Pesquise aqui uma postagem do Blog Jornada Tripla

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Lula e as eleições



Vivenciamos a primeira eleição presidencial pós-ditadura sem Lula concorrendo, e a forma como a mídia e seus comentaristas amestrados têm abordado tal fato quer fazer crer que se trata da grande novidade do pleito de outubro. Nada poderia ser mais falso: até 2002, Lula era apenas um candidato a quem reiteradamente, eleição após eleição, em decorrência de manipulações sujas ou em pleitos honestos, negava-se o poder – não passava, portanto, de uma potencialidade, uma esperança sempre adiada.
A situação agora é bem outra: o nome Luis Inácio Lula da Silva, de fato, não constará da cédula eleitoral, mas é em torno de seu legado, onipresente, que se travará a batalha eleitoral que definirá o(a) próximo(a) governante do país. É preciso, portanto, dimensioná-lo em seus méritos e defeitos, bem como examinar os rumos que os três principais candidatos presidenciais tenderiam a impor a tal legado.

O novo cenário econômico
Chaga social que aniquila o indivíduo e abala famílias, o desemprego, que no governo FHC bateu nos 20%, desce a 7,2%, o menor índice desde 1991, fruto dos 12 milhões de empregos criados desde 2002, em função da expansão da economia promovida pela gestão Lula. E isso durante um período em que o salário mínimo passou dos 64 dólares suados estabelecidos pelo governo tucano para 290 dólares – ou seja, um aumento de mais de 350%, que desmente a velha ladainha de que aumentos do salário mínimo causariam desemprego em cadeia.

Na seara macroeconômica, o país não apenas deixou de recorrer regularmente, pires à mão, ao FMI, como passou a ser credor do órgão, com um déficit de 185 bilhões de dólares negativos dando lugar a um superávit de 239 bilhões de dólares (ao passo em que a taxa de juros, que um dia foi de 27%, hoje mal chega a dois dígitos). Enquanto o mundo patina, há quase dois anos, numa crise que tem provocado efeitos devastadores nos EUA e na Europa, o Brasil vive um dos melhores momentos econômicos de sua história, a despeito do discurso catastrófico sempre em voga na mídia (primeiro, a incapacidade do governo de fazer o país crescer, desmentida pelos fatos; depois a crise que se revelou marolinha, seguida por alertas de superaquecimento da economia, frustrado e prontamente substituído, com a cara-de-pau costumeira, pelo alarde de uma iminente recessão).

Educação, esportes e cultura
No setor de Educação, as universidades, sucateadas no governo tucano, esvaziadas de professores (atraídos pela isca da aposentadoria precoce, lançada pelo hoje canonizado Bresser Pereira) e com unidades nas quais chegou a faltar giz e verba para pagar a conta de energia elétrica, são hoje o dínamo de um sistema educacional que a adoção do sistema de cotas tornou ainda mais includente; o ensino técnico, que especialistas em educação afirmam de forma quase unânime ser essencial ao país, tinha apenas uma unidade federal quando o ministro era o controverso Paulo Renato de Souza – hoje, apenas sete anos depois, são 17, espalhadas pelo país.

Na pouco observada mas fundamental área cultural, a concentração extrema de financiamentos oficiais no eixo Rio-São Paulo deu lugar a uma disseminação pulverizadada dos insumos, através de concursos e editais – e a contrariedade dos ex-lordes feudais da cultura afetados por esta nova realidade é a cerdadeira razão da chiadeira antilula de certos atores fluminenses e poetas maranhenses. No bojo desse processo, regiões antes virtualmente alijadas de patrocínio cultural – como Ceará e Paráno – são hoje centro irradiador, respectivamente, de relevantes ciclos cinematográficos e musicais. Ainda no âmbito do MinC, os pontos de cultura promovem, à revelia da mídia que finge que não sabe de sua existência, uma microrrevolução cultural atomizada em algumas das áreas mais pobres do país, estimulando, através do acesso a tecnologia digital, a produção musical e videográfica. Até os trabalhadores, historicamente excluídos das políticas culturais oficiais, se veem ora contemplados com o Vale-Cultura, para desgosto de jornalistas paulistas.

Desnecessário sublinhar o quanto significam para o país, no âmbito do esporte, ter conquistado o direito, após duras disputas com outras nações, de hospedar não só a Copa do Mundo de 2014 mas – para júbilo emocionado do presidente, que se empenhou pessoalmente na candidatura brasileira – as Olimpíadas de 2016, na cidade do Rio de Janeiro.

No exterior, um novo Brazil

Em termos de política externa, a submissão resignada aos EUA deu lugar a uma orientação multilateral que não apenas privilegia o Mercosul, mas diversifica-se e expande-se na direção dos demais BRICs – Índia, Rússia e China, esta agora a primeira parceira comercial do país, além de incentivar, de maneira institucionalizada, as trocas comerciais com a África.

E, acima de tudo, como tanto o establishment político como a mídia internacionais reconhecem e saúdam – que o digam Le Monde, El País, The New York Times e até The Economist –, as políticas de transferência de renda implementadas e/ou largamente expandidas no governo Lula tiraram, até agora, de acordo com números oficiais mundialmente aceitos, mais de 35 milhões de pessoas da miséria (contra meros 2 milhões nos 8 anos do governo FHC). Só a insensibilidade social profunda ou o dogmatismo político mais entranhado pode explicar – mas não justificar – o não-reconhecimento de tal conquista – uma das bandeiras históricas da esquerda brasileira.

Por fim, falta registrar que, ao contrário do general Figueiredo, de Sarney e de FHC – que, como aponta o jornalista Leandro Fortes, “alterou a Constituição Federal, à custa de um escândalo de compra de votos no Congresso Nacional, para emendar um segundo mandato” –, Lula circunscreveu a duração de seu poder ao que determinara a Lei, sem mover uma pena em busca do terceiro mandato, hipótese esta martelada como um “eterno factóide” pela mídia corporativa, expressando um seu wishful thinking potencialmente incitador de golpismo.

Desafios e perspectivas
É evidente que tal cenário não está desprovido de aspectos problemáticos e áreas críticas, herança secular de uma das sociedades mais desiguais do planeta. A violência, rotineira e espraiada em virtualmente todo o território nacional, permanece como um cancro a distinguir negativamente o Brasil em relação aos países civilizados, a demandar uma ação conjunta e contínua das esferas federal, estaduais e municipais; as sucessivas derrotas da administração lulista em suas tíbias tentativas de democratizar as comunicações não nos pouparia – não fossem a internet e a blogosfera – de uma esfera pública engessada e praticamente monopolizada nessa área; as teles e os bancos seguem maltratando seus clientes, com um serviço caro e de má qualidade, como se fora da esfera das leis estivessem.

Mas se em apenas oito anos o governo Lula foi capaz de promover as melhorias substanciais que ora se verificam, alterando o perfil socioeconômico da população brasileira e a inserção internacional do país, é de se esperar que, num período condizente de tempo, o combate efetivo a tais e outros males seja consubstanciado a contento. Por isso, mais do que qualquer outro candidato – seja o truculento e privatista José Serra, que vem de uma péssima gestão em São Paulo ou a inexperiente e misteriosa Marina Silva –, Dilma Rousseff, gerente do maior programa de aceleração de crescimento da história do país e representante da continuidade da atual gestão, faz por merecer o voto dos brasileiros na eleição que se aproxima, como legítima representante do legado de Lula.

Balanço final

Sobre tal legado, uma última observação: o jornalista Claudio Bojunga, na luminosa biografia que escreveu sobre Juscelino Kubitschek (JK, o artista do impossível. Objetiva, 2001), adota como um dos parâmetros para se definir um estadista a capacidade de legar um novo e melhor país após o seu mandato. A se adotar tal critério, Luis Inácio Lula da Silva, pelas razões acima elencadas e por apregoar uma cultura do diálogo e da negociação – mesmo tendo sido atacado de forma vil por jagunços da imprensa –, merece, com louvor, o epíteto de estadista, pois recebeu um país totalmente periférico na ordem mundial, com uma economia presa a crises ciclotômicas e uma população dominada por bolsões de pobreza e miséria – e está prestes a entregar a seu sucessor um novo player no cenário geopolítico mundial, um país economicamente sadio e uma nação socioeconomicamente mais justa, ainda que a mídia corporativa, a direita contrariada e mesmo muitos soi-disant esquerdistas insistam em não reconhecer tal fato.

* Maurício Caleiro, Rio de Janeiro-RJ. Blog: cinemaeoutrasartes.blogspot.com

Fonte: http://www.amalgama.blog.br/08/2010/lula-eleicoes/

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Marina... você se pintou?


“Marina, morena Marina, você se pintou” – diz a canção de Caymmi. Mas é provável, Marina, que pintaram você. Era a candidata ideal: mulher, militante, ecológica e socialmente comprometida com o “grito da Terra e o grito dos pobres”, como diz Leonardo.

Dizem que escolheu o partido errado. Pode ser. Mas, por outro lado, o que é certo neste confuso tempo de partidos gelatinosos, de alianças surreais e de pragmatismo hiperbólico? Quem pode atirar a primeira pedra no que diz respeito a escolhas partidárias?

Mas ainda assim, Marina, sua candidatura estava fadada a não decolar. Não pela causa que defende, não pela grandeza de sua figura. Mas pelo fato de que as verdadeiras causas que afetam a população do Brasil não interessam aos financiadores de campanha, às elites e aos seus meios de comunicação. A batalha não era para ser sua. Era de Dilma contra Serra. Do governo Lula contra o governo do PSDB/DEM. Assim decidiram as “famiglias” que controlam a informação no país. E elas não só decidiram quem iria duelar, mas também quiseram definir o vencedor. O Estadão dixit: Serra deve ser eleito.

Mas a estratégia de reconduzir ao poder a velha aliança PSDB/DEM estava fazendo água. O povo insistia em confirmar não a sua preferência por Dilma, mas seu apreço pelo Lula. O que, é claro, se revertia em intenção de voto em sua candidata. Mas “os filhos das trevas são mais espertos do que os filhos da luz”. Sacaram da manga um ás escondido. Usar a Marina como trampolim para levar o tucano para o segundo turno e ganhar tempo para a guerra suja.

Marina, você, cujo coração é vermelho e verde, foi pintada de azul. “Azul tucano”. Deram-lhe o espaço que sua causa nunca teve, que sua luta junto aos seringueiros e contra as elites rurais jamais alcançaria nos grandes meios de comunicação. A Globo nunca esteve ao seu lado. A Veja, a FSP, o Estadão jamais se preocuparam com a ecologia profunda. Eles sempre foram, e ainda são, seus e nossos inimigos viscerais.

Mas a estratégia deu certo. Serra foi para o segundo turno, e a mídia não cansa de propagar a “vitória da Marina”. Não aceite esse presente de grego. Hão de descartá-la assim que você falar qual é exatamente a sua luta e contra quem ela se dirige.

“Marina, você faça tudo, mas faça o favor”: não deixe que a pintem de azul tucano. Sua história não permite isso. E não deixe que seus eleitores se iludam acreditando que você está mais perto de Serra do que de Dilma. Que não pensem que sua luta pode torná-la neutra ou que pensem que para você “tanto faz”. Que os percalços e dificuldades que você teve no Governo Lula não a façam esquecer os 8 anos de FHC e os 500 anos de domínio absoluto da Casagrande no país cuja maioria vive na senzala. Não deixe que pintem “esse rosto que o povo gosta, que gosta e é só dele”.

Dilma, admitamos, não é a candidata de nossos sonhos. Mas Serra o é de nossos mais terríveis pesadelos. Ajude-nos a enfrentá-lo. Você não precisa dos paparicos da elite brasileira e de seus meios de comunicação. “Marina, você já é bonita com o que Deus lhe deu”.


Autor: Maurício Abdalla - Professor de filosofia da UFES, autor de Iara e a Arca da Filosofia (Mercuryo Jovem), dentre outros.

A minguada votação da (des)governadora não surpreende os trabalhadores


Para todos aqueles que acompanharam o governo da ex-ministra Yeda Roratto Crusius no Rio Grande do Sul há um consenso: houve grande conivência da mídia local com esse (des)governo.
Desde os primeiros 100 dias de governo, a ex-deputada de FHC mostrava sua pendência por atingir grandes metas - desde que no campo pessoal. O orçamento estadual sofreu indecente maquiagem até que Yeda pudesse anunciar seu propalado "déficit zero", em detrimento de investimentos na área social e com cortes direcionados ao funcionalismo estadual. A chefe do executivo estadual posou diante das ávidas câmeras da RBS, dos microfones das rádios ou das câmeras operadas pelos oprimidos trabalhaadores da TVE (transformada em território de atuação dos integrantes do Piratini) durante todo o seu governo, realizando programas de "perguntas e respostas" para que pudesse diretamente oferecer à população - via veículo oficial - a sua personalíssima versão dos fatos.
A relação do governo da tucana com o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e as denúncias que surgiram foram transformadas pela mídia em ações pontuais, na tentativa de não permitir que arranhassem a imagem da governadora.
Mesmo diante dos fatos contundentes apresentados pela investigação da Polícia Federal na Operação Rodin, de Santa Maria, apontando as Fundações e as íntimas relações dessa sangria de quarenta milhões dos cofres públicos - sem licitação desde o governo Rigotto - com migração direta aos caixas de empresas cujos proprietários foram identificados como diversos dos seus assessores e de políticos ligados à casa civil, não foram suficientes para a imprensa gaúcha tomasse a frente na luta pelo fim da corrupção e em defesa do povo.

A CPI que teve início após muito esforço pelas bancadas de oposição só tiveram seus pedidos assinados pela base de apoio da governadora quando houve a divulgação de gravações de conversas entre diversos indiciados no inquérito das Fundações, tamanho o esforço de blindagem ao governo estadual.
Essa CPI, conduzida pelos parlamentares de oposição como Fabiano Pereira, Raul Pont, Elvino Bohn Gass e outros, foi acachapada por declarações de idoneidade reforçadas em diversas edições dos jornais de grande circulação na Capital e no interior.
Nunca se viu tantas vezes a imagem da governadora nas páginas frontais dos jornais - chegando a ser capa do jornal Correio do Povo com o dedo em riste (em posição ameaçadora aos seus acusadores?)no dia seguinte à sessão da Assembleia Legislativa que, com o voto de seus aliados, decidiu pelo "arquivamento" do impeachment da (des)governadora.
Diga-se de passagem, a relatora do pedido de impeachment formulado pelos deputados de oposição e pela sociedade gaúcha foi a Deputada Zila Breitenbach - PSDB, uma das citadas nos relatórios do inquérito conduzido pela Polícia Federal como integrante do esquema, jamais poderia ter sido a responsável pela relatoria enão poderia ter sido esperado outro encaminhamento que não fosse o imediato arquivamento sem o aprofundamento das investigações e eventual condenação de seus próprios correligionários, ou seja, sem nenhuma isenção no processo.

Naquele momento e desde então, esse blog destaca os movimentos da sociedade civil, como os sindicatos, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST, a Marcha Mundial das Mulheres, a CUT e as Centrais de esquerda e outras associações agiram de forma contundente, mesmo com a criminalização dos movimentos sociais - tratados como selvagens e ilegitimados diante da opinião pública nos veículos de comunicação em todo o estado.
No Ato de 8 de março realizado na fronteira do estado do Rio Grande do Sul para denunciar a redução da faixa de fronteira encaminhada pelo executivo em favor da monocultura do eucalipto e das indústrias papeleiras, como a Aracruz e a Stora Enso, centenas de mulheres e de crianças manifestantes foram mantidas presas e sofreram violência e privações durante mais de 12 horas, detidas por policiais truculentos - agindo em acordo com as ordens do Comandante Coronel Mendes da Brigada Militar, com anuência explítica da governadora.
O descaso com a sociedade civil organizada, a desconsideração com sindicatos e movimentos sociais, e o desrespeito ao diálogo foi marca de toda essa nefasta administração.
Os movimentos então, saíram às ruas. Nesse contexto, mobilizados em todo o estado e diante do assassinato do companheiro agricultor Edson Brum, atingido pelas costas por um tiro de arma em poder da Brigada Militar e diante da atitude sempre violenta das forças policiais sobre todos os trabalhadores e trabalhadoras que tomaram sem cessar a Praça da Matriz, a sociedade gaúcha preparou sua resposta.

Salve a brilhante atuação dos Servidores Públicos, que não poderiam agir de forma diferente em relação à crescente perda de direitos que foi operada pela senhora (des)governadora. Reuniram-se em Foro Estadual e operaram atos em conjunto pela garantia de direitos conquistados e contrariamente aos sucessivos projetos de lei enviados pelo Piratini cujo objetivo era o de ceifar direitos dos servidores estaduais.
Parabéns ao CPERS sindicato, ao SIMPE-RS, ao Sindicaixa, ao Sindsepe-RS, aos bancários do Banrisul e às diversas outras entidades e trabalhadores(as) que, junto à CUT e as demais Centrais de Trabalhadores ligadas à esquerda trabalharam muito para denunciar os demandos desse governo, combatendo de forma desigual os excessos da imprensa em torno da manutenção da impávida figura da (des)governadora.

Somente essa forte proteção dos meios de comunicação é que justifica a votação - no entendimento desse blog - de algum gaúcho desatento no projeto de desmantelamento do Estado e de favorecimento às elites que o PSDB defende e executa no Rio Grande desde o início dessa gestão.

Esse blog espera, por fim, como é a esperança de 54 por cento dos gaúchos que votaram em Tarso Genro no primeiro turno, de forma inédita, que a transição ocorra da melhor forma possível, sem que a equipe do atual governo crie ainda mais obstáculos para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul.

Adeus governadora.
Já vai tarde, Yeda.

Fonte: http://vitalbarbosa.blogspot.com

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

A Verdadeira História dos Genéricos, Mais Uma Farsa do Sr. José Serra


Um vídeo sobre saúde do PSBD, veiculado em 2004 e ainda disponível para exibição no site do partido, afirma: não faz muito tempo que só existiam no Brasil remédios de marca, muitos caros, que não eram para todo mundo. Aí, um partido feito por gente séria e responsável decidiu mudar isso e criou os genéricos. Junto com os remédios mais baratos, criou também…
Também em 2004, num vídeo de 30 segundos, José Serra, então presidente nacional do partido, declara: o PSDB implantou os genéricos.
Desde a última segunda-feira, dia 9, inserções de propaganda do PSDB, que faz 25 anos, estão no ar. Na que aparece o governador José Serra é dito que os genéricos completam 10 anos. Ela se refere evidentemente à época em que Serra esteve à frente do Ministério da Saúde.
Todas as pessoas mais esclarecidas tinham certeza ou, no mínimo, desconfiavam de que a propaganda dos genéricos não correspondia à verdade dos fatos.
“Serra, pai dos genéricos? PSDB, criador dos genéricos? Assumir como deles é um embuste! Se fizerem isso de novo, eu denuncio”, prometeu o verdadeiro pai dos genéricos, o médico Jamil Haddad, falecido em 11/12/2009, ex-deputado federal, ex-prefeito do Rio Janeiro e ministro da Saúde de outubro de 1992 a agosto de1993, no governo Itamar Franco. “Em política, a traição é uma norma. Só não se sabe a data.”
Serra e o PSDB reincidiram. Jamil, presidente de honra do Partido Socialista Brasileiro (PSB), cumpriu a palavra. Em reportagem publicada nesse sábado, dia 13, no blog Os amigos do Presidente Lula, ele detalha a história.
“Já tentei denunciar isso várias vezes na grande imprensa, mas ela faz vista grossa”, revela a esta repórter. “É só pegar o decreto 793 de 5 abril de 1993 para descobrir a verdade. Eu baixei-o junto com o presidente Itamar, criando os medicamentos genéricos no Brasil”.

O decreto 793 de 5 de abril de 1993, do Ministério da Saúde, assinado por Jamil Haddad, está aqui. A indústria farmacêutica ignorava o governo, fazia o que queria, aumentava os remédios de marca ao bel prazer. A situação tornou-se insuportável. A produção dos genéricos era o caminho. Desde 1981, aliás, a política da OMS era estimular a produção dos genéricos como alternativa para assegurar a disponibilidade de medicamentos essenciais a preços mais baixos à população. Tanto que, em 1993, já eram realidade há muito tempo em vários países, como Estados Unidos, França e Itália.

“Em 1991, o médico e deputado Eduardo Jorge [na época, no PT-SP] havia apresentado à Câmara Federal projeto propondo a fabricação dos genéricos no País”, detalha Jamil Haddad. “Em 1993, já no Ministério da Saúde, vi que o projeto continuava na gaveta da Câmara e, ao mesmo tempo, a OMS nos solicitava a liberação dos genéricos. Consultei a assessoria jurídica do Ministério da Saúde que disse não haver necessidade de a autorização ser feita por lei. Podia ser por decreto. Eu preparei-o, levei ao presidente Itamar, que assinou junto comigo.”

“Na prática, em 1999, quando a lei foi aprovada e o Serra era o ministro da Saúde, genéricos já estavam sendo fabricados no Brasil”, enfatiza Jamil Haddad. “A lei de 1999 é apenas a regulamentação do decreto que já existia. O projeto aprovado foi um substitutivo que apresentei ao do Eduardo Jorge e que recebeu uma porção de emendas. Hoje, os genéricos são uma realidade no País. Até o laboratório multinacional Merck, Sharp & Dohme, que fez campanha feroz contra mim naquela época, entrou violentamente no mercado dos genéricos, como já fazia no restante do mundo. Você acha que ia deixar de comer uma fatia desse bolo?”

Foto: www.cultureba.com.br

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Mulheres unem centrais sindicais para apoiar Dilma


As sindicalistas das seis maiores centrais brasileiras (CTB, CGTB, CUT, Força Sindical, NCST e UGT) estão unidas para eleger Dilma Rousseff a primeira presidenta do Brasil.
Nesta terça-feira (17) elas declaram esse apoio formalmente à nossa candidata, durante uma atividade em São Paulo. O evento - organizado pelo comitê suprapartidário da coligação Para o Brasil Seguir Mudando - está marcado para às 10h30, na Casa de Portugal, com a participação de centenas de trabalhadoras.

Vamos mobilizar nossa militância na internet e fazer uma cobertura colaborativa desta importante mobilização. Publique textos no seu blog, suba fotos, vídeos e compartilhe sua opinião por meio de redes sociais como o #dilmanarede, Twitter, Orkut e Facebook.
O evento será transmitido ao vivo pela rede mundial de computadores através do portal: www.dilma13.com.br e pela rede social: www.dilmanarede.com.br.

Acompanhe a atividade também pelos nossos twitters: @dilmanarede, @dilmanaweb, @galera_dilma, @mulheres_dilma e @participabr.

Vamos tod@s conectad@s com Dilma pelo Brasil! Juntos faremos a melhor cobertura desta eleição!

Fonte: Equipe Dilma13

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Marcadas para 17 de agosto as eleições no Sintrajufe

Estão marcadas para o dia 17 de agosto as eleições para a Diretoria Colegiada e o Conselho Fiscal do Sintrajufe. A comissão eleitoral, responsável pela condução do pleito e eleita em assembleia geral realizada dia 10/4, no auditório das Varas Trabalhistas de Porto Alegre, definiu a data em reunião realizada no último dia 13 de julho (veja edital aqui).

A comissão estipulou a data cumprindo as deliberações da categoria aprovadas nas assembléias gerais de 12 e 28 de maio de 2010 e considerando a suspensão do processo de greve no Judiciário Federal, decidido em 9 de julho. Integram a comissão Alberto Freire Ledur (Simpe/RS), Joel Fernandes Canto (Sind. dos Metalúrgicos de Canoas), Carlos Eduardo Miranda Alves (Sindsepe), Regina Abraão (Semapi) e Almerindo Cunha de Souza (Simpa). Estão na suplência Osvaldir Rodrigues da Silva (Sindjus/RS) e Claudir Nespolo (Sind. dos Metalúrgicos de PoA). Eles foram eleitos, proporcionalmente, em chapas apresentadas na assembleia.

A inscrição de chapas poderá ser feita na sede do Sintrajufe até o dia 19 de julho de 2010. A Secretaria da Comissão Eleitoral funcionará de segunda a sexta-feira no horário compreendido entre as 10 horas e 18 horas. Estão aptos a votar nas eleições todos os servidores sindicalizados até o dia 19 de maio de 2010 e que estejam em dia com suas obrigações sindicais. Até o fechamento desta edição este número totalizava 4.843 servidores.
Fichas de qualificação para as inscrições podem ser acessadas na página do sindicato.

Fonte: www.sintrajufe.org.br

Herdeiro do Grupo RBS estupra menina de 14 anos em Santa Catarina

Caros leitores,

Estamos nos dirigindo a vocês, por ser nosso único meio de comunicação ainda livre de controle da informação falada e escrita, especialmente para o nosso caso de Florianópolis onde o domínio é total pela RBS que controla tudo.

Somos um grupo de mães do tradicional Colégio Catarinense de Florianópolis. É de conhecimento geral de que se trata de um colégio no qual estudam os filhos das famílias mais tradicionais, influentes e ricas de nossa Cidade, ou seja, a chamada “elite” Florianopolitana. Neste momento em que escrevemos isso estamos profundamente envergonhadas, pois este colégio está se tornando uma escola formadora de alunos pedantes, arrogantes, sem escrúpulos, sem noção do que é certo ou errado, pois esta escola está travestida de uma impunidade para os atos de seus alunos de pais influentes.

- Já não bastassem que há anos existam drogas circulando pelas dependências da escola, trazidas e servidas pois filhos de pais influentes;

- Já não bastassem que há anos acontece de tudo nas dependências da escola, como cheirar, fumar todos os tipos de fumo, transar, bater e intimidar os mais fracos;

- Já não bastassem as gangues famosas do Catarinense ameaçando os próprios alunos que não fazem parte, ou andando pela cidade ameaçando alunos de outras escolas, ou nas baladas cantando de galos, ou lutando entre si até sangrarem como já apareceu na TV;

Como se isso não bastasse, sem que nós pais pouco ou nada pudéssemos fazer junto a Direção do Colégio para que tomassem uma atitude com essa permissividade absurda que estava crescendo nas dependências da escola, principalmente em relação a esses filhos dessa elite maldita de nossa Cidade, agora temos um estupro de uma de nossas adolescentes. Isso mesmo, uma aluna do Colégio Catarinense foi brutalmente estuprada por três colegas, igualmente com 14 anos cada e colegas do mesmo colégio.

Tomamos essa medida de contar esta história que aconteceu há poucos dias (hoje é 28/06/2010), mas que está sendo abafada pela imprensa, porque um dos alunos estupradores é o filho de 14 anos do Sr. Sérgio Sirotsky, um dos Diretores da RBS TV e o outro é o Bruno, filho de um Delegado de Polícia da Cidade. O outro aluno ainda não conseguimos levantar. Quanto ao nome da adolescente, não divulgaremos a pedido da família que está em choque. O que podemos divulgar é que a garota fez o exame de corpo de delito e o processo esta correndo em sigilo (o sigilo não foi pedido pelos pais da garota e sim pelo Delegado e pelo Sr. Sérgio Sirotsky pra preservar os delinqüentes e estupradores de seus filhos).

O caso ocorreu porque a menina terminou o namoro com o filho do Delegado, aí os amigos resolveram se vingar da garota. Encontraram com ela no Shopping Beira Mar, colocaram alguma droga na sua bebida (parece que foi a droga Boa Noite Cinderela) e a levaram para o apartamento da Mãe do filho do Sérgio Sirotsky que fica bem próximo ao Shopping Beira Mar. No quarto do garoto, os três estupraram a garota de todas as maneiras possíveis, até introduziram um controle remoto na vaggilina. Quando estavam estrangulando a garota, a mãe (ex mulher do Sérgio Sirotsky) entrou no quarto. Disseram que em princípio, e acreditamos que sim, pois deve ter sido uma cena grotesca e inimaginável para qualquer pai ou mãe, teve um ataque e bateu muito nos garotos e principalmente no filho. Porém passado o choque inicial, ela deve ter pensado nas conseqüências terríveis do ato de seu filho e resolveu protegê-lo. A garota ainda estava desacordada, então ela vestiu a menina, enrolou um cachecol em volta de seu pescoço para esconder as marcas e ligou para a mãe da menina dizendo: “Venham buscar sua filha, pois sabe como são esses adolescentes, fizeram uma festinha aqui em casa na minha ausência, andaram bebendo e se passando, ela está meio bêbada e caindo pelas tabelas.” Os pais foram buscá-la e a levaram para casa desacordada, porém aos poucos ela foi acordando e começou um choro desesperado e a falar coisas desconexas beirando ao histerismo. A mãe apavorada com o comportamento da filha, tentando acalma-la e ao tirar o cachecol viu as marcas no pescoço da filha em choque sem saber o que pensar ou dizer levaram imediatamente a filha ao médico e lá chegando o mundo foi caindo para esta família. Depois do médico foram orientados a ir a Polícia e a fazer o exame de corpo e delito.

Desnecessário dizer que os pais da garota receberam o telefonema do todo poderoso da RBS para que resolvessem esse “problema” e forma discreta, pois a final era o futuro de “seus” filhos que estava em jogo.

Pergunta: Qual futuro está em jogo???? Da garota estuprada ou dos garotos estupradores?????

Resposta: A garota irá sofrer muito com certeza e juntamente com toda a sua família, mas irá superar porque o mal não está com ela. Agora, esses garotos estupradores e quase assassinos, porque se a mãe não tivesse chegado a tempo eles teriam matado a menina, esses não têm mais jeito, esses estão marcados pro resto da vida têm que ser punidos, pois se não forem continuarão a fazer isso com outras meninas respaldados por essa impunidade garantida pelos seus pais poderosos.

Divulguem isso por favor, nos ajude a impedir que mais essa aberração desses garotos passe impune. Que aliás não é a primeira vez que esses garotos aprontam, são uns delinquentes, prodígios de bandidos.

Assinado: Mães indignadas do Colégio Catarinense

Fonte: http://meliorblog.blogspot.com/2010/06/estupro-de-menina-por-tres-rapazes.html

quinta-feira, 18 de março de 2010

Encerramento da 3a Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres será nesta quinta, dia 18

A primeira etapa da 3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres está chegando ao fim. A mulherada encerra a caminhada de Campinas a São Paulo na tarde desta quinta-feira, 18, depois de dez dias de marcha e muitas oficinas de formação.

A atividade foi marcada por diversos momentos de emoção das militantes, como a calorosa recepção feita pelas 70 mulheres que trabalharam na cozinha em Cajamar. O relato de quem estave lá é que o momento emocionou à todas, já que a caminhada diária só foi possível graças aos alimentos produzidos pela companheiras.

As gaúchas da Marcha Mundial das Mulheres relatam que todas as atividades são muito produtivas, já que a troca de experiências fortalece a militância e a luta, que deve ser permanente, mas que em 2010 prevê uma extensa agenda.

Por onde passam as marchantes contam que são muito bem recebidas e, a cada dia, mais e mais paulistas se somam ao percurso. Somente hoje mais de 50 gaúchas se somaram a atividade, que culminará com um ato no final da tarde de quinta-feira, 18, em São Paulo, no estádio Pacaembu.

No retorno das companheiras ao sul faremos um bate-papo mais detalhado para contar os bastidores da Ação, além de uma avaliação dos dez dias de atividades.

Luciana Borba
Assessora de Imprensa

quinta-feira, 4 de março de 2010

Criada a ALTERCOM - Associação da "OUTRA" Mídia


Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação.
Esse foi o nome aprovado no sábado, para a entidade que deve reunir editoras, sites, produtoras de vídeo, de rádio, revistas, jornais, blogueiros, agências de comunicação e tantos outros que não se sentem representados pelo condomínio comandado por Abril/Globo/Folha/Estadão, nem tem peso econômico para atuar junto às grandes teles.

O nome fantasia da nova associação será ALTERCOM.

A entidade é fruto de quase seis meses de debate. Mais que tudo, é fruto da experiência concreta.
A ALTERCOM surgiu como resultado das articulações iniciadas durante a Confecom - Conferência Nacional de Comuncação. (Brasília - de 14 a 17 de dezembro de 2009)
Como já escrevi aqui, um grupo de pequenos empresários da comunicação conseguiu eleger uma bancada de 20 delegados por São Paulo, para participar da Confecom.
O grupo, conhecido como G-20, não se alinhava nem com as teles (conglomerados milionários que chegaram ao Brasil recentemente, e também estão em guerra contra os velhos barões da mídia), nem com o setor tradicional de jornais/revistas e radiodifusão no Brasil.
O G-20 ajudou a aprovar muitos princípios importantes na Confecom - incluindo a criação do "Conselho Nacional de Comunicação".
A turma do G-20 percebeu, então, que havia espaço e necessidade para se criar uma entidade que articulasse permanentemente esse setor.
No último sábado, o G-20 ficou maior. Um grupo de 40 ou 50 pessoas (o pessoal da "CartaMaior" deve divulgar depois um balanço mais detalhado) se reuniu em São Paulo e tomou a decisão de criar a entidade, que terá uma dupla função: defender as posições políticas e os interesses econômicos dos pequenos empresários (alguns nem tão pequenos assim) e dos empreendedores individuais da comunicação.

Defender as posições políticas significa participar do debate nacional. Exemplo: se a ABERT (que representa a Globo) ou a ANER (que representa a Abril, basicamente) divulgam uma carta criticando a Confecom, por atentar contra a "liberdade de expressão", nossa entidade poderia fazer o contraponto, em nomes dos empresários e empreendedores que não se alinham com o grande capital.
A defesa dos intereses econômicos significa luta para que a repartição das verbas públicas de publicidade seja mais justa, ajudando a incentivar uma diversidade maior de vozes no Brasil.
Num segundo momento, pode significar também uma articulação para que os pequenos conquistem parte da verba dos grandes anunciantes privados - por que, não?
Alguns dos presentes na reunião do último sábado propuseram que a entidade trouxesse em seu nome a marca da "midia alternativa". Queriam que a entidade fosse a Associação da Midia Alternativa. O argumento é que essa marca "alternativa" é usada no mundo todo, e seria também uma referência à "imprensa alternativa" (jornais como Opinião, Movimento, Pasquim, Em Tempo, EX, e tantos outros) que cumpriu papel importante na passagem dos nos 70 para os 80 no Brasil.
Mas a maioria preferiu manter essa marca de "alternativo" fora do nome, por entender que poderia trazer a impressão de algo precário, sem qualidade. No Brasil atual, quando falamos em "alternativo", muita gente pensa em algo feito de improviso, sem muita técnica.
Sabemos que não é uma visão justa. Mas a maioria preferiu deixar claro que esse grupo não reúne gente amadora, mas um pessoal disposto a comprar a briga com os grandes - de forma séria, competente, e profissional sempre que possivel.
De toda forma, a referência ao "alternativo" de outros tempos ficou implícita na sigla - ALTERCOM.

O "alter" pode ser lido também como "outro", diferente. E aí há uma associação direta com a idéia do "outro mundo é possível" - tão presente no Forum Social Mundial.
Não vou me adiantar mais. Até porque tudo isso deve constar da carta de princípios e do estatuto da entidade - que devem estar prontos em 15 dias. Aí, nova assembléia será convocada, para aprovação oficial da ALTERCOM.
A idéia é que dela façam parte revistas (como "Caros Amigos" e "Fórum"), sites (como "CartaMaior"), editoras (como "Boitempo" e "Paulinas"), webTVs (como "allTV"), jornais do interior (como "ABCD Maior"), além de agências de comunicação e produtoras de conteúdo para cinema, teatro, rádio. Todas essas são empresas constituídas, de forma convencional, com CNPJ, funcionários, sede, contrato em cartório. O que as diferencia é o conteúdo que oferecem, e o posicionamento político de seus proprietários.

Mas a ALTERCOM vai abrir espaço também - e aí, parece-me, está um grande diferencial da nova associação - para centenas de "empreendedores" individuais surgidos nos últimos anos no Brasil. Quase todos são blogueiros (como esse "Escrevinhador") que ajudaram a quebrar a lógica da comunicação verticalizada.

Blogueiros como Eduardo Guimarães ("Cidadania.com"), Marcelo Salles ("Fazendo Media") e Luiz Carlos Azenha ("VioMundo") já avisaram que vão participar da ALTERCOM.

Quem se associar pagará uma pequena contribuição (certamente, haverá valores diferenciados para "empresas" e "empreendedores individuais").

A ALTERCOM pretender ser uma entidade nacional, aberta. Pode ser um embrião para muitas experiências inovadoras. Tenho certeza.

Em 20 ou 30 dias, ela deve estar funcionando oficialmente, com registro em cartório, site, escritório de representação.

Blogueiros de todo o pais que quiserem participar devem ficar atentos. Em duas semanas, teremos mais novidades.

Rodrigo Vianna
Fonte: Blog do Escrevinhador

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Confecom e o Debate de Comunicação no Brasil



Em clima de muita expectativa e tensão, teve início na noite de segunda-feira, 14/12, a I CONFECOM - Conferência Nacional de Comunicação, no Centro de Eventos Ulysses Guimarães, em Brasília. Distante de ser a conferência desejada pela maioria da população envolvida nas Comissões Pró-Conferência nos Estados, na qual se possibilitasse amplamente o debate a sinalização pela efetiva mudança nas regras de comunicação do país, ainda assim a presença foi massiva nos três segmentos.
A sociedade civil, o poder público e a sociedade civil empresarial vieram para defender seus interesses nos quatro dias de conferência.
A abertura da I CONFECOM teve a presença do Presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, do Ministro das Comunicações Hélio Costa-PMDB/MG, do Ministro Luis Dulci e Franklin Martins e do Presidente da Comissão Nacional de organização da I CONFECOM, Marcelo Bechara, do Presidente da Câmara dos Deputados Michel Temer-PMDB/SP, do Presidente da ABRA (Rede Bandeirantes) Saad, Celso Schröder, Coordenador Nacional do FNDC, e, na mesa, a única mulher presente, pela CUT, Secretária Nacional de Comunicação, Rosane Bertotti.

Celso Schröder, a quem coube abrir a conferência, pontuou os momentos que foram trilhados até a chegada a esse momento, com tentativas de sabotagem de empresários como a ABERT, ADJORI e de outras empresas, que não levaram adiante a discussão e organização das regras da Conferência para evitar que se aprovasse uma nova legislação no setor que pudesse eventualmente afetar seus interesses.
O ministro das Comunicações Hélio Costa foi vaiado demoradamentre pelo plenário durante seu discurso, tergiversando acerca de questões centrais para a comunicação, como o enfrentamento direto à concentração de propriedade nos veículos, o mesmo ocorrendo com o representante da Rede Bandeirantes (ABRA).
O Presidente Lula abriu a Conferência com um discurso que não empolgou, embora houvesse clareza do momento histórico em que se realizava o evento. Lula salientou que a importância da conferência estava reconhecida pelo poder público, que se submetia a participar com a representação de apenas 20 por cento do total de votantes, ficando os demais 80 por cento divididos em 40 por cento para a sociedade civil e 40 por cento para o empresariado.

Os trabalhos seguem até o dia 17, quando serão votadas todas as propostas, totalizando mais de 6 mil, vindas das Conferências Estaduais de todas as regiões do país.
Entre os delegados eleitos do Estado do RS estavam Cristina Feio de Lemos, Diretora de Comunicação do Sintrajufe-RS e Vital Barbosa, Ecetista e Diretor da Secretaria de Saúde do Trabalhador do SINTECT-RS.


Veja mais fotos da Abertura da I CONFECOM


Fonte: http://vitalbarbosa.blogspot.com

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

CONECOM RS - Conferência Estadual de Comunicação elege delegados do Estado



A Conferência Nacional de Comunicação tem como premissa a realização das Etapas Estaduais da Conferência, tendo em vista que o Regimento Interno, publicado pelo Ministério das Comunicações em 03 de setembro, não reconhecia as etapas estaduais como eletivas de representantes para as demais fases do debate.
A Etapa Estadual no Estado, inicialmente marcada para os dias 03 e 04 de novembro, foi adiada pela Assembleia Legislativa para os dias 17 e 18 de novembro, no Auditório Dante Barone. Para a mesa de abertura, foram indicados representantes dos segmentos da sociedade civil, sociedade empresarial e do poder público.
Quando do início dos trabalhos, verificou-se, mais uma vez, que, na abertura do evento, não haveria nenhuma mulher na mesa como representante de nenhum dos segmentos.
Esse problema foi destacado pela Comissão Rs Pró-Confecom, a qual vem trabalhando incessantemente pela realização dos debates em todo o Estado e compõe a Comissão Nacional Pró-Confecom. Apesar de essencialmente composta por mulheres, o que ocorre normalmente é que essas companheiras não recebem oportunidades e espaço nos momentos de maior destaque, coroando a mobilização e retirando as mulheres da invisibilidade.
A partir das negociações havidas com os organizadores do Poder Público, o que obtivemos foi a inserção de uma mulher na mesa de abertura. A Diretora da Secretaria de Comunicação do Sintrajufe, Cristina Feio de Lemos, que atua como membro efetivo da Comissão Estadual de Organização da Etapa RS da Confecom, da MMM - Marcha Mundial das Mulheres e da Direção Estadual da CUT, para, minimamente, representar a voz feminina, reconhecendo que a quantidade estaria muito abaixo do desejado pelos movimentos sociais.
O Presidente da ALERGS, Ivar Pavan, deputados Adão Villaverde, Raul Carrion, Miki Breier, os representantes da FENAJ, José Carlos Torves e da Abraço, Clementino Lopes, o palestrante convidado, Ottoni Fernandes Jr., da secretaria de Comunicação da Presidência da República, Renato Martins, diretor regional sul do Grupo Bandeirantes e Celso Schröder, Superintendente de Comunicação da ALERGS, compunham a mesa.

Na explanação do Presidente da Comissão Estadual, Celso Schröder, foi reforçada a importância da mobilização dos Movimentos Sociais e o esforço conjunto entre a Sociedade Civil, o Poder Público e os empresários para a realização das etapas preparatórias em todo o estado e na realização dessa Etapa Estadual. O representante das Rádios Comunitárias, Clementino Lopes, em seu discurso, explicitou a situação de marginalidade em que se encontram os companheiros das rádios comunitárias, declaradas ilegais pela legislação atual e perseguidos pela Polícia Federal. A falta de debate com a sociedade sobre o papel das rádios comunitárias só favoreceu às grandes empresas de radiodifusão. Clementino registrou a criminalização de muitos profissionais do setor e a apreensão de equipamentos que vem acontecendo, mesmo enquanto o processo de pedido de outorga adormece nos corredores do Ministério das Comunicações, o qual retirou sua representação em cada estado e centraliza em Brasília, com muito poucos servidores, todos os procedimentos de outorga.
Cristina pontuou que a categoria do Judiciário Federal entraria em greve no dia seguinte, 18 de novembro, mas que esse fato seria um grande segredo para a mídia no Rio Grande do Sul e no país. Segredo porque deliberadamente não há espaço para as lutas sociais na grande mídia, há um grande pacto de silenciar quanto aos seus pleitos e de reforçar sempre a posição do status quo. Ela criticou a invisibilidade dos(as) trabalhadores(as), das populações indígenas, da população negra, das mulheres e do movimento LGBTT em todos os meios de comunicação de massa no país.
Registrou, ainda, a crítica à dura repressão da brigada militar aos movimentos sociais no Rio Grande do Sul. Lembrou que a mídia nacional exibiu para todo o Brasil a atitude de protesto dos Trabalhadores Rurais sem Terra, na Cutrale, quando arrancaram pés de laranja, para denunciar a ocupação de terras ilegalmente naquela fazenda e a exploração para exportação e lucro por parte dos empresários, vitimizados no processo. Cristina registrou, desde a saudação, a representação das trabalhadores e dos trabalhadores na construção do país e que a estrutura dos meios de comunicação no Brasil, extremamente concentrado em algumas famílias, pois não refletia a maioria da população e não traduz os seus anseios.


No dia 18 de novembro, seguiram os trabalhos da Conferência, com a realização dos debates e dos grupos de trabalho e propostas. No turno da tarde, foram eleitos os 86 delegados do RS, sendo 38 da sociedade civil, 38 do empresariado e 10 do poder público, com o quorum de dois participantes para cada delegado eleito. Na votação final, foram eleitos os delegados da sociedade civil, com 149 votantes, os do empresariado com 109 e o poder público com 19 participantes. Para a contagem, houve o recolhimento dos crachás dos participantes, registrado na foto.
As teses apresentadas seguirão, na íntegra, para a Confecom, pois o regimento veda a votação e alteração de propostas na Etapa Estadual.

A categoria dos Jornalistas, profissionais que tiveram a legislação referente à obrigatoriedade do diploma derrubada no Supremo Tribunal Federal registraram seu protesto colocando diversos cartazes retratando e demonizando os ministros do STF (foto). Em todas as intervenções, esses profissionais enfatizaram que buscarão de todas as formas recompor essa legislação e garantir o exercício da profissão de Jornalista mediante e a exigência do diploma universitário.

Clique aqui para ver fotos da Conferencia RS

domingo, 6 de dezembro de 2009

Debate Pré-Conferência Estadual na FABICO em 11/11/2009


No dia 11 de novembro, a Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação - FABICO, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul foi ponto de encontro para o debate em torno dos meios de comunicação e de suas estruturas no Estado, no país, na América Latina e no mundo. A partir das 9:30 h o auditório da FABICO reuniu estudantes e profissionais da comunicação para analisar o cenário que antecede a Etapa RS de Comunicação.

Release do debate na FABICO:

Sabia que comunicação não é só um curso superior, um produto, um campo de conhecimento acadêmico que estuda os processos de comunicação humana, um processo através do qual elementos de determinados grupos compartilham códigos e significados e tornam comuns ativos de informação ou conteúdos, a transmissão de uma mensagem - exposição oral ou escrita - sobre determinado tema?

COMUNICAÇÃO É DIREITO HUMANO!*
Sabia que cerca de 80% das informações que os gaúchos e gaúchas consomem provém de um mesmo grupo empresarial controlado por uma única família?

Sabia que as leis brasileiras proíbem o monopólio dos meios de comunicação e que uma mesma pessoa tenha canais de TV e rádio num mesmo Estado? (Parece que a mídia não gosta muito de leis...)

Sabia que a “Lei dos Meios”, aprovada na Argentina recentemente, dividiu o espectro de radiofrequência, onde se localiza o canal utilizado por uma emissora de rádio ou televisão, em três partes iguais, sendo que um terço ficou reservado para a sociedade civil não-empresarial e sem fins lucrativos (igrejas, sindicatos, universidades, ongs, entidades comunitárias, entre outros), e o restante para o setor público-estatal e grupos privados com fins comerciais?

E que essa mesma lei diz que a publicidade infantil não deve incitar a compra de produtos, e institui um limite 20% do tempo diário de um canal para toda a publicidade?

Sabia que nos dias 17 e 18 de novembro acontecerá a Conferência Estadual de Comunicação, na qual serão eleitos delegados que participarão da Etapa Nacional?

Sabia que de 14 a 17 de dezembro, em Brasília, acontecerá a I Conferência Nacional de Comunicação? (Há boatos de que ela é fruto de uma antiga luta pela democratização da comunicação...)

Sim? Não? Então venha discutir conosco!

A luta pela democratização da comunicação e a 1ª Conferência Nacional de Comunicação

Quando? 11 de novembro, quarta-feira, das 8h30 às 12h.

Com quem?

Bruno Lima Rocha, possui graduação em Comunicação Social Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2001), mestrado e doutorado em Ciência Política pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (respectivamente, 2004 e 2009), professor (Comunicação/Unisinos), atua nos seguintes grupos de pesquisa: Emerge (UFF-IACS), Nupesal (UFRGS-IFCH) e Cepos (Unisinos-PPG Com), editor do sítio Estratégia e Análise e militante da Abraço (Associação Brasileira de Rádios Comunitárias).

Eduardo Vizer, possui graduação em Licenciatura Em Sociologia pela Universidad de Buenos Aires (1969) , especialização em Psicodrama Terapêutico e Pedagógico Grupal pelo Associação Argentina de Psicodrama e Psicologia de Grupo (1982) , especialização em Teorias da Comunicação Lingüística e Semiologia pelo Instituto Di Tella (1971) , doutorado em Sociologia pela Universidade de Belgrano (1983) , pós-doutorado pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (2004) , pós-doutorado pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (2003) , pós-doutorado pela University of Massachusetts at Amherst (1987) , pós-doutorado pela University of Massachusetts at Amherst (1986) , pós-doutorado pela Universidade de Bonn (1985) e pós-doutorado pela Mcgill University (1989) . Atualmente é Consulto (Catedrático) da Universidad de Buenos Aires, professor titular da Universidade Nacional de La Pampa, Professor Visitante da Universidade Católica da Argentina, Consultor da Universidade Federal Fluminense, Professor Visitante da Universidade Federal Fluminense, do Instituto Euvaldo Lodi de Santa Catarina, Coordenador do Organização das Nações Unidas Para Educação Ciência e Cultura, Membro de corpo editorial do Contracampo (UFF), Membro de corpo editorial da Rastros (Joinville), Membro de corpo editorial da Em Questão (UFRGS), Membro de corpo editorial da InTexto e Membro de corpo editorial da Debates do NER (UFRGS). professor e pesquisador da Faculdade de Ciências Sociais do Instituto Gino Germani da Universidade de Buenos Aires (UBA).


Cristina Feio de Lemos, professora (Letras/UFRGS), Servidora pública federal, Diretora da Sec. Comunicação do Sintrajufe-RS, Diretora Estadual da CUT-RS, militante da Marcha Mundial das Mulheres e membro da Comissão Rs Pró Conferência Nacional de Comunicação e da Comissão Estadual de Organização da Confecom-Etapa RS

Onde? Auditório da Fabico (Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação) da UFRGS - Ramiro Barcelos, 2705 - Porto Alegre - RS
--
Ana Lúcia Behenck Mohr
Jornalismo-UFRGS

Fotos: Vital Barbosa

Reuniões Ordinárias da Comissão Organizadora da Etapa RS CONFECOM

Na tarde da quinta-feira, 29 de outubro, a COE-RS, com a participação de segmentos da sociedade civil organizada, entre elas o Sintrajufe-RS, com a participação da Diretora da Secretaria de Comunicação, Cristina Lemos, a CUT-RS, o Conselho Regional de Psicologia, a Abraço-RS, o FNDC e outros, reuniu-se novamente nas dependências da Assembleia Legislativa para a finalização dos procedimentos de organização da Conferência Estadual de Comunicação. Segundo os presentes, os moldes serão os delimitados pela Comissão Organizadora Nacional, conforme definido pela Resolução nº 08. Dessa forma, ficaram definidas algumas premissas para os organizadores, em consenso entre os segmentos do poder público, sociedade empresarial e sociedade civil: a indicação de 3 palestrantes por segmento, para a composição das 3 mesas de debates, a indicação de membros para as subcomissões de credenciamento e eleitoral e, também, para a coordenação dos trabalhos em cada chapa na Plenária Final. Ficou acordado que cada um dos segmentos teria liberdade de formação e condução do processo eleitoral, desde que atendidas as normas do Ministério das Comunicações e do Regimento Interno da CONFECOM.
Devido ao maior acúmulo de conhecimento do segmento dos movimentos e entidades sindicais, conseguimos a fixação de dois períodos para credenciamento, em turnos diferentes, o que vai possibilitar maior participação da sociedade gaúcha: no dia 17 de novembro, na abertura, no período da noite (das 19 às 21 horas) e no dia 18 de novembro, das 8:30 às 14 horas, momento em que se encerrará o cadastramento dos participantes e a comissão tripartite se reunirá para resolver questões omissas e eventuais recursos.

Notícia na página da AL-RS - Fonte: www.al.rs.gov.br

A 1ª Conferência Estadual de Comunicação acontece nos dias 17 e 18 de novembro, no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa. A abertura do evento ocorre, às 19h, de terça-feira (17) e as atividades continuam na quarta-feira (18) durante todo o dia.
 
A 1ª Conferência Estadual de Comunicação elegerá delegados do Rio Grande do Sul que participarão da Conferência Nacional. O critério de proporcionalidade estabelece que 40% dos delegados representarão os movimentos sociais, 40% os empresários de comunicação e 20% os poderes do Estado, no caso gaúcho, a Assembleia Legislativa. Durante o evento, haverá a apresentação de paineis em torno de três eixos temáticos: Produção e Conteúdo; Meios de Distribuição; e Cidadania - Direitos e Deveres.
 
Reunião
Na terça-feira (3), a Comissão Organizadora da 1ª Conferência Estadual de Comunicação realiza nova reunião, às 9h, na Sala Alberto Pasqualini, 4º andar. No encontro, ocorrem outras deliberações sobre a 1ª Conferência Estadual de Comunicação.

As reuniões da COE-RS aconteceram ainda nos dias 05/11, 09/11 e 12/11. A Comissão RS Pró-Confecom, por outro lado, permaneceu se reunindo para a organização da delegação e da Conferência todas as quintas-feiras, 19 horas, na Assembleia Legislativa e no Sindicato dos Jornalistas. As derradeiras reuniões para coletivizar a representação das entidades nas indicações para a delegação do Estado se deu nos dias 17 - à tarde - e no dia 18, no intervalo do almoço, entre todos(as) os construtores do processo da Confecom no RS.

sábado, 28 de novembro de 2009

Entrevista à Rádio Fenajufe - Comunicação Sindical e I CONFECOM


No dia 21 de outubro, a Diretora Cristina Feio de Lemos concedeu entrevista à Rádio Fenajufe, após a realização da I Conferência Livre de Comunicação de Porto Alegre, na sede do sindicato dos bancários

http://www.fenajufe.org.br/port/noticias/programas/entrevistas/entrevistas.asp

Fonte: www.fenajufe.org.br

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Sintrajufe visita São Jerônimo

Na mobilização pela Revisão Salarial e seguindo o reteiro das visitas aos setores das Justiças Federal, Trabalhista e Eleitoral no interior, o Diretor Zé Carlos e a Diretora Cristina Feio de Lemos, do TRF e da JF, visitaram a Vara do Trabalho de São Jerônimo, na manhã do dia 18 de setembro.
Os(as) servidores(as) aguardaram desde cedo na VT para a reunião, com a faixa pela mobilização pela Carreira já afixada na frente do prédio onde funciona o foro da cidade, refletindo a disposição dos colegas da cidade em lutar pela revisão salarial.
Os diretores conversaram com os colegas também acerca do processo de eleição dos representantes por local de trabalho, o chamado "Diretor de Base", pois o município realizaria eleição para direção de base no início de outubro.
A reunião foi bastante produtiva, esclarecendo diversos pontos da proposta montada pelos Diretores Gerais dos Tribunais Superiores (proposta em estudo durante o mês de setembro) e orientando para a mobilização até a finalização do projeto.

Os diretores do Sintrajufe passaram no foro de Guaíba, onde também puderam dialogar com os colegas da Vara do Trabalho acerca do projeto de revisão salarial, sobre o Recesso do Judiciário e sobre a Pesquisa de Saúde efetuada junto aos Juizados Especiais Federais, os quais já trabalham exclusivamente com o processo virtual.
Os servidores demonstraram interesse na implantação dos processos eletrônicos e em saber quais medidas serão necessárias quanto às mudanças nas unidades para que se efetivasse o sistema. Os diretores do Sintrajufe esclareceram alguns pontos, de acordo com a experiência obtida na Justiça Federal e nos Juizados Especiais Federais Cíveis e Previdenciários, colhidos na Pesquisa de Saúde efetuada nesse ano.

Processo de construção da Etapa RS da CONFECOM


















Na quarta-feira 16/09/09, os integrantes da Comissão RS - Pró Conferência Nacional de Comunicação, estiveram reunidos com o presidente da Assembléia Legislativa do RS, Ivar Pavan, pela parte da manhã para reforçar o pedido de convocação da Conferência Estadual de Comunicação. Tendo em vista que havia esgotado o prazo do Governo do Estado para fazer a convocação (que era até o dia 15) e neste caso a Assembléia Legislativa poderia convocar, mas o prazo é até o dia 20 (domingo), ou seja a convocação deveria sair na sexta-feira(18).
Com a intermediação do deputado Elvino Bohn Gass foi possível uma agenda rápida com Ivar Pavan que prontamente solicitou que o superintendente de Comunicação da Assembleia Legislativa, Celso Schröder, juntamente com os setores administrativos da casa recebessem a comissão e construísse um projeto de Conferência. "Com este projeto eu poderei ver as condições que temos para a realização desta atividade", assegurou Ivar.
O Superintendente de Comunicação da AL, Celso Schröder recebeu a Comissão RS - Pró Conferência Nacional de Comunicação, na parte da tarde. No encontro, foi tratado o modo como será feito o chamamento para a Conferência Estadual de Comunicação. Schröder informou à Comissão que apesar do prazo exíguo, na próxima terça-feira, dia 22, a proposta de convocação da Conferência passaria pela mesa diretora da Assembléia que através de uma "Resolução", ao invés de decreto, oficializaria a Conferência Estadual de Comunicação.
Ele também adiantou que os recursos financeiros para a realização da etapa estadual também seriam garantidos pelo Comissão Nacional da Conferência. Quanto aos locais foram sugeridas algumas possibilidades. A data para a realização ficou acordada de ser nos dias 6 e 7 de novembro. A Comissão RS preocupada com os prazos sugeriu que a comissão organizadora da etapa estadual fosse composta por oito representantes da sociedade civil, oito representantes do empresariado e oito representantes do governo.
Na quinta-feira (17/9) às 19h, haverá a reunião ordinária da Comissão Pró-Conferência, na sala Salzano Vieira da Cunha, 3º andar da Assembleia Legislativa, para tratar desta comissão e dos encaminhamento de suas atividades.
Participaram da Reunião pela comissão RS: Paulo Farias, Daiane Cerezer e Sonia Solange (CUT), Cristina Lemos (Sintrajufe), Décio Monteiro e Francisco Correia(Sindiserf), Candice Cresqui (FNDC), Luis Henrique Silveira (Engenho Comunicação e Arte), Oscar Plentz (Poa TV), Jeanice Ramos (Secretária Comissão RS).

Com informações site da CUT-RS
Foto: Daiane Cerezer

Fonte: http://rsproconferencia.blogspot.com

Audiência Pública debate a Criminalização dos Movimentos Sociais no RS




A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa atendeu ao chamado do movimento social e convocou a sociedade gaúcha para refletir sobre fatos que apontam para a Criminalização dos Movimentos Sociais no Estado, no dia 09 de setembro.
Na audiência, presidida pelo Deputado Estadual Dionilso Marcon/PT, foram trazidas manifestações realmente contundentes.
Estavam presentes representações governamentais: Rogério Sottili, da SEDH - Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, Deputados Raul Pont, Adão Villaverde e Deputada Marisa Formolo, Júlio Castro, do Ministério Público Federal; membros do Ministério Público Estadual, do comitê Estadual contra a Tortura, da Justiça Global, do MST, da MMM - Marcha Mundial das
Mulheres, do CONAM, da CUT- Central Única dos Trabalhadores, da Intersindical, da UGEIRM, do CPERS-Sindicato, do Sindisepe, do SEMAPI, SIMPA, Sintrajufe-RS - Cristina Feio de Lemos, Sindicato dos Jornalistas, Sindicaixa, SIMPE, Sindjus-RS, Sindserf e do SINTECT-RS (Correios.

Foram levantados dados de atuação truculenta e abusiva dos órgãos do Estado, a partir de relatos de ações da Brigada Militar e das polícias. Testemunhos de trabalhadores dos mais variados setores do campo e da cidade demonstraram que cada vez mais as atitudes deliberadamente violentas e abordagem desastrosa, arbitrária e cruel deixou de ser uma prática isolada de alguns soldados para ser uma fria e deliberada ordenação vinda da administração pública, no intuito de desacreditar frente à opinião pública a origem e a reivindicação de entes organizados da sociedade. Os principais alvos de ataque vêm sendo os trabalhadores rurais, os militantes do MST - Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e a organização dos trabalhadores urbanos, seus sindicatos e os dirigentes sindicais.
A crescente tensão que vem se dando no campo, materializada na disputa entre os produtores de alimentos - representados pela agricultura familiar e pelos pequenos e médios produtores e os que representam o agronegócio e as monoculturas de eucalipto, soja e outras, aponta para um aprofundamento dos questionamentos em torno da posse da terra e do uso social da terra - conforme aponta a Constituição Brasileira. Somando-se a isso, a demora do governo em realizar as desapropriações de terras improdutivas e agilizar o processo de Reforma Agrária acaba tornando a ocupação de terras e as crescentes manifestações dos agricultores uma imposição, pois ele buscam dar visibilidade e tornar pública sua realidade, a qual se arrasta por tantos anos.
De outro lado, o trabalhador urbano, organizado em sindicatos e com representações constituídas, no âmbito privado e no público, vem acumulando perdas e retrocessos nas relações de trabalho e objetivam a manutenção de seus direitos trabalhistas e o possível avanço nas conquistas.
Dessa forma, quando os trabalhadores(as) veem seus direitos sendo subtraídos e seus gritos não obterem nenhum espaço junto aos meios de comunicação, que, na sua maioria atendem aos interesses de organizações de capital privado, buscam espaço nas ruas para a manifestação pública, para Atos Políticos, Passeatas, Caminhadas, Marchas e outras garantidas da mais ampla forma na Constituição de 1988.
Na audiência pública, foi publicizada a Ata de Reunião nº 1116, do Conselho Superior do Ministério Público Estadual, documento que trazia recomendações explícitas de atos que visassem à dissolução do MST e à repressão do funcionamento de suas escolas, das colunas, marchas e outras manifestação de reivindicação pública. Apesar de inicialmente contestado pelo representante do MPE na audiência, o documento não foi revogado pelo órgão, e causou estranhamento e indignação a todos os presentes.

Ao final, Rogério Sottili recebeu das mãos do Deputado Carrion um dossiê contendo informações atualizadas, fotos e provas de violência institucional ocorrida no Estado e levou ao governo federal a fim de encaminhar formalmente o envio de novas recomendações e pedido de providências junto ao governo do Estado. O representante da SEDH frisou que já haviam recebidos denúncias anteriores (às que agora vêm representadas na morte do trabalhador Elton Brum,assassinado pelas costas com tiro de arma calibre 12 desferido por membro da Brigada Militar) e que, no ano de 2008, o governo federal enviou diversas recomendações à governadora Yeda Crusius, sem, contudo, terem recebido nenhuma resposta.

Fotos: Vital Barbosa e Cristina Lemos
Fonte: http://vitalbarbosa.blogspot.com

domingo, 22 de novembro de 2009

Fenajufe e Sindicatos de base definem paralisação de 48 horas para os dias 11 e 12 de novembro

O sábado 17/10 foi mais um dia importante para a campanha em defesa da revisão salarial dos servidores do Judiciário Federal. Cerca de 75 servidores, representando a Federação e a maioria dos sindicatos de base (Sitraam-AM, Sinjeam-AM, Sindjufe-BA, Sintrajufe-CE, Sinje-CE, Sindjus-DF, Sinpojufes-ES, Sinjufego-GO, Sitraemg-MG, Sindjufe-MS, Sindjuf-PA/AP, Sintrajuf-PE, Sintrajufe-PI, Sinjutra-PR, Sintrajufe-MA, Sindjufe-MT, Sisejufe-RJ, Sintrajurn-RN, Sinsjustra-RO, Sindjero-RO, Sintrajufe-RS, Sintrajusc-SC, Sintrajud-SP, Sindiquinze-SP e Sindjufe-TO) se reuniram em Brasília para analisar o atual cenário das negociações em torno da proposta de revisão salarial e definir os rumos do movimento, para garantir o envio imediato do projeto de lei ao Congresso Nacional.
Nas diversas intervenções feitas durante a ampliada os representantes dos sindicatos reafirmaram a necessidade de intensificar as mobilizações nas próximas semanas com o objetivo de pressionar o STF a votar logo a proposta em sessão administrativa e envia-la, como projeto de lei, ao Legislativo no máximo até o início de novembro. Nesse sentido, a reunião ampliada de sábado decidiu fazer paralisação de 48 horas nos dias 11 e 12/11, com avaliação ao final para votar o indicativo de greve por tempo indeterminado. A disposição da Fenajufe e dos sindicatos é deflagrar um movimento grevista ainda em novembro, caso as negociações não avancem no âmbito do STF.
A análise feita nas intervenções é que as alterações promovidas na proposta contemplam em parte as reivindicações da categoria, mas ainda é preciso muita mobilização em todo o país para garantir a vitória final em mais uma importante luta dos trabalhadores do Judiciário Federal e MPU. “A reunião ampliada avançou bastante no debate sobre o futuro de nossa luta em defesa da revisão salarial. O debate foi bastante qualificado e deu pra perceber um clima de unidade entre a Fenajufe e todos os sindicatos presentes. Acredito que agora teremos um processo de mobilização mais intenso, com a participação de todos os setores da categoria. É fundamental, também, que os sindicatos preparem os servidores nos Estados para garantir uma boa paralisação nos dias 11 e 12 de novembro”, avalia Lúcia Bernardes, coordenadora de plantão em Brasília.
Além da paralisação de 48 horas, os presentes na ampliada também definiram um novo calendário de mobilizações nas próximas semanas, que inclui rodada nacional de assembleias em todo o país nos dias 23 e 24 de outubro e Dia Nacional de Lutas no dia 28 de outubro. No dia 8/11 será realizada uma reunião da Diretoria Executiva da Fenajufe e nos dia 14, após a paralisação de 48 horas, haverá uma nova reunião ampliada com caráter deliberativo para avaliar o movimento e discutir a greve por tempo indeterminado.
Com o resultado da ampliada, a diretoria da Fenajufe orienta aos sindicatos filiados a intensificarem a mobilização e realizarem rodadas de assembléias, para discutir e deliberar sobre do Estado de Greve. As assembleias também deverão eleger os delegados para reunião ampliada deliberativa do dia 14/11.

Fonte: www.fenajufe.org.br

Plenária das Comissões une todos os Estados em Brasília - dias 23 e 24/10/09




Da manhã do dia 23 até o final do dia 24 de outubro, reuniram-se em Brasília representantes de todos os Estados da Federação e do Distrito Federal, além da Comissão Nacional, para discussão e encaminhamento de propostas.
Na abertura estava a Deputada Luíza Erundina, Rosane Bertotti - CUT, José Sóter -Abraço, Jonas Valente - Intervozes, Paulo Miranda - ABCCOM, Chico Pereira, Roseli Goffmann - CFP, Sheila Tinoco - Fenajufe, entre outras vozes nessa luta pela democratização da comunicação.
Desde a abertura, ouvidos os depoimentos de cada um dos que compõe a Comissão Nacional de Organização da CONFECOM, foram explicitados os itens da Resolução n. 8 do Ministério das Comunicações, fechada na terça-feira, dia 20. Tendo sido editada a menos de sessenta dias da I Conferência Nacional de Comunicação e a uma semana de muitas das Etapas Estaduais, as deliberações constantes da Resolução n. 8 causaram visível desconforto nos representantes da sociedade civil e movimento social.
Além de padronizar a ficha de inscrição e normatizar o formato das Etapas da Conferência que irão acontecer em cada unidade da Federação, a Resolução remete a votação das propostas apresentadas em cada Estado para a efetiva votação apenas na Conferência Nacional, nos dias 14 a 17 de dezembro, em Brasília. Esse ponto, em particular, foi o mais repudiado pelo conjunto do plenário.


Todavia, como ressaltaram os participantes da CNPC, o trabalho de mobilização e de preparo para os longos dias de debate que vão ocorrer na CONFECOM ficará ainda mais intenso. Se, por um lado, não haverá votação de propostas nos estados, por outro, a escolha dos(as) delegados(as) e a responsabilidade de se aprofundar no conjunto das propostas para propiciar nossa melhor atuação nas Plenárias da Nacional, agora passam a preocupar ainda mais.

Nos Grupos de Trabalho, subdividindos os Eixos Temáticos e agrupando os participantes por área de interesse/atuação, houve intenso debate, que entrou a noite. Desde o marco regulatório, no Eixo 1 - da Produção de Conteúdo, até os Direitos e Deveres dos usuários, no Eixo 3 - da Cidadania, vieram à tona nas Conferências Livres e Municipais, Intermunicipais e Regionais e mais de onze Estados e diversas organizações nacionais haviam enviado suas propostas para a sistematização e estudo. O resultado foi uma busca por consensos em torno de quais seriam as melhores políticas públicas, quais seriam os princpipios mais completos e quais diretrizes advém deles, para a redação das ações contidas nas propostas poderem ser melhor organizadas.
Desta forma, a intervenção das Comissões em cada Estado e na Nacional estará mais organizada.

Relatos das Comissões por Estado
Com comissões de Norte a Sul do Brasil presentes na Plenária, ficou evidente o caráter híbrido dessa Conferência de Comunicação.
Não há linearidade nas convocações e cada Estado, a partir das Comissões Pró Conferência, vem lutando e buscando espaços de atuação com a sociedade civil para provocar o poder público a realizar as convocações. A realidade vivida pelo Rio Grande do Sul e São Paulo, em que a CONFECOM - Etapa Etadual foi convocada pelo Legislativo por pressão dos movimentos sociais, até Rondônia, Maranhão, Tocantins e Santa Catarina, por exemplo, onde nem Executivo, nem Legislativo atenderam ao chamado da mobilização e coube à Comissão Nacional a efetivação da convocação, foram uma a uma relatadas em plenário. Ao final, foram deliberadas ações específicas e encaminhadas soluções que podem ser adotadas em mais de um Estado quanto a questões gerais como regimento interno e apresentação de propostas.
Pela Comissão RS Pró Conferência estavam Cristina Lemos, do Sintrajufe/RS e Jeanice Ramos, do Sindicato dos Jornalistas.

Legalidade
Uma das principais estratégias de organização para a CONFECOM, como já vinha sendo, ficou reforçada no cuidado com as formalidades e no atendimento ao Regimento Interno e às Resoluções da Comissão Nacional, a fim de evitar possíveis nulidades na construção do processo conferencial.

Por Cristina Lemos
Fotos: Cristina Lemos e Valcir Rosa.

Comissões Estaduais Pró Confecom se reunem em Brasília nos dias 23 e 24/10/09

Acontece nos dias 23 e 24 de outubro - próximas sexta e sábado -, no auditório do Hotel Nacional em Brasília a Plenária das Comissões Estaduais e Nacional Pró Conferência de Comunicação.
A atividade reunirá representantes das Comissões Pró Conferência de todos os estados do Brasil além de entidades da CNPC (Comissão Nacional Pró Conferência), para discutir propostas que deverão ser levadas para as conferências estaduais e nacional de Comunicação.
As conferências estaduais começam a acontecer na próxima semana, a partir do dia 29 de outubro e serão realizadas até o prazo limite do dia 22 de novembro. Já a nacional acontece de 14 a 17 de novembro em Brasília.
Entre os objetivos da plenária estão mapear as propostas do conjunto do movimento social, buscando os consensos possíveis para um programa unificado, bem como a troca de informações entre os estados e esclarecimento de dúvidas acerca do regimento interno e das resoluções que norteiam a Conferência.
A plenária começa amanhã (dia 23/10) às 9h, e seguirá a programação abaixo:

Programação
Plenária das Comissões Estaduais e Nacional Pró Conferência de Comunicação
Data: 23 e 24 de outubro de 2009 – Local: Auditório do Hotel Nacional – Brasília-DF

Sexta-feira, 23/10
• 9h00 – Início do credenciamento
• 10h30 – Abertura dos trabalhos
• Apresentação da metodologia da plenária
• Dúvidas e esclarecimentos sobre o Regimento Interno e as resoluções da I Confecom com integrantes da Comissão Organizadora Nacional
• 13h30 – Almoço
• 14h30 – Retorno aos trabalhos/ Início dos GT’s
• 17h00 – Apresentação em plenária das sínteses dos GT’s

Sábado, 24/10
• 9h00 – Plenária (Aprovação das propostas sintetizadas nos GT’s)
• 13h00 – Almoço
• 14h00 – Socialização de atividades nos estados/Definição de estratégias comuns para a plenária nacional
• 17h00 – Encerramento dos trabalhos

Por Cecília Bizerra - CNPC
Fonte: Comissão Nacional Pró Conferência de Comunicação

Comentário da Cris:
As Comissões Estaduais Pró Conferência enviaram pelo menos um membro da Organização Estadual da Conferência Estadual para podermos trabalhar em propostas conjuntas e de forma unificada. Aqui do Estado, eu segui para Brasília (segundo fim de semana seguido que tenho de me deslocar ao DF, no anterior fui à Reunião Ampliada da Fenajufe)em nome do Sintrajufe-RS e da Comissão RS Pró CONFECOM. Nossa mobilização conseguiu também que a companheira Jeanice Ramos, Jornalista e Assessora da Comissão, estivesse também nessa Plenária Nacional, provavelmente a última antes da Conferência Nacional.

Assembleia Legislativa altera data da realização da CONFECOM



A mudança de data para a realização da CONECOM-RS foi negociada e informada a todos os setores envolvidos. “Decidimos pela prorrogação para que a Conferência Estadual do Rio Grande do Sul ocorra com maior potência e possa obter melhor aferimento da sociedade gaúcha sobre a comunicação”, observou o Presidente da Comissão.
A 1ª Conferência Estadual de Comunicação elegerá delegados do Rio Grande do Sul que participarão da Conferência Nacional em Brasília, nos dias 14 a 17 de dezembro.

Com informações da www.al.rs.gov.br
Foto: Juliano Araújo - AL

Comentário da Cris:
Os participantes da COE-RS analisaram na reunião do dia 26 de outubro os termos da Resolução nº 8 do Ministério das Comunicações, que, entre outras determinações, estabeleceu o formato das Conferências Estaduais, devendo essas iniciarem com uma Plenária de Abertura e a aprovação do Regimento Interno. Estabelece, também, a obrigatoriedade da realização de Mesas de Debates sobre os eixos temáticos da Confecom e a realização de Grupos de Trabalho para a apresentação das propostas e uma Plenária Final para a eleição de delegados(as) de cada Estado.
A reunião da Comissão Nacional do dia 20 de outubro também estabeleceu que não haverá votação de temas considerados nacionais nas Etapas Estaduais e, por fim, permitiu mais prazo para as Conferências Estaduais, que poderão se realizar até 21 de novembro de 2009.

Conferência Livre de Comunicação de Porto Alegre ocorre na Casa dos Bancários


A Casa dos Bancários foi sede nesta quarta, dia 21, da Conferência Livre de Comunicação em Porto Alegre, preparatória para a Conferência Nacional de Comunicação, que ocorrerá em Brasília, de 14 a 17 de dezembro. Com o tema “Comunicação: meios para construção de direitos e de cidadania na era digital”, as propostas foram distribuídas por três eixos temáticos: produção de conteúdo, meios de distribuição e cidadania - direitos e deveres.
Esses temas foram considerados imprescindíveis pelos 84 participantes, representantes de entidades ligadas aos movimentos sindical e social. “A comunicação não é menos importante que saúde, educação ou trabalho. Ela está na cesta básica dos direitos imprescindíveis do cidadão, que é o de se expressar, de manifestar seus pensamentos”, apontou o professor de psicologia Pedrinho Guareschi, um histórico militante em defesa da democratização da comunicação e um dos palestrantes da manhã.




O diretor do Sindicato dos Bancários, anfitrião do evento, Éverton Gimenis, afirmou que oligopólio na mídia é uma injustiça: “É inconcebível não haver um canal de TV aberto para os trabalhadores; é preciso discutir a comunicação do ponto de vista da classe trabalhadora, de forma coletiva, para enfrentar o bloqueio na comunicação que se tem atualmente”.
As propostas apresentadas sobre os mais diversos temas na conferência livre - sobre mídia impressa, rádio, TV, rádios e TVs comunitárias, internet, sistemas de outorga, legislação, propriedade, financiamento, órgãos reguladores, aspectos federativos, democratização da comunicação, liberdade de expressão, soberania nacional, inclusão social, diversidade cultural, religiosa, étnico racial, de gênero, orientação sexual, entre outras - serão sistematizadas para serem apresentadas na Conferência Estadual, que ocorrerá dias 3 e 4 e novembro, no auditório Dante Barone da Assembleia Legislativa.

Estiveram presentes os deputados estaduais Raul Pont (PT), representando a Assembléia Legislativa, e Raul Carrion (PC do B).

Por Márcia Camarano
Fotos: Luis Henrique

Fonte: Sindicato dos Jornalistas e http://rsproconferencia.blogspot.com

Movimentos Sociais debatem a CONFECOM na Conferência Livre de Comunicação de Porto Alegre em 21/10/09


Com pequenas inserções e ajustes nas propostas para democratizar os meios de comunicação no Brasil, os movimentos sociais e de trabalhadores demonstraram coesão na Conferência Livre de Comunicação de Porto Alegre, que reuniu mais de 80 participantes, quarta-feira (21/10), na Casa dos Bancários. Mais de 40 propostas foram apresentadas para os eixos de produção de conteúdo, meios de distribuição e cidadania: direitos e deveres.
O encontro, durante todo o dia, foi preparatório à Etapa Estadual da 1º Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), marcada para os dias 3 e 4 de novembro, na Assembléia Legislativa do Estado.
Organizado pela Comissão RS Pró-Conferência Nacional de Comunicação, a Conferência Livre foi aberta pelo professor da PUC, Pedrinho Guareschi, que falou sobre a importância de democratizar a informação no País. “Porque a mídia brasileira tem dono. Não mais do que 10 grupos de famílias detém mais de 90% de tudo o que é veiculado hoje na mídia”, informou o sociólogo. Pior do que isto, Guareschi afirmou que algumas destas famílias chegam a produzir, elas próprias, até 90% do que divulgam. “Existe alguma democracia nisto e onde fica a palavra dos outros cidadãos”, provocou.

O deputado estadual Raul Pont (PT/RS), afirmou que a Assembléia Legislativa acertou ao convocar a Conferência Estadual, para os dias 3 e 4, uma vez que o Governo do Estado não chamou a preparatória. “O desafio está posto. Este é o momento de recolher teses e produzir projetos para sistematizá-los e levá-los à Confecom”, disse. De 1998 para cá, segundo Pont, não houve nenhum avanço na democratização da comunicação. “O que se viu foi a consolidação das grandes redes que controlam a mídia no Estado”, assegurou.
A 1ª Confecom, chamada pelo presidente Lula, após muita pressão dos movimentos sociais, deverá ocorrer nos dias 14 a 17 de dezembro, em Brasília. Para discutir o encaminhamento de propostas e o engajamento de toda a sociedade civil gaúcha na 1ª Confecom, através da apresentação de teses e indicação de Delegados, a Comissão RS Pró-Conferência Nacional de Comunicação tem cumprido uma extensa agenda, em que orienta sobre a necessidade da discussão e da realização de conferências municipais.

Por Márcia Martins
Fonte: Sindicato dos Jornalistas e http://rsproconferencia.blogspot.com

Reuniões da COE-RS prepararam a Etapa Estadual da CONFECOM


A comissão organizadora da 1ª Conferência Estadual de Comunicação estabeleceu nesta terça-feira (20) o formato do evento que acontecerá no auditório Dante Barone, nos dias 3 e 4 de novembro. Terça-feira (3) pela manhã, haverá a apresentação de três painéis sobre os eixos temáticos: Produção e Conteúdo; Meios de Distribuição; e Cidadania – Direitos e Deveres. Durante a tarde os delegados formarão grupos de discussão paritários com representantes das empresas, do Estado e da sociedade civil organizada. Na quarta-feira (4), haverá a apresentação dos relatórios dos grupos de trabalho, uma palestra de fechamento das conclusões e a sessão solene de encerramento da Conferência.

Na próxima terça-feira (27) , às 9 horas, haverá mais uma reunião da comissão organizadora na Assembleia Legislativa, quando serão definidos os nomes dos painelistas. Cada setor apresentará um nome para cada um dos eixos temáticos. O deputado Francisco Appio (PP), que participou da reunião como representante da Assembleia Legislativa, sugeriu que não houvesse uma sessão de abertura e fosse dado o maior tempo possível para as discussões nos grupos, possibilitando que as conclusões fossem apontadas ao final do evento.
A reunião foi coordenada pelo diretor de Jornalismo da Superintendência de Comunicação Social da Assembleia Legislativa, Marcelo Nepomuceno, e teve a participação do deputado Francisco Appio, representando a Assembleia Legislativa (Estado) e da assessora Analise Donazollo, trambém da Assembleia Legislativa. Participaram da reunião os seguintes representantes de entidades empresariais e da sociedade civil organizada: Donaldo Koller Jr., da Sinditelebrasil; Daniel da Encarnação, da Abrafix; Renato Martins da Abras – Band; Leonardo Meneghetti, da Abras- Band; Rita Campos Daut, da Telebrás; Eder Pereira, da CGTB/RS; Márcia Camarano, do Sindicato dos Jornalistas/RS; Jeanice Ramos, do Sindicato dos Jornalistas/RS; Cristina Feio de Lemos, do Sintrajufe/RS; Cláudio Freitas, da POATV; Pedro Pozenato, da CTB/RS; Tânia Freitas e Alan Camargo, da Abraço/RS.

Wálmaro Paz MTB 5483 | Agência de Notícias 12:18 - 20/10/2009
Edição: Sheyla Scardoelli - MTB 6727 Foto: Guerreiro / Ag. AL

Fonte: www.al.rs.gov.br

Comentário da Cris:
A COE-RS se reuniu várias vezes no mês de outubro, cerca de duas vezes por semana, para possibilitar uma mínima organização da Conferência Estadual de Comunicação. As reuniões contavam com a presença de alguns empresários de comunicação do Estado (o grupo RBS, mesmo convidado, não apresentou representação) e com o poder público, normalmente representado por um deputado estadual e o presidente da Comissão.
Nós, que representávamos a sociedade civil, ficávamos quase sempre frustrados com os resultados objetivos das reuniões, visto que o tempo para a organização era demasiado curto e que o orçamento do Ministério das Comunicações para a I CONFECOM não chegou ao Estado do Rio Grande do Sul nem ao de São Paulo - ambos tiveram suas convocações da Conferência pelo Poder Legislativo e não foi reconhecida a responsabilidade financeira de organização pelo Ministério.
Dessa forma, não obtivemos sucesso em uma série de demandas, pois o Poder Legislativo no Estado também não colocou nenhuma verba disponível para que pudéssemos chamar campanhas de convocação nos principais meios de comunicação e não nos possibilitou a impressão de materiais com antecedência para envio e circulação no interior do Estado e nas entidades. Assim, não se tornou possível a vinda de importantes protagonistas desse processo de conferência que viriam do interior para o debate em Porto Alegre, nos dias 17 e 18 de novembro.