMAÇÃO E À MULTISSERIAÇÃO!
- NÃO AO PACOTE QUE AUMENTA IMPOSTOS E CONGELA OS SALÁRIOS DOS TRABALHADORES!
- PAGAMENTO INTEGRAL E AUMENTO DAS VERBAS DAS ESCOLAS!
- REALIZAÇÃO IMEDIATA DE CONCURSO PÚBLICO PARA PROFESSORES E FUNCIONÁRIOS DE ESCOLA!
- NÃO À MUNICIPALIZAÇÃO E PRIVATIZAÇÃO DO ENSINO!
- ABAIXO O AUTORITARISMO E A PREPOTÊNCIA DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO! FORA MARIZA!
- EM DEFESA DA AUTONOMIA E DA DEMOCRACIA NO INTERIOR DAS ESCOLAS PÚBLICAS! NÃO AO SAERS E ÀS AVALIAÇÕES EXTERNAS!
- REAJUSTE SALARIAL JÁ!
- BASTA DE ATAQUES AOS DIREITOS DOS TRABALHADORES! EM DEFESA DO IPE E DA PREVIDÊNCIA PÚBLICA! ABAIXO A REFORMA DA PREVIDÊNCIA! NÃO AOS FUNDOS DE PREVIDÊNCIA!
Porto Alegre, 11 de outubro de 2007
Cristina Lemos com informações do www.cpers.org.br