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domingo, 22 de novembro de 2009

Conferência Livre de Comunicação de Porto Alegre ocorre na Casa dos Bancários


A Casa dos Bancários foi sede nesta quarta, dia 21, da Conferência Livre de Comunicação em Porto Alegre, preparatória para a Conferência Nacional de Comunicação, que ocorrerá em Brasília, de 14 a 17 de dezembro. Com o tema “Comunicação: meios para construção de direitos e de cidadania na era digital”, as propostas foram distribuídas por três eixos temáticos: produção de conteúdo, meios de distribuição e cidadania - direitos e deveres.
Esses temas foram considerados imprescindíveis pelos 84 participantes, representantes de entidades ligadas aos movimentos sindical e social. “A comunicação não é menos importante que saúde, educação ou trabalho. Ela está na cesta básica dos direitos imprescindíveis do cidadão, que é o de se expressar, de manifestar seus pensamentos”, apontou o professor de psicologia Pedrinho Guareschi, um histórico militante em defesa da democratização da comunicação e um dos palestrantes da manhã.




O diretor do Sindicato dos Bancários, anfitrião do evento, Éverton Gimenis, afirmou que oligopólio na mídia é uma injustiça: “É inconcebível não haver um canal de TV aberto para os trabalhadores; é preciso discutir a comunicação do ponto de vista da classe trabalhadora, de forma coletiva, para enfrentar o bloqueio na comunicação que se tem atualmente”.
As propostas apresentadas sobre os mais diversos temas na conferência livre - sobre mídia impressa, rádio, TV, rádios e TVs comunitárias, internet, sistemas de outorga, legislação, propriedade, financiamento, órgãos reguladores, aspectos federativos, democratização da comunicação, liberdade de expressão, soberania nacional, inclusão social, diversidade cultural, religiosa, étnico racial, de gênero, orientação sexual, entre outras - serão sistematizadas para serem apresentadas na Conferência Estadual, que ocorrerá dias 3 e 4 e novembro, no auditório Dante Barone da Assembleia Legislativa.

Estiveram presentes os deputados estaduais Raul Pont (PT), representando a Assembléia Legislativa, e Raul Carrion (PC do B).

Por Márcia Camarano
Fotos: Luis Henrique

Fonte: Sindicato dos Jornalistas e http://rsproconferencia.blogspot.com

Movimentos Sociais debatem a CONFECOM na Conferência Livre de Comunicação de Porto Alegre em 21/10/09


Com pequenas inserções e ajustes nas propostas para democratizar os meios de comunicação no Brasil, os movimentos sociais e de trabalhadores demonstraram coesão na Conferência Livre de Comunicação de Porto Alegre, que reuniu mais de 80 participantes, quarta-feira (21/10), na Casa dos Bancários. Mais de 40 propostas foram apresentadas para os eixos de produção de conteúdo, meios de distribuição e cidadania: direitos e deveres.
O encontro, durante todo o dia, foi preparatório à Etapa Estadual da 1º Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), marcada para os dias 3 e 4 de novembro, na Assembléia Legislativa do Estado.
Organizado pela Comissão RS Pró-Conferência Nacional de Comunicação, a Conferência Livre foi aberta pelo professor da PUC, Pedrinho Guareschi, que falou sobre a importância de democratizar a informação no País. “Porque a mídia brasileira tem dono. Não mais do que 10 grupos de famílias detém mais de 90% de tudo o que é veiculado hoje na mídia”, informou o sociólogo. Pior do que isto, Guareschi afirmou que algumas destas famílias chegam a produzir, elas próprias, até 90% do que divulgam. “Existe alguma democracia nisto e onde fica a palavra dos outros cidadãos”, provocou.

O deputado estadual Raul Pont (PT/RS), afirmou que a Assembléia Legislativa acertou ao convocar a Conferência Estadual, para os dias 3 e 4, uma vez que o Governo do Estado não chamou a preparatória. “O desafio está posto. Este é o momento de recolher teses e produzir projetos para sistematizá-los e levá-los à Confecom”, disse. De 1998 para cá, segundo Pont, não houve nenhum avanço na democratização da comunicação. “O que se viu foi a consolidação das grandes redes que controlam a mídia no Estado”, assegurou.
A 1ª Confecom, chamada pelo presidente Lula, após muita pressão dos movimentos sociais, deverá ocorrer nos dias 14 a 17 de dezembro, em Brasília. Para discutir o encaminhamento de propostas e o engajamento de toda a sociedade civil gaúcha na 1ª Confecom, através da apresentação de teses e indicação de Delegados, a Comissão RS Pró-Conferência Nacional de Comunicação tem cumprido uma extensa agenda, em que orienta sobre a necessidade da discussão e da realização de conferências municipais.

Por Márcia Martins
Fonte: Sindicato dos Jornalistas e http://rsproconferencia.blogspot.com

Reuniões da COE-RS prepararam a Etapa Estadual da CONFECOM


A comissão organizadora da 1ª Conferência Estadual de Comunicação estabeleceu nesta terça-feira (20) o formato do evento que acontecerá no auditório Dante Barone, nos dias 3 e 4 de novembro. Terça-feira (3) pela manhã, haverá a apresentação de três painéis sobre os eixos temáticos: Produção e Conteúdo; Meios de Distribuição; e Cidadania – Direitos e Deveres. Durante a tarde os delegados formarão grupos de discussão paritários com representantes das empresas, do Estado e da sociedade civil organizada. Na quarta-feira (4), haverá a apresentação dos relatórios dos grupos de trabalho, uma palestra de fechamento das conclusões e a sessão solene de encerramento da Conferência.

Na próxima terça-feira (27) , às 9 horas, haverá mais uma reunião da comissão organizadora na Assembleia Legislativa, quando serão definidos os nomes dos painelistas. Cada setor apresentará um nome para cada um dos eixos temáticos. O deputado Francisco Appio (PP), que participou da reunião como representante da Assembleia Legislativa, sugeriu que não houvesse uma sessão de abertura e fosse dado o maior tempo possível para as discussões nos grupos, possibilitando que as conclusões fossem apontadas ao final do evento.
A reunião foi coordenada pelo diretor de Jornalismo da Superintendência de Comunicação Social da Assembleia Legislativa, Marcelo Nepomuceno, e teve a participação do deputado Francisco Appio, representando a Assembleia Legislativa (Estado) e da assessora Analise Donazollo, trambém da Assembleia Legislativa. Participaram da reunião os seguintes representantes de entidades empresariais e da sociedade civil organizada: Donaldo Koller Jr., da Sinditelebrasil; Daniel da Encarnação, da Abrafix; Renato Martins da Abras – Band; Leonardo Meneghetti, da Abras- Band; Rita Campos Daut, da Telebrás; Eder Pereira, da CGTB/RS; Márcia Camarano, do Sindicato dos Jornalistas/RS; Jeanice Ramos, do Sindicato dos Jornalistas/RS; Cristina Feio de Lemos, do Sintrajufe/RS; Cláudio Freitas, da POATV; Pedro Pozenato, da CTB/RS; Tânia Freitas e Alan Camargo, da Abraço/RS.

Wálmaro Paz MTB 5483 | Agência de Notícias 12:18 - 20/10/2009
Edição: Sheyla Scardoelli - MTB 6727 Foto: Guerreiro / Ag. AL

Fonte: www.al.rs.gov.br

Comentário da Cris:
A COE-RS se reuniu várias vezes no mês de outubro, cerca de duas vezes por semana, para possibilitar uma mínima organização da Conferência Estadual de Comunicação. As reuniões contavam com a presença de alguns empresários de comunicação do Estado (o grupo RBS, mesmo convidado, não apresentou representação) e com o poder público, normalmente representado por um deputado estadual e o presidente da Comissão.
Nós, que representávamos a sociedade civil, ficávamos quase sempre frustrados com os resultados objetivos das reuniões, visto que o tempo para a organização era demasiado curto e que o orçamento do Ministério das Comunicações para a I CONFECOM não chegou ao Estado do Rio Grande do Sul nem ao de São Paulo - ambos tiveram suas convocações da Conferência pelo Poder Legislativo e não foi reconhecida a responsabilidade financeira de organização pelo Ministério.
Dessa forma, não obtivemos sucesso em uma série de demandas, pois o Poder Legislativo no Estado também não colocou nenhuma verba disponível para que pudéssemos chamar campanhas de convocação nos principais meios de comunicação e não nos possibilitou a impressão de materiais com antecedência para envio e circulação no interior do Estado e nas entidades. Assim, não se tornou possível a vinda de importantes protagonistas desse processo de conferência que viriam do interior para o debate em Porto Alegre, nos dias 17 e 18 de novembro.

Sintrajufe realizou Assembleia Geral na sede da Justiça do Trabalho em 07/10/09 - Veja minuta do Projeto Revisão Salarial



A assembleia geral do Sintrajufe no dia 07/10/09 avaliou a proposta divulgada pelo STF no final da manhã. Nas manifestações durante a assembleia, os colegas ressaltaram a importância da mobilização da categoria, que até o momento garantiu mudanças positivas em relação às propostas anteriores dos diretores e dos secretários-gerais e do próprio STF. Foi criticado o fato de se manterem diferenças muito grandes de remuneração entre os cargos e não ter sido proposta a criação de um conselho que dê continuidade à discussão sobre carreira.
No final da tarde de ontem, o sindicato recebeu uma convocatória da Fenajufe para uma reunião ampliada dia 17, em Brasília sem caráter deliberativo. A pauta será revisão salarial e resolução 88 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que trata da jornada de trabalho. Os presentes à assembleia escolheram os nomes dos colegas que representarão o Rio Grande do Sul.
A delegação será formada Adriano da Silva (JT Viamão), Alê Junqueira (TRF), Mara Weber (JT Porto Alegre), Paulo Rosa (JT Porto Alegre), Sergio Amorim (JT Taquara), Paulo Guadagnin (JT Porto Alegre), Fagner Azeredo (JF Novo Hamburgo), Nelbo Rocha (JT Porto Alegre), Iris Scheidt (JT Porto Alegre) e Jaime Messer (JT Porto Alegre). Suplentes, Alan Dias da Silva (JT Porto Alegre), Cristina Lemos (JF Porto Alegre), Ivonilda Buenavides (JE Porto Alegre), Marcelo Ortiz (JT Novo Hamburgo), Thomaz Farias (JT Porto Alegre) e Cristiano Moreira (JT ).

Os diretores do Sintrajufe e vários colegas criticaram o fato de, novamente, a maioria da direção da Fenajufe optar por uma reunião não deliberativa. Isso significa que serão aceitos apenas os pontos em que houver consenso, e não a vontade democrática da maioria dos sindicatos de base. Independentemente dos pontos consensuais, foi reforçada a necessidade de a Fenajufe propor um calendário unificado de mobillização em todo o país e que seja traçada uma estratégia de encaminhamento e tramitação para aprovação do projeto.

MINUTA DE PL


LEI No , DE DE DE .

Altera dispositivos da Lei nº 11.416, de 15 de dezembro de 2006, Plano de Carreira dos Servidores do Poder Judiciário da União e dá outras providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º O § 1º do art. 4º, o caput do art. 13 e o art. 28 da Lei nº 11.416, de 15 de dezembro de 2006, passam a vigorar com a seguinte redação:

“Art. 4º .......................................................................................................................
§ 1º Os ocupantes do cargo de Analista Judiciário – área judiciária cujas atribuições estejam relacionadas com a execução de mandados e atos processuais de natureza externa, na forma estabelecida pela legislação processual civil, penal, trabalhista e demais leis especiais, serão enquadrados na especialidade de Oficial de Justiça Avaliador Federal.
...................................................................................................................................
Art. 13. A Gratificação Judiciária – GAJ será calculada mediante aplicação do percentual de 135% [cento e trinta e cinco por cento] sobre o vencimento básico do servidor.
...................................................................................................................................
Art. 28. O disposto nesta Lei aplica-se, no que couber, aos aposentados e pensionistas, nos termos da Constituição Federal.”

Art. 2º A remuneração dos servidores integrantes dos Quadros de Pessoal do Poder Judiciário da União fica reajustada em 15% [quinze por cento].
Parágrafo único. O disposto no caput aplica-se às tabelas constantes dos anexos III e IV da Lei nº 11.416, de 15 de dezembro de 2006.

Art. 3º O enquadramento previsto no art. 5º da Lei nº 8.460, de 1992, estende-se aos servidores dos Quadros de Pessoal do Poder Judiciário da União que ocupavam as classes “A” e “B” da Categoria de Auxiliar Operacional de Serviços Diversos, com efeitos financeiros a contar da data de publicação desta Lei, convalidando-se os atos administrativos com este teor, observados os enquadramentos previstos no art. 4º e no Anexo III da Lei nº 9.421, de 24 de dezembro de 1996, no art. 3º e no Anexo II da Lei nº 10.475, de 27 de junho de 2002, e no art. 19 e no Anexo V da Lei nº 11.416, de 15 de dezembro de 2006.

Art. 4º As carteiras de identidade funcional emitidas pelos órgãos do Poder Judiciário da União tem fé pública em todo o território nacional.

Art. 5º As despesas resultantes da execução desta Lei correm à conta das dotações consignadas aos Órgãos do Poder Judiciário no Orçamento Geral da União.

Art. 6º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Por Rosane Vargas
Fonte: www.sintrajufe.org.br

Posse da Comissão Estadual de Organização da CONFECOM Etapa RS- Sintrajufe compõe a COE


Foi empossada, na tarde desta quinta-feira (15), a comissão organizadora da 1ª Conferência Estadual de Comunicação. A reunião, ocorrida na sala Alberto Pasqualini, no 4º andar da Assembleia Legislativa, foi presidida pelo deputado Miki Breier (PSB), representando a Mesa Diretora da Casa, e coordenada pelo superintendente de Comunicação Social e vice-presidente da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj), Celso Schröder.
Ficaram marcadas duas reuniões da comissão para os dias 20 e 27 de outubro, quando serão acertadas a metodologia da conferência e escolhidos os palestrantes. A 1ª Conferência Estadual de Comunicação será realizada nos dias 3 e 4 de novembro no Teatro Dante Barone e deverá indicar os nomes de 80 delegados para a Conferência Nacional.

De acordo com critérios de proporcionalidade estabelecidos pela Comissão Nacional, serão eleitos 32 representantes do empresariado do setor de comunicação, 32 dos movimentos sociais populares e 16 dos poderes constituídos de Estado – Assembleia Legislativa, Governo do Estado, Ministério Público e Poder Judiciário.

Participantes:
Representando a Assembleia Legislativa, fazem parte da Comissão na condição de titulares os deputados Adão Villaverde (PT) e Francisco Appio (PP) e como suplentes os deputados Miki Breier ( PSB) e Paulo Borges (DEM).

Integrando os setores dos movimentos sociais e empresariado foram empossados os representantes das seguintes empresas e entidades: Vivo S/A, Jackson Rodrigues; Rede Bandeirantes (ABRAS), Renato Martins; Astral e Assembleia Legislativa, Marcelo Nepomuceno; Associação Rio-Grandense de Imprensa (ARI), Ercy Torma; Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio Grande do Sul, José Nunes; POA TV, Cláudio Freitas; Conselho Regional de Psicologia, Ivarlete Guimarães França; Comitê pela Democratização da Comunicação do Rio Grande do Sul (FNDC/RS), Candice Cresqui; CUT/RS, Paulo Farias; Sintrajufe-RS, Cristina Feio de Lemos; CGTB/RS, Eder Pereira; Abrafix, Daniel Silveira da Encarnação; Telebras, Rita Campos Daut; InternetSul, Juciéli Rodrigues; Associação Gaúcha de Radiodifusão Comunitária (Abraço/RS), Clementino dos Santos Lopes; representando o deputado Francisco Appio, Anelise Donazzolo; e da UVERGS, Graciele Galera.

Wálmaro Paz - MTB 5483 | Agência de Notícias 17:15 - 15/10/2009
Edição: Letícia Rodrigues - MTB 9373 Foto: Marcos Eifler / Ag AL

Fonte: www.al.rs.gov.br grifo nosso

Comentário da Cris:
No momento da realização desta primeira reunião da COE - Comissão Estadual de Organização da CONFECOM - Etapa RS, havia a perspectiva de eleição de 32 delegados para a sociedade civil, 32 para a sociedade civil empresarial e 19 para o poder público, bem como das datas de realização da CONECOM-RS para os dias 03 e 04 de novembro.
De acordo com as deliberações da Comissão Nacional, em reunião no Ministério das Comunicações, a quantidade de delegados no Estado passou para 38 para os segmentos da sociedade civil e sociedade civil empresarial e 10 para o poder público (Resolução n. 08 do Ministério das Comunicações) e a data de realização da Conferência no Rio Grande do Sul, após essa Resolução, foi adiada para os dias 17 e 18 de novembro de 2009, no Auditório Dante Barone da Assembleia Legislativa.

A Comissão Estadual de Organização da CONFECOM - Etapa RS foi instituída pela Assembleia Legislativa

RESOLUÇÃO DE MESA N.º 944/2009

Institui a Comissão Organizadora da 1.ª Conferência Estadual de Comunicação, autorizada pela Resolução de Mesa n.º 943/2009, e dá outras providências.
A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, no uso de suas atribuições legais,

RESOLVE:

Art. 1.º A 1.ª Conferência Estadual de Comunicação, autorizada pela Resolução de Mesa n.º 943/2009, como etapa eletiva da 1.ª Conferência Nacional de Comunicação – CONFECOM, será realizada nos dias 3 e 4 de novembro de 2009, nas dependências do Teatro Dante Barone, na Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul.

Art. 2.º Fica instituída a Comissão Organizadora da 1.ª Conferência Estadual de Comunicação, nos termos do art. 33 da Portaria n.º 667, de 2 de setembro de 2009, do Ministério das Comunicações, com a seguinte composição:

I - 1 (um) representante da Central Única dos Trabalhadores no Rio Grande do Sul (CUT/RS);
II - 1 (um) representante do Comitê pela Democratização da Comunicação do Rio Grande do Sul (FNDC/RS);
III - 1 (um) representante da POA TV - TV Comunitária de Porto Alegre;
IV - 1 (um) representante do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul;
V - 1 (um) representante do Conselho Regional de Psicologia do Rio Grande do Sul (CRP/RS);
VI - 1 (um) representante do Sindicato dos Telefônicos do Rio Grande do Sul (Sinttel/RS);
VII - 1 (um) representante do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal do Rio Grande do Sul (Sintrajufe);
VIII - 1 (um) representante da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária no Rio Grande do Sul (Abraço/RS);
IX - 1 (um) representante da Associação Rio-Grandense de Imprensa (ARI);
X - 1 (um) representante da Associação Brasileira de Radiodifusores (ABRA);
XI - 1 (um) representante da Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão (Agert);
XII - 1 (um) representante da Associação dos Jornais do Interior do Rio Grande do Sul (Adjori);
XIII - 1 (um) representante do Sindicato dos Jornais e Revistas do Rio Grande do Sul;
XIV - 1 (um) representante da Federação das Emissoras de Rádio;
XV - 1 (um) representante da Tele Brasil;
XVI - 1 (um) representante dos Provedores de Internet do Rio Grande do Sul (InternetSul);
XVII - 2 (dois) representantes da Assembleia Legislativa do Estado;
XVIII - 1 (um) representante do Governo do Estado;
XIX - 1 (um) representante do Tribunal de Justiça do Estado;
XX - 1 (um) representante do Ministério Público Estadual;
XXI - 1 (um) representante da Federação dos Municípios do Rio Grande do Sul (FAMURS);
XXII - 1 (um) representante da União dos Vereadores do Rio Grande do Sul (UVERGS); e
XXIII - 1 (um) representante da Associação Brasileira de Televisões e Rádios Legislativas (Astral).

Art. 3.º Esta Resolução de Mesa entra em vigor na data de sua publicação.

Sala de Reuniões, em 06 de outubro de 2009.

Firmaram este documento:
Deputado Ivar Pavan, Presidente.
Deputado Luciano Azevedo, 1.º Vice-Presidente.
Deputado Nélson Härter, 2.º Secretário.
Deputado Paulo Brum, 3.º Secretário.
Deputado Cassiá Carpes, 4.º Secretário.

Fonte: www.al.rs.gov.br e http://rsproconferencia.blogspot.com

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Professor Pedrinho Guareschi considera a Comunicação como bem essencial na Conferência Metropolitana de Canoas


A dimensão da comunicação como bem essencial foi salientada pelo professor Pedro Guareschi, da Pucrs, durante sua intervenção no segundo painel da Conferência Metropolitana de Comunicação – Etapa Canoas.
O evento aborda diferentes enfoques da comunicação na socidade contemporânea. “O material é importante, mais o simbólico também é essencial. A comunicação precisa ser inserida na cesta básica”, provoca o professor.
Mediado pelo Secretário Municipal de Segurança Pública e Cidadania, Alberto Kopttike, o painel também contou com a participação do presidente do Sindicato dos Jornalistas do RS, José Nunes.
Paralelo à questão da democratização dos meios, as transformações nos modos de produção e distribuição da informação também está sendo um ponto forte dos debates. Para a jornalista Andrea de Freitas, da Secretaria Especial de Comunicação de Canoas, se vive hoje novo momento para o qual precisa ser pensado um novo paradigma de comunicação. “A questão da formação oferecida pela Universidade é essencial; pensando nisso é que apostamos na educação para a comunicação.


As novas formas de cognição, propiciadas pela convergênica de meios e de formas, trazem grande impacto social, sobre o qual temos que refletir. Um segundo viés importante nesse contexto é o da contra-informacão”, aponta.
Além de pesquisadora da área de Jornalismo On-Line, Andrea é uma das mentoras do projeto Comunicação Cidadã, inserida no Território da Paz Guajuviras, e que vai inserir 240 jovens nos processos de produção de informação através das novas tecnologias, com o apoio do Ministério da Justiça, no Projeto PRONASCI (Projeto Nacional de Segurança com Cidadania).

Realizada pela SECOM de Canoas, com o apoio da CUT, do Sintrajufe e da ULBRA, a CONFECOM Conferência Metropolitana de Comunicação de Canoas também reunirá propostas para as Etapas da CONFECOM estadual e nacional, que ocorre ainda esse ano em Brasília.

Com informações do saite www.canoas.rs.gov.br (Ronaldo Botelho)
Fotos: www.canoas.rs.gov.br e Cristina Lemos

http://rsproconferencia.blogspot.com

Conferência Metropolitana de Comunicação de Canoas



Programação
MANHÃ
7h30 – Credenciamento

8h30 – Abertura
Representantes do Governo Federal / Governo do Estado / Universidade sede /
Comissão RS / Prefeito e Governos Municipais

9h30 – PAINEL 1
Convergência digital e implicações técnicas e sociais
Jorn. Garcez - EBC
Profa. Christa Berger - Unisinos
Profa. Maria José Cantalapiedra - Universidade do Pais Basco (Espanha)
MEDIADOR: Marcos Martinelli

10h30 – PAINEL 2
Exposição 1: Relações entre público, privado e estatal na
democratização da comunicação
Prof. Pedrinho A. Guareschi - UFRGS
Exposição 2: Cenário da democratização da comunicação
Prof. Celso Schroder – FNDC
Exposição 3: A comunicação que queremos na Região Metropolitana:
desafios no contexto da digitalização de meios
Prof. Douglas Moacir Flor – Diretor de Comunicação Social da Ulbra
MEDIADOR: Claudia Cardoso e Alberto Kopittike

12h10 – Intervalo de almoço

13h30 – PAINEL 3
Exposição 1: Direito à comunicação e controle social: mecanismos atuais
Jorn. José Nunes – Sindicato dos Jornalistas
Exposição 2: Desafios da comunicação comunitária: regulação e controle social
Profa. Neusa Ribeiro - Centro Universitário Feevale
Exposição 3: Novos cenários para a comunicação
Prof. Davison Campos – Ulbra

14h30 – PAINEL 4
Exposição 1: Qualidade do Conteúdo X Garantia de distribuição
Psic. Ivarlete Guimarães de França
Exposição 2: Novas Linguagens e Cidadania
Yasodara Cordoba - Coordenadora de Multimídia EBC
MEDIADOR(A): Cristina Feio de Lemos - Diretora do Sintrajufe-RS
Arlindo Schunck Filho - POATV

15h30 – GRUPOS
GRUPO 1: Produção de conteúdo
FACILITADOR(A): Vera Deise Barcelos
RELATOR(A): Lisandro Lorenzoni

GRUPO 2: Meios de distribuição
FACILITADOR(A): Gerson Barrey - Diretor TI da EBC
RELATOR(A): Telassim - Secretaria de Educação - Canoas

GRUPO 3: Direitos e deveres dos cidadãos
FACILITADOR(A): Paulo Fernando Alves de Farias – Secretário de Comunicação da CUT/RS
RELATOR(A): Candice Cresqui - FNDC

16h30 – Plenária final
Fonte: www.ulbra.br/confecom
As palestras podem ser acessadas em video no link www.ulbra.br/confecom

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Vale dos Sinos e Paranhana preparam para a I CONFECOM


A Conferência Intermunicipal de Novo Hamburgo aconteceu no dia 07 de outubro, na FEEVALE-NH. No dia 29 de setembro, o pontapé inicial no debate sobre a Comunicação no Brasil havia sido em Sapiranga, com a presença do representante da Comissão RS Pró Conferência, Paulo Farias, da CUT-RS.
O Prefeito de NH, Tarcisio Zimmermann, o Deputado Estadual Raul Pont, a Diretora do Sintrajufe e Membro da Comissão Estadual de Organização da I CONFECOM - Cristina Lemos e o Professor Cristiano da Comunicação da FEEVALE-NH estiveram na mesa de abertura. Após a saudação e abertura oficial da Conferência que reunia os municípios de Dois Irmãos, Ivoti, Campo Bom, Estância Velha, Morro Reuter, Picada Café, Lindolfo Collor, Presidente Lucena e Novo Hamburgo, foi a vez da Assembleia Legislativa, responsável pela convocação da Etapa RS da Conferência se manifestar.

O Deputado Raul Pont, representando a AL, frisou que o ato de convocação no Estado partiu do Legislativo e que o Executivo não manifestou interesse em proporcionar esse debate para a sociedade gaúcha. Teceu comentários sobre a concentração de emissoras de rádio, tv e jornal na propriedade de apenas algumas famílias, conhecidas nacionalmente, o que caracteriza um oligopólio que poderia ser enfrentado com mudança na legislação para o setor.
Salientou que a Constituição Estadual completava 20 anos na data e que em todas as Constituições Estaduais do país houve a inclusão de item que inclui as empresas de radiodifusão e televisão em quase isenção de ICMS. Pont referiu que o houve a inclusão dessas empresas de radiodifusão e televisão nos mesmos parâmetros de cálculo de ICMS aplicados para pequenos produtores rurais, não condizendo com os altos lucros obtidos por essas empresas com publicidade e propaganda. O Deputado referiu que essa é apenas uma situação da legislação que precisa ser readequada e a Conferência Nacional de Comunicação é a oportunidade para a sociedade realizar esse debate e construir essas propostas.

Dando início ao debate a à mobilização Pró Conferência Estadual e Nacional de Comunicação, Cristina Lemos, iniciou convocando os presentes para a Etapa Estadual. A Diretora da CUT-RS, esclareceu de onde decorre o número total de delegados no RS e que a proporção de 40 por cento para a sociedade civil, 40 por cento para sociedade empresarial e 20 por cento para indicação pelo governo foi resultado de muita pressão e de tentativas de consenso moldadas na Comissão Nacional, tripartite. Desse total, frisou Cristina, haverá apenas 38 delegados representantes dos movimentos sociais, sindicatos, universidades, estudantes, professores, jornalistas, profissionais da área da comunicação, rádios e comunicadores comunitários, etc.
"O tempo está bastante curto para que a sociedade se aproprie desse tema. A responsabilidade de conscientizar pesa sobre os organizadores". Ela esclareceu que as etapas municipais não elegem delegados, todavia, devem enviar suas teses e elaborações para a análise da Comissão Estadual de organização da Confecom no RS, que avaliam e podem enviar ou não para o debate na Conferência Nacional.
Naquele momento, a nomeação oficial da COE-RS estava ainda pendente de publicação. A Resolução da Mesa diretora da ALERGS, indicando a composição da Comissão Estadual seria publicada no Diário Oficial na tarde do mesmo dia.

Cristina avaliou que haveria a possibilidade de se avançar em termos de:
- obtenção de um novo marco regulatório para o setor das telecomunicações;
- em termos de recadastramento nacional – existem licenças de funcionamento vencidas e contratos de gaveta em uma infinidade de veículos de comunicação e, ainda, existem veículos em propriedade de parlamentares, o que é vedado na Constituição da República, desde 1988;
- em termos de controle social e controle público da mídia;
- em termos de regulamentação de TV estatal e de TV pública;
- em termos de produção de conteúdo local;
- em termos de políticas públicas de financiamento para fomento de rádios e tevês comunitárias e, por fim,
- no estabelecimento de parâmetros para gastos governamentais com publicidade – hoje sem nenhuma regulamentação.
Mais uma vez, enfatizou que as resoluções aprovadas na Conferência Nacional não teriam caráter deliberativo, que seriam apenas uma indicação de diretrizes para sinalizar ao governo e aos parlamentares a necessidade de regulamentação na área.
"Esse processo aponta para uma mobilização constante e para a realização de mais Conferência Nacionais, pois essa é apenas a primeira possibilidade de se debater essa legislação que remonta à década de 60", finalizou a Diretora.

Na sequência, Ivarlete França, do Conselho Regional de Psicologia e uma das representantes da sociedade civil na COE -RS, trouxe um video sobre "Anorexia" e uma reflexão sobre padrões de consumo e de estética relacionados com a comunicação de massa. O trabalho de análise e de implicações dos estímulos oferecidos aos consumidores, mesmo na infância, cria necessidades e fomenta desejos, informou Ivarlete.

O clima de seminário sobre a Comunicação uniu diferentes veículos no painel que se seguiu, demonstrando realidades como a do Jornal O Polvo, que circula em toda região dos Sinos, voltado à população teenager e de uma jornalista pertencente ao Grupo RBS, que trouxe depoimentos acerca da convergência tecnológica e de profissionais que atualmente trabalham em muitas mídias.

domingo, 25 de outubro de 2009

Apontamentos sobre comunicação e movimentos populares na América Latina



Foto: Comuna de Oaxaca http://coletivomartinfierro.wordpress.com
A comunicação é um dos exemplos mais contundentes da necessária unidade entre as organizações da classe trabalhadora, por um projeto político para o país

Na história recente de protestos das massas populares na América Latina, como foi o caso da Assembleia Popular dos Povos de Oaxaca ou “Comuna de Oaxaca”, no sul do México (em 2006), ou então na luta pela derrubada do presidente Lucio Gutiérrez, no Equador (em 2005), os meios de comunicação contribuíram para a organização popular, tiveram papel decisivo na convocatória às ruas, quando a apropriação desta ferramenta foi colocada na ordem do dia pelas organizações da classe trabalhadora. Os meios de comunicação tornam-se então um espaço fundamental na luta de classes? O outro lado não nos deixa dúvidas: o atual golpe em Honduras e a tentativa na Venezuela (em 2002) contaram com a mídia empresarial na linha de frente.

No México, a Assembleia Popular dos Povos de Oaxaca (APPO), coordenou a toma de 13 estações de rádio em uma mesma madrugada. À época, a APPO e povo oaxaquenho organizaram-se em barricadas, uma forma de proteção para evitar o ataque de grupos paramilitares contra as antenas das estações ocupadas. Conduzida pelos universitários, a Radio Universidad, cumpriu o papel de articular o povo nas ruas contra a Polícia Federal Preventiva (PFP), romper o cerco da mídia corporativa e fornecer informações para as organizações internacionais solidárias.

Ao longo da luta, as mulheres organizadas na APPO protagonizaram a ocupação do canal 9 estatal de televisão. A partir de marcha pacífica, reclamavam um espaço para narrar o outro lado de uma história que as principais redes transmissoras criminalizavam. Receberam as portas fechadas, então resolveram ocupar a televisão e construir, elas mesmas, a nova grade de programação, com o apoio do restante do movimento (estudantes, professores), uma vez que os técnicos da emissora debandaram.

No Equador, em 2005, na mobilização que resultou na queda do presidente Lucio Gutiérrez, a população organizava-se em torno da rádio La Luna, que naquele momento aglutinou o movimento, convocando as manifestações noturnas concentradas na capital, Quito. Ainda que os protestos tenham sido puxados por setores da classe média capitalina e, além disso, os campesinos e indígenas não tenham tomado parte na derrocada de Gutiérrez, a relevância da ferramenta da mídia é o que nos interessa analisar neste caso.

Ferramenta em disputa na luta de classes, a mídia adquire papel central no projeto de dominação política sobre os trabalhadores. A favor do golpe de Estado em Honduras, a mídia corporativa continua operando, enquanto qualquer meio de comunicação dissonante foi fechado. Um dos principais jornais hondurenhos chama-se El Heraldo, uma espécie de filial do Miami Herald estadunidense, uma mostra da submissão das elites centro-americanas.

Há elementos semelhantes com o processo da Venezuela, em 2002. Naquele momento, a partir do golpe de Estado dos empresários do setor petroleiro, o bloqueio midiático e a contra-informação lançada para o mundo narrava que o povo estava nas ruas contra Chávez, quando era exatamente o contrário o que acontecia. Isso exigiu da população articular-se rapidamente, o que resultou no fato de que hoje cursos de jornalismo popular, jornais e rádios de bairro multiplicam-se pelos morros de Caracas. Apesar de Chávez ser acusado de limitar a “democracia” na Venezuela, ferramentas concretas de comunicação estão sendo democratizadas.

Ao longo do governo Lula, a mídia corporativa, ao lado dos partidos PSDB e DEM, posiciona-se na vanguarda do processo de ataque ao governo, mesmo nas situações em que o empresariado é beneficiário ou quando as políticas do governo Lula apontam para conciliação entre as classes – o que dificulta uma análise do governo e da sua real política econômica. No caso dos projetos de exploração do pré-sal, para citar um exemplo, os meios de comunicação O Globo, Veja e Estadão analisam o projeto do governo como se fosse a retomada pura e simples do monopólio estatal. “Um projeto estatizante!”. Um ataque que se configura como ideológico, uma vez que os representantes das multinacionais do setor não compartilham integralmente a leitura dos meios de comunicação. Defendem o modelo anterior de exploração, atacam a Petrobras como operadora dos poços do pré-sal, mas sabem que os projetos do governo não chegam a retomar o monopólio do período Vargas, de 1953 - o que, em última análise, viria de um processo de força e pressão das ruas.

À burguesia não interessa enfocar as relações sócias de produção, mesmo em seus jornais mais qualificados e de conteúdo, como é o caso do jornal Valor Econômico. A mídia empresarial pode falar, por exemplo, da exploração dos bolivianos em São Paulo, mas não vai revelar que na ponta da exploração da força de trabalho dos imigrantes estão empresas como a rede de lojas C&A. O limite, para a mídia corporativa, é sempre a defesa dos interesses da propriedade privada dos meios de produção. O trabalho escravo é um crime para todos eles. Isso é um fato. Porém, a produção do agronegócio é a saída para a nossa economia. Então as ocupações de terra do MST são um crime passível de um castigo muito maior.

A mídia enfoca as greves enquanto um prejuízo para o restante da “população”, do “cidadão”, ou nem isso: do “consumidor”, um conceito evocado para encobrir a sua posição de classe, uma crítica que o Centro de Mídia Independente (CMI) vem apontando desde o seu surgimento. Por isso a comunicação popular tem lado. O lado da classe trabalhadora, e não os dois lados e a neutralidade pregados nos cursos de jornalismo. O resto é ideologia.

Apenas por meio da comunicação popular e comprometida com a classe trabalhadora, é possível recuperar a perda da “experiência”, no sentido que coloca Walter Benjamin. No caso da mídia, para ficar mais claro, a espetaculização e as notícias produzidas em série, como mercadorias, não permitem a experiência concreta, a compreensão da história como um processo, produzem apenas fetichismo e informações alienantes. Qualquer página ou portal na internet, com suas milhares de notícias inúteis, demonstram o que estamos dizendo.

Comunicação, unidade, mobilização
A comunicação é um dos exemplos mais contundentes da necessária unidade entre as organizações da classe trabalhadora, em torno de um projeto político para o país. Se as diferentes organizações e setores da classe investissem em um jornal unitário, disposto a pautar um projeto da classe trabalhadora e atingir as massas, teríamos um jornal semelhante ao La Jornada mexicano: um jornal de esquerda com presença nas bancas, um dos mais lidos no México. O La Jornada, de certo modo, ganha relevância a partir do levante zapatista e mexicano de 1994, o que indica que talvez somente um reascenso das lutas no Brasil crie as condições e a necessidade de uma ferramenta massiva e unitária de mídia.

Desde 2003, temos a experiência do Brasil de Fato, jornal pautado por uma agenda da classe trabalhadora e dos movimentos sociais, a partir de suas lutas e bandeiras acumuladas (o que cunhamos como o “Projeto Popular para o Brasil”). O Brasil de Fato se coloca para além de ser o órgão representante de um único partido ou corrente. Apesar de ser uma das poucas iniciativas neste sentido, vem sofrendo muitas dificuldades e necessita ser colocado como prioridade na agenda das organizações.

A internet tem se revelado uma ferramenta importante utilizada pelo movimento social, a partir de espaços como as agências de rádio online – caso da Rádio Agência NP e Agência Chasque – e também sites como Adital, Carta Maior, Repórter Brasil, Instituto Humanitas Unisinos (IHU), Fórum, Correio da Cidadania e a própria Agência Brasil de Fato. No campo sindical, a Revista do Brasil é distribuída mensalmente para 360 mil trabalhadores filiados a sindicatos.

Cabe ainda estudo sobre em que medida a internet e estes veículos alternativos (sites, blogs, etc) alcançam a classe trabalhadora e podem, somados, oferecer uma alternativa contra o monopólio da televisão e das rádios comerciais. É certo que há um desgaste do velho panfleto da porta de fábrica, mas, por outro lado, em que medida os trabalhadores se apropriaram destas ferramentas? Em um país como Honduras, onde os blogs cumprem o papel de lançar informação para fora, já que internamente menos de 10% da população acessa a internet.
É preciso que estas reflexões sobre a mídia se convertam também em instrumento para mobilização e militância.

Militância e comunicação
No trabalho de base cotidiano, temos o desafio de formar comunicadores ou informantes populares a partir de locais de trabalho e moradia. Na falta da posse de rádios ou TVs, temos que lançar mão de meios artesanais (panfletos, por exemplo), o que aponta para um trabalho unido entre comunicação e militância. Por outro lado, em espaços que poderiam fornecer uma estrutura para este trabalho de base, como é o caso dos sindicatos, diretores sindicais contratam jornalistas profissionais, o que abre um abismo: uma vez que raramente o jornalista é militante e, o pior, a militância sindical e popular não está preparada para produzir material e dialogar com a sua base. Então, o material é produzido bem elaborado no seu formato, mas sem este vínculo com o trabalho de base e com a própria base social.

O Exército Zapatista de Liberação Nacional (EZLN), do México, possui uma experiência acertada neste sentido, em que pesem as dificuldades políticas que o exército zapatista enfrenta na atual conjuntura. O EZLN conta com a comunicação oficial do movimento (por meio dos comunicados do Subcomante Marcos) e possui, ao mesmo tempo, camponeses e indígenas capacitados, por meio das Juntas de Bom Governo, nas bases zapatistas, para ter o acesso à comunicação e escrever informes, denúncias, comunicados, etc. Comunicam-se sem a pretensão do formato perfeito e bem acabado, mas avançam no empoderamento e socializando a voz do movimento.

O acesso à comunicação segue sendo uma das bandeiras concretas dos movimentos populares. Como vemos, é possível a construção de formas alternativas e meios de comunicação pela classe trabalhadora e a necessária de unidade das organizações nesta construção. O que em momento algum significa abdicar da necessidade de confrontar e buscar limitar as ferramentas apropriadas pelo capital. Como a experiência recente dos povos nos demonstra, apenas a nossa vontade não é o determinante, mas vai ser sim a luta nas ruas.

Pedro Carrano, repórter do jornal Brasil de Fato
Colaborou Cesar Sanson (Cepat), e Manoela Lorenzi (Consulta Popular)

sábado, 24 de outubro de 2009

Manifesto em defesa do MST - Contra a violência do agronegócio e a criminalização das lutas sociais

As grandes redes de televisão repetiram à exaustão, há algumas semanas, imagens da ocupação realizada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em terras que seriam de propriedade do Sucocítrico Cutrale, no interior de São Paulo. A mídia foi taxativa em classificar a derrubada de alguns pés de laranja como ato de vandalismo.
Uma informação essencial, no entanto, foi omitida: a de que a titularidade das terras da empresa é contestada pelo Incra e pela Justiça. Trata-se de uma grande área chamada Núcleo Monções, que possui cerca de 30 mil hectares. Desses 30 mil hectares, 10 mil são terras públicas reconhecidas oficialmente como devolutas e 15 mil são terras improdutivas. Ao mesmo tempo, não há nenhuma prova de que a suposta destruição de máquinas e equipamentos tenha sido obra dos sem-terra.
Na ótica dos setores dominantes, pés de laranja arrancados em protesto representam uma imagem mais chocante do que as famílias que vivem em acampamentos precários desejando produzir alimentos.

Bloquear a reforma agrária
Há um objetivo preciso nisso tudo: impedir a revisão dos índices de produtividade agrícola – cuja versão em vigor tem como base o censo agropecuário de 1975 – e viabilizar uma CPI sobre o MST. Com tal postura, o foco do debate agrário é deslocado dos responsáveis pela desigualdade e concentração para criminalizar os que lutam pelo direito do povo. A revisão dos índices evidenciaria que, apesar de todo o avanço técnico, boa parte das grandes propriedades não é tão produtiva quanto seus donos alegam e estaria, assim, disponível para a reforma agrária.
Para mascarar tal fato, está em curso um grande operativo político das classes dominantes objetivando golpear o principal movimento social brasileiro, o MST. Deste modo, prepara-se o terreno para mais uma ofensiva contra os direitos sociais da maioria da população brasileira.
O pesado operativo midiático-empresarial visa isolar e criminalizar o movimento social e enfraquecer suas bases de apoio. Sem resistências, as corporações agrícolas tentam bloquear, ainda mais severamente, a reforma agrária e impor um modelo agroexportador predatório em termos sociais e ambientais, como única alternativa para a agropecuária brasileira.

Concentração fundiária
A concentração fundiária no Brasil aumentou nos últimos dez anos, conforme o Censo Agrário do IBGE. A área ocupada pelos estabelecimentos rurais maiores do que mil hectares concentra mais de 43% do espaço total, enquanto as propriedades com menos de 10 hectares ocupam menos de 2,7%. As pequenas propriedades estão definhando enquanto crescem as fronteiras agrícolas do agronegócio.
Conforme a Comissão Pastoral da Terra (CPT, 2009) os conflitos agrários do primeiro semestre deste ano seguem marcando uma situação de extrema violência contra os trabalhadores rurais. Entre janeiro e julho de 2009 foram registrados 366 conflitos, que afetaram diretamente 193.174 pessoas, ocorrendo um assassinato a cada 30 conflitos no 1º semestre de 2009. Ao todo, foram 12 assassinatos, 44 tentativas de homicídio, 22 ameaças de morte e 6 pessoas torturadas no primeiro semestre deste ano.

Não violência
A estratégia de luta do MST sempre se caracterizou pela não violência, ainda que em um ambiente de extrema agressividade por parte dos agentes do Estado e das milícias e jagunços a serviço das corporações e do latifúndio. As ocupações objetivam pressionar os governos a realizar a reforma agrária.
É preciso uma agricultura socialmente justa, ecológica, capaz de assegurar a soberania alimentar e baseada na livre cooperação de pequenos agricultores. Isso só será conquistado com movimentos sociais fortes, apoiados pela maioria da população brasileira.

Contra a criminalização das lutas sociais
Convocamos todos os movimentos e setores comprometidos com as lutas a se engajarem em um amplo movimento contra a criminalização das lutas sociais, realizando atos e manifestações políticas que demarquem o repúdio à criminalização do MST e de todas as lutas no Brasil.

Assinam esse documento: Eduardo Galeano - Uruguai, István Mészáros - Inglaterra, Ana Esther Ceceña - México, Boaventura de Souza Santos - Portugal, Daniel Bensaid - França, Isabel Monal - Cuba, Michael Lowy - França, Claudia Korol - Argentina, Carlos Juliá – Argentina, Miguel Urbano Rodrigues - Portugal, Carlos Aguilar - Costa Rica, Ricardo Gimenez - Chile, Pedro Franco - República Dominicana,
Brasil:
Antonio Candido
Ana Clara Ribeiro
Anita Leocadia Prestes
Andressa Caldas
André Vianna Dantas
André Campos Búrigo
Augusto César
Carlos Nelson Coutinho
Carlos Walter Porto-Gonçalves
Carlos Alberto Duarte
Carlos A. Barão
Cátia Guimarães
Cecília Rebouças Coimbra
Ciro Correia
Chico Alencar
Claudia Trindade
Claudia Santiago
Chico de Oliveira
Cristina Feio de Lemos
Demian Bezerra de Melo
Emir Sader
Elias Santos
Eurelino Coelho
Eleuterio Prado
Fernando Vieira Velloso
Gaudêncio Frigotto
Gilberto Maringoni
Gilcilene Barão
Irene Seigle
Ivana Jinkings
Ivan Pinheiro
José Paulo Netto
Leandro Konder
Luis Fernando Veríssimo
Luiz Bassegio
Luis Acosta
Lucia Maria Wanderley Neves
Marcelo Badaró Mattos
Marcelo Freixo
Marilda Iamamoto
Mariléa Venancio Porfirio
Mauro Luis Iasi
Maurício Vieira Martins
Otília Fiori Arantes
Paulo Arantes
Paulo Nakatani
Plínio de Arruda Sampaio
Plínio de Arruda Sampaio Filho
Renake Neves
Reinaldo A. Carcanholo
Ricardo Antunes
Ricardo Gilberto Lyrio Teixeira
Roberto Leher
Sara Granemann
Sandra Carvalho
Sergio Romagnolo
Sheila Jacob
Virgínia Fontes
Vito Giannotti

Para subscrever esse manifesto, clique no link:
http://www.petitiononline.com/boit1995/petition.html

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Conferência Livre de Comunicação ocorre amanhã, dia 21/10 em Porto Alegre



A Comissão RS Pró Conferência de Comunicação convida a todos e todas para a Conferência Livre de Comunicação de Porto Alegre que se realizará no dia 21/10/2009 - na Casa dos Bancários, Rua General Câmara, 424, Centro - Porto Alegre.
Preparatória para a Etapa Estadual da Conferência Nacional de Comunicação (Auditório Dante Barone da Assembleia Legislativa - dias 03 e 04 de novembro)

É um grande momento para enriquecer o debate e trazer as propostas que o Movimento Social acumula no Estado sobre a estrutura da comunicação no país.
Trata-se de uma atitude concreta no sentido do avanço na democratização da comunicação no Brasil, historicamente controlada pelas elites e pelo oligopólio das redes de mídia.

Divulgue, compareça e traga as propostas para sistematização e para serem enviadas para a I Conferência Nacional de Comunicação em Brasília, no mês de dezembro.

Participe!

Cristina Lemos
Comissão RS Pró Conferência de Comunicação

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Ato Show em Porto Alegre e YEDA CULPADA! Diz juízo popular



Uma multidão participou no domingo no final da tarde e início da noite, 04, do Ato Show promovido pelo Comitê Fora Yeda em Porto Alegre. Ao todo, 12 atrações musicais passaram pelo parco montado no Parque Marinha do Brasil, um dos mais movimentados da capital gaúcha. O show era intercalado com críticas à governadora, indiciada pelo Ministério Público como ré – ela e outras oito pessoas – naquele que é o maior escândalo de corrupção na verificado no Rio Grande do Sul: o desvio de mais de R$ 44 milhões do Detran.
Com muito sol e calor, por volta de 15h30 começou uma maratona de shows que terminou já de noite. A medida que a temperatura amenizava mais gente se deslocava ate o local.
Na primeira metade do ato show, o palco recebeu Família Sarará, Mariposas, Pedro Munhoz, Lollypops e Leonardo. Na segunda metade, já sem luz natural, subiram ao palco Nelson Coelho de Castro, Nei Lisboa, Nancy Araújo, Eduardo Solari, Bandinha Di Dá Dó, Sombrero Luminoso e Sargento Malagueta.

Organizado pelo Comitê Fora Yeda, o ato show reuniu cantores e compositores que se apresentaram pela causa - sem cachê, o que mostra o desejo da população de que todas as irregularidades envolvendo a governadora e outros nomes do governo ou próximos a ela sejam apuradas.
A sociedade rejeita manobras políticas que visem esconder as verdades que as investigações até agora realizadas já mostraram. O processo de impeachment de Yeda, encaminhado pelo Fórum dos Servidores Públicos Estaduais (FSPE), que tramita na Assembleia Legislativa, não pode terminar em pizza.


Pesquisa
Essa vontade é confirmada por pesquisa realizada pelo Ibope encomendada pelo Grupo RBS. O levantamento mostra que a maioria dos gaúchos (62%) aprovam o impeachment de Yeda, contra apenas 22% que se dizem contrários. Já sobre o envolvimento da governadora no desvio de recursos do Detran, 29% entendem verdadeiro e 39% ser mais verdadeiro que falso.

O governo estadual é reprovado por 64% dos gaúchos e o desempenho pessoal de Yeda é ainda pior: 74%. O desempenho dela é desaprovado por 79% dos porto-alegrenses e por 81% dos moradores dos municípios que compõem a Grande Porto Alegre. No interior, a reprovação é de 70%.


Julgamento Popular

Durante o ato show, em locais estratégicos no parque, foram recolhidos votos no Julgamento Popular da governadora – Culpada ou Inocente – que começou no dia 29 de setembro e se estende até o dia 7 de outubro (quarta-feira). Vote em uma das urnas próximas ou através do site www.opovodecide.com.br.

João dos Santos e Silva, assessor de imprensa do CPERS/Sindicato
Fonte: www.cut-rs.org.br



Durante todo o Ato Show FORA YEDA! foi enviado - ainda não temos a identificação do contratante - carro de som, sem identificação de evento ou qual era a publicidade que divulgava. O caminhão desenhava círculos ao redor da quadra do Shopping Center Praia de Belas, com música constante, talvez na tentativa de diminuir o grito da população reunida para o show organizado pelo Comitê do impeachment da governadora mais impopular que o Rio Grande já viu.

Fotos: Vital Barbosa e Cristina Lemos

Posse da Direção Estadual da CUT-RS com Festa no dia 02/10



A direção estadual da CUT-RS tomou posse formalmente na sexta-feira, dia 02 de outubro, na Casa do Gaúcho, Parque da Harmonia, em Porto Alegre.
A partir das 20 horas, reuniram-se representantes de diversas entidades filiadas à CUT e simpatizantes da Central para comemorar o ingresso de muitos novos e novas diretoras e, também, para indicar força em torno das diretrizes que agora a Central assume, mais combativa, mais à esquerda, resgatando suas raízes de representação democrática.
Tomou posse, compondo a direção, a Diretora da Secretaria de Comunicação do Sintrajufe, Cristina Feio de Lemos, para a Gestão 2009-2012.
Presentes autoridades como o ex-governador Olívio Dutra, Presidente do PT/RS, Deputados Estaduais, Adão Villaverde, Raul Carrion e Raul Pont, a Deputada Federal Maria do Rosário e dirigentes sindicais que já ocuparam o cargo de Presidente da CUT Estadual, entre eles Chico Vicente, Quintino Severo (também representando a CUT Nacional), Jairo Carneiro, José Fortunati e outros.
No encerramento da solenidade, a CUT convocou a todos para o Ato Show do Comitê Estadual pelo Impeachment da governadora, que se realizaria no domingo, dia 04/10/2009, no Parque Marinha do Brasil, com a apresentação de artistas gaúchos que se agregam nesse combate à corrupção no Estado.


Fotos: Vital Barbosa e Sérgio Amorim

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Presidente do CPERS agredida no Centro de Porto Alegre



A presidente do Cpers/Sindicato denunciou na reunião da comissão especial do impeachment que foi agredida na noite de ontem (30) quando voltava de uma reunião em Novo Hamburgo. “Estava descendo em frente ao Cpers, para pegar meu carro, quando uma pessoa, que estava dentro de um automóvel branco, sem placas, tentou me laçar com uma borracha. Fui arrastada até a rua Cel. Vicente. Estou machucada na perna”, informou Rejane de Oliveira.

Segundo a sindicalista, o ocorrido retrata o que vem acontecendo no Rio Grande do Sul. “Aqui, quem quer investigar é agredido e indiciado; já quem é suspeito de vínculos com a quadrilha de corruptos ou quer abafar as denúncias é elogiado, promovido ou ganha férias”, condenou Rejane.

A presidente do Cpers reafirmou que nada vai afastar os trabalhadores do compromisso de investigar se a governadora foi beneficiária, convivente ou operadora da fraude no Detran. “Segundo o Ministério Público Federal, a governadora está enquadrada em uma destas três situações. Qualquer uma das hipóteses é motivo para a Assembléia aprovar o seu impeachment e por fim à vergonha que estamos sentindo por ter uma governadora suspeita de integrar um bando que atenta contra os cofres públicos e os interesses do Estado”, argumentou.

Fonte: Blog RS Urgente

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Direção da CUT-RS toma posse nesta sexta-feira, dia 02/10


A CUT realizou os Congressos Estaduais em todo o país, renovando boa parte de suas direções. No Rio Grande do Sul, o CECUT - Congresso Eleitoral da Central Única dos Trabalhadores ocorreu em Mariluz, dos dias 19, 20 e 21 de junho. Concorreram duas chapas para a direção, a Chapa 1 - composta pela tendência Articulação Sindical e o Trabalho e a Chapa 2 - A CUT PODE MAIS - composta pela corrente CSD CUT SOCIALISTA E DEMOCRÁTICA. A chapa 1 obteve a maioria dos votos dos delegados presentes e manteve a Presidência da Central, a Tesouraria, a Secretaria Geral, a de Política Sindical, as Secretarias de Formação, de Mulheres e a da Saúde.
A chapa 2, A CUT PODE MAIS ficou com a Vice-Presidência, a Secretaria de Comunicação, a de Relações de Trabalho, a de Meio Ambiente, a de Juventude e a de Igualdade Racial.
A posse festiva da nova direção da CUT-RS, para a gestão 2009-2012, será realizada nesta sexta-feira, 02, a partir das 20 horas, nas dependências do Centro de Eventos do Parque Harmonia.
Os convites estão disponíveis na tesouraria da entidade desde 21/09, ou no local da festa. O valor do convite é de R$ 10,00 e dá direito a um jantar. As bebidas serão por conta dos convidados.
Sua presença é importante para nós!

NOMINATA DIREÇÃO ESTADUAL DA CUT-RS 2009-2012

Presidente Celso Woyciechowski celso@sintaers.com.br
SINTAE/RS
Vice-Presidente Rejane Silva de Oliveira rejane.cutrs@terra.com.br
CPERS/Sindicato
Secretaria-Geral João Batista Xavier da Silva secretariogeralcutrs@terra.com.br
Sapateiros/Sapiranga
Secretaria de Administração e Finanças Loricardo de Oliveira tesoureirocutrs@terra.com.br
Metalúrgicos/São Leopoldo
Secretaria de Comunicação Paulo Fernando A. de Farias farias.cutrs@terra.com.br
Alimentação/Pelotas
Secretaria de Formação Jardelia Rodrigues de Sá jardeliasa@hotmail.com
CPERS/Sindicato
Secretaria de Organização e Política Sindical Claudir Antônio Nespolo
presidência@stimepa.org.br
Metalúrgicos/Porto Alegre
Secretaria sobre a Mulher Trabalhadora Mara Luzia Feltes mfeltes@terra.com.br
SEMAPI
Secretaria de Relações de Trabalho Alberto Freire Ledur alberto.ledur@gmail.com
SIMPE-RS Secretaria
Políticas Sociais Vilson José Alba vilsonalba@fetrafsul.org.br
Fetraf-Sul
Secretaria de Juventude Rodrigo Henrique C. Schley rodrigohcs@gmail.com
Oposição eletricitários
Secretaria pela Igualdade Racial Angélica Maria Sewald do Nascimento
angelicanh55@yahoo.com.br
Sapateiros/Novo Hamburgo
Secretaria de Saúde do Trabalhador Simone Goldschmidt simonegold@tca.com.br
CPERS/Sindicato
Secretaria de Meio Ambiente Paulo Sergio Mendes Filho
paulo.mendes.filho@gmail.com
SEMAPI

DIREÇÃO ESTADUAL
Cláudio Augustin - claudioaugustin@hotmail.com (SINDISEPE)
Clenio Fagundes Nunes - galinho.nunes@bol.com.br (Portuários Rio Grande)
Cláudio Feidem - claudiofeiden@yahoo.com.br (Rural Sto Cristo)
Danilo Toio Farias - danilotfarias@ibest.com.br (SINDISAUDE POA)
Cristina Feio Lemos - crismermaid@gmail.com (Sintrajufe)
Denise Rodrigues Goulart - denigoulart@yahoo.com.br (CPERS/Sindicato)
Derlan Trombeta - derlantrombetta@yahoo.com.br (CPERS/Ijuí)
Domingos Antonio Buffon - do.buffon@sinprors.org.br (SINPRO/RS)
Elton de Oliveira Lima - eltonlima@hotmail.com (Alimentação Pelotas)
Eliane dos Santos Valansuelo - elianevalansuelo@yahoo.com.br (Oposição Sap.Campo Bom)
Eva Rosalina Vieira - evarosalinavieira@hotmail.com (Saúde Cruz Alta)
João Roque dos Santos - stmmmesr@brturbo.com.br (Metalúrgico Sta. Rosa)
João Marcelino da Rosa - marcelinopop@pop.com.br (Alimentação Montenegro)
Manoel Luis da Silva Nascimento - manoel.luis@aeroviarios .org.br (Aeroviários)
Juan Jose Rodrigues Sanchez - juan@sinttelrs.org.br (SINTTEL)
Marcelo Machado Carlini - marcelocarlini@uol.com.br (SINTRAJUFE)
Luiz Henrique Alves Pereira - henriquealves@hotmail.com (SITRAMICO Santana do Livramento)
Milton Luis Leoratto Viario - miltonviario@metalurgicosrs.com.br (Fed. Metalúrgicos)
Nelci Dias da Silva - nelcienf@cpovo.net (SERGS)
Paulo Roberto Stekel - stekel@contrafcut.org.br (Bancários POA)
Tatiane Lopes Rodrigues - Tati_lrodrigues@hotmail.com (SIMP Pelotas)
Vilson João Weber - vilsonweber@yahoo.com.br (Municipários Sto. Cristo)

CONSELHO FICAL
Francisco Carlos Dutzig - frandutzig@ibest.com.br (Bancários Taquara)
João Carlos da Silva Caldas - jcaldas@ig.com.br (Papel Papelão)
Telda da Silva Assis - teldaassis@gmail.com (CPERS/Sindicato)

SUPLENTES DO CONSELHO FISCAL
Luis Afonso Martins - afonsorodoviario@yahoo.com.br (Oposição Rodoviários)
Osvaldo de Avila Rodrigues - osvaldo.rodrigues@aeroviarios.org.br (Aeroviários)
Sonia Solange Santos Viana - sonia.cut@hotmail.com (CPERS/Sindicato)

Fonte: www.cut-rs.org.br
Foto: Marcha 30/04/2009 - Marcelo Antunes

Follow Twitter do Blog Jornada Tripla


Agora, integrando-se a essa nova ferramenta da internet, esse Blog da Mulher Trabalhadora possui um twitter e você pode passar a segui-lo na internet.
O endereço é www.twitter.com/mulhersindical
Basta clicar no "follow" e passar a receber os toques do Blog em tempo real.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Impeachment Já! Campanha FORA YEDA! dia 29/09 na Assembleia Legislativa



A nova campanha do Fórum dos Servidores Públicos Estaduais quer ouvir a opinião da população gaúcha. Ela será lançada nesta terça-feira, dia 29, às 18h, no teatro Dante Barone, na Assembleia Legislativa, para promover na sociedade gaúcha o debate sobre a responsabilidade da governadora Yeda Crusius nas denúncias de corrupção no Estado.
Como nas campanhas anteriores, coordenadas pelo Fórum dos Servidores Públicos Estaduais, esta promete movimentar a população do Rio Grande do Sul. O lançamento será realizado durante plenária organizada pelo Comitê Estadual Fora Yeda. Estarão presentes os comitês "FORA YEDA" de várias cidades do interior, como Santa Maria, Pelotas, Passo Fundo, Livramento e Carazinho, entre outras.

CPI da Corrupção
Entidades que compõem o Fórum dos Servidores Públicos Estaduais/RS (FSPE-RS), entre elas o Semapi, não estão dando trégua aos deputados da base aliada do governo Yeda Crusius. Em todas as sessões da Assembléia Legislativa que envolve o processo de impeachment da governadora e da CPI da Corrupção, integrantes do Fórum estão presentes, lembrando que a sociedade exige a punição dos responsáveis pelo maior desvio de recursos dos cofres públicos já registrado na administração estadual gaúcha.
Na semana passada, o FSPE-RS fez questão de mostrar sua posição na sessão plenária da Assembléia Legislativa em que foi feita a leitura da denúncia por crime de responsabilidade contra a governadora Yeda Crusius. Após a leitura, os servidores abriram uma faixa com os dizeres “Yeda culpada. Impeachment já” e cantaram o hino do Rio Grande do Sul.
Nesta quarta-feira, dia 23, durante a instalação da Comissão Especial que tratará do processo de impeachment da governadora Yeda Crusius, os servidores estiveram presentes novamente no plenário da Aassembleia e mais tarde na sessão da CPI da Corrupção em que, pela primeira vez, os representantes da base aliada compareceram ao Plenarinho.
Recebidos com vaias e gritos de “finalmente, hein deputado?,” alguns parlamentares da base governista se irritaram e um deles, Alceu Moreira, do PMDB, bateu boca com os manifestantes. Alceu Moreira era presidente do Legislativo, em 2008, quando foi protocolado pedido de impeachment da governadora pelo PSOL. Ele arquivou o processo.

A posição do FSPE/RS tem o objetivo de chamar a atenção dos deputados estaduais para suas responsabilidades constitucionais de apurar irregularidades com o dinheiro público. Até agora, o que se viu dos representantes dos partidos que apoiam o governo mais corrupto da história gaúcha, é boicote aos trabalhos da CPI da Corrupção e ações para impedir que o processo de impeachment da governadora Yeda Crusius seja bem sucedido.

Fonte: www.semapirs.com.br com informações de Higino Barros

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Dia 28/9 tem Debate sobre a Legalização do Aborto


A Federação dos Bancários RS, SindBancários e Marcha Mundial de Mulheres/RS promovem um o debate sobre a legalização do aborto no Brasil, seguido de exibição do Documentário: “Ventre Livre”.
As atividades serão realizadas na próxima segunda-feira, 28, Dia de Luta pela Descriminalização do Aborto na América Latina e Caribe, a partir das 18h, na Casa dos Bancários.

Programação

18h – Informes da Frente Nacional pela Legalização do Aborto e debate,
com a participação de Télia Negrão – Rede Feminista de Saúde e
Cláudia Prates – Conselho Nacional dos Direitos da Mulher e Marcha Mundial de Mulheres/RS

19h – Exibição do documentário “Ventre Livre” - (1994), dirigido por Ana Luiza Azevedo

Fonte: www.feebrs.org.br
Foto: MMM - Marcha Mundial das Mulheres no Grito dos Excluídos 04/09/2009 - por Vital Barbosa

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Os Escritos Secretos de ZERO HORA - desmascarando o Grupo RBS


No dia em que o tablóide gaúcho Zero Hora chegava às bancas com uma espetacular matéria acerca de um "novo caderno dos sem-terra", com anotações secretas que revelariam as "estratégias" do MST, a Unidade Roto Rooter de Reportagem deste Cloaca News passava pela rua lateral à sede daquele diário - curiosamente, Rua Zero Hora - quando teve sua atenção chamada por um enorme latão, cheio de embalagens gordurosas de pizza e papéis picados. Estacionamos nosso Cloacomóvel diante do recipiente e, burlando o aparato de segurança daquela organização, recolhemos a esmo o que foi possível. De volta à nossa redação, pudemos, enfim, avaliar todo o papelório. Entre o material recolhido estava um caderno escolar, de capa alaranjada, com 26 páginas escritas à mão, contendo anotações do que parece ser o resultado de uma reunião de pauta daquela gazeta, ocorrida dias antes.
Sob o título "Linhas Gerais", podemos presumir que tratam-se de diretrizes editoriais que valem "p/ ZH, DSM e Pioneiro", ou seja, Zero Hora, Diário de Santa Maria e O Pioneiro, de Caxias do Sul, os três principais veículos impressos do Grupo RBS no Rio Grande do Sul.
Alguns nomes estão grafados por iniciais, como YRC, por exemplo. Coincidentemente, as três letrinhas formam as iniciais da tucana Yeda Rorato Crusius. Há também referência a um certo "P.S.", em que se cobra dele uma "carta bimestral". Verificando o histórico epistolar do colunista Paulo Santana, que vira e mexe troca correspondência com YRC, imaginamos ser este o personagem da anotação.




Nesta outra imagem (abaixo), sugere-se que "LM" repercuta "RO" e "vice-versa". O tópico trata de uma eventual "sinergia" entre os vários veículos do grupo. "LM" seria Lasier Martins, da Rádio Gaúcha e do Jornal do Almoço, na RBS TV. "RO", ao que tudo indica, é a colunista joão-ninguém de ZH, Rosane de Oliveira.
Outra sigla é "TG", supostamente, o Ministro da Justiça e pré-candidato ao governo estadual Tarso Genro. Pelas instruções editoriais, deve ser atribuída a ele toda a responsabilidade por qualquer "vazamento". Não nos parece, nesse caso, que estejam tratando de problemas hidráulicos.



Bastante elucidativa, igualmente, a página dedicada à cobertura do MST.



Tanto quanto o caderno "jogado em uma lata de lixo no estacionamento do Incra", apresentado por Zero Hora, que "permite que a sociedade conheça o que o movimento [MST] pensa sobre assuntos estratégicos", este odorante achado do Cloaca News permite que a sociedade conheça o tipo de jornalismo praticado pela corporação hegemônica, sob o báculo da famiglia Sirotsky, com a cumplicidade de sua devotada matilha.

Fonte: http://cloacanews.blogspot.com

Convocada Conferência de Comunicação no RS pela Assembléia Legislativa

DIÁRIO OFICIAL DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA
Porto Alegre, quarta-feira, 23 de setembro de 2009. ADM 2

RESOLUÇÃO DE MESA N.º 943/2009

Autoriza a Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul a convocar etapa eletiva da 1.ª Conferência Nacional de Comunicação – CONFECOM.

A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, no uso de suas atribuições,

RESOLVE:

Art. 1.º Fica a Assembleia Legislativa autorizada a convocar a 1.ª Conferência Estadual de Comunicação, como etapa eletiva da 1.ª Conferência Nacional de Comunicação - CONFECOM, convocada pelo Decreto Federal de 16 de abril de 2009.

Art. 2.º A 1.ª Conferência Estadual de Comunicação realizar-se-á até o dia 8 de novembro de 2009, em local indicado pela Assembleia Legislativa.

Parágrafo único. A conferência a que se refere o "caput" será realizada em conformidade com o que dispõe o Regimento Interno da 1.ª Conferência Nacional de Comunicação - CONFECOM, constante da Portaria n.º 667, de 2 de setembro de 2009, do Ministério das Comunicações.

Art. 3.º A organização e coordenação da Conferência ficará a cargo de uma Comissão Organizadora, a ser instituída oportunamente observado o critério de composição e deliberação estabelecidos pela Comissão Organizadora da CONFECOM.

Art. 4.º Esta Resolução de Mesa entra em vigor na data de sua publicação.

Sala de Reuniões, em 22 de setembro de 2009.
Firmaram este documento:

Deputado Ivar Pavan, Presidente.
Deputado Francisco Appio, 2.º Vice-Presidente.
Deputado Giovani Cherini, 1.º Secretário.
Deputado Nélson Härter, 2.º Secretário.
Deputado Paulo Brum, 3.º Secretário.
Deputado Cassiá Carpes, 4.º Secretário.

Fonte: www.al.rs.gov.br

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Ato público dos Servidores Públicos Estaduais denunciam negócio ilícito na compra da casa da governadora


O dia 16 de julho amanheceu diferente no Bairro Três Figueiras, onde se localiza a Casa da governadora Yeda Crusiss, do PSDB. Havendo suspeitas sobre a compra do imóvel ter sido adquirido com verba de Caixa 2 da Campanha Eleitoral de Yeda, os servidores públicos estaduais, organizados no fórum - FSPE, reuniram-se defronte à casa para denunciar diversos fatos à população gaúcha. De forma incoerente, a governadora reside em uma mansão - avaliada em mais de um milhão de reais - enquanto os alunos da rede pública são obrigados a assistirem às suas aulas dentro de containers, nas "Escolas de Lata". Lado a lado diante dos portões, os servidores públicos foram recebidos de forma bastante raivosa pela governadora, que se dirigiu ao jardim e passou a debochar dos manifestantes, com gestos e gritos. Em seguida, impedida de poder frear os gritos de "impeachment já" e sem ter até hoje explicado as maiores fraudes e a corrupção que se instalou no seu governo, Yeda retornou portando cartazes com os dizeres: "Vocês não são professores, torturam crianças. Abram alas que minhas crianças querem sair." (foto)

Partiu da governadora e da filha a decisão de expor os netos, trazendo-os até as grades da mansão. Em seguida, a bordo de um automóvel, as crianças seguiram para a escola - com a certeza de que não teriam suas aulas em salas de lata, como a que viam diante da casa -, e passaram no meio da população indignada.
A partir desse momento, já tendo chegado ao local algumas emissoras de televisão ligadas às redes nacionais, o que se viu foi uma deliberada demonstração de força e de autoritarismo. A governadora Yeda acionou as forças pertencentes ao Estado para uma dura repressão aos manifestantes.
A tropa de choque da Brigada Militar se alinhou e passou a cumprir as ordens da governadora. Não se fazia presente a força militar para proteger ou zelar pelo bem-estar da população presente, mas, numa inversão dos valores democráticos vigentes desde a Constituição de 1988, a Brigada Militar agia no intuito de intimidar, de agredir e de reprimir toda e qualquer forma de manifestação dos presentes que gritavam: "Fora, Yeda!".
De forma bastante desigual, estavam, de um lado, policiais treinados, escudos, capacetes, cassetetes, coletes à prova de balas e munição e, de outro, trabalhadores e trabalhadoras da área da justiça, da educação, da saúde, dos transportes, da cultura, da informática e do processamento de dados, cuja única "arma" eram suas organizações sindicais, faixas, cartazes e um microfone.
O ataque da BM não poupou sequer o emblemático container de lata, que restou ompletamente amassado e distorcido.
Empurrados e pressionados pelos escudos, os manifestantes passaram a deixar o local.
Quando as centenas de pessoas retornavam às ruas abaixo, em que estavam estacionados os ônibus, a tropa de choque realizou dois movimentos ordenados de cerco e de agressão. Com o objetivo de efetuar a prisão das lideranças, os brigadianos empurraram e derrubaram alguns e pisotearam e agrediram outros, até conseguirem seu intento. Por fim, de forma abusiva, prenderam, primeiro a Vice-Presidente do CPERS - sindicato, que foi algemada e colocada no carro da polícia. Alguns repórteres foram até ela, que, pela janela do carro, declarou estar algemada e que, além de não lhe ter sido dito qual era a causa da prisão, tiraram-lhe a possibilidade de comunicação, retirando-lhe o celular e, da educadora não se pôde ter mais imagens, pois os policiais também empurraram as câmeras. Ato contínuo e atendendo a ordens específicas, os policiais investiram na direção da Presidente do CPERS, Rejane Oliveira, derrubaram a professora e a arrastaram - algemada - para tentar sua intimidação através de mais uma prisão arbitrária.
Na tentativa de realizar algum tipo de entrevista e de registrar algumas imagens, repórteres tentaram se aproximar das dirigentes sindicais Rejane e Neida, que foram conduzidas sob custódia policial até o Palácio da Polícia. Também foi presa uma Vereadora do PSOL e foram ameaçados outros manifestantes, horrorizados com a atuação dos soldados.

A atitude desequilibrada da governadora do RS e sua reação colérica às denúncias de corrupção, o Rio Grande já conhecia até aquela manhã. Todavia, sua escolha de se expor naquela postura raivosa e autoritária tornou Yeda conhecida em todo o país, nas páginas de notícias da rede mundial de computadores, que passaram a estampar ao Brasil e ao mundo de que forma se dá, na prática, seu "novo jeito de governar", com repressão e com abuso de poder.

Grande mobilização na Praça da Matriz

Do meio da manhã em diante, a Praça da Matriz ficou repleta. A concentração de manifestantes que, mesmo abaixo de chuva, não se calaram diante de tantas denúncias de corrupção, de uso de "caixa 2", de formação de quadrilha, de fraude em licitações, de uso de dinheiro público para aquisição ilícita de mansão e desvio do erário. O Ato Público reuniu lideranças de diversos segmentos dos movimentos sociais que juntos pediram o impeachment de Yeda.

Impedidos de expressar sua indignação defronte ao Palácio Piratini - onde havia uma barreira da Brigada Militar (ver foto) - o Ato Público com balões pretos e mais de mil manifestantes permaneceram em vigília até que as líderes sindicais fossem libertas de sua prisão arbitrária e abusiva. Ficaram por várias horas a Presidente e a Vice-Presidente do CPERS, e a organização sindical lhes garantiu o neessário apoio jurídico. Registrou-se também a presença de parlamentares gaúchos para garantir suas integridades físicas e morais, sobretudo para impedir que fossem cometidas ainda mais arbitrariedades. Rejane e Neida obtiveram sua devida liberdade e vieram dar o seu testemunho junto aos ativistas. Em meio às palavras de ordem "Ai, ai, ai, ai - empurra a Yeda que ela cai", "Yeda, FORA", "Impeachment, JÁ!" e muita irresignação, estavam presentes a CUT e as Centrais Sindicais de esquerda, Conlutas, CTB e Intersindical, com a representação dos seus sindicatos filiados, a Marcha Mundial das Mulheres, Sindicato dos Bancários, SINDISEPE, Sindppd-RS, SEMAPI, Sindicato dos Metalúrgicos, Sintrajufe, SINTECT-RS (dos Correios), além de diversos núcleos do CPERS e outros movimentos sociais.