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sábado, 4 de agosto de 2012

CÚPULA DOS POVOS NA RIO+20



A belíssima cidade do Rio de Janeiro foi o cenário para a realização da Conferência das Nações Unidas, a RIO+20, que busca rediscutir as decisões e metas obtidas na reunião de países ocorrida na Conferência ECO-92 (Rio 1992), e, sobretudo, o que ainda pode ser atingido, passados vinte anos.

O encontro entre os representates dos governos e de seus altos escalões governamentais aconteceu no centro de eventos Riocentro, com entrada vedada pela presença de guardas e forte aparato de segurança.

De outro lado, as populações mundiais se deparam diuturnamente com os diversos desafios que o crescimento econômico, seguido ou não de desenvolvimento, coloca para a sociedade organizada.

Quais são as alternativas e para onde ruma o capitalismo no mundo?
Como estão e como ficarão as fontes naturais?
Serão inesgotáveis os recursos do planeta, como preconizam as indústrias e a nova ordem mundial de consumo desenfreado?
A sociedade civil se organizou e trouxe todo o seu manancial para a discussão nos eventos paralelos à RIO+20, a Cúpula dos Povos, que se realizou no Aterro do Flamengo, também no Rio de Janeiro.

Para entender um pouco melhor esse contexto, destaquei o texto abaixo, cuja fonte é Fórum Rio mais 20

Por que precisamos da Rio + 20?
 O mundo tem agora 7 bilhões de pessoas, até 2050, haverá 9 bilhões.
 Uma em cada cinco pessoas entre 1,4 bilhões vivem atualmente com US$ 1,25 por dia, ou menos.
 Um bilhão e meio de pessoas no mundo não têm acesso à eletricidade, dois bilhões e meio não tem um banheiro e quase um bilhão, passam fome todos os dias.
 Se grandes quantidades de gases de efeito estufa continuarem a subir e as mudanças climáticas continuarem sem controle, mais de um terço de todas as espécies conhecidas podem extinguir.
 Se quisermos deixar um mundo habitável para nossos filhos e netos, os desafios da pobreza generalizada e da destruição ambiental precisam ser enfrentados agora.
 Vamos ficar sujeitos a custos muito maiores no futuro, incluindo mais pobreza e instabilidade, e um planeta degradante se não formos capazes de enfrentar adequadamente esses desafios críticos agora.
 A Rio + 20 oferece uma oportunidade para pensar globalmente de modo que todos nós podemos agir localmente para assegurar o nosso futuro comum.
“Desenvolvimento sustentável não é uma opção! É o único caminho que permite que toda a humanidade para compartilhar uma vida decente em um planeta. Rio +20 dá a nossa geração a oportunidade de escolher este caminho”.
Sha Zukang, Secretário-Geral da Conferência Rio +20


Como desenvolvimento sustentável funciona?
Durante as duas últimas décadas, tem havido muitos exemplos de desenvolvimento sustentável bem sucedidos em áreas como energia, agricultura, planejamento urbano, produção e consumo:
 No Quênia, mecanismos financeiros inovadores têm estimulado novos investimentos em fontes de energia renováveis, incluindo a solar, eólica, pequenas centrais hidrelétricas, biogás e energia de resíduos urbanos, gerando renda e emprego.  Na China, os passos para mudar para uma estratégia de crescimento de baixo carbono, baseado no desenvolvimento de fontes de energia renováveis ​​criaram empregos e rendimentos para a promissora indústrias de baixo carbono.
 Em Uganda, uma transição para a agricultura orgânica tem gerado rendimento para pequenos agricultores e beneficiado a sociedade, economia e meio ambiente.
 No Brasil, medidas inovadoras de planejamento urbano, incluindo Sistema de Transporte Coletivo (BRT - Bus Rapid Transit), fez a cidade de Curitiba a cidade com a maior taxa de utilização de transportes públicos e uma das mais baixas taxas de poluição do ar no país.
 No Nepal, comunidades florestais lideradas por grupos de usuários locais da floresta, contribuíram para restauração de recursos florestais, após um declínio na década de 1990.
 No Canadá, a” EcoLogo”, uma das marcas de certificação ambiental da América do Norte, tem promovido milhares de produtos que atendam as rigorosas normas ambientais.
 Na França, cerca de 90 mil empregos foram criados nos setores verde entre 2006 e 2008, principalmente nas áreas de conservação de energia e desenvolvimento das energias renováveis.
 No Haiti, a Iniciativa “Côte Sud” tem a expectativa de beneficiar um número estimado de 205.000 pessoas através do desenvolvimento sustentável e a recuperação de uma área de severamente degradado de aproximadamente a metade do tamanho da Grande Londres.

O que acontecera na Conferência Geral Rio +20?
Milhares de participantes de governos, setor privado, ONGs e outras partes interessadas se reunirão no Rio no final de maio e início de Junho de 2012, para um forte impulso em direção ao desenvolvimento sustentável.
A última sessão do Comitê Preparatório para a Conferência terá lugar 28-30 de Maio. A Conferência em si será realizada 20 - 22 de Junho.
Em paralelo e entre os eventos oficiais, haverá outros numerosos eventos, exposições, apresentações, feiras e anúncios pela nossa ampla parceria.
As discussões oficiais serão focados em dois temas principais:
Como construir uma economia verde para alcançar desenvolvimento sustentável e tirar as pessoas da pobreza, incluindo o apoio aos países em desenvolvimento que lhes permita encontrar um caminho verde para o desenvolvimento;
Como melhorar a coordenação internacional para o desenvolvimento sustentável;
Os governos deverão adotar medidas práticas, claras e focadas para implementação do desenvolvimento sustentável, baseado nos muitos exemplos de sucesso que temos visto ao longo dos últimos 20 anos.


Praça Sociobiodiversidade - retratando economias cooperadas e
fontes de renda sustentáveis nos diversos ecossistemas brasileiros.
Fotos: Cristina Lemos

Empresa de CORREIOS apresentou protótipos elétricos e iniciativas sustentáveis na Cúpula dos Povos da RIO+20

EBCT - Vagão elétrico para conduzir cargas em calçadões urbanos, carro elétrico, frotas de bicicletas
e reciclagem de bolsas postais em exposição na Cúpula dos Povos da Rio +20.
Fotos: Cristina Lemos  

sexta-feira, 13 de julho de 2012

11º CONCUT em São Paulo e A CUT PODE MAIS

A CUT PODE MAIS - 12/07/2012





A Central Única dos Trabalhadores(as) realiza seu décimo primeiro congresso neste ano de 2012, no centro de eventos Transamerica Expo-Center, em Santo Amaro, São Paulo.

A Central, que congrega trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade realiza seus congressos como objetivo de debater estratégias e de definir alternativas para a organização da classe trabalhadora em diversas esferas. Desta forma, reuniram-se na capital paulista mais de 2000 (dois mil delegados e delegadas ao 11º CONCUT, eleitos nas assembleias sindicais de todos os sindicatos CUTistas do país.

É também nos Congressos que a CUT elege os dirigentes que cumprirão a tarefa de encabeçar a presidência e as direções nacionais da Central, em uma ampla votação, necessária para oxigenação dos rumos e das políticas da maior ferramenta de luta sindical do Brasil.

Desta forma, foram inscritas duas chapas para disputar os rumos e a organização da CUT: a chapa 1, Somos Fortes, Somos CUT, representada majoritariamentee pela corrente interna da CUT, denominada ArtSind - Articulação Sindical e a chapa 2, A CUT PODE MAIS, representada por uma nova tendência interna à Central, que se apresenta neste 11º CONCUT.
Essa tendência, que se constituiu nacionalmente neste 11º Congresso Nacional da CUT representou a Chapa 2, com votações em todos os estados brasileiros.

A CUT PODE MAIS - Plenário 11º CONCUT
Foto: Cristina Lemos



Na apuração, a Chapa 2 - A CUT PODE MAIS obteve 189 votos, de um total de 2131 votantes, totalizando 8,9% dos votos dos delegados e delegadas presentes no pleito. Parabéns a todos e a todas pela ousadia, pela determinação e, principlamente, pela coerência entre discurso e prática de liberdade, e autonomia sindical. 

A CUT PODE MAIS


Reuniões na sala 04 do Transamerica - Santo Amaro
Foto: Cristina Lemos

Após os trabalhos da programação oficial do dia, os diversos grupos internos à CUT, de organização de pensamento, se reunem para debates de estratégia e aglutinação de forças. Neste 11º CONCUT, A CUT PODE MAIS esteve na sala do TRANSAMERICA EXPOCENTER, em Santo Amaro, capilarizando a ação e multiplicando as ideias. No seu conjunto, a força decidiu apresentar uma Chapa para concorrer à Presidência da CUT Nacional e com propostas concretas para uma gestão consciente e combativa dos interesses dos trabalhadores e trabalhadoras, diante do Estado. 
Desta forma, na discussão das teses e emendas ao texto base, mais uma vez se apresentou nos grupos, em diversos estados do país, a proporcionalidade direta, bem como a proporcionalidade qualificada, a fim de possibilitar a abertura à participação de tendências menores para contribuir com a gestão da CUT, em diversos níveis.
Essa votação, no entanto, não obteve êxito. A Chapa 2, A CUT PODE MAIS, apresentou sua inscrição, com ampla representação nacional, do setor público e privado, para disputar a eleição, que desde 2006 não recebia a inscrição de mais de uma chapa para o pleito.
As delegações puderam, então, optar entre as duas chapas, na eleição ao final do dia seguinte, 12/07/12, e escolher entre as propostas de organização para o próximo triênio.



11º CONCUT - SP, /Cristina Lemos, Diretora do Sintrajufe
Foto: Gerson Borba





11º Congresso Nacional da CUT - Macroeconomia e Finanças para o Desenvolvimento

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Grupos de debates no 11º Concut
Foto: Cristina Lemos

Para enriquecer a atuação dos delegados e delegadas na ação sindical de todos os dias, a CUT trouxe palestrantes de diversas áreas para aprofundar o debate. No dia 11 de julho, pela manhã, a Mesa de Macroeconomia e Finanças para o Desenvolvimento, cujo painelista foi o Professor Dr. Carlos Eduardo Freitas, da PUC/SP, apresentou críticas e abordagens sobre a economia mundial e as diversas repercussões na vida dos trabalhadores ao redor do mundo.

Após a análise do palestrante, foi aberta inscrição para intervenções. Na foto, o trabalhador rural do estado do Mato Grosso, em sua fala, coloca a preocupação quanto à Reforma Agrária e ao enfrentamento - por parte da CUT e das representações de trabalhadores(as) - de forças que vêm historicamente barrando essa reforma, por dentro da base de sustentação do governo.


segunda-feira, 4 de junho de 2012

Teletrabalho e Saúde do Trabalhador no Processo Eletrônico, palestra do médico gaúcho Rogério Dornelles

Rógerio Dornelles,médico do trabalho, palestrando sobre Saúde na Plenária da Fenajufe
Foto: Cristina Lemos
A parte mais esperada da tarde de abertura da Plenária da Fenajufe foi a exposição do médico do trabalho, assessor de saúde do Sintrajufe/RS, Dr. Rogério Dornelles sobre o Teletrabalho e as realidades do Processo Eletrônico.

Rogério falou com base nos dados colhidos na pesquisa realizada pelo Sintrajufe/RS com todos os servidores do Judiciário no estado no final do ano de 2011. Os dados são contundentes: o teletrabalho é uma realidade no Judiciário e precisa ser estudado com bastante cuidado, pois os resultados podem ser nefastos à saúde física e mental dos trabalhadores. De acordo com os resultados obtidos, há um índice elevado de insatisfação relacionada ao trabalho virtual, com grande stress dos trabalhadores quanto ao volume de processos, despachos, decisões, pareceres etc.
A realidade da Justiça Federal mudou, o volume de processos aumentou em escala exponencial e a cobrança de resultados não veio associada ao aumento de trabalhadores no quadro, pelo contrário.
Há elevado índice de adoecimento, afastamento em razão de lesões relacionadas ao trabalho (LER/DORT), há automedicação e outros sinais de doenças laborais.

Rogério frisou a importância de se prevenir o adoecimento e a campanha das PAUSAS já lançada pelo Sintrajufe/RS no estado, refletida na Resolução do TRF4ª Região regulamentando essa necessidade, evidencia uma ação concreta que pode ser tomada para proteger os(as) servidores(as) de doenças relacionadas ao trabalho.

O médico salientou, ainda, a importância de se analisar caso a caso as situações de teletrabalho, pois, o que pode parecer muito atraente por um lado, como a autonomia em relação ao horário, pode significar grandes prejuízos à saúde, à rotina laboral e à organização dos trabalhadores.

Nelberto Brum , Cristina Lemos, Felipe Braga, Mara Weber e Barlese Santo - pela delegação do Sintrajufe/RSFoto: Silvana Dal Bosco Pinheiro





terça-feira, 22 de maio de 2012

Plenária da FENAJUFE em São Luis do Maranhão reuniu delegados de todo o país

Mesa de Abertura da Plenária em 04/05/12
Foto: Cristina Lemos


Vera Miranda, Ex-dirigente da FASUBRA
Foto: Cristina Lemos
A Plenária anual da FENAJUFE contou com servidores(as) do Judiciário Federal dos quatro cantos do país e se realizou nos dias 04 a 06 de maio, em São Luís do Maranhão.
O primeiro painel, de conjuntura nacional e internacional colocou desafios aos trabalhadores e impôs uma análise mais detalhada dos rumos do movimento em relação, principalmente, aos próximos passos que podem ser dados pelo governo federal.

Veja abaixo a cobertura da Fenajufe do painel de Vera Miranda:

SÃO LUIS – 04/05/12 - Organizar os trabalhadores do serviço público e construir um calendário de luta para o próximo período foi a tônica do painel de Conjuntura, na noite desta sexta-feira [04], no primeiro dia da XVII Plenária Nacional da Fenajufe, em São Luis. Um dos momentos mais esperados dos fóruns da categoria, o debate sobre a conjuntura nacional e internacional, ainda que tenha mostrado divergências quanto à leitura das forças políticas que compõem o movimento sindical do Judiciário Federal e do MPU, serviu para reforçar uma orientação que a Fenajufe sempre tem repassado à categoria: somente a mobilização, de forma organizada e unificada, será capaz de garantir que sejam aprovados os Planos de Cargos e Salário, em tramitação no Congresso Nacional, e impedir que projetos que retiram direitos dos trabalhadores sejam implementados.


A primeira painelista a abordar o tema foi Vera Miranda, assessora do Sisejufe-RJ e ex-dirigente da Fasubra. Fazendo uma análise dos efeitos da crise do neoliberalismo, a assessora sindical afirmou que os Estados adotam medidas que têm como principais alvo os trabalhadores. “A crise, que começou centrada na Europa, já se espraia para outros países e obriga o Estado a pagar a conta, retirando direitos dos trabalhadores. Os efeitos podem ser vistos na Grécia e em Portugal, sendo que neste último os trabalhadores tiveram em torno de 20% na redução dos seus salários. E aqui no Brasil se não nos armarmos, enfrentaremos esses mesmos ataques”, avaliou. Em relação aos trabalhadores do serviço público, Vera Miranda avalia que o atual governo, pressionado pelo “pacto da governabilidade”, optou por políticas conservadoras, que ameaçam os direitos do funcionalismo. Na avaliação da assessora sindical, para superar esse programa, os trabalhadores precisam definir ações unificadas e disputar o “projeto de Estado”. “Vamos ter que trabalhar plataformas que sejam ousadas e, para isso, temos que ter unidade na ação. Temos que disputar o projeto de Estado, além de apontar os problemas e também que propor novas políticas. Não vamos pagar a conta da crise, mas se não fizermos intervenções de peso não conseguiremos disputar projetos”, afirmou Vera, que citou como desafios prioritários da categoria no momento a luta contra uma nova reforma da previdência, já iniciada com a aprovação dos fundos de pensão, a exigência da regulamentação da negociação coletiva no serviço público e a aprovação do Plano de Cargos e Salários, que, para ela, é o principal anseio dos servidores do Judiciário Federal e do MPU.


Extraído do saite da Fenajufe

Fonte: www.fenajufe.org.br

terça-feira, 15 de maio de 2012

Jornal "Metro" publica matéria sobre Ciclovias em Porto Alegre. Este blog pergunta: CICLOVIAS???


Jornal Metro, Porto Alegre, Edição de 30-4-12, p. 4







Transcrição da matéria:
"Mas isto é uma ciclovia?
- Obra na Restinga, que deve ser finalizada em maio, já levanta dúvidas de ciclistas quanto à sua funcionalidade
- Durante trajeto, bicicletas têm que desviar de postes, carros e pedestres que ficaram sem calçada para transitar

Postes de luz, carros e pedestres são bostáculos comuns para ciclistas na nova ciclovia instalada há cerca de um mês no bairro da Restinga pela EPTC. a pista ainda não está finalizada, porém o Metro foi até o local observar a funcionalidade da obra e ouvir ciclistas da região.
Na opinião da recém moradora do bairro e ciclista Waleska Farias,  a pista foi construída de maneira equivocada. "Ela deveria ficar junto da pista de carros ou então de maneira que desse espaço para pedestres também. São detalhes que poderiam ter sido cuidados antes", afirma a moradora.
A ciclovia foi construída em cima da calçada, deixando um espaço mínimo para pedestres, o que os força a utilizar a via. Em apenas uma quadra, quatro postes de luz atrapalham a passagem das bicicletas, além de uma parada de ônibus. De acordo com o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Capellari, os postes não chegam a ser obstáculos pois há espaço para desvios, e o ponto de ônibus deve ser deslocado para outro local. "O espaço da estrada é restrito, não tinha como fazer ciclofaixa. O passeio tem tamnho suficiente para ter a ciclovia, se ele não é pavimentado, a culpa é do morador, que deve arrumá-lo", disse Capellari.
Para o usuário da pista, Carlos José, outro problema são os carros que não respeitam a ciclovia. "Já caí um tombo tentado desviar", disse. Segundo Capellari, barreiras físicas serão colocadas para que carros não estacionem em cima do espaço. "Ainda faltam ajustes e sinalizações, a obra deve ser entregue em maio". O diretor-presidente da EPTC afirma aidna que o número de acidentes com ciclistas na Restinga diminuiu 60% de 2010 para o ano passado. Nesta semana, equipes devem ir até o local entegar informativos educativos sobre a ciclovia para cosncientizar a população. " METRO POA
A Prefeitura do Município de Porto Alegre, no afã de entregar e inaugurar obras, típico de ano eleitoral, obviamente com vistas a divulgação no programa do partido, coloca nas ruas da capital gaúcha sequencias de pintura no asfalto e demarcações, a título de "Ciclovia".

Resposta desse blog:
A nós, moradores e usuários das ruas da cidade, está colocado um debate importante: O QUE É UMA CICLOVIA???

A definição que consta no dicionário on line, Michaelis, é a seguinte:
Pista de uso exclusivo para bicicleta que pode ser construída acompanhando o traçado de ruas e avenidas, como as ciclovias à beira-mar, ou dentro de parques públicos.

A do Aulete, é a que segue:
sf. 1. Pista para circulação exclusiva de bicicletas.
2. Esp. Pista para a prática do ciclismo.

Já no Código Nacional de Trânsito, há a conceituação de alguns itens importantes:
CICLO - veículo de pelo menos duas rodas a propulsão humana.
CICLOFAIXA - parte da pista de rolamento destinada à circulação exclusiva de ciclos, delimitada por sinalização específica.
CICLOMOTOR - veículo de duas ou três rodas, provido de um motor de combustão interna, cuja cilindrada não exceda a cinqüenta centímetros cúbicos (3,05 polegadas cúbicas) e cuja velocidade máxima de fabricação não exceda a cinqüenta quilômetros por hora.
CICLOVIA - pista própria destinada à circulação de ciclos, separada fisicamente do tráfego comum.

Portanto, apenas com essas conceituações, é possível se chegar a uma conclusão bastante simples: NÃO HÁ CICLOVIAS em Porto Alegre.
Qualquer pessoa que suba em uma magrela e deseje traçar a sua rota na cidade, percebe que não houve nenhuma preocupação da EPTC e/ou da Prefeitura em realizar alguma pesquisa técnica prévia em ciclovias nas diversas cidades - dentro e fora do país - em que existem ciclovias à disposição da população.

A cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, na região desde o Centro até a Zona Sul, passando pelo Aeroporto Santos Dumont, Aterro do Flamengo, Glória, Botafogo, Leme, Copacabana, Arpoador, Ipanema, Leblon, etc., conta com mais de uma alternativa para a circulação de bicicletas, e o que é muito mais importante: COM A DEVIDA SINALIZAÇÃO.

Se não desejarem sair do RS, podem verificar em Santa Cruz do Sul, Taquara e outras (ao contrário dos nossos governantes municipais, vamos pesquisar situações reais e adequadas de instalações e construções de ciclovias e noticiar, amigos blogueiros).

Na matéria do jornal Metro, reproduzida acima, está retratada a chamada "Ciclovia" do Bairro Restinga . Lamentável o que ocorreu na zona Sul de Porto Alegre: o chão foi pintado de vermelho e a pista simplesmente cedeu lugar ao traçado, sem qualquer preparação de terreno, sem bloqueio físico e sem CALÇADA ou PASSEIO PÚBLICO aos pedestres.
Desta forma, a passagem não está permitida aos ciclistas e compartilhada com os pedestres, como poderia se imaginar. Trata-se da própria calçada - inclusive com os postes de iluminação pública, sinalização e de fiação de alta tensão - na mesma pista.
Quanto aos postes, o Diretor Presidente da EPTC, Vanderlei Capellari, afirma que os postes não chegam a ser obstáculos pois há espaço para desvios.
Este blog salienta que, obviamente, o diretor-presidente da EPTC não é ciclista, nem amador, nem atleta. Talvez não seja nem motorista de veículo automotivo, talvez não seja sequer pedestre regular, tamanho despreparo na sua afirmação. Afirmação triste, se não viesse de um membro de organização do governo responsável pelo trânsito e circulação. Vindo dele, torna-se uma afirmação irresponsável.

É certo que, se esse raciocínio de os postes estarem espalhados no meio das pistas - e não se tratarem por isso de obstáculos (pois há espaços para desvio) - estivesse certo, haveria - com certeza - postes nas ruas, avenidas, estradas, estacionamentos e vias de circulação de automóveis, carros, motos, caminhões, etc., não é mesmo????

Esse blog convida o Senhor Diretor Presidente da EPTC e o Senhor Prefeito de Porto Alegre para um passeio de bicicleta, em qualquer horário do dia (ou da noite) nos diversos pontos da cidade em que a Prefeitura municipal e a EPTC alegam ter entregue as tais "ciclovias".

Mais do que isso, esse blog convida os técnicos responsáveis pelo planejamento e execução do PROJETO DAS CICLOVIAS (a toque de caixa, como se diz aqui na terra) a um passeio de bicicleta em qualquer ponto da cidade, para que possam perceber a necessidade das rampas de acesso, da correção dos desníveis de passagem, da colocação de proteção e de SINALIZAÇÃO nos locais de cruzamento e de compartilhamento de pistas, seja com veículos, seja com pedestres.




terça-feira, 8 de maio de 2012

FENAJUFE reúne trabalhadores e trabalhadoras do Judiciário Federal em São Luis do Maranhão



Fonte: http://www.fenajufe.org.br/

Sintrajufe presta contas aos sindicalizados



Novo salão Multicultural do Sintrajufe-RS, para uso de todos, entregue em novembro/2011
Foto: Daniel Hammes, inauguração Ecossede
 
No sábado, dia 28 de abril de 2012, na nova sede do Sintrajufe-RS, foi realizada Assembleia Geral da categoria para a análise das contas do sindicato. Após o encerramento contábil do ano, o Estatuto do Sintrajufe-RS prevê a prestação de contas até o final do mês de abril, para que a categoria tome ciência e avalie a aplicação dos recursos da entidade.

O Sintrajufe-RS, um dos mais importantes sindicatos do Judiciário Federal no país, com quase 5 mil sindicalizados, arrecada as contribuições dos sindicalizados e aplica os recursos conforme a orientação definida pelos servidores nas assembleias setoriais, cumprindo o designado.

Esse sistema, denominado de "Orçamento Participativo", é uma prática existente no sindicato há mais de uma década e tem sido responsável pelo direcionamento dos valores arrecadados entre diferentes projetos como:
1)  a construção da ECOSSEDE do Sintrajufe-RS,
2) a manutenção de Oficinas Culturais em várias cidades do estado e em Porto Alegre,
3) a realização das mesas de atendimento e e de aproximação com o sindicato, chamadas de "Bancas - Sintrajufe é 10!", em todas as semanas se deslocando até um dos prédios do Judiciário na Capital e, uma vez ao mês, em uma cidade do interior (nos quais visita todas as sedes da Justiça: Federal, Trabalhista, Eleitoral e Militar, na localidade)
4) a PESQUISA sobre condições de trabalho e de saúde com TODA a categoria no RS;
5) os Concursos Literários e de Fotografia anuais
6) a distribuição de BRINDES anuais, como as agendas, camisetas e calendários;

e TUDO isso enquanto fez todas as lutas, desde 2009, 2010, 2011 e 2012 com a  categoria, na pressão pela aprovação do PCS 4 e pelas melhores condições de trabalho.
O Sintrajufe-RS é o único sindicato no país em que é aplicado o Orçamento Participativo.

Diante de tantos elementos, a assembleia realizada no dia 28/04 não acolheu o Parecer emitido pelo Conselho Fiscal do Sintrajufe-RS, eleito em agosto de 2010 para acompanhar as contas da Gestão Construção 2010-2013 e aprovou as contas referentes ao ano de 2011.

Atendendo ao princípio da transparência, a Direção Colegiada do Sintrajufe, indicou a necessidade de se comprovar a saúde financeira do sindicato e indicou a realização imediata de AUDITORIA externa, com o objetivo de sanar questões atinentes ao relatório do Conselho Fiscal.

Este blog faz o relato ao sindicalizado do Sintrajufe-RS:

O Conselho Fiscal eleito em 2010 e composto por membros de oposição aos colegas da Direção do Sindicato, em vez de encaminhar a aprovação das contas do ano de 2011 com uma ou outra ressalva, que seria prontamente atendida pela equipe contábil, tomou a decisão - preponderantemente política - de indicar a sanção mais dura: a não aprovação das contas do sindicato.
Ressalte-se que esse parecer pela não aprovação de contas não se baseia em nenhum dado contábil, ou de contas ou patrimônio, pois o sindicato permanece como sempre esteve, operando com robusto patrimônio imobilizado e com todos os débitos em dia, sem nenhuma dívida contraída.
Assim sendo, para que não pairassem dúvidas, a direção determinou a realização de imediata AUDITORIA.










Manifestação no Distrito Federal pela Democratização do Judiciário


Ato FENAJUFE e entidades na troca de presidentes no STF, dia 19-04-2012
Fotos: Cristina Lemos e Silvia Portillo


quinta-feira, 3 de maio de 2012

Adiós, Ministro Peluso, dizem os servidores do Judiciário!


Em frente ao STF, servidores protestaram em 19-04-2012
Dia de mudança do Presidente do Supremo Tribunal Federal, o maior cargo no Poder Judiciário. Os servidores e servidoras do Judiciário de todo o país colocaram-se diante do tribunal para se fazerem ouvir pelo Ministro César Peluso e, mais importante do que isso, para dar as boas vindas ao novo presidente, Ministro Ayres Britto, colocando já sobre ele a responsabilidade de negociar e viabilizar a implantação do PCS 4, PL 6613/09, que tramita no Congresso Nacional.
Tramita? Não, esse procedimento, esse projeto de lei está parado numa das Comissões da Câmara dos Deputados e não avança por impedimento do governo federal.

Diante do impasse que se criou em torno do Projeto de Lei e a sua respectiva inclusão no orçamento da União, governo e judiciário ficaram inertes. Os servidores, não. Foram às ruas e ao planalto gritar e protestar em cinco GREVES em torno do plano. Em 2010, foram 85 dias, em 2011, 87 dias. O governo Lula não negociou o PL antes das eleições, o governo Dilma, mesmo depois de eleito, não aceita negociar aumento aos servidores federais.

Nesse cenário, a FENAJUFE conclamou os sindicatos para enviarem caravanas a Brasília no dia 18 de abril, data em que o PL estava na pauta da Comissão de Finanças e Tributação e permanecerem no dia 19 para a troca da presidência do Supremo.

Clima Imperial

Os servidores estiveram perfilados, com faixas e cartazes diante da entrada de veículos da área que foi isolada defronte o STF. Os gritos e palavras de ordem foram de despedida, sem saudade, ao Ministro Peluso, cuja gestão foi marcada pela instransigência e falta de diálogo com os servidores.

Todavia, cabe registrar nesse blog a sensação que se tinha diante do desfile de veículos oficiais das autoridades, políticos e graduados, convidados para o evento da troca da presidência do Judiciário.
Impressionante!
Dezenas e dezenas de veículos passaram por nós. Nunca imaginamos que o Brasil do século XXI hospedava tantos cargos, tantos subcargos, tantas presidências, vice-presidências, tantas procuradorias e subprocuradorias, tantos e tantas acompanhantes, tantas autorizações específicas para ingressar naquele círculo seletíssimo de personas.

Aos meros servidores e servidoras da União, ficou a perene sensação de que nada mudou desde o Império, a não ser, é claro, que a Corte, que antes passava indiferente, dentro de carruagens, agora passeia - não menos indiferente - em veículos caros, importados e com películas nos vidros.

Veja mais sobre o ato no saite da http://www.fenajufe.org.br/


sábado, 28 de abril de 2012

SALÃO MULTICULTURAL DO SINTRAJUFE E 1ª ASSEMBLEIA DA CATEGORIA NA ECOSSEDE

O Sintrajufe/RS realizou a primeira assembleia geral no Salão Multicultural da Ecossede, no sábado, 14 de abril, em Porto Alegre. Desde o final do ano passado o salão está a disposição da categoria e em uso, com a agenda de marcações de eventos sempre com fila de espera.
Desta vez, no entanto, deu-se início com a Assembleia, às mobilizações para a discussão na Plenária da FENAJUFE e definição da pauta de 2012/2013.
As falas do plenário revelaram 5 chapas para participar da Plenária da Federação, a qual se realizará nos dias 4, 5 e 6 de maio, no Maranhão.
Foram eleitos os delegados para a 17ª Plenária da Fenajufe e para congressos Estadual e Nacional da CUT. No caso da Fenajufe, segundo o estatuto da federação, o sindicato tem direito a encaminhar 12 delegados e um representante da direção. O resultado da votação foi o seguinte:  
Chapa 1 – Coletivo Viva Voz, 47 votos, 7 delegados;
Chapa 2, 7 votos, 1 delegado;
Chapa 3 – Fenajufe Independente e de Luta, 8 votos, 1 delegado;
Chapa 4 – Sintrajufe para Todos, 14 votos, 2 delegados;
Chapa 5 – Movimento Luta de Classes, 7 votos, 1 delegado.
 
Para o Congresso Estadual da CUT, o Sintrajufe/RS tem direito a dez delegados. Montou-se uma chapa de consenso, aprovada pela assembleia. Foram apresentadas duas chapas para o Congresso Nacional da Central. A Chapa 1 teve 42 votos, 2 delegados; a Chapa 2, 16 votos, com direito a 1 delegado. A relação de nomes dos delegados e delegadas eleitos serão divulgados na página do Sintrajufe/RS.


Fonte: Sintrajufe
Foto: Rosane Vargas


segunda-feira, 16 de abril de 2012

Repercutindo no blog: Triste história de um Professor


Dou publicidade no blog a essa carta, a qual acredito que seja o início de uma discussão inteligente, embora permeada de avaliações pessoais do professor.

Ao final, a quem interessar, coloco algumas ponderações sobre o conjunto do texto, para reflexão.

Cristina Lemos


"Porto Alegre (RS), 16 de julho de 2011

Caro Juremir (CORREIO DO POVO/POA/RS)

Meu nome é Maurício Girardi. Sou Físico. Pela manhã sou vice-diretor no Colégio Estadual Piratini, em Porto Alegre , onde à noite leciono a disciplina de Física para os três anos do Ensino Médio. Pois bem, olha só o que me aconteceu: estou eu dando aula para uma turma de segundo ano. Era 21/06/11 e, talvez, “pela entrada do inverno”, resolveu também ir á aula uma daquelas “alunas-turista” que aparecem vez por outra para “fazer uma social”.

Para rever os conhecidos.

Por três vezes tive que pedir licença para a mocinha para poder explicar o conteúdo que abordávamos.

Parece que estão fazendo um favor em nos permitir um espaço de fala. Eis que após insistentes pedidos, estando eu no meio de uma explicação que necessitava de bastante atenção de todos, toca o celular da aluna, interrompendo todo um processo de desenvolvimento de uma idéia e prejudicando o andamento da aula. Mudei o tom do pedido e aconselhei aquela menina que, se objetivo dela não era o de estudar, então que procurasse outro local, que fizesse um curso à distância ou coisa do gênero, pois ali naquela sala estavam pessoas que queriam aprender' e que o Colégio é um local aonde se vai para estudar. Então, a “estudante” quis argumentar, quando falei que não discutiria mais com ela.

Neste momento tocou o sinal e fui para a troca de turma. A menina resolveu ir embora e desceu as escadas chorando por ter sido repreendida na frente de colegas. De casa, sua mãe ligou para a Escola e falou com o vice-diretor da noite, relatando que tinha conhecidos influentes em Porto Alegre e que aquilo não iria ficar assim. Em nenhum momento procurou escutar a minha versão nem mesmo para dizer, se fosse o caso, que minha postura teria sido errada. Tampouco procurou a diretoria da Escola.

Qual passo dado pela mãe? Polícia Civil!... Isso mesmo!... tive que comparecer no dia 13/07/11, na 8.ª (oitava Delegacia de Polícia de Porto Alegre) para prestar esclarecimentos por ter constrangido (“?”) uma adolescente (17 anos), que muito pouco frequenta as aulas e quando o faz é para importunar, atrapalhar seus colegas e professores'. A que ponto que chegamos? Isso é um desabafo!... Tenho 39 anos e resolvi ser professor porque sempre gostei de ensinar, de ver alguém se apropriar do conhecimento e crescer. Mas te confesso, está cada vez mais difícil.

Sinceramente, acho que é mais um professor que o Estado perde. Tenho outras opções no mercado. Em situações como essa, enxergamos a nossa fragilidade frente ao sistema. Como leitor da tua coluna, e sabendo que abordas com frequência temas relacionados à educação, ''te peço, encarecidamente, que dediques umas linhas a respeito da violência que é perpetrada contra os professores neste país''.

Fica cristalina a visão de que, neste país:

NÃO PRECISAMOS DE PROFESSORES
NÃO PRECISAMOS DE EDUCAÇÃO
AFINAL, PARA QUE SER UM PAÍS DE 1° MUNDO SE ESTÁ BOM ASSIM

Alguns exemplos atuais:
• Ronaldinho Gaúcho: R$ 1.400.000,00 por mês. Homenageado pela “Academia Brasileira de Letras"...
• Tiririca: R$ 36.000,00 por mês. Membro da “Comissão de Educação e Cultura do Congresso"...

TRADUZINDO: SÓ O SALÁRIO DO PALHAÇO, PAGA 30 PROFESSORES. PARA AQUELES QUE ACHAM QUE EDUCAÇÃO NÃO É IMPORTANTE: CONTRATE O TIRIRICA PARA DAR AULAS PARA SEU FILHO.

Um funcionário da empresa Sadia (nada contra) ganha hoje o mesmo salário de um “ACT” ou um professor iniciante, levando em consideração que, para trabalhar na empresa você precisa ter só o fundamental, ou seja, de que adianta estudar, fazer pós e mestrado? Piso Nacional dos professores: R$ 1.187,00… Moral da história: Os professores ganham pouco, porque “só servem para nos ensinar coisas inúteis” como: ler, escrever, pensar,formar cidadãos produtivos, etc., etc., etc....

SUGESTÃO: Mudar a grade curricular das escolas, que passariam a ter as seguintes matérias:
Educação Física: Futebol;
Música: Sertaneja, Pagode, Axé;
História: Grandes Personagens da Corrupção Brasileira; Biografia dos Heróis do Big Brother; Evolução do Pensamento das "Celebridades"
História da Arte: De Carla Perez a Faustão;
Matemática: Multiplicação fraudulenta do dinheiro de campanha;
Cálculo: Percentual de Comissões e Propinas;
Português e Literatura: ?... Para quê ?...
Biologia, Física e Química: Excluídas por excesso de complexidade.
Está bom assim? ... eu quero mais!...

ESSE É O NOSSO BRASIL ...

Vejam o absurdo dos salários no Rio de Janeiro (o que não é diferente do resto do Brasil)
BOPE - R$ 2.260,00....................... para ........ Arriscar a vida;
Bombeiro - R$ 960,00.....................para ........ Salvar vidas;
Professor - R$ 728,00......................para ........ Preparar para a vida;
Médico - R$ 1.260,00......................para ........ Manter a vida;

E o Deputado Federal?.....R$ 26.700,00 (fora as mordomias, gratificações, viagens internacionais, etc., etc., etc., para FERRAR com a vida de todo mundo, encher o bolso de dinheiro e ainda gratificar os seus “bajuladores” apaniguados naquela manobrinha conhecida do “por fora vazenildo”!).

IMPORTANTE:
Faça parte dessa “corrente patriótica” um instrumento de conscientização e de sensibilização dos nossos representantes eleitos para as Câmaras Municipais, Assembleias Estaduais e Congresso Nacional e, principalmente, para despertar desse “sono egoísta” as autoridades que governam este nosso maravilhoso país, pois eles estão inertes, confortavelmente sentados em suas “fofas” poltronas, de seus luxuosos gabinetes climatizados, nem aí para esse povo brasileiro. Acorda Brasília, acorda Brasil !...

P.S.: Divulgue logo esta carta para todos os seus contatos. Infelizmente é o mínimo que, no momento, podemos fazer, mas já é o bastante para o Brasil conhecer essa "pouca vergonha". As próximas eleições estão chegando!"

Fonte: Grupo de discussão csd-debates


Comentário da Cris, Jornada Tripla:

Gente, em que pese haver dois textos em vez de apenas um, coloco aqui alguns pontos para ponderação:
Muitos não sabem, porém tenho formação superior de PROFESSORA, com habilitação para lecionar no fundamental e médio, disciplinas de Língua Portuguesa, Literaturas de Língua Portuguesa e estrangeira.

De pronto me solidarizo com a situação vexatória a que foi submetido o professor Maurício Girardi.
De forma alguma eu pactuaria com a posição equivocada da aluna em trazer para a esfera policial o acontecimento corriqueiro de sala de aula, subvertendo completamente a relação professor-aluno e aluno-professor e brincando de marionetes com o sistema de investigação policial. Se o depoimento do professor é verdadeiro e a situação que ocorreu foi esta, lamento profundamente que a nossa polícia civil seja chamada a fazer parte desse tipo de situação e que tenha causado semelhante constrangimento ao professor.
No que tange aos desabafos do colega professor, temo que esse pensamento - vindo de uma justa indignação - acabe cambando para o campo das reclamações rançosas, preconceituosas (às vezes) e descabidas.
Respeito profundamente a opinião externada, aliás, o desabafo do professor, contudo, gostaria de discordar de várias das afirmações dele.

Discordando:


Ronaldinho gaúcho e ABL
Não creio que a Academia Brasileira de Letras represente os anseios e o pensamento intelectual do Brasil. Assim sendo, a atitude de homenagear a um jogador de futebol com um prêmio daquela Academia somente reflete a atitude daquela cúpula, descolada – como sempre - das diferentes realidades da pátria amada Brasil.

No meu entender, a crítica devesse ter sido direcionada à imprensa e aos meios de comunicação do país, ocupados que estão em entrevistar, visitar e conceder glamour e status aos jogadores de futebol, cantores e cantoras, atores, atrizes, modelos e as ditas celebridades, transformando nossos jornais, revistas e programas de televisão em tablóides e dando as costas aos movimentos sociais reivindicatórios, com cunho transformador e calcados na realidade do povo brasileiro.

Serviços Públicos no Brasil
Também acho que cabe uma REFLEXÃO DURA acerca do constante desvalorizar do serviço público – relacionado nos salários, na falta de capacitação, na falta de perspectiva, na não abertura de novos postos de trabalho (leiam-se CONCURSOS PÚBLICOS) e no sucateamento de todo o sistema relacionado ao desenvolvimento do Estado.

Eis a razão básica pela qual eu me coloco – desde sempre – contrária ao Estado mínimo e contrária a qualquer tipo de terceirização de serviços. Nisso se inclui a rapinagem das empreiteiras para a Copa do Mundo de 2014 (mas disso eu falo em outra postagem).

Presença forte e atuante do Estado
Tive a oportunidade de ver a presença forte do Estado como indutor do desenvolvimento, como impulsionador e responsável pela rede de SAÚDE PÚBLICA, EDUCAÇÃO PÚBLICA, SEGURANÇA PÚBLICA, estradas e ruas, parques e estacionamentos com GESTÃO PÚBLICA, aliados ao TRANSPORTE PÚBLICO e à taxação da bebida, do tabaco e do jogo, no Canadá, e ver que esse mundo é possível e concreto para quem vive naquele país.

Deputado Tiririca e o Sistema Democrático de Representação
Acho que o tiro no Deputado Tiririca também não era dirigido a esse alvo. E escrevo assim: deputado com letra maiúscula, pois trata-se de um parlamentar eleito pelo voto popular em um sistema democrático. Qualquer outra ponderação acerca de sua alfabetização (ou não) ou acerca de sua profissão ou da popularidade que o levou até lá, na minha avaliação é preconceituosa e tardia.

Parlamento e Parlamentares
Aliás, para finalizar essas ponderações, que podem vir a ser enfadonhas para quem estiver lendo, eu defendo sim esse SISTEMA DEMOCRÁTICO. Democracia representativa, baseada no voto direto para todos os cargos parlamentares das esferas municipais, estaduais e federal e, não apenas isso, defendo também a eleição pelo voto direto de todos os cargos do executivo municipal, estadual e federal, como está descrito pela nossa Constituição da República Federativa do Brasil.

Eleições, sim
Aliás (II), DEFENDO também a eleição direta para os cargos de DIREÇÃO de escola (não concorda, professor?) e quiçá, estudemos também formas de eleições democráticas para cargos de gerenciamento e gestão nos setores públicos, como Secretários Municipais, de Estado, Ministros e, trazendo a sardinha para o Poder Judiciário, eleições para Diretores(as) nos Cartórios e Secretarias das Varas e Tribunais no âmbito do Judiciário. Por que não?

Se não concordamos com a forma que a nossa democracia se desenvolve e com a maneira que a elite se apropria dos cargos em cada eleição, eis aí um bom momento para refletirmos sobre nossa postura PÓS-ELEIÇÃO e sobre como agimos em relação aos nossos candidatos eleitos. Sabemos quem são? Votamos nas pessoas ou nos programas que eles possam vir a defender atuando naquele cargo? Fiscalizamos nossos candidatos na vida pública? Tornaríamos a votar neles? Sim! Por quê? Não! Por quê?

Discutindo estética
Quero deixar aqui um abraço ao PROFESSOR AVILTADO (como está intitulado o documento no email) e propor uma rodada de suco ou refri em algum bar ou restaurante da cidade (pois sabem, eu não bebo, mesmo), para que, ao cabo, pudéssemos ter uma longa conversa acerca do que é válido e sobre o que não é, a respeito da educação, do antigo, do clássico, do moderno, do popular e das estéticas de cada uma das épocas da humanidade, em constante transformação.

Saudações!

Cristina, mulher, trabalhadora, sindicalista, feminista e muito, muito indignada com o descaso com os servidores e os serviços públicos


 



Bem vinda, Silvana! Porto Alegre te recebe de braços abertos


Pôr do sol belíssimo na Curva do Gasômetro 
Este blog saúda a chegada da Silvana Dal Bosco Pinheiro, de volta a Porto Alegre desde o mês de janeiro de 2012.

Morando em Blumenau há vários anos, trabalhando e se movimentando como poucas mulheres que conheci, a Silvana veio de mala e cuia de volta para a capital no início do ano.

Na foto, sempre sorrindo, a Silvana comigo no show da Banda Chimarruts, no Gasômetro, durante os eventos da prefeitura para o aniversário da cidade.

Agora ela mora bem mais perto, está conosco e ao alcance de uma fugida de carro.
O que era para ser temporário, toma ares de permanente e veio para mudar - para melhor - as nossas vidas.
Valeu, Silvana, a tua força e garra faziam falta a todos nós.

Nossa primeira saída para conversar desde o retorno da Sil.


segunda-feira, 2 de abril de 2012

Presença importante, amo a minha madrinha!

Vera Regina veio a Porto Alegre no dia 28 de março de 2012.
Na sequência do meu aniversário, recebi a visita da minha querida madrinha, irmã mais nova da Maria Helena e minha segunda mãe na terra.
Trata-se de uma grande amiga de outras vidas e que agora reencarnou antes de mim nessa família. Segundo ela, acabou esperando o meu (re)nascimento durante alguns anos e "teve o prazer de receber a notícia do meu nascimento" quando a Lena engravidou pela segunda vez.
Foi uma visita inesperada, em razão de exames médicos e para a qual eu não me vi razoavelmente preparada. A diabetes está avançada e o quadro clínico dessa doença deixa marcas duras para quem conviveu com a Verinha e tem na memória a sua energia e alegria, sua constante atividade e presença de espírito.
Salve, "Dindinha queridinha do coração", como ela sempre gostou de ser chamada.
Obrigada pela vinda e que dê tudo certo nos exames do Egídio.

Porto Alegre, 28 de março de 2012.

terça-feira, 27 de março de 2012

Fim de de semana e aniversário em Festa!

Aniversário nos campos de cima da serra, em boa companhia.
Foto: Vital Barbosa
Completei meus 44 anos neste dia 26 de março, na parte mais alta do Rio Grande do Sul. Fomos para a cidade de Cambará do Sul na madrugada de sábado, com alguns percalços, mas fomos.

O que era para ter sido um final de semana calmo e tranquilo foi um mar de águas bastante agitadas, na verdade.
Começou com a saída do Vital e de seu fiel escudeiro, Michael, na madrugada de sexta para sábado, quando partiram de bike para nossa jornada nos campos de cima da serra.

A programação era seguirem em primeiro lugar pela RS 020 e horas depois eu e a Luíza sairíamos naquela direção para nos encontrarmos e levar mantimentos e apoio aos ciclistas. O imprevisto que os trouxe de volta ao amanhecer foi uma violenta queda do Vital no asfalto causada por um desnível no acostamento, no trecho da free way na saída de Porto Alegre, embaixo do viaduto da Avenida das Indústrias.

Após compressas de gelo, medicação e uma dose triplicada de atenção e carinho aos dois assustados ciclistas amadores, retomamos nosso intento de rumar para Gravataí, Taquara, São Francisco de Paula e Cambará do Sul, agora com as bikes no transbike, atrás do carro. O final de semana foi brindado com muito sol, o que nos rendeu maravilhosas fotografias dos Cânions de Fortaleza e Itaimbeiznho, no Parque Nacional da Serra Geral e dos Aparados da Serra.
Início do caminho do Cânion da Fortaleza, Parque Nacional da Serra Geral.
Foto: Cristina Lemos

A entrada do Parque sacode bastante os ossos e a natureza vai se descortinando diante dos olhos. Tivemos pouco tempo, no primeiro dia, para desfrutar da presença do Cânion da Fortaleza.

sexta-feira, 23 de março de 2012

A Placa dianteira e a perna esfolada

Washington Luiz após 30 minutos de chuva em 14-03-2012
Foto: Cristina Lemos

Resolvi escrever esta matéria para poder ser solidária com todas(os) as(os) portoalegrenses que passaram por algum transtorno em razão da enxurrada do dia 14-03-2012.

Precisamos utilizar o carro na parte da manhã, logo após o início das chuvas torrenciais que caíram em Porto Alegre.
Chegamos a ir até a porta do prédio uma primeira vez e tivemos de retornar para tirar os sapatos e calçar chinelos de dedo e, também alguma roupa que pudesse ficar submersa, tamanha lagoa que se formou diante de nossos olhos, em pleno centro da capital gaúcha.
Ao sair com o carro da garagem, cometi um erro simples, mas que comprometeu todo o nosso final de semana: não subi a primeira rua, Vasco Alves e segui pela Demétrio Ribeiro até a General Portinho.
Trecho sem calçada na curva do antigo Estaleiro Só, na Padre Cacique.
A prefeitura chama isso de "Ciclovia".
Foto: Cristina Lemos

Da Washington Luiz em qualquer direção, o estrago estava feito: água na altura das portas do carro e tive de tomar uma decisão rápida e arriscada: seguir pela Washington Luiz até a frente da Faculdade de Administração da UFRGS, entrando na primeira rua, a General Auto.

Amigos, nosso carro quase boiou... engatei uma primeira e acelerei sem parar até chegar em um lugar mais seguro. Ainda tomei mais um susto quando, ao converter de volta para a Demétrio Ribeiro, a direção endureceu e o carro dava sinais de ter morrido... Acelerei de novo, instintivamente - lógico, e o alívio foi grande quando ouvi o salvador ronco do motor.

Passado este primeiro susto, ainda não consegui ir até onde deveria, deixando meu passageiro (Vital) branco de nervoso com o susto, em plena Praça da Alfândega, ainda sem chegar ao seu destino. Optamos por ele ir a pé, pois não conseguiríamos vencer o trânsito em tempo.

Retornei passando por dois trechos de ruas- agora sim - trafegando pela contramão, para não ter de passar novamente por dentro do rio que se formou com a chuva em toda a área baixa do Centro de Porto Alegre.

Quando fomos utilizar o carro novamente, não notamos nada demais. Fomos alertados pelos amigos do estacionamento: o carro estava sem a PLACA DIANTEIRA.

Sexta-feira, 4 horas da tarde, corre para cá, corre para lá, 17 horas o trânsito cerra as portas e não há expediente ou plantão no sábado e domingo.
Fiz a ocorrência na internet para me assegurar de que não haveria problemas ao rodar com o carro. Todavia, consultando a legislação, verificamos que o carro NÃO DEVE RODAR SEM A PLACA DIANTEIRA e que, se o fizer, é infração gravíssima com possiblidade de apreensão do veículo.



Trecho da Av. Beira Rio reservado aos automóveis, perto do Museu Iberê Camargo,
sem manutenção.
Foto: Cristina Lemos




















Resultado: fim de semana em que estava programado um super passeio até a Serra Gaúcha, com parada obrigatória em São Francisco de Paula e o Passeio ciclístico da APA - no dia 18 de março, na Rota do Sol, cancelado.

Resolvemos nos divertir por Porto Alegre, pedalando naquilo que a governança local chama de "ciclovia" e que não vê manutenção há muito tempo.

Na manhã de sábado, quando fugia do brete que se forma na Padre Cacique, na região defronte ao que era o Estaleiro Só, não há calçada, não há acostamento, não há pista trafegável para pedestres, ciclistas, cadeirantes, NADA!. 
Saímos com as bicicletas para a pista de rolamento e trafegávamos na direita da via.

Quando tentei retornar pelo rebaixamento da calçada, defronte ao Barra Shopping Sul, a rampa tinha desnível e o pneu da bike trancou na subida (erro meu...) 
Podem rir: desabei no chão e vi a importância do equipamento de segurança. Não esfolei as mãos porque usava luvas, mas a perna direita não teve a mesma sorte. Desfilei a semana toda com a canela em carne-viva... mas, ah, quem pedala sabe que em alguns dias isso já passou.

Aliás, só pra complementar: passou naquele dia mesmo - voltei a pedalar na mesma noite e mais ainda no dia seguinte, pois nosso grupo ciclistas em família passou mais três ou quatro vezes naquele mesmo trecho fatídico.

Foto: Pseudo ciclovia de Porto Alegre, seus buracos e desníveis, por Cristina Lemos.  

segunda-feira, 19 de março de 2012

domingo, 18 de março de 2012

Recriando as coisas ao redor

Renovando e reciclando a vida















Foi uma experiência interessante, recomendo. As cadeiras já se mostravam feias há muito tempo. Mas, daí até pagar alguém para tornar novo o que era velho, a grana não chegava...

No dia 02 de fevereiro, feriado em Porto Alegre, amanhecemos na bela praia de Cidreira com um sol escaldante.
De posse de um pouco de ousadia e muita curiosidade, além de, é claro, ter assistido a programas de televisão de dicas para a revitalização e redecoração de ambientes (adoro!), demos início ao processo de desmontagem das cadeiras. Foi necessário apenas o tecido, tesoura, chave de fenda e o grampeador para madeira.

Menos de duas horas depois, aprendendo mais a cada passo, fechamos as cinco cadeiras com novo forro, mais bonito, lavável e impermeável, e, o que é melhor: feito por nós mesmos.
A Luka não estava presente, estava curtindo ainda a última semana de Intercâmbio Yázigi Internexus, Turma de Salt Lake City, Utah, janeiro e fevereiro de 2012.

Valeu, Michael!

Fotos: Michael Schwaderer e Cristina Lemos

quarta-feira, 14 de março de 2012

Porto Alegre precisa de ajuda!

Foto obtida dos meus pés submersos na Rua Washington Luiz, Porto Alegre, em 14-03-2012
Para quem acorda e começa o dia cedo, hoje Porto Alegre iniciou o dia com a promessa de chuva.

Quando a chuva finalmentee chegou, perto das 8 horas da manhã, não teve como se fugir do toró.

Em menos de 40 minutos de chuva intensa, a nossa bela cidade se mostrou muito aquém do que dizem os políticos da "governança local".

O alagamento aqui, defronte a nossa casa, no chamado "Centro Histórico" da capital do Rio Grande do Sul, ficou assim: embaixo de muita água.

O trânsito refletiu a agonia das pessoas que precisavam deixar sua casas e com horário a cumprir: um caos.


Tinha-se a impressão de que algo de muito errado estava acontecendo, as chamadas bocas de lobo, em vez de receber a água da chuva, estavam impotentes. Os bueiros borbulhavam com o retorno da chuva para as calçadas.

Como pode isso? Há cerca de 3 anos, toda a Washington Luiz recebeu um recapeamento de asfalto, de modo bastante estranho: sem nenhum planejamento ou preparo, contrapiso ou revisão na rede de esgotos.

Foi derramada por aqui uma camada de asfalto sobre o paralelepípedo existente, e só.

Nada de melhoras subterrâneas ou acabamento no meio-fio para as calçadas.
O resultado dessa falta de investimento em infraestrutura se vê no grande problema gerado na área central da ciddade quando cai uma chuva de alguns minutos. Imagino como estarão outras áreas do município, se na região central está assim.

Não é a primeira chuva da história de Porto Alegre, nem vai ser a última.

Trata-se do clima da cidade e que há muito pode ser visto, esperado e estudado.

Não é surpresa para ninguém que viva no Sul do Brasil os temporais, presentes nas quatro estações do ano, em Porto Alegre.

Quem se candidata(r) para assumir a prefeitura, deveria saber disso.

Por que nosso poder público municipal não opera de forma diligente para que se tomem providências no sentido de PREVENIR situações como essa?

Centro Histórico da capital do RS após a chuva de 14-3-12.
Foto: Cristina Lemos
Fotos e indignação: Cristina Lemos

quarta-feira, 7 de março de 2012

Ciclovias começam a sair do papel em Cidreira

Em 28 de janeiro de 2012 é possível ver as obras das ciclovias em Cidreira-RS.
Foto: Vital Barbosa
Texto publicado no Blog: http://alemaobikes.blogspot.com

Verão 2011/2012, as obras de construção da CICLOVIA de Cidreira já podem ser notadas pelos moradores, visitantes e veranistas. Em boa parte da Avenida Fausto Borba Prates, desde a Colônia de Férias da Brigada Militar, quase até o Hospital de Cidreira, pode-se ver a ciclovia tomando forma, em com trechos concluídos do calçamento.

Uma obra que representa uma vitória para a população e que deve ser fiscalizada para que seja efetivamente concluída e ampliada.

Dessa forma, ficamos felizes com o andamento da CICLOVIA e torcemos para que seja adequado para o uso, com luminárias e bancos, lixeiras, bebedouros e a perfeita sinalização.
Será preciso reforçar, junto ao poder público, que sejam colocadas faixas de segurança, placas educativas para ciclistas, pedestres e motoristas e rampas adequadas para acessibilidade universal. Mais do que isso, esse blog também faz votos de que a urbanização que ora se reflete na construção da CICLOVIA se alastre atinja também a região da Costa do Sol e outras regiões de moradores da cidade.

Na ida para a Costa do Sol também repousa um gigantesco canteiro central, com meios fios altíssimos, que poderiam ser devidamente adequados às necessidades dos usuários, com bancos, rampas, luminárias, lixeiras, bebedouros e um estudo adequado de paisagismo.

Tanto no verão como no inverno, árvores que se adaptem ao clima do litoral serão bem vindas, por todas as avenidas de Cidreira, sobretudo uma sombra natural e refrescante nos calçadões.

Texto: Cristina Lemos
Fotos: Vital Barbosa