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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

VITÓRIA DAS MULHERES! CONGRESSO NACIONAL DA CUT APROVA A PARIDADE DE GÊNERO!


Meu voto pela paridade de gênero na CUT, CONCUT 2012
Foto: Cristina Lemos



Coroando uma longa história de lutas e de conquistas em todos os sindicatos do país, as mulheres CUTistas provocaram essa discussão ao longo do anos e, naquele dia 12 de julho de 2012, no 11º Congresso Nacional da CUT, foi aprovada com ampla maioria a PARIDADE de Gêneros como política da Central.

Não é pouca coisa! Trata-se de se retomar a discussão - há muito escamoteada - em diversas categorias - de como vem sendo estruturadas as direções de sindicatos no Brasil, e mais do que isso, como vem sendo propiciada a participação política das mulheres nesse país.

As mulheres vêm sendo assistidas e vem sendo oferecidas iguais oportunidades de participar da luta e das atividades políticas nos sindicatos?
Ou vem sendo travada a luta silenciosa das mulheres com dupla e tripla jornada de trabalho - sem ter seu espaço garantido nas discussões e nas organizações de trabalhadores no país?

É com orgulho que se dá esse passo. Essa inserção da exigência de PARIDADE como critério de participação na CUT empurra o avanço naqueles recônditos do país em que as mulheres não vem sendo reconhecidas para integrarem as direções dos sindicatos - ou quando muito - atingem alguns cargos de representação menor nos quadros das entidades.
As justificativas dos atuais dirigentes vêm tendo, historicamente, o mesmo pano de fundo: as mulheres não participam, não vêm às discussões, ou, o argumento mais recorrente: "as mulheres não tem formação política para ocuparem tais cargos".
Ora, como podem as mulheres atingir tal grau de formação e de preparo para dirigirem seus sindicatos e tomar a frente da luta se não há fomento para tanto? Esbarrando nas restrições mais básicas, como a falta de estrutura de apoio nos sindicatos e nas assembleias, congressos, etc., como a política de oferecer creches, recreacionistas e, ainda, que se possibilite às crianças acompanharem suas mães e/ou pais dirigentes para participarem de eventos fora do município.

Essa é somente a ponta do iceberg que aparece sob a superfície de uma longa história de dificuldades na relação com os dirigentes. Ambos os sexos estão presentes nas bases das categorias, porém, muitas vezes sem presença significativa nos cargos de direção, tampouco nas representações dos sindicatos para Congressos, Encontros, Seminários, Simpósios, Delegações, Deliberações, Direções de Base e de Organizações por Local de Trabalho e outras. Trata-se de um aprendizado e de um ajuste constante no interior das estruturas, para que cada vez mais se possa atingir a meta da igualdade.

Todavia, a luta pela Igualdade encontra ainda, resistências. Se por um lado a PARIDADE foi defendida pelas mulheres da Marcha Mundial das Mulheres, CUT pode mais e por quase todas as correntes internas à Central, uma delas bateu de frente.
Dentro da CUT, a corrente interna ao Partido dos Trabalhadores, denominada "O Trabalho", é contrária a essa decisão e defendeu sua posição no Congresso.

Uma vez garantido o espaço para essa defesa, bastante equivocada, a meu ver, teve espaço a votação e as mulheres comemoraram muito o grande momento histórico da Central e no avanço da luta pela paridade de gênero no Brasil.

Um grande viva à luta das mulheres em todo o Brasil!

Cristina Feio de Lemos
Delegada ao 11º CONCUT pelo Sintrajufe-RS

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Fórum Nyeleni Europa por Soberania Alimentar

A Marcha Mundial das Mulheres participou, entre os dias 16 e 21 de agosto, do Fórum Nyeleni Europa por Soberania Alimentar, realizado na Áustria, e organizado pela Via Campesina e Amigos da Terra, entre outros movimentos.

Na ocasião, foi lançado a quinta edição do Boletim Nyeleni, com mais detalhes sobre o evento europeu. Além disso, artigos com os seguintes temas: A política agrícola comum: da auto-suficiência alimentar à competência neoliberal, vozes e testemunhos da Europa e África, e a luta global contra o grilagem de terra, entre outros.

Clique aqui para fazer o download do boletim em espanhol:
http://www.nyeleni.org/DOWNLOADS/newsletters/Nyeleni_Newsletter_Num_5_ES.pdf
inglês - http://www.nyeleni.org/DOWNLOADS/newsletters/Nyeleni_Newsletter_Num_5_EN.pdf

francês - http://www.nyeleni.org/DOWNLOADS/newsletters/Nyeleni_Newsletter_Num_5_FR.pdf


O Boletim é publicado a cada dois meses na página www.nyeleni.org
A próxima edição será dedicada ao tema Mulheres e Soberania Alimentar.
Para mais informações, entre em contato pelo correio info@nyeleni.org

Fonte: Marcha Mundial das Mulheres

domingo, 28 de agosto de 2011

Eu me visto como quiser! Marcha das Vadias, ou Marcha das Vagabundas começou em Toronto-Canadá


Um protesto que começou no Canadá e vem ganhando as ruas de vários países do mundo chegou ao Brasil no início de junho.

Primeiramente foi realizada em São Paulo, no dia 4 de junho, mas diversas capitais já reproduziram o evento.

Conhecido como ‘SlutWalk’, a primeira marcha das vagabundas (ou das vadias, como vem sendo traduzida).

O movimento ‘SlutWalk’ teve início em Toronto, no Canadá, no início do mês de maio, quando alunos de uma universidade resolveram protestar depois que um policial sugeriu que as estudantes do sexo feminino deveriam evitar se vestir como “vagabundas” para não serem vítimas de abuso sexual ou estupro.

“Quando ouvimos pela primeira vez sobre a Polícia de Toronto rotular as mulheres e pessoas com maior risco de abuso sexual de "vagabundas", diversas pessoas resolveram fazer barulho e exigir mais do que um pedido de desculpas. Afinal, temos o direito constitucional de liberdade de expressão e decidimos usá-lo”, diz o site do grupo (www.slutwalktorontol.com).

A primeira marcha reuniu cerca de 3 mil participantes vestidas de forma provocativa ou comportada para chamar a atenção para a cultura de responsabilizar as vítimas de estupro. Foi o estopim para que outros eventos semelhantes se espalhassem por várias cidades dos Estados Unidos, Europa e por aqui também.

A iniciativa da Marcha em Porto Alegre não está vinculada a nenhuma ONG, ou instituição de qualquer movimento social organizado. A ideia é que seja um flashmob.

A proposta é cada um ir vestido como quer. Tem garotas que vão vestidas como vagabundas, tem quem goste de saia justa, tem quem não goste. Não é um baile à fantasia. Mas quem quiser ir ludicamente vestido, pode ir. Todo mundo vai estar lá pela mesma causa que é o respeito às mulheres, à liberdade do uso do corpo e de livre expressão da sexualidade.

É claro que é bom que as pessoas possam produzir faixas e cartazes que provoquem à reflexão. Não haverá uma organização planejando a Marcha, nem levando materiais para distribuir, por isso cada um é responsável pelo sucesso e organização da mesma.

Fonte: Somos GLBTFoto: Blog Alice Suburbana