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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Indignação? é pouco! Eu estou furiosa!

Eu me senti sangrando como ela...
Fotos: Cristina Lemos
Foi na hora do almoço do dia 06 de fevereiro que tive a notícia: a Prefeitura de Porto Alegre acaba de cortar 14 árvores na volta do Gasômetro.
E então, aquelas belíssimas e frondosas árvores que adornavam o Parque Júlio Mesquita e sob as quais a gente passa todos os dias, acabaram de ser mortas.

Como alguém toma uma decisão tão obtusa como esta?
Como alguém se senta tranquilamente atrás de uma mesa e decide que 115 frondosas e cinquentenárias árvores terão de morrer?
Sem contar que esta atitude tão vil ainda vai desconfigurar um dos nossos mais conhecidos cartões postais da cidade...

O poder público de Porto Alegre rasga todas as credenciais de conservação de meio ambiente e de proteção às árvores - aliás, são belíssimos Ipês Roxos e Ipês amarelos que nos protegem do sol escladante do verão gaúcho e ainda permitem um chimarrão na praça com a família.

Com que direito?


Moro no Centro há mais de 15 anos e nunca havia presenciado tamanha violência e arbitrariedade com o meio ambiente.










A última atitude assim da qual tive notícia - e também me alinhei aos combatedores - foi na destinação da Avenida Edvaldo Pereira Paiva para a construção de Posto de Gasolina, Hotéis de luxo, etc. Lembram? Não por acaso, era um Projeto do mesmo partido: PDT, na época capitaneado pelo Alceu collares e autoridades envolvidas na especulação imobiliária da época. O povo entrou na Câmara dos Vereadores e a votação não saiu. Depois, tentaram realizar outra a portas fechadas.
Não dá para ficar quieto e deixar acontecer a patrola do "TUDO PELA COPA DO MUNDO". Não é assim que funciona. Há gente envolvida. Há uma cidade envolvida, senhor prefeito Fortunati.
Perguntado pela imprensa o porquê desse tamanho golpe no meio ambiente e no ecossistema do centro da cidade, o prefeito José Fortunati respondeu: "A população não utiliza etas árvores."
Convido então, Vossa Excelência a sair do conforto de sua casa bem cedo, pelas manhãs e vir até o Parque/a Praça Julio Mesquita: vai presenciar pessoas de várias idades passando para ir ao trabalho, à escola, brincando na pracinha ou mesmo passeando com seus cães. Se for mais ao final da tarde, vai ver também as rodas de chimarrão, de pagode e de capoeira. Vai ver amigos batendo papo e ciclistas descansando na sombra.

Se, por ventura, o prefeito nos der a honra da visita em um final de semana ou feriado, vai poder compartilhar da companhia de várias famílias que vêm, muitas vezes de outras cidades, da grande Porto Alegre e do interior, para sentarem-se sob os ipês do Gasômetro.

E agora? "Quantas copas por uma copa?"


Não foi eleito com meu voto, mas vou acompanhar cada atitude desse governo e vou denunciar publicamente arbitrariedades como essa.
O Ato organizado no dia 07/02/13: "Quantas copas por uma copa?" teve a presença de mais de 500 pessoas e busca dar um fim nesse projeto que inverte a lógica da cidade em nome da passagem de automóveis, que já se sabe, não vai parar por aí e não resolve a questão viária.
Será preciso melhorar a rede de transporte público e atender melhor a população, como é exemplo em grandes cidades do mundo.


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A CUT não participará do FST de Porto Alegre em janeiro de 2013


Por: João Antonio Felício, secretário de Relações Internacionais da CUT

A CUT participa do Fórum Social Mundial desde a sua fundação, em 2001. Sempre o consideramos um espaço de atuação extremamente importante para todos os movimentos sociais e organizações que buscam construir um mundo mais justo e democrático. Vamos continuar valorizando este espaço, pois é o único unitário de todos os movimentos sociais e de abrangência mundial.

No entanto, consideramos que o Fórum já deveria ter avançado na definição de ações consensuadas entre todos estes movimentos. As mudanças que queremos para o mundo só ocorrerão através de ações que puderem ser assumidas por todos. O Fórum precisa deixar de fazer apenas reflexão e partir para a definição de ações, já que temos perdido muito tempo refletindo e pouco tempo agindo em relação aos abusos das transnacionais e da lógica excludente do sistema financeiro. A crise europeia também deveria ser um tema prioritário, bem como a imposição da militarização como lógica das relações políticas entre os países.

Estas são divergências políticas que não impedem a convivência, mas com certeza contribuem para aperfeiçoar o papel do Fórum e manter a necessária unidade.

No entanto, alguns fatos mais recentes têm contribuído para a nossa desunião e a exclusão de algumas organizações historicamente comprometidas com o Fórum, da participação desse importante evento.

Decidimos não participar do Fórum Temático que será realizado nesta última semana de janeiro de 2013 em Porto Alegre, pelos seguintes motivos:

1. A CUT não é uma indústria de organização de eventos. O Fórum é um dos espaços de atuação internacional da CUT, não é o único. As mesmas organizações que participaram do Fórum Temático de janeiro de 2012, da Rio+20 realizada em junho de 2012, participaram do Fórum em Solidariedade à Palestina em novembro de 2012 em Porto Alegre e estão sendo convocadas a participar deste Fórum Temático de janeiro de 2013 e também a participar do Fórum Social Mundial que será realizado na Tunísia em março de 2013. Ou seja, em 14 meses, cinco grandes eventos internacionais. Parece-nos uma enorme dispersão de forças. O Fórum em defesa da Palestina só foi realizado em novembro de 2012 porque a imensa maioria das organizações em defesa da Palestina assim o quis, tanto aquelas que atuam na Palestina como aquelas que atuam em outros países.

2. Consideramos que a organização deste Fórum Temático de janeiro de 2013 provocou a exclusão de inúmeras entidades pelos motivos relatados acima e também por ferir a Carta de Princípios do Fórum. O principal deles é a autonomia em relação ao Estado e a partidos. O Estado e os partidos podem e devem apoiar os eventos, no entanto jamais exercer o controle. A Prefeitura de Porto Alegre fez aprovar um Projeto de Lei na Câmara Municipal definindo que toda última semana de janeiro será realizado um Fórum naquela cidade. Onde foi debatida esta iniciativa? Parece-nos que é uma interferência do poder público numa organização que deveria ser autônoma.

3. Outro motivo que causou a indignação em muitas entidades que participaram do Fórum em defesa da Palestina foi a postura da Prefeitura de Porto Alegre. Não destinou nenhum recurso para este Fórum e canalizou uma enorme quantidade de recursos para o Fórum Temático de janeiro. Ao não destinar recursos ao Fórum da Palestina, se submeteu ao poderoso “lobby” daquelas organizações que são contra a criação do Estado da Palestina. Ao adotar esta prática, a Prefeitura passa a definir quais são os temas que o Fórum deveria debater, apoiando uns e desprezando outros, de acordo com seus interesses políticos, dos novos “parceiros” e “amigos” do Fórum.

Outra interferência nociva da Prefeitura de Porto Alegre no Fórum já havia sido adotada no Fórum Temático realizado em janeiro de 2012 na capital gaúcha quando destinou recursos para uma central sindical pagar passagens aos “seus convidados” em detrimento de todas as outras organizações. Esta prática felizmente não tem sido adotada pelo governo federal e estadual que têm apoiado todos os Fóruns, não descriminando ninguém e não interferindo na definição dos temas. Depois de tantos anos de consolidação do Fórum como um espaço livre e autônomo, somos obrigados a verificar uma imposição política do poder público, determinando temas e definindo quem são os parceiros mais próximos. Não aceitamos que ocorra no Fórum aquilo que, para todas as organizações é abominável: quem ajuda financeiramente tem o direito de mandar e controlar.


Consideramos que esta prática está descaracterizando o Fórum e por isso não participaremos deste Fórum Temático. A continuar esta postura, não participaremos também dos próximos.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Campanha de doação de livros na Creche Vila Planetário, a gente busca as doações!

Amigos e amigas do blog Jornada Tripla!

Estamos com a Campanha de doação de livros novos e/ou usados para comporem o acervo do Projeto de Biblioteca Comunitária da Vila Planetário.
Colabore conosco!
Aceitamos:

  • GIBIS
  • REVISTAS
  • LIVROS DE LITERATURA
  • LIVROS DIDÁTICOS
  • estantes e/ou prateleiras usadas, bibliocanto (para manterem os livros de pé)
  • Ligar para a escola (051) 3029 6737, a partir de 04/02, em horário comercial e agende a sua doação. Nós buscamos os materiais doados!
  • Colabore!

Fonte: http://crechevilaplanetario.blogspot.com.br

Em 10 de dezembro, as mulheres pintaram as ruas de lilás



Dia 10 de dezembro, nas 24 horas de ação feminista pelo mundo organizadas pela Marcha Mundial das Mulheres , milhares de mulheres estiveram nas ruas de 33 países. No Brasil, o dia foi marcado pela luta, resistência e solidariedade às mulheres da chapada do Apodi, no Rio Grande do Norte.


O lema foi à defesa da autonomia das mulheres e da soberania alimentar com parte da nossa luta por outro modelo de produção e consumo para o bem estar de todas e todos em harmonia com a natureza.

Em 15 cidades de 10 estados pintamos as ruas de lilás, ecoamos nossas vozes ao som da batucada para exigir que a terra em Apodi continue fortalecendo um projeto de mudança e rechaçamos o projeto de desapropriação dessas terras para serem entregues a 5 empresas do agronegócio.


Em Apodi (RN), cerca de 3 mil pessoas, em sua maioria mulheres de Apodi, Caraúbas, Upanema, Governador Dix-Sept Rosado, Olho D'água dos Borges, Felipe Guerra, Açu, Carnaubas, São Rafael, Pendências, Tibau, Baraúnas, Trairí, Seridó, Campo Grande, Mossoró, Natal, São Miguel do Gostoso e Touros, tomaram as ruas do município de Apodi, no Rio Grande do Norte, para afirmar que lá já existe desenvolvimento com a agroecologia e que não precisam do veneno do agronegócio proposto pelo Projeto de Irrigação Santa Cruz do Apodi, conhecido como “projeto da morte”.

Um grito de denúncia ecoado pelas centenas de famílias, na iminência de serem expulsas de suas terras e terem sua história apagada, em conjunto com a população local e representações políticas nacionais da CUT, Contag, Marcha Mundial das Mulheres e de outros movimentos sociais.

Lá na Chapada nossas bandeiras foram erguidas e colocamos uma placa que diz:"A Chapada do Apodi é território da agricultura familiar e camponesa. Aqui, já fazemos desenvolvimento"

De Quixadá (CE), cerca de 350 mulheres de Quixadá, Quixeramobim, Fortaleza em conjunto com o MST e CUT realizaram um ato estadual nas 24 horas de ação feminista. Animada ao som de palavras de ordem a caminhada percorreu o centro de Quixadá e terminou na Praça central, onde foi feita uma grande ciranda com falas de organizações e depoimentos, após um almoço coletivo.

Em São Paulo (SP) as militantes da Marcha ficaram na Praça Ramos das 11h30 as 13h. O ato foi regado à criatividade e irreverência. De pratos vazios nas mãos as mulheres denunciavam a pobreza gerada pela concentração de terra do agro e hidronegócio. Foram distribuídos saches de mel simbolizando a agricultura familiar, a alimentação saudável.

Em Araras, também em São Paulo, as mulheres se reuniram para prestar sua solidariedade às mulheres de Apodi, debatendo e entendendo melhor a ação o agronegócio na vida das mulheres.

Olá companheiras,


Na cidade de Osasco, o Cortejo das Mulheres que percorreu as ruas do centro da cidade denunciando a violação dos direitos humanos e a necessidade urgente de combater a violência contra a mulher. As mulheres denunciaram que a ação do agronegócio aumenta a violência e a exploração sobre as mulheres..

Em Curitiba (PR) o ato contou com militantes sindicais e feministas da Marcha Mundial das Mulheres e da CUT. A denuncia do projeto do agronegócio que prevê a desapropriação de 13 mil hectares em Apodi-RN, com expulsão de mais de 150 famílias produtoras de alimentos livres de agrotóxicos foi o eixo central da atividade. O ato também apoiou a causa palestina que vive uma situação grave de roubo de sua água pelo estado de Israel.

Em São João Del Rei (MG) das 12h às 13h foi realizado uma oficina de estêncil e panfletagem com as Mulheres do Coletivo Carcará da MMM e Levante Popular da Juventude. Somos todas APODI!No Rio de Janeiro (RJ) o Largo da Carioca ficou mais lilás, junto com as companheiras da MMM e o MST - que realizam a Feira Estadual da Reforma Agrária. Elas manifestaram o repúdio ao agronegócio e a nossa solidariedade feminista às companheiras de Apodi.

Em Araguaina (TO), as meninas do Coletivo Olga Benário fizeram um grafite na Universidade Federal do Tocantins e panfletagem dizendo SOMOS TODAS APODI!

Em Recife (PE) as mulheres da MMM foram pelas ruas, panfletando e manifestando porque somos contra o agronegócio.

Em Brasília (DF), além da panfletagem, a MMM colocou uma faixa em frente ao palácio do planalto, dizendo: "Presidenta Dilma! Contra o perímetro irrigado e contra o agronegócio, por soberania alimentar e autonomia para as mulheres: Aqui, Somos todas Apodi!

Porto Alegre-RS


Em Porto Alegre (RS), com o grito “Privatizar é a gota d'água”, as gurias estiveram no centro da cidade denunciando o agronegócio desde Apodi e as ações nefastas do capital sobre a vida das mulheres, sobre a natureza em ataques constantes a nossa soberania a autodeterminação dos povos. A denúncia em torno do tema da privatização da água e da natureza no Estado além da situação da Palestina, onde a empresa Mekorot tem deixado as mulheres sem água “As mulheres resistem contra o agronegócio”. Um apitaço e falas tipo "boca no trombone" onde várias companheiras pegavam o megafone para denunciar a mercantilização da natureza e dos bens comuns, além da situação que ocorre em Apodi.

Em Esteio e Caxias do Sul, também nos pampas as ações seguirem no mesmo tom.

Em Santa Cruz do Sul, também no Rio Grande do Sul, as ativistas da Marcha Mundial das Mulheres e do Fórum em Defesa da água pública, ocuparam o espaço na Rádio Comunitária das 12h às 13h em solidariedade com todas as Mulheres do Mundo que se uniram durante uma hora para denunciar todos os tipos de violação contra os Direitos das Mulheres. O programa foi dedicado às questões feministas dando destaque especial a Apodi - “Somos solidárias às mulheres de Apodi, que resistem ao agro e hidronegócio” e “Estamos em marcha até que todas sejamos livres! Livres do agronegócio! Livres do hidronegócio! Aqui, Somos todas Apodi!”

Na luta pelo direito das mulheres de Apodi continuarem em suas terras expressamos nossa convicção de que é nossa força organizada que garantirá as mudanças necessárias para o fim do patriarcado, do capitalismo e de todas as formas de opressão e discriminação. Quando somos expulsas de nossas terras enfrentamos mais violência, prostituição, empregos precários.

Nessa luta pelo direito a terra e por autonomia econômica não separamos nossa luta por autonomia e soberania sobre nossos corpos, por uma vida sem violência e com direito a decidir sobre nossa sexualidade e nosso corpo. Assim como nos fortalece ser parte de um movimento mundial, nossa solidariedade se fortalece a cada dia.

No dia 10, Apodi esteve em vários países assim como aqui expressamos nossa solidariedade as mulheres de todos os continentes e nossos laços se tornaram mais fortes quando pudemos mais uma vez por nossa organização ter o mundo em mobilização por 24 horas, porque em todos os continentes, ao meio dia mulheres da Marcha Mundial das Mulheres estiveram nas ruas construindo uma ação comum.

Galeria de fotos da Ação 24hs: http://www.24heures2012.info/index.php/es/en-action-photos

Seguiremos em marcha, até que todas sejamos livres do agronegócio, do machismo e do capitalismo!
Fonte: Marcha Mundial das Mulheres

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Ganhei Medalha no Circuito da Longevidade em Porto Alegre, Outubro de 2012


Circuito da Longevidade - Bradesco, 21 de outubro de 2012.
Fotos: Vital Barbosa






O final de semana foi de muito esforço pessoal: dia 19 de otubro foi a sexta - Festa de 15 anos da minha filha, com família e muitos amigos, organizado por todos os que puderam ajudar e, pela mãe da criança, claro!
No sábado, acordei muito cedo e saímos para caminhar na Avenida Beira Rio e buscar nosso material para o Circuito.
No domingo, mais cedo ainda, fizemos o Circuito da Longevidade: eu Caminhei 3 quilômetros em 30 minutos (31, na verdade) e fiz jus à minha medalha no peito.

O Vital, fez o percurso de Corrida de 6 km e, mais do que nunca, fez jus à medalha de corredor, que se soma às outras (várias) medalhas que ele vem ganhando.

Eu divido com vocês a alegria de dar início ao treinamento físico e voltar as atenções também para o corpo.

Ah, sem contar que estávamos recebendo nossas duas intercambistas do México, Angie e Gabriela, que estiveram hospedadas na nossa casa por 12 dias e nos mostraram uma outra América Latina!

Há mais fotos disponíveis no link www.focoradical.com

VIRGINDADE DE CRIANÇAS ÍNDIAS VALE R$ 20 NO AM


Foto: Frente de Ação Pró-Xingu
No município amazonense de São Gabriel da Cachoeira, na fronteira do Brasil com a Colômbia, um homem branco compra a virgindade de uma menina indígena com aparelho de celular, R$ 20, peça de roupa de marca e até com uma caixa de bombons.


A pedido das mães das vítimas, a Polícia Civil apura o caso há um ano. No entanto, como nenhum suspeito foi preso até agora, a Polícia Federal entrou na investigação no mês passado.

Doze meninas já prestaram depoimento. Elas relataram aos policiais que foram exploradas sexualmente e indicaram nove homens como os autores do crime.
Entre eles há empresários do comércio local, um ex-vereador, dois militares do Exército e um motorista.
As vítimas são garotas das etnias tariana, uanana, tucano e baré que vivem na periferia de São Gabriel da Cachoeira, que tem 90% da população (cerca de 38 mil pessoas) formada por índios.

Entre as meninas exploradas, há as que foram ameaçadas pelos suspeitos. Algumas foram obrigadas a se mudar para casas de familiares, na esperança de ficarem seguras.

A Folha conversou com cinco dessas meninas e, para cada uma delas, criou iniciais fictícias para dificultar a identificação na cidade.

M., de 12 anos, conta que "vendeu" a virgindade para um ex-vereador. O acerto, afirma a menina, ocorreu por meio de uma prima dela, que também é adolescente. "Ele me levou para o quarto e tirou minha roupa. Foi a primeira vez, fiquei triste."

A menina conta que o homem é casado e tem filhos. "Ele me deu R$ 20 e disse para eu não contar a ninguém."

P., de 14 anos, afirma que esteve duas vezes com um comerciante. "Ele me obrigou. Depois me deu um celular."

Já L., de 12 anos, diz que ela e outras meninas ganharam chocolates, dinheiro e roupas de marca em troca da virgindade. "Na primeira vez fui obrigada, ele me deu R$ 30 e uma caixa com chocolates."

DEZ ANOS

Outra garota, X., de 15 anos, disse que presenciou encontros de sete homens com meninas de até dez anos.

"Eu vi meninas passando aquela situação, ficando com as coxas doloridas. Eles sempre dão dinheiro em troca disso [da virgindade]."
P. aceitou depor na PF porque recebeu ameaças de um dos suspeitos. "Ele falou que, se continuasse denunciando, eu iria junto com ele para a cadeia. Estou com medo, ele fez isso com muitas meninas menores", afirma.

Familiares e conselheiros tutelares que defendem as adolescentes também são ameaçados. "Eles avisaram: se abrirem a boca a gente vai mandar matar", diz a mãe de uma menina de 12 anos.

Fonte: http://frentedeacaopro-xingu.blogspot.com.br/2012/11/virgindade-de-criancas-indias-vale-r-20.html  e publicado na Folha de São Paulo

Luka comemora 15 anos iluminando as nossas vidas!

 A data de nascimento é 25 de julho de 1997, numa noite de muito calor em Porto Alegre.

Dei entrada no Hospital Moinhos de Vento em meio a muitas contrações e o nervosismo da Lena - que iria ser avó pela primeira vez, e do pai Giovani Silva Casagrande - que, como eu, navegava na primeira viagem.

Quando faltavam apenas 6 minutos para a meia-noite, vimos, finalmente, o rosto da bebê que nascia após seu esforço no parto normal.
Ali, diante de nossos olhos estupefatos e fascinados, a Luíza assumia a nova encarnação, como nossa filha.

As recordações são muito nítidas, o que não deixa a gente perceber que se passaram 15 anos desde o nascimento daquele bebê.

Mas, agora você de estar se perguntando, e a festa?

Bem, a Festa de comemoração dos 15 anos da Luíza se deu apenas em 19 de outubro, no Salão do Sintrajufe-RS.
A data ficou sendo essa por dois motivos: o primeiro deles, porque a Luka estava fora na data do aniversário de 15 anos, em viagem de intercâmbio para Montreal, no Canadá. O segundo motivo é que não conseguíamos uma data para comemorar o aniversário no salão do sindicato, cuja agenda vem bombando desde a abertura do salão para uso da categoria.

Assim, reunimos uma grande quantidade de amigos e de familiares para celebrar esta data com a baixinha. Tivemos também a alegria de ter a presença de alguns amigos e amigas diretamente do México, em intercâmbio cultural Caya - México e Colégio Americano, sendo que duas delas, Angelica e Gabriela, estavam hospedadas na nossa casa, desde 10 de outubro.
O grupo de mexicanas e mexicanos alegrou a festa, com suas danças e brincadeiras, dando mais uma luz para a Luíza, mercedora de todas as nossas homenagens.

Abração, Luluka, de todos aqueles que te amam!

Foto: Luíza, já no final da festa, dançando com o Grande e Especial Dindo Vlademir Antonio Maier - Cristina Lemos

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Curso de Gestão de Contratos, oferecido pela Justiça Federal


Nos dias 10 e 11/11, o NADH promoveu o curso Elementos de P l a n e j ame nto e Ge s t ã o d e Contratos. O evento, que aconteceu no auditório do prédio-sede, em Porto Alegre, reuniu diversos servidores que atuam na área administrativa, entre eles, os diretores e supervisores judiciários e administrativos das subseções do interior (Dajas/Sajas).

O diretor do Núcleo Apoio Administrativo, Antônio Cesar Marques, e o chefe do Serviço de Instrução de Repactuações e Aplicações de Sanções do TCU, Erivan de Franca, foram os palestrantes.

Na foto, de costas, Cristina Lemos, servidora da JFRS, participando do Curso de Capacitação durante a manhã do dia 10/10/2012.

Fonte: Boletim Informativo 1ª Instância, da Justiça Federal de 1º Grau do RS, p. 5

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Carta da comunidade Guarani-Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay-Iguatemi-MS para o Governo e Justiça do Brasil

Nós (50 homens, 50 mulheres e 70 crianças) comunidades Guarani-Kaiowá originárias de tekoha Pyelito kue/Mbrakay, viemos através desta carta apresentar a nossa situação histórica e decisão definitiva diante de da ordem de despacho expressado pela Justiça Federal de Navirai-MS, conforme o processo nº 0000032-87.2012.4.03.6006, do dia 29 de setembro de 2012.

Recebemos a informação de que nossa comunidade logo será atacada, violentada e expulsa da margem do rio pela própria Justiça Federal, de Navirai-MS.

Assim, fica evidente para nós, que a própria ação da Justiça Federal gera e aumenta as violências contra as nossas vidas, ignorando os nossos direitos de sobreviver à margem do rio Hovy e próximo de nosso território tradicional Pyelito Kue/Mbarakay.

Entendemos claramente que esta decisão da Justiça Federal de Navirai-MS é parte da ação de genocídio e extermínio histórico ao povo indígena, nativo e autóctone do Mato Grosso do Sul, isto é, a própria ação da Justiça Federal está violentando e exterminado e as nossas vidas.

Queremos deixar evidente ao Governo e Justiça Federal que por fim, já perdemos a esperança de sobreviver dignamente e sem violência em nosso território antigo, não acreditamos mais na Justiça brasileira.


Foto: Leopoldo Silva - Arquivo pessoal

A quem vamos denunciar as violências praticadas contra nossas vidas? Para qual Justiça do Brasil? Se a própria Justiça Federal está gerando e alimentando violências contra nós. Nós já avaliamos a nossa situação atual e concluímos que vamos morrer todos mesmo em pouco tempo, não temos e nem teremos perspectiva de vida digna e justa tanto aqui na margem do rio quanto longe daqui. Estamos aqui acampados a 50 metros do rio Hovy onde já ocorreram quatro mortes, sendo duas por meio de suicídio e duas em decorrência de espancamento e tortura de pistoleiros das fazendas.

Moramos na margem do rio Hovy há mais de um ano e estamos sem nenhuma assistência, isolados, cercado de pistoleiros e resistimos até hoje. Comemos comida uma vez por dia. Passamos tudo isso para recuperar o nosso território antigo Pyleito Kue/Mbarakay. De fato, sabemos muito bem que no centro desse nosso território antigo estão enterrados vários os nossos avôs, avós, bisavôs e bisavós, ali estão os cemitérios de todos nossos antepassados.

Cientes desse fato histórico, nós já vamos e queremos ser mortos e enterrados junto aos nossos antepassados aqui mesmo onde estamos hoje, por isso, pedimos ao Governo e Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas solicitamos para decretar a nossa morte coletiva e para enterrar nós todos aqui. Pedimos, de uma vez por todas, para decretar a nossa dizimação e extinção total, além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para jogar e enterrar os nossos corpos.

Esse é nosso pedido aos juízes federais. Já aguardamos esta decisão da Justiça Federal. Decretem a nossa morte coletiva Guarani e Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay e enterrem-nos aqui. Visto que decidimos integralmente a não sairmos daqui com vida e nem mortos.Sabemos que não temos mais chance em sobreviver dignamente aqui em nosso território antigo, já sofremos muito e estamos todos massacrados e morrendo em ritmo acelerado. Sabemos que seremos expulsos daqui da margem do rio pela Justiça, porém não vamos sair da margem do rio. Como um povo nativo e indígena histórico, decidimos meramente em sermos mortos coletivamente aqui. Não temos outra opção esta é a nossa última decisão unânime diante do despacho da Justiça Federal de Navirai-MS. 

Atenciosamente,

Guarani-Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay

Fonte: grupo oito de março-RS
Foto: Leopoldo Silva - http://frentedeacaopro-xingu.blogspot.com.br/2012/10/situacao-dos-guarani-kaiowa-sera-tema.html

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

107 Baleias Franca avistadas no litoral de Santa Catarina

Comemoro com vocês a notícia de baleias no litoral do RS e de Santa Catarina.
Essa notícia eu li no Jornal Correio do Povo, dia 10 de setembro:

Crédito: pbf / divulgação / cp
O Projeto Baleia Franca (PBF) segue monitorando os exemplares que vêm chegando ou estão em Santa Catarina. No final de semana, no sobrevoo realizado, foram avistados 107 exemplares. O grupo comemorou, pois em julho haviam sido observados 103. O número de filhotes, 51, manteve-se dentro da média. "O mês de julho foi muito acima da média. E, para setembro, o número se manteve dentro das expectativas. Estamos felizes com essa temporada, que é resultado de um trabalho de vários anos do projeto", disse Karina Groch, diretora de Pesquisa do PBF.


Durante o sobrevoo, foi possível observar algumas baleias vistas em julho, entre elas, o filhote de baleia-franca albino, encontrado em Ibiraquera, e que já ganhou peso; a baleia batizada como Olívia, com o filhote nascido este ano; e a baleia encontrada no início de agosto, ferida no Litoral Norte, batizada de Mariscal, e que está bem, segundo os especialistas. "O resultado desse sobrevoo, em que se avistou essas e outras baleias conhecidas, além da grande quantidade de filhotes, demonstra a importância do monitoramento aéreo e a continuidade das nossas pesquisas", disse Paulo Flores, analista ambiental do Centro Mamíferos Aquáticos/ICMBio.


Fonte: Jornal Correio do Povo - Edição de 10 de setembro 2012, p. 20
http://www.correiodopovo.com.br/Impresso/?Ano=117&Numero=346&Caderno=0&Noticia=462770

Creche Piu Piu e a Vila Planetário em Porto Alegre

Associação Comunitária dos Moradores da Vila Planetário
Foto: Cristina Lemos

A Vila Planetário se situa entre as Avenidas Santana, Jacinto Gomes e Ipiranga, em um bairro central da capital gaúcha, ao lado do Campus da UFRGS e do Planetário da Universidade, que dá nome à Comunidade.
A luta desses trabalhadores não foi fácil e data do ano de 1988, início do governo de Olívio Dutra na Prefeitura Municipal de Porto Alegre.
A memória dos moradores continua muito viva: na vila não havia condições de habitação e o bairro no entorno não fazia questão de sua permanência por ali.

Lutando muito pelo reconhecimento de suas moradias e pelo direito a um teto digno, com água, luz, esgoto e calçamento, os moradores, em sua essência catadores(as) e separadores(as) de resíduos recicláveis (lixo seco), uniram-se e conquistaram, naquele momento, a construção das suas casas e o reconhecimento do terreno para a construção da
Vila Planetário.

A luta, no entanto, não parou por aí.
Nesses anos que se passaram, formaram a Associação Comunitária dos Moradores da Vila Planetário e passaram a atender as crianças da Comunidade.
A Creche Piu Piu é uma vitória da luta dos líderes da comunidade e uma conquista de cada um e de cada uma dos moradores(as) do local.
As crianças chegam a partir das 7:30 h da manhã, recebem atendimento pedagógico, estímulo ao desenvolvimento físico e cognitivo e fazem as três refeições diárias na escola, retornando às suas casas após as 18 horas.

Tive contato com essa escola através de iniciativas de professoras e de alunas da saudosa Escola Fundação Santa Rosa de Lima, que se localizava na Rua Santa Terezinha, bem perto da Vila Planetário.
Sempre contribuíndo para as campanhas que, de alguma forma a escola fazia, nunca havia chegado aos portões da vila.

Isso tudo se modificou em maio de 2012, quando minha filha Luíza e suas amigas Flora, Ingrid e Júlia fizeram sua primeira visita e trouxeram relatos da situação em que estava a Creche Piu Piu.

Desde aquele momento, contagiada pela energia das gurias e pelo brilho no olhar delas, venho me dedicando ao trabalho voluntário junto à Creche Piu Piu da Vila Planetário.
Busco, com meu esforço pessoal, e através de redes de trabalhadores e de organizações sociais,  que possamos - de todas as formas possíveis - reordenar os laços do Estado para que haja reinclusão das crianças (em primeiro lugar) e de toda aquela população de adolescentes, mulheres, homens, idosas e idosos na sociedade democrática em que vivemos, para que tenham acesso a todos os serviços públicos de qualidade a que têm direito e, mais do que isso, para sejam sujeitos de seus próprios destinos.

http://crechevilaplanetario.blogspot.com.br
Facebook: Creche Piu Piu
Email: crechevilaplanetario@gmail.com
Rua Jacinto Gomes, 683 - fundos
Porto Alegre-RS Fone: 3029 6737

Saudações socialistas a todos e todas!

Cristina Feio de Lemos


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Sintrajufe-RS organiza debate sobre Previdência Complementar durante a Greve pelo PCS4

Informativo Greve Sintrajufe-RS - nº 06, 23 de agosto de 2012
Fotos: Rosane Vargas

Na tarde do dia 22 de agosto, os servidores do Judiciário Federal em greve no RS pela revisão salarial e aprovação do PL 6613/09,  reuniram-se no Auditório do 9º andar do prédio-sede da Seção Judiciária do RS, em Porto Alegre. 
Tratava-se do Debate sobre Previdência Complementar e para conhecimento das novas regras que serão utilizadas para a implementação da lei de previdência complementar, aprovada no Congresso Nacional. 
A despeito do interesse dos trabalhadores, a lei traz uma série de problemas que deverão ser enfrentados com muita determinação, pois parte da premissa de rompimento do princípio da universalidade das contribuições e da solidariedade entre as gerações, ou seja, no sistema de previdência vigente, o governo gere o recurso e todos os servidores contribuem de forma universal, para que todos possam receber no futuro e os trabalhadores mantém o sistema para as gerações que virão, assim como os que nos precederam contribuíram para que os atuais aposentados possam receber seus proventos.

Diante dessa ruptura de princípios muito caros aos trabalhadores e do estarrecimento que causa à maioria dos servidores o conhecimento de que a conta de previdência, no novo sistema, poderá ser resgatada de uma só vez, sem o compromisso com o próprio futuro e/ou com as demais classes de trabalhadores contribuintes do mesmo fundo.

Havia mais alguns problemas que surgiriam na análise dos palestrantes, como o desconhecimento do valor a ser percebido no futuro pelo servidor e que os recursos serão administrados por entidades financeiras (bancos) que vencerão um futuro processo licitatório, a cada 5 anos, e que esses recursos serão aplicados no mercado financeiro.

Também foram analisadas a forma de organização da entidade que irá administrar o fundo e as representações do governo, de magistrados e de servidores.

Cristina Lemos
Diretora da Sec. Comunicação do Sintrajufe-RS 




Assembleia Geral do Sintrajufe, em 21/08, pela continuidade da Greve no RS

Reunidos no auditório das Varas Trabalhistas do TRT 4ª Região, no dia 21 de agosto de 2012, servidores do Judiciário Federal decidem pela manutenção da greve em todo o estado. Na Justiça Federal, em particular, a greve foi construída pelos servidores em paralisações diárias de 2 horas, das 14 às 16 horas, para passagem nos setores e conscientização para mobilização e participação nos Atos e eventos de servidores públicos federais, em greve no mês de agosto de 2012.

Foto: Rosane Vargas - www.sintrajufe.org.br

E a Luíza foi para o Canadá...


Vital Barbosa, Luíza Lemos Casagrande e Cristina Lemos, em 21 de julho de 2012.
Foto: Michael Schwaderer









Com a cabeça e a mala repleta de expectativas, prestes a completar 15 anos, a Luíza embarcou em Porto Alegre, com destino ao Canadá, deixando para trás, de coração apertado, seus familiares.

Desde 2010 essa baixinha não sossega, fazendo planos daqui e dali, para correr esse mundo de meu Deus...

E, graças ao esforço de todos que a amam, cada um do seu jeito, ela já realizou duas vezes o intento: Salt Lake City, nos EUA, em janeiro e fevereiro de 2012 e, Montreal, no Canadá, em julho e agosto de 2012.

A primeira experiência, com a maravilhosa assistência e organização do Yázigi (Brasil) e a parceria com a Internexus (EUA). Uma experiência riquíssima, com o apoio aqui e lá de professores(as), uma host family - com direito a dupla de cães labradores na família, extremamente dóceis e muita neve. Havia colegas de vários pontos do Brasil nessa viagem inesquecível. Foram 3 semanas de aulas e passeios em Salt Lake City, em Utah, e mais uma semana de Los Angeles, na Califórnia, incluindo passeios à Disney World, Universal Studios, com uma passadinha na imperdível calçada da fama e na Praia de Santa Mônica.

Agora, no meio do ano, verão canadense, ela foi ao Acampamento de Verão da YMCA (ACM Internacional) Kanawana Camp, na Província de Quebec, em Montreal. Esta viagem é parte do programa de ensino do Colégio Americano, onde ela fez a oitava série e agora cursa o 1º ano do Ensino Médio.

Foram mais 2 semanas de convivência com adolescentes e crianças de várias partes do mundo, no qual o idioma oficial era o inglês. Por fim, mais uma semana de passeios e visitas a pontos turísticos de Montreal, como o Biodômme e o Parc La Ronde (famosos pelas inesquecíveis montanhas russas). Com a família ficou a saudade e a certeza de que ela está no caminho certo, embora no dia de aniversário de 15 anos ela estivesse tão fora do alcance de um abraço.

Parabéns, Luka!

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

VITÓRIA DAS MULHERES! CONGRESSO NACIONAL DA CUT APROVA A PARIDADE DE GÊNERO!


Meu voto pela paridade de gênero na CUT, CONCUT 2012
Foto: Cristina Lemos



Coroando uma longa história de lutas e de conquistas em todos os sindicatos do país, as mulheres CUTistas provocaram essa discussão ao longo do anos e, naquele dia 12 de julho de 2012, no 11º Congresso Nacional da CUT, foi aprovada com ampla maioria a PARIDADE de Gêneros como política da Central.

Não é pouca coisa! Trata-se de se retomar a discussão - há muito escamoteada - em diversas categorias - de como vem sendo estruturadas as direções de sindicatos no Brasil, e mais do que isso, como vem sendo propiciada a participação política das mulheres nesse país.

As mulheres vêm sendo assistidas e vem sendo oferecidas iguais oportunidades de participar da luta e das atividades políticas nos sindicatos?
Ou vem sendo travada a luta silenciosa das mulheres com dupla e tripla jornada de trabalho - sem ter seu espaço garantido nas discussões e nas organizações de trabalhadores no país?

É com orgulho que se dá esse passo. Essa inserção da exigência de PARIDADE como critério de participação na CUT empurra o avanço naqueles recônditos do país em que as mulheres não vem sendo reconhecidas para integrarem as direções dos sindicatos - ou quando muito - atingem alguns cargos de representação menor nos quadros das entidades.
As justificativas dos atuais dirigentes vêm tendo, historicamente, o mesmo pano de fundo: as mulheres não participam, não vêm às discussões, ou, o argumento mais recorrente: "as mulheres não tem formação política para ocuparem tais cargos".
Ora, como podem as mulheres atingir tal grau de formação e de preparo para dirigirem seus sindicatos e tomar a frente da luta se não há fomento para tanto? Esbarrando nas restrições mais básicas, como a falta de estrutura de apoio nos sindicatos e nas assembleias, congressos, etc., como a política de oferecer creches, recreacionistas e, ainda, que se possibilite às crianças acompanharem suas mães e/ou pais dirigentes para participarem de eventos fora do município.

Essa é somente a ponta do iceberg que aparece sob a superfície de uma longa história de dificuldades na relação com os dirigentes. Ambos os sexos estão presentes nas bases das categorias, porém, muitas vezes sem presença significativa nos cargos de direção, tampouco nas representações dos sindicatos para Congressos, Encontros, Seminários, Simpósios, Delegações, Deliberações, Direções de Base e de Organizações por Local de Trabalho e outras. Trata-se de um aprendizado e de um ajuste constante no interior das estruturas, para que cada vez mais se possa atingir a meta da igualdade.

Todavia, a luta pela Igualdade encontra ainda, resistências. Se por um lado a PARIDADE foi defendida pelas mulheres da Marcha Mundial das Mulheres, CUT pode mais e por quase todas as correntes internas à Central, uma delas bateu de frente.
Dentro da CUT, a corrente interna ao Partido dos Trabalhadores, denominada "O Trabalho", é contrária a essa decisão e defendeu sua posição no Congresso.

Uma vez garantido o espaço para essa defesa, bastante equivocada, a meu ver, teve espaço a votação e as mulheres comemoraram muito o grande momento histórico da Central e no avanço da luta pela paridade de gênero no Brasil.

Um grande viva à luta das mulheres em todo o Brasil!

Cristina Feio de Lemos
Delegada ao 11º CONCUT pelo Sintrajufe-RS

sábado, 4 de agosto de 2012

Marcha dos Servidores Públicos, Cúpula dos Povos, RIO + 20, Rio de Janeiro, 20/06/2012

Marcha desde Av. Rio Branco, Centro do Rio, Cúpula dos Povos, Rio+20
Fotos: Cristina Lemos

Cúpula dos Povos, Rio + 20, Propostas de Geração de Renda

Coleta de bitucas de cigarro para reciclagem, máquinas de reciclagem de lixo e transformação em tijolos para construções e outras propostas.
Fotos: Cristina Lemos

CÚPULA DOS POVOS NA RIO+20



A belíssima cidade do Rio de Janeiro foi o cenário para a realização da Conferência das Nações Unidas, a RIO+20, que busca rediscutir as decisões e metas obtidas na reunião de países ocorrida na Conferência ECO-92 (Rio 1992), e, sobretudo, o que ainda pode ser atingido, passados vinte anos.

O encontro entre os representates dos governos e de seus altos escalões governamentais aconteceu no centro de eventos Riocentro, com entrada vedada pela presença de guardas e forte aparato de segurança.

De outro lado, as populações mundiais se deparam diuturnamente com os diversos desafios que o crescimento econômico, seguido ou não de desenvolvimento, coloca para a sociedade organizada.

Quais são as alternativas e para onde ruma o capitalismo no mundo?
Como estão e como ficarão as fontes naturais?
Serão inesgotáveis os recursos do planeta, como preconizam as indústrias e a nova ordem mundial de consumo desenfreado?
A sociedade civil se organizou e trouxe todo o seu manancial para a discussão nos eventos paralelos à RIO+20, a Cúpula dos Povos, que se realizou no Aterro do Flamengo, também no Rio de Janeiro.

Para entender um pouco melhor esse contexto, destaquei o texto abaixo, cuja fonte é Fórum Rio mais 20

Por que precisamos da Rio + 20?
 O mundo tem agora 7 bilhões de pessoas, até 2050, haverá 9 bilhões.
 Uma em cada cinco pessoas entre 1,4 bilhões vivem atualmente com US$ 1,25 por dia, ou menos.
 Um bilhão e meio de pessoas no mundo não têm acesso à eletricidade, dois bilhões e meio não tem um banheiro e quase um bilhão, passam fome todos os dias.
 Se grandes quantidades de gases de efeito estufa continuarem a subir e as mudanças climáticas continuarem sem controle, mais de um terço de todas as espécies conhecidas podem extinguir.
 Se quisermos deixar um mundo habitável para nossos filhos e netos, os desafios da pobreza generalizada e da destruição ambiental precisam ser enfrentados agora.
 Vamos ficar sujeitos a custos muito maiores no futuro, incluindo mais pobreza e instabilidade, e um planeta degradante se não formos capazes de enfrentar adequadamente esses desafios críticos agora.
 A Rio + 20 oferece uma oportunidade para pensar globalmente de modo que todos nós podemos agir localmente para assegurar o nosso futuro comum.
“Desenvolvimento sustentável não é uma opção! É o único caminho que permite que toda a humanidade para compartilhar uma vida decente em um planeta. Rio +20 dá a nossa geração a oportunidade de escolher este caminho”.
Sha Zukang, Secretário-Geral da Conferência Rio +20


Como desenvolvimento sustentável funciona?
Durante as duas últimas décadas, tem havido muitos exemplos de desenvolvimento sustentável bem sucedidos em áreas como energia, agricultura, planejamento urbano, produção e consumo:
 No Quênia, mecanismos financeiros inovadores têm estimulado novos investimentos em fontes de energia renováveis, incluindo a solar, eólica, pequenas centrais hidrelétricas, biogás e energia de resíduos urbanos, gerando renda e emprego.  Na China, os passos para mudar para uma estratégia de crescimento de baixo carbono, baseado no desenvolvimento de fontes de energia renováveis ​​criaram empregos e rendimentos para a promissora indústrias de baixo carbono.
 Em Uganda, uma transição para a agricultura orgânica tem gerado rendimento para pequenos agricultores e beneficiado a sociedade, economia e meio ambiente.
 No Brasil, medidas inovadoras de planejamento urbano, incluindo Sistema de Transporte Coletivo (BRT - Bus Rapid Transit), fez a cidade de Curitiba a cidade com a maior taxa de utilização de transportes públicos e uma das mais baixas taxas de poluição do ar no país.
 No Nepal, comunidades florestais lideradas por grupos de usuários locais da floresta, contribuíram para restauração de recursos florestais, após um declínio na década de 1990.
 No Canadá, a” EcoLogo”, uma das marcas de certificação ambiental da América do Norte, tem promovido milhares de produtos que atendam as rigorosas normas ambientais.
 Na França, cerca de 90 mil empregos foram criados nos setores verde entre 2006 e 2008, principalmente nas áreas de conservação de energia e desenvolvimento das energias renováveis.
 No Haiti, a Iniciativa “Côte Sud” tem a expectativa de beneficiar um número estimado de 205.000 pessoas através do desenvolvimento sustentável e a recuperação de uma área de severamente degradado de aproximadamente a metade do tamanho da Grande Londres.

O que acontecera na Conferência Geral Rio +20?
Milhares de participantes de governos, setor privado, ONGs e outras partes interessadas se reunirão no Rio no final de maio e início de Junho de 2012, para um forte impulso em direção ao desenvolvimento sustentável.
A última sessão do Comitê Preparatório para a Conferência terá lugar 28-30 de Maio. A Conferência em si será realizada 20 - 22 de Junho.
Em paralelo e entre os eventos oficiais, haverá outros numerosos eventos, exposições, apresentações, feiras e anúncios pela nossa ampla parceria.
As discussões oficiais serão focados em dois temas principais:
Como construir uma economia verde para alcançar desenvolvimento sustentável e tirar as pessoas da pobreza, incluindo o apoio aos países em desenvolvimento que lhes permita encontrar um caminho verde para o desenvolvimento;
Como melhorar a coordenação internacional para o desenvolvimento sustentável;
Os governos deverão adotar medidas práticas, claras e focadas para implementação do desenvolvimento sustentável, baseado nos muitos exemplos de sucesso que temos visto ao longo dos últimos 20 anos.


Praça Sociobiodiversidade - retratando economias cooperadas e
fontes de renda sustentáveis nos diversos ecossistemas brasileiros.
Fotos: Cristina Lemos

Empresa de CORREIOS apresentou protótipos elétricos e iniciativas sustentáveis na Cúpula dos Povos da RIO+20

EBCT - Vagão elétrico para conduzir cargas em calçadões urbanos, carro elétrico, frotas de bicicletas
e reciclagem de bolsas postais em exposição na Cúpula dos Povos da Rio +20.
Fotos: Cristina Lemos  

sexta-feira, 13 de julho de 2012

11º CONCUT em São Paulo e A CUT PODE MAIS

A CUT PODE MAIS - 12/07/2012





A Central Única dos Trabalhadores(as) realiza seu décimo primeiro congresso neste ano de 2012, no centro de eventos Transamerica Expo-Center, em Santo Amaro, São Paulo.

A Central, que congrega trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade realiza seus congressos como objetivo de debater estratégias e de definir alternativas para a organização da classe trabalhadora em diversas esferas. Desta forma, reuniram-se na capital paulista mais de 2000 (dois mil delegados e delegadas ao 11º CONCUT, eleitos nas assembleias sindicais de todos os sindicatos CUTistas do país.

É também nos Congressos que a CUT elege os dirigentes que cumprirão a tarefa de encabeçar a presidência e as direções nacionais da Central, em uma ampla votação, necessária para oxigenação dos rumos e das políticas da maior ferramenta de luta sindical do Brasil.

Desta forma, foram inscritas duas chapas para disputar os rumos e a organização da CUT: a chapa 1, Somos Fortes, Somos CUT, representada majoritariamentee pela corrente interna da CUT, denominada ArtSind - Articulação Sindical e a chapa 2, A CUT PODE MAIS, representada por uma nova tendência interna à Central, que se apresenta neste 11º CONCUT.
Essa tendência, que se constituiu nacionalmente neste 11º Congresso Nacional da CUT representou a Chapa 2, com votações em todos os estados brasileiros.

A CUT PODE MAIS - Plenário 11º CONCUT
Foto: Cristina Lemos



Na apuração, a Chapa 2 - A CUT PODE MAIS obteve 189 votos, de um total de 2131 votantes, totalizando 8,9% dos votos dos delegados e delegadas presentes no pleito. Parabéns a todos e a todas pela ousadia, pela determinação e, principlamente, pela coerência entre discurso e prática de liberdade, e autonomia sindical. 

A CUT PODE MAIS


Reuniões na sala 04 do Transamerica - Santo Amaro
Foto: Cristina Lemos

Após os trabalhos da programação oficial do dia, os diversos grupos internos à CUT, de organização de pensamento, se reunem para debates de estratégia e aglutinação de forças. Neste 11º CONCUT, A CUT PODE MAIS esteve na sala do TRANSAMERICA EXPOCENTER, em Santo Amaro, capilarizando a ação e multiplicando as ideias. No seu conjunto, a força decidiu apresentar uma Chapa para concorrer à Presidência da CUT Nacional e com propostas concretas para uma gestão consciente e combativa dos interesses dos trabalhadores e trabalhadoras, diante do Estado. 
Desta forma, na discussão das teses e emendas ao texto base, mais uma vez se apresentou nos grupos, em diversos estados do país, a proporcionalidade direta, bem como a proporcionalidade qualificada, a fim de possibilitar a abertura à participação de tendências menores para contribuir com a gestão da CUT, em diversos níveis.
Essa votação, no entanto, não obteve êxito. A Chapa 2, A CUT PODE MAIS, apresentou sua inscrição, com ampla representação nacional, do setor público e privado, para disputar a eleição, que desde 2006 não recebia a inscrição de mais de uma chapa para o pleito.
As delegações puderam, então, optar entre as duas chapas, na eleição ao final do dia seguinte, 12/07/12, e escolher entre as propostas de organização para o próximo triênio.



11º CONCUT - SP, /Cristina Lemos, Diretora do Sintrajufe
Foto: Gerson Borba





11º Congresso Nacional da CUT - Macroeconomia e Finanças para o Desenvolvimento

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Grupos de debates no 11º Concut
Foto: Cristina Lemos

Para enriquecer a atuação dos delegados e delegadas na ação sindical de todos os dias, a CUT trouxe palestrantes de diversas áreas para aprofundar o debate. No dia 11 de julho, pela manhã, a Mesa de Macroeconomia e Finanças para o Desenvolvimento, cujo painelista foi o Professor Dr. Carlos Eduardo Freitas, da PUC/SP, apresentou críticas e abordagens sobre a economia mundial e as diversas repercussões na vida dos trabalhadores ao redor do mundo.

Após a análise do palestrante, foi aberta inscrição para intervenções. Na foto, o trabalhador rural do estado do Mato Grosso, em sua fala, coloca a preocupação quanto à Reforma Agrária e ao enfrentamento - por parte da CUT e das representações de trabalhadores(as) - de forças que vêm historicamente barrando essa reforma, por dentro da base de sustentação do governo.


segunda-feira, 4 de junho de 2012

Teletrabalho e Saúde do Trabalhador no Processo Eletrônico, palestra do médico gaúcho Rogério Dornelles

Rógerio Dornelles,médico do trabalho, palestrando sobre Saúde na Plenária da Fenajufe
Foto: Cristina Lemos
A parte mais esperada da tarde de abertura da Plenária da Fenajufe foi a exposição do médico do trabalho, assessor de saúde do Sintrajufe/RS, Dr. Rogério Dornelles sobre o Teletrabalho e as realidades do Processo Eletrônico.

Rogério falou com base nos dados colhidos na pesquisa realizada pelo Sintrajufe/RS com todos os servidores do Judiciário no estado no final do ano de 2011. Os dados são contundentes: o teletrabalho é uma realidade no Judiciário e precisa ser estudado com bastante cuidado, pois os resultados podem ser nefastos à saúde física e mental dos trabalhadores. De acordo com os resultados obtidos, há um índice elevado de insatisfação relacionada ao trabalho virtual, com grande stress dos trabalhadores quanto ao volume de processos, despachos, decisões, pareceres etc.
A realidade da Justiça Federal mudou, o volume de processos aumentou em escala exponencial e a cobrança de resultados não veio associada ao aumento de trabalhadores no quadro, pelo contrário.
Há elevado índice de adoecimento, afastamento em razão de lesões relacionadas ao trabalho (LER/DORT), há automedicação e outros sinais de doenças laborais.

Rogério frisou a importância de se prevenir o adoecimento e a campanha das PAUSAS já lançada pelo Sintrajufe/RS no estado, refletida na Resolução do TRF4ª Região regulamentando essa necessidade, evidencia uma ação concreta que pode ser tomada para proteger os(as) servidores(as) de doenças relacionadas ao trabalho.

O médico salientou, ainda, a importância de se analisar caso a caso as situações de teletrabalho, pois, o que pode parecer muito atraente por um lado, como a autonomia em relação ao horário, pode significar grandes prejuízos à saúde, à rotina laboral e à organização dos trabalhadores.

Nelberto Brum , Cristina Lemos, Felipe Braga, Mara Weber e Barlese Santo - pela delegação do Sintrajufe/RSFoto: Silvana Dal Bosco Pinheiro





terça-feira, 22 de maio de 2012

Plenária da FENAJUFE em São Luis do Maranhão reuniu delegados de todo o país

Mesa de Abertura da Plenária em 04/05/12
Foto: Cristina Lemos


Vera Miranda, Ex-dirigente da FASUBRA
Foto: Cristina Lemos
A Plenária anual da FENAJUFE contou com servidores(as) do Judiciário Federal dos quatro cantos do país e se realizou nos dias 04 a 06 de maio, em São Luís do Maranhão.
O primeiro painel, de conjuntura nacional e internacional colocou desafios aos trabalhadores e impôs uma análise mais detalhada dos rumos do movimento em relação, principalmente, aos próximos passos que podem ser dados pelo governo federal.

Veja abaixo a cobertura da Fenajufe do painel de Vera Miranda:

SÃO LUIS – 04/05/12 - Organizar os trabalhadores do serviço público e construir um calendário de luta para o próximo período foi a tônica do painel de Conjuntura, na noite desta sexta-feira [04], no primeiro dia da XVII Plenária Nacional da Fenajufe, em São Luis. Um dos momentos mais esperados dos fóruns da categoria, o debate sobre a conjuntura nacional e internacional, ainda que tenha mostrado divergências quanto à leitura das forças políticas que compõem o movimento sindical do Judiciário Federal e do MPU, serviu para reforçar uma orientação que a Fenajufe sempre tem repassado à categoria: somente a mobilização, de forma organizada e unificada, será capaz de garantir que sejam aprovados os Planos de Cargos e Salário, em tramitação no Congresso Nacional, e impedir que projetos que retiram direitos dos trabalhadores sejam implementados.


A primeira painelista a abordar o tema foi Vera Miranda, assessora do Sisejufe-RJ e ex-dirigente da Fasubra. Fazendo uma análise dos efeitos da crise do neoliberalismo, a assessora sindical afirmou que os Estados adotam medidas que têm como principais alvo os trabalhadores. “A crise, que começou centrada na Europa, já se espraia para outros países e obriga o Estado a pagar a conta, retirando direitos dos trabalhadores. Os efeitos podem ser vistos na Grécia e em Portugal, sendo que neste último os trabalhadores tiveram em torno de 20% na redução dos seus salários. E aqui no Brasil se não nos armarmos, enfrentaremos esses mesmos ataques”, avaliou. Em relação aos trabalhadores do serviço público, Vera Miranda avalia que o atual governo, pressionado pelo “pacto da governabilidade”, optou por políticas conservadoras, que ameaçam os direitos do funcionalismo. Na avaliação da assessora sindical, para superar esse programa, os trabalhadores precisam definir ações unificadas e disputar o “projeto de Estado”. “Vamos ter que trabalhar plataformas que sejam ousadas e, para isso, temos que ter unidade na ação. Temos que disputar o projeto de Estado, além de apontar os problemas e também que propor novas políticas. Não vamos pagar a conta da crise, mas se não fizermos intervenções de peso não conseguiremos disputar projetos”, afirmou Vera, que citou como desafios prioritários da categoria no momento a luta contra uma nova reforma da previdência, já iniciada com a aprovação dos fundos de pensão, a exigência da regulamentação da negociação coletiva no serviço público e a aprovação do Plano de Cargos e Salários, que, para ela, é o principal anseio dos servidores do Judiciário Federal e do MPU.


Extraído do saite da Fenajufe

Fonte: www.fenajufe.org.br