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segunda-feira, 15 de abril de 2013

Em Trabalho Voluntário para a Creche Piu Piu da Vila Planetário, na Prefeitura da Capital

Audiência ocorreu para tratar de assuntos relacionados ao acesso à JFRS e ao transporte público
Foto: Willians Barros - Sintrajufe/RS
Atendendo aos pedidos de servidores e servidoras da Justiça Federal e, no sentido de melhorar o acesso ao prédio-sede da JF, no interior do Parque da Harmonia, o sindicato dos servidores, Sintrajufe/RS e a Direção do Foro da Seção Judiciária marcaram audiência conjunta com o Prefeito da Capital.
A reunião contou com a presença da Diretora Cristina e dos diretores Zé e Marli do Sintrajufe, representantes dos(as) servidores(as), do Juiz Eduardo Picarelli, da Direção do Foro da Justiça Federal de 1º Grau, da EPTC, Vanderlei Capellari e Carla Meinecke, e da Prefeitura, o prefeito José Fortunati e Marcelo do Canto, o procurador do município.

Após tratarem dos assuntos que originaram a audiência, foi possível apresentar ao prefeito o documento enviado pela escola para pleitear melhoras na vida daquelas famílias que residem na Comunidade da Vila Planetário.




Cristina entrega Ofício da Creche Piu Piu da Vila Planetário ao Prefeito
Foto: Willians Barros - Sintrajufe
Veja a matéria que constou no blog da Creche:


No coração de Porto Alegre, casario do paço municipal, na tarde de 10 de abril de 2013, a Associação dos Moradores marcou presença junto à administração.
Após audiência solicitada pela Justiça Federal e pelo Sintrajufe/RS, para tratar de assuntos relacionados ao transporte coletivo, estação de bicicletas e outros assuntos do interesse dos servidores, o Prefeito José Fortunati recebeu, das mãos da voluntária Cristina Lemos, colaboradora da Creche Piu Piu, o Ofício da Associação Comunitária dos Moradores da Vila Planetário.

O Prefeito demonstrou interesse no documento e foi informado de que as providências que os moradores solicitam são medidas simples, que irão trazer grandes melhoras para a vida dos moradores da região.


Em resumo, o documento encaminha ao Prefeito Fortunati, que irá governar a cidade pelos próximos 4 anos, algumas solicitações da Comunidade da Vila Planetário, como:
REVITALIZAÇÃO da praça interna da Vila Planetário, com poda de árvores, limpeza e arrumação do terreno - que hoje é apenas barro, com iluminação pública, ajardinamento, colocação de bancos, etc. a fim de tornar a área um centro de convívio social aos moradores;
REVITALIZAÇÃO da Praça situada na esquina das Avenida Ipiranga com Rua Santana, com limpeza, iluminação, cuidado com os jardins e a construção de uma CANCHA para JOGOS;
GALPÃO DE RECICLAGEM em área da Vila Planetário (no final da Rua Luiz Manoel - área conhecida como "Redondo") para que os moradores não tenham de trazer o material de reciclagem e o lixo seco para a frente de suas casas, espantando o mau cheiro, as abelhas, moscas e ratos do cotidiano da Vila Planetário;
AUMENTO DO CONVÊNIO COM A SMED e CRECHE PIU PIU e contratação de professoras - para que as 
crianças da Comunidade possam ter um ensino melhor, uma escola melhor e um melhor futuro;

Na saída da audiência, Fortunati posou para a fotografia de Willians Barros, jornalista do Sintrajufe/RS segurando o documento nas mãos.

Confira o inteiro teor do documento, entregue para o Prefeito e protocolado no Gabinete do Prefeito,  clicando aqui

Fonte: Blog Creche Piu Piu e Sintrajufe/RS

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Sintrajufe/RS divulga os nomes dos delegados ao 8º Congrejufe




A assembleia geral do dia 16 de março elegeu os delegados do Sintrajufe/RS ao 8º Congresso Nacional da Fenajufe (Congrejufe), que se realiza de 26 a 30 de abril, em Caeté (MG).
A ida está programada para a manhã do dia 26/04 e o retorno será no dia 1º de maio, Dia do Trabalhador. 

Veja os nomes dos delegados da chapa 1 - VIVA VOZ:

Chapa – 1 Viva Voz
Ari Heck 
Bárbara Kern Wilbert
Barlese Santo Freitas de Oliveira
Caroline de Alcantara Santiago
Cristina Feio de Lemos
Edson Moraes Borowski
Eno Mews
Euzebio Marcos da Silva
Diogo da Silva Corrêa
Eledir Teresinha Martins
Fabiano da Silva 
Gleni Mara Monlleo Sittoni
Ivonilda Buenavides da Silva
Lourdes Helena de Jesus da Rosa
Lucas André Guarnier Rohde
Luciana Krumenauer Ortmann
Mara Rejane Weber
Marli do Campo Zandona
Rodrigo Puftz 
Sérgio Amorim
Silvana Beatriz Klein
Thomaz da Costa Farias
Vania Damin
Vera Pelegrino
Zé de Oliveira

Para informações da nominata das outras chapas eleitas na Assembleia
clique no link Sintrajufe

Fonte:  Sintrajufe - RS

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Diretora Cristina Lemos, representou o Sintrajufe na abertura do Circuito Integração da Justiça Federal RS

Entrega do Relógio da Campanha de Pausas para a colega Andréia de Lajeado

O Sintrajufe/RS, representado pela diretora Cristina Lemos, esteve em Lajeado, na manhã do último sábado, 6, prestigiando o início das competições da fase classificatória do Circuito Integração da JFRS.

Com grande presença de familiares - entre os quais, muitas crianças - os jogos de futsal masculino e vôlei misto aconteceram nas quadras cobertas do Parque do Imigrante.

O município é umas das sedes do evento, e, além dos anfitriões, reuniu competidores de Bento Gonçalves, Caxias do Sul e Santa Cruz do Sul.
Participaram as seguintes equipes:

Futsal Masculino:
Várzea Federal (Bento Gonçalves)
Caxias do Sul
Jus Goleandi (Santa Cruz do Sul)
Absolut (Lajeado)
Judiarias (Santa Cruz do Sul)

Vôlei Misto
Várzea Federal (Bento Gonçalves)
Caxias do Sul
Absolut (Lajeado)
Judiarias (Santa Cruz do Sul)
Na ocasião, a diretora Cristina Lemos entregou mais seis relógios da Campanha de Pausas do sindicato para servidores de setores da JF de Lajeado e Santa Cruz do Sul.
O colega Caçiano Fochesatto, de Bento Gonçalves, era um dos mais animados do torneio, desdobrando-se a ponto de ter participado de quatro partidas, nas duas modalidades, quase que simultaneamente. "Achei ótima essa forma descentralizada do Circuito; só não participa quem não quer", disse o multiatleta, que saiu vencedor nos quatro prélios de que participou. "Tive 100% de aproveitamento", comemorou Caçiano.

A colega Dulce Balbinot Costa, diretora de base do Sintrajufe/RS em Bento Gonçalves, e representante do sindicato no comitê organizador do evento no estado, também estava bastante satisfeita com o início dos jogos. "É a grande oportunidade para trocarmos figurinhas com os colegas de outros lugares", disse ela. "Nosso time, o Várzea Federal, joga junto há 10 anos, e sempre participamos de tudo. Esperamos que o sindicato continue apoiando iniciativas como a do Circuito Integração", afirmou.

Na hora do almoço, as delegações das quatro cidades fizeram um rateio e promoveram um grande churrasco de confraternização na área arborizada do Parque, regado a chopp gelado e muita conversa.


"Este é o verdadeiro espírito do Circuito: aproximar e integrar os colegas que, quase sempre, comunicam-se apenas pelos computadores", afirmou Cristina Lemos. "Estamos felizes por patrocinar um evento como este, que, acima de tudo, cria vínculos afetivos e estreita os laços entre os servidores", concluiu a dirigente.


A fase classificatória das competições de futsal e vôlei prossegue nos próximos sábados, nas sedes de Santo Ângelo, Santa Maria, Santana do Livramento, Pelotas, Passo Fundo, Novo Hamburgo e Porto Alegre. A etapa final do Circuito, com a gincana e as provas de atletismo, vai ser de 7 a 9/6, em Canela e Gramado.

Texto e Fotos: Willians Barros
Fonte: Sintrajufe - RS



quarta-feira, 3 de abril de 2013

Assembleia Geral Sintrajufe elege Delegação para 8º Congresso da FENAJUFE



Diretora Cristina Lemos na mesa, com Thomaz e Zé
Assembleia Geral 16/03/2013 - Foto: Rosane Vargas
Dia 16 de março de 2013, no Salão Multicultural da Ecossede do Sintrajufe/RS, a categoria do Judiciário Federal se reuniu em assembleia geral.



Havia dor e luto no sindicato, pela perda repentina da amiga e Diretora Sara da Gama Mor, no dia 15, o que cancelou todos os eventos do Sintrajufe.
Todavia, não foi possível adiar a assembleia geral que elegeria os delegados ao 8º Congrejufe, pois o calendário da Federação não permitiria essa alteração. Na Assembleia foi registrada a atuação e a presença constante da militante e lutadora Sara, servidora aposentada da Justiça do Trabalho que sempre defendeu com garra os direitos das pessoas com deficiência, sempre protagonizou as lutas das mulheres e por um mundo mais justo e mais igualitário. Sara da Gama Mor? PRESENTE gritaram as pessoas emocionadas no plenário.

A pauta da assembleia foi seguida e o prazo para inscrição de chapas aglutinadas para a participação no Congrejufe foi aberto. Foram inscritas 5 chapas diferentes e que tiveram as votações que seguem:
  • Chapa 1 - VIVA VOZ - defendida por Silvana e Zé - 84 votos
  • Chapa 2 - Luta de Classes e Fenajufe Independente e de Luta - defendida por Carlini - 12 votos
  • Chapa 3 - Nova Arrancada - defendida por Loguércio - 23 votos
  • Chapa 4 - Luta Fenajufe - defendida por Cristiano e Paulo - 41  votos
  • Chapa 5 - Fora Dilma - defendida por Eduardo - 01 voto
O 8º Congresso da FENAJUFE ocorrerá entre os dias 26 e 30 de abril, no estado de Minas Gerais, cidade de Caeté e os delegados elegerão, nos dois dias finais do evento, a nova direção nacional da FEDERAÇÃO, que será responsável pela política a ser implementada na Fenajufe no decorrer do próximo período 2013/2016.

Mais informações www.fenajufe.org.br



segunda-feira, 1 de abril de 2013

PT lamenta o falecimento da militante e suplente de vereadora Saraí Soares


É com pesar que o PT de Porto Alegre comunica o falecimento da companheira e suplente de vereadora Saraí Soares. Aos 47 anos, Saraí foi vítima de uma parada cardíaca nesta madrugada na sua casa. O velório está sendo realizado na Câmara Municipal de Porto Alegre. O sepultamento será às 18h no cemitério da Santa Casa.


Ex-conselheira tutelar, primeira mulher negra eleita vereadora em Porto Alegre, Saraí sempre lutou pela autonomia e o protagonismo feminino na sociedade, por um mundo mais justo, solidário e igualitário.

Vereança

Nascida em 24 de junho de 1965, em Santa Maria (RS), servidora estadual, Saraí foi vereadora suplente de Porto Alegre na legislatura 1997-2000 e assumiu a titularidade diversas vezes. Nas eleições de 2012, concorreu a uma vaga na Câmara, pela coligação PT, PPL e PTC, e ficou na suplência.

Asscom PT-POA   Fonte: Portal PT - Poa 

segunda-feira, 18 de março de 2013

VI Congresso Estadual do Sintrajufe - dias 24 e 25 de novembro de 2012, Porto Alegre

Nos dias 24 e 25 de novembro de 2012, no Hotel Embaixador, em Porto Alegre, ocorreu o VI Congresso Estadual do Sintrajufe/RS, agregando os servidores e servidoras das Justiças Federal, do Trabalho, Eleitoral e Militar no estado.

Não foi fácil aglutinar a categoria no período que antecedia o final do ano e houve muitos delegados e delegadas que, mesmo após terem sido escolhidos nos seus setores de trabalho, não puderam se deslocar até a capital.
Desta forma, a direção do sindicato, após ponderações e reuniões com grupos políticos que formam a base da categoria do judiciário, optou por submeter ao Plenário o adiamento da eleição de delegados e delegadas ao 8º Congrejufe. Com o quorum existente no Congresso Estadual, a categoria perderia de eleger 13 delegados ao congresso eleitoral da federação, o que não seria justo com a representatividade do sindicato do RS no cenário nacional.

Também foi levado à mesa de organização a possibilidade de vir a ser discutida judicialmente a eleição dos delegados no Congresso, em razão de aditamento ao Edital de convocação publicado em jornal de grande circulação e os prazos estatutários do Sintrajufe.
Assim, apesar de algumas manifestações contrárias, no calor do momento, a decisão da categoria presente no Congresso Estadual foi a de adiamento para assembléia geral em março de 2013, prazo final estabelecido pela FENAJUFE para a eleição dos(as) delegados(as).

Mesmo assim, a semana foi de muito trabalho para os funcionários e direção do sindicato: houve o Encontro do Núcleo de Aposentados e o I Encontro Estadual de Saúde da categoria, nos dois dias que antecederam o Congresso Estadual.

O Encontro Estadual de Saúde foi um grande marco na história do Sindicato, pois foi o momento em que se apresentou à categoria a pesquisa geral entre servidores do RS, a única pesquisa séria com dados concretos colhidos junto à categoria do JUDICIÁRIO FEDERAL no contexto laboral do processo eletrônico como ferramenta de trabalho.


Apresentação da tese do Coletivo Viva Voz, com Thomaz, Mara e Silvana, da direção do Sintrajufe/RS.
Foto: Cristina Lemos
 Após os debates relacionados à Conjuntura e à carreira, houve o painel acerca da Previdência Complementar e suas regras de funcionamento, ainda muito nebulosas para entendimento, mas com data para início na vida dos servidores.




















Ao final do Congresso Estadual, a categoria ainda pode se aproximar dos conhecimentos adquiridos na Cultura Popular que pulsa no Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo, e que funciona no imóvel cedido pela categoria ao Ponto de Cultura e telecentro, na Capivari, Zona Sul de Porto Alegre.
Após contar rapidamente a história do ponto e das diversos projetos que ali vem tomando forma, com a participação da comunidade do Cristal, houve um momento muito tocante, com o som do instrumento "sopapo" e considerações sobre a sua origem, no seio da cultura africana e gaúcha.

Resgatando no Blog o I Encontro de Saúde do Sintrajufe/RS, em novembro/2012

O painel “As transformações do mundo do trabalho” ocorreu na parte da manhã do dia 23, no I Encontro de Saúde dos Trabalhadores do Judiciário Federal do RS, promovido pelo sindicato. Com mediação da diretora Silvana Klein, contou com a participação da professora do Departamento de Psicologia da UFPR e doutora em Medicina Preventiva Lis Andréa Sobol e do professor da Ufrgs e doutor em Economia Aplicada Cássio Calvete.

Lis disse que o sistema de produção capitalista atual não está só no trabalho, mas na vida das pessoas. “A aceleração performátcia está na vida hoje. As pessoas fazem mais rápido o que têm de fazer e o fazem porque têm mais coisas a fazer no mesmo tempo que tinham antes”, explica.

Outra característica do mundo do trabalho é a polivalência, o fazer várias coisas, a descartabilidade do outro. A ênfase, afirma a pesquisadora, está nos resultados de curto prazo. A quantofrenia também foi elencada por Lis Sobol; seria, de maneira simplificada, o sentido de que tudo precisa ser medido. Encaixa-se aí a superação de metas e o estabelecimento, sempre, de novas metas.

O aspecto saúde, nesse sistema, só é pensado quando prejudica o trabalho (adoecimento do trabalhador) ou do ponto de visto estético.


Painel tarde - Foto: Cristina Lemos
Essas novas relações de trabalho, mais individualizadas e com cobranças de produção, alicerçadas na tecnologia, geraram novas patologias: sobrecarga, solidão (“descompensamento”), violência (assédio moral), LER/Dort. O assédio moral é também uma estratégia de gestão, de acordo com Lis Sobol, “é uma forma de controle do trabalhador”. E é uma estratégia que se generaliza, banaliza e gera ainda mais individualização.

Para romper com esse quadro, diz a pesquisadora, o trabalhador precisa amar a si próprio e respeitar seus limites pessoais. Na opinião dela, essa lógica de individualização precisa ser rompida. “São os vínculos no trabalho que capacitam para o enfrentamento da visão que coloca o outro como competidor”, explica.

As lutas por redução de jornada e aumento de salário se confundem na história, aponta Cássio Calvete. Ele lembra duas datas importantes, o Dia do Trabalhador e o Dia Internacional da Mulher, que são geradas por essas lutas. Cerca de um século depois, esses temas estão na pauta. No Brasil, a redução da jornada foi retomada em 2001, 2003, como forma de reduzir o desemprego, o tempo e a intensidade de trabalho.

Para Calvete, a jornada extensa aumenta as doenças ocupacionais. Além disso, a sua distribuição em bancos de horas, trabalhos nos finais de semana, terceirizações, trabalho em casa são formas de explorar o trabalhador.

O pesquisador acredita que seja possível reduzir a jornada de trabalho no Brasil sem que isso signifique redução de salários. Na opinião dele, é preciso uma mudança de valores, usar a teconologia a favor, e não para aumentar a intensidade e a duração do trabalho, pois com a internet e o celular o trabalhador está à disposição em qualquer lugar, a qualquer hora.



Por Rosane Vargas, Sintrajufe/RS

Fonte: Sintrajufe www.sintrajufe.org.br


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Indignação? é pouco! Eu estou furiosa!

Eu me senti sangrando como ela...
Fotos: Cristina Lemos
Foi na hora do almoço do dia 06 de fevereiro que tive a notícia: a Prefeitura de Porto Alegre acaba de cortar 14 árvores na volta do Gasômetro.
E então, aquelas belíssimas e frondosas árvores que adornavam o Parque Júlio Mesquita e sob as quais a gente passa todos os dias, acabaram de ser mortas.

Como alguém toma uma decisão tão obtusa como esta?
Como alguém se senta tranquilamente atrás de uma mesa e decide que 115 frondosas e cinquentenárias árvores terão de morrer?
Sem contar que esta atitude tão vil ainda vai desconfigurar um dos nossos mais conhecidos cartões postais da cidade...

O poder público de Porto Alegre rasga todas as credenciais de conservação de meio ambiente e de proteção às árvores - aliás, são belíssimos Ipês Roxos e Ipês amarelos que nos protegem do sol escladante do verão gaúcho e ainda permitem um chimarrão na praça com a família.

Com que direito?


Moro no Centro há mais de 15 anos e nunca havia presenciado tamanha violência e arbitrariedade com o meio ambiente.










A última atitude assim da qual tive notícia - e também me alinhei aos combatedores - foi na destinação da Avenida Edvaldo Pereira Paiva para a construção de Posto de Gasolina, Hotéis de luxo, etc. Lembram? Não por acaso, era um Projeto do mesmo partido: PDT, na época capitaneado pelo Alceu collares e autoridades envolvidas na especulação imobiliária da época. O povo entrou na Câmara dos Vereadores e a votação não saiu. Depois, tentaram realizar outra a portas fechadas.
Não dá para ficar quieto e deixar acontecer a patrola do "TUDO PELA COPA DO MUNDO". Não é assim que funciona. Há gente envolvida. Há uma cidade envolvida, senhor prefeito Fortunati.
Perguntado pela imprensa o porquê desse tamanho golpe no meio ambiente e no ecossistema do centro da cidade, o prefeito José Fortunati respondeu: "A população não utiliza etas árvores."
Convido então, Vossa Excelência a sair do conforto de sua casa bem cedo, pelas manhãs e vir até o Parque/a Praça Julio Mesquita: vai presenciar pessoas de várias idades passando para ir ao trabalho, à escola, brincando na pracinha ou mesmo passeando com seus cães. Se for mais ao final da tarde, vai ver também as rodas de chimarrão, de pagode e de capoeira. Vai ver amigos batendo papo e ciclistas descansando na sombra.

Se, por ventura, o prefeito nos der a honra da visita em um final de semana ou feriado, vai poder compartilhar da companhia de várias famílias que vêm, muitas vezes de outras cidades, da grande Porto Alegre e do interior, para sentarem-se sob os ipês do Gasômetro.

E agora? "Quantas copas por uma copa?"


Não foi eleito com meu voto, mas vou acompanhar cada atitude desse governo e vou denunciar publicamente arbitrariedades como essa.
O Ato organizado no dia 07/02/13: "Quantas copas por uma copa?" teve a presença de mais de 500 pessoas e busca dar um fim nesse projeto que inverte a lógica da cidade em nome da passagem de automóveis, que já se sabe, não vai parar por aí e não resolve a questão viária.
Será preciso melhorar a rede de transporte público e atender melhor a população, como é exemplo em grandes cidades do mundo.


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A CUT não participará do FST de Porto Alegre em janeiro de 2013


Por: João Antonio Felício, secretário de Relações Internacionais da CUT

A CUT participa do Fórum Social Mundial desde a sua fundação, em 2001. Sempre o consideramos um espaço de atuação extremamente importante para todos os movimentos sociais e organizações que buscam construir um mundo mais justo e democrático. Vamos continuar valorizando este espaço, pois é o único unitário de todos os movimentos sociais e de abrangência mundial.

No entanto, consideramos que o Fórum já deveria ter avançado na definição de ações consensuadas entre todos estes movimentos. As mudanças que queremos para o mundo só ocorrerão através de ações que puderem ser assumidas por todos. O Fórum precisa deixar de fazer apenas reflexão e partir para a definição de ações, já que temos perdido muito tempo refletindo e pouco tempo agindo em relação aos abusos das transnacionais e da lógica excludente do sistema financeiro. A crise europeia também deveria ser um tema prioritário, bem como a imposição da militarização como lógica das relações políticas entre os países.

Estas são divergências políticas que não impedem a convivência, mas com certeza contribuem para aperfeiçoar o papel do Fórum e manter a necessária unidade.

No entanto, alguns fatos mais recentes têm contribuído para a nossa desunião e a exclusão de algumas organizações historicamente comprometidas com o Fórum, da participação desse importante evento.

Decidimos não participar do Fórum Temático que será realizado nesta última semana de janeiro de 2013 em Porto Alegre, pelos seguintes motivos:

1. A CUT não é uma indústria de organização de eventos. O Fórum é um dos espaços de atuação internacional da CUT, não é o único. As mesmas organizações que participaram do Fórum Temático de janeiro de 2012, da Rio+20 realizada em junho de 2012, participaram do Fórum em Solidariedade à Palestina em novembro de 2012 em Porto Alegre e estão sendo convocadas a participar deste Fórum Temático de janeiro de 2013 e também a participar do Fórum Social Mundial que será realizado na Tunísia em março de 2013. Ou seja, em 14 meses, cinco grandes eventos internacionais. Parece-nos uma enorme dispersão de forças. O Fórum em defesa da Palestina só foi realizado em novembro de 2012 porque a imensa maioria das organizações em defesa da Palestina assim o quis, tanto aquelas que atuam na Palestina como aquelas que atuam em outros países.

2. Consideramos que a organização deste Fórum Temático de janeiro de 2013 provocou a exclusão de inúmeras entidades pelos motivos relatados acima e também por ferir a Carta de Princípios do Fórum. O principal deles é a autonomia em relação ao Estado e a partidos. O Estado e os partidos podem e devem apoiar os eventos, no entanto jamais exercer o controle. A Prefeitura de Porto Alegre fez aprovar um Projeto de Lei na Câmara Municipal definindo que toda última semana de janeiro será realizado um Fórum naquela cidade. Onde foi debatida esta iniciativa? Parece-nos que é uma interferência do poder público numa organização que deveria ser autônoma.

3. Outro motivo que causou a indignação em muitas entidades que participaram do Fórum em defesa da Palestina foi a postura da Prefeitura de Porto Alegre. Não destinou nenhum recurso para este Fórum e canalizou uma enorme quantidade de recursos para o Fórum Temático de janeiro. Ao não destinar recursos ao Fórum da Palestina, se submeteu ao poderoso “lobby” daquelas organizações que são contra a criação do Estado da Palestina. Ao adotar esta prática, a Prefeitura passa a definir quais são os temas que o Fórum deveria debater, apoiando uns e desprezando outros, de acordo com seus interesses políticos, dos novos “parceiros” e “amigos” do Fórum.

Outra interferência nociva da Prefeitura de Porto Alegre no Fórum já havia sido adotada no Fórum Temático realizado em janeiro de 2012 na capital gaúcha quando destinou recursos para uma central sindical pagar passagens aos “seus convidados” em detrimento de todas as outras organizações. Esta prática felizmente não tem sido adotada pelo governo federal e estadual que têm apoiado todos os Fóruns, não descriminando ninguém e não interferindo na definição dos temas. Depois de tantos anos de consolidação do Fórum como um espaço livre e autônomo, somos obrigados a verificar uma imposição política do poder público, determinando temas e definindo quem são os parceiros mais próximos. Não aceitamos que ocorra no Fórum aquilo que, para todas as organizações é abominável: quem ajuda financeiramente tem o direito de mandar e controlar.


Consideramos que esta prática está descaracterizando o Fórum e por isso não participaremos deste Fórum Temático. A continuar esta postura, não participaremos também dos próximos.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Campanha de doação de livros na Creche Vila Planetário, a gente busca as doações!

Amigos e amigas do blog Jornada Tripla!

Estamos com a Campanha de doação de livros novos e/ou usados para comporem o acervo do Projeto de Biblioteca Comunitária da Vila Planetário.
Colabore conosco!
Aceitamos:

  • GIBIS
  • REVISTAS
  • LIVROS DE LITERATURA
  • LIVROS DIDÁTICOS
  • estantes e/ou prateleiras usadas, bibliocanto (para manterem os livros de pé)
  • Ligar para a escola (051) 3029 6737, a partir de 04/02, em horário comercial e agende a sua doação. Nós buscamos os materiais doados!
  • Colabore!

Fonte: http://crechevilaplanetario.blogspot.com.br

Em 10 de dezembro, as mulheres pintaram as ruas de lilás



Dia 10 de dezembro, nas 24 horas de ação feminista pelo mundo organizadas pela Marcha Mundial das Mulheres , milhares de mulheres estiveram nas ruas de 33 países. No Brasil, o dia foi marcado pela luta, resistência e solidariedade às mulheres da chapada do Apodi, no Rio Grande do Norte.


O lema foi à defesa da autonomia das mulheres e da soberania alimentar com parte da nossa luta por outro modelo de produção e consumo para o bem estar de todas e todos em harmonia com a natureza.

Em 15 cidades de 10 estados pintamos as ruas de lilás, ecoamos nossas vozes ao som da batucada para exigir que a terra em Apodi continue fortalecendo um projeto de mudança e rechaçamos o projeto de desapropriação dessas terras para serem entregues a 5 empresas do agronegócio.


Em Apodi (RN), cerca de 3 mil pessoas, em sua maioria mulheres de Apodi, Caraúbas, Upanema, Governador Dix-Sept Rosado, Olho D'água dos Borges, Felipe Guerra, Açu, Carnaubas, São Rafael, Pendências, Tibau, Baraúnas, Trairí, Seridó, Campo Grande, Mossoró, Natal, São Miguel do Gostoso e Touros, tomaram as ruas do município de Apodi, no Rio Grande do Norte, para afirmar que lá já existe desenvolvimento com a agroecologia e que não precisam do veneno do agronegócio proposto pelo Projeto de Irrigação Santa Cruz do Apodi, conhecido como “projeto da morte”.

Um grito de denúncia ecoado pelas centenas de famílias, na iminência de serem expulsas de suas terras e terem sua história apagada, em conjunto com a população local e representações políticas nacionais da CUT, Contag, Marcha Mundial das Mulheres e de outros movimentos sociais.

Lá na Chapada nossas bandeiras foram erguidas e colocamos uma placa que diz:"A Chapada do Apodi é território da agricultura familiar e camponesa. Aqui, já fazemos desenvolvimento"

De Quixadá (CE), cerca de 350 mulheres de Quixadá, Quixeramobim, Fortaleza em conjunto com o MST e CUT realizaram um ato estadual nas 24 horas de ação feminista. Animada ao som de palavras de ordem a caminhada percorreu o centro de Quixadá e terminou na Praça central, onde foi feita uma grande ciranda com falas de organizações e depoimentos, após um almoço coletivo.

Em São Paulo (SP) as militantes da Marcha ficaram na Praça Ramos das 11h30 as 13h. O ato foi regado à criatividade e irreverência. De pratos vazios nas mãos as mulheres denunciavam a pobreza gerada pela concentração de terra do agro e hidronegócio. Foram distribuídos saches de mel simbolizando a agricultura familiar, a alimentação saudável.

Em Araras, também em São Paulo, as mulheres se reuniram para prestar sua solidariedade às mulheres de Apodi, debatendo e entendendo melhor a ação o agronegócio na vida das mulheres.

Olá companheiras,


Na cidade de Osasco, o Cortejo das Mulheres que percorreu as ruas do centro da cidade denunciando a violação dos direitos humanos e a necessidade urgente de combater a violência contra a mulher. As mulheres denunciaram que a ação do agronegócio aumenta a violência e a exploração sobre as mulheres..

Em Curitiba (PR) o ato contou com militantes sindicais e feministas da Marcha Mundial das Mulheres e da CUT. A denuncia do projeto do agronegócio que prevê a desapropriação de 13 mil hectares em Apodi-RN, com expulsão de mais de 150 famílias produtoras de alimentos livres de agrotóxicos foi o eixo central da atividade. O ato também apoiou a causa palestina que vive uma situação grave de roubo de sua água pelo estado de Israel.

Em São João Del Rei (MG) das 12h às 13h foi realizado uma oficina de estêncil e panfletagem com as Mulheres do Coletivo Carcará da MMM e Levante Popular da Juventude. Somos todas APODI!No Rio de Janeiro (RJ) o Largo da Carioca ficou mais lilás, junto com as companheiras da MMM e o MST - que realizam a Feira Estadual da Reforma Agrária. Elas manifestaram o repúdio ao agronegócio e a nossa solidariedade feminista às companheiras de Apodi.

Em Araguaina (TO), as meninas do Coletivo Olga Benário fizeram um grafite na Universidade Federal do Tocantins e panfletagem dizendo SOMOS TODAS APODI!

Em Recife (PE) as mulheres da MMM foram pelas ruas, panfletando e manifestando porque somos contra o agronegócio.

Em Brasília (DF), além da panfletagem, a MMM colocou uma faixa em frente ao palácio do planalto, dizendo: "Presidenta Dilma! Contra o perímetro irrigado e contra o agronegócio, por soberania alimentar e autonomia para as mulheres: Aqui, Somos todas Apodi!

Porto Alegre-RS


Em Porto Alegre (RS), com o grito “Privatizar é a gota d'água”, as gurias estiveram no centro da cidade denunciando o agronegócio desde Apodi e as ações nefastas do capital sobre a vida das mulheres, sobre a natureza em ataques constantes a nossa soberania a autodeterminação dos povos. A denúncia em torno do tema da privatização da água e da natureza no Estado além da situação da Palestina, onde a empresa Mekorot tem deixado as mulheres sem água “As mulheres resistem contra o agronegócio”. Um apitaço e falas tipo "boca no trombone" onde várias companheiras pegavam o megafone para denunciar a mercantilização da natureza e dos bens comuns, além da situação que ocorre em Apodi.

Em Esteio e Caxias do Sul, também nos pampas as ações seguirem no mesmo tom.

Em Santa Cruz do Sul, também no Rio Grande do Sul, as ativistas da Marcha Mundial das Mulheres e do Fórum em Defesa da água pública, ocuparam o espaço na Rádio Comunitária das 12h às 13h em solidariedade com todas as Mulheres do Mundo que se uniram durante uma hora para denunciar todos os tipos de violação contra os Direitos das Mulheres. O programa foi dedicado às questões feministas dando destaque especial a Apodi - “Somos solidárias às mulheres de Apodi, que resistem ao agro e hidronegócio” e “Estamos em marcha até que todas sejamos livres! Livres do agronegócio! Livres do hidronegócio! Aqui, Somos todas Apodi!”

Na luta pelo direito das mulheres de Apodi continuarem em suas terras expressamos nossa convicção de que é nossa força organizada que garantirá as mudanças necessárias para o fim do patriarcado, do capitalismo e de todas as formas de opressão e discriminação. Quando somos expulsas de nossas terras enfrentamos mais violência, prostituição, empregos precários.

Nessa luta pelo direito a terra e por autonomia econômica não separamos nossa luta por autonomia e soberania sobre nossos corpos, por uma vida sem violência e com direito a decidir sobre nossa sexualidade e nosso corpo. Assim como nos fortalece ser parte de um movimento mundial, nossa solidariedade se fortalece a cada dia.

No dia 10, Apodi esteve em vários países assim como aqui expressamos nossa solidariedade as mulheres de todos os continentes e nossos laços se tornaram mais fortes quando pudemos mais uma vez por nossa organização ter o mundo em mobilização por 24 horas, porque em todos os continentes, ao meio dia mulheres da Marcha Mundial das Mulheres estiveram nas ruas construindo uma ação comum.

Galeria de fotos da Ação 24hs: http://www.24heures2012.info/index.php/es/en-action-photos

Seguiremos em marcha, até que todas sejamos livres do agronegócio, do machismo e do capitalismo!
Fonte: Marcha Mundial das Mulheres

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Ganhei Medalha no Circuito da Longevidade em Porto Alegre, Outubro de 2012


Circuito da Longevidade - Bradesco, 21 de outubro de 2012.
Fotos: Vital Barbosa






O final de semana foi de muito esforço pessoal: dia 19 de otubro foi a sexta - Festa de 15 anos da minha filha, com família e muitos amigos, organizado por todos os que puderam ajudar e, pela mãe da criança, claro!
No sábado, acordei muito cedo e saímos para caminhar na Avenida Beira Rio e buscar nosso material para o Circuito.
No domingo, mais cedo ainda, fizemos o Circuito da Longevidade: eu Caminhei 3 quilômetros em 30 minutos (31, na verdade) e fiz jus à minha medalha no peito.

O Vital, fez o percurso de Corrida de 6 km e, mais do que nunca, fez jus à medalha de corredor, que se soma às outras (várias) medalhas que ele vem ganhando.

Eu divido com vocês a alegria de dar início ao treinamento físico e voltar as atenções também para o corpo.

Ah, sem contar que estávamos recebendo nossas duas intercambistas do México, Angie e Gabriela, que estiveram hospedadas na nossa casa por 12 dias e nos mostraram uma outra América Latina!

Há mais fotos disponíveis no link www.focoradical.com

VIRGINDADE DE CRIANÇAS ÍNDIAS VALE R$ 20 NO AM


Foto: Frente de Ação Pró-Xingu
No município amazonense de São Gabriel da Cachoeira, na fronteira do Brasil com a Colômbia, um homem branco compra a virgindade de uma menina indígena com aparelho de celular, R$ 20, peça de roupa de marca e até com uma caixa de bombons.


A pedido das mães das vítimas, a Polícia Civil apura o caso há um ano. No entanto, como nenhum suspeito foi preso até agora, a Polícia Federal entrou na investigação no mês passado.

Doze meninas já prestaram depoimento. Elas relataram aos policiais que foram exploradas sexualmente e indicaram nove homens como os autores do crime.
Entre eles há empresários do comércio local, um ex-vereador, dois militares do Exército e um motorista.
As vítimas são garotas das etnias tariana, uanana, tucano e baré que vivem na periferia de São Gabriel da Cachoeira, que tem 90% da população (cerca de 38 mil pessoas) formada por índios.

Entre as meninas exploradas, há as que foram ameaçadas pelos suspeitos. Algumas foram obrigadas a se mudar para casas de familiares, na esperança de ficarem seguras.

A Folha conversou com cinco dessas meninas e, para cada uma delas, criou iniciais fictícias para dificultar a identificação na cidade.

M., de 12 anos, conta que "vendeu" a virgindade para um ex-vereador. O acerto, afirma a menina, ocorreu por meio de uma prima dela, que também é adolescente. "Ele me levou para o quarto e tirou minha roupa. Foi a primeira vez, fiquei triste."

A menina conta que o homem é casado e tem filhos. "Ele me deu R$ 20 e disse para eu não contar a ninguém."

P., de 14 anos, afirma que esteve duas vezes com um comerciante. "Ele me obrigou. Depois me deu um celular."

Já L., de 12 anos, diz que ela e outras meninas ganharam chocolates, dinheiro e roupas de marca em troca da virgindade. "Na primeira vez fui obrigada, ele me deu R$ 30 e uma caixa com chocolates."

DEZ ANOS

Outra garota, X., de 15 anos, disse que presenciou encontros de sete homens com meninas de até dez anos.

"Eu vi meninas passando aquela situação, ficando com as coxas doloridas. Eles sempre dão dinheiro em troca disso [da virgindade]."
P. aceitou depor na PF porque recebeu ameaças de um dos suspeitos. "Ele falou que, se continuasse denunciando, eu iria junto com ele para a cadeia. Estou com medo, ele fez isso com muitas meninas menores", afirma.

Familiares e conselheiros tutelares que defendem as adolescentes também são ameaçados. "Eles avisaram: se abrirem a boca a gente vai mandar matar", diz a mãe de uma menina de 12 anos.

Fonte: http://frentedeacaopro-xingu.blogspot.com.br/2012/11/virgindade-de-criancas-indias-vale-r-20.html  e publicado na Folha de São Paulo

Luka comemora 15 anos iluminando as nossas vidas!

 A data de nascimento é 25 de julho de 1997, numa noite de muito calor em Porto Alegre.

Dei entrada no Hospital Moinhos de Vento em meio a muitas contrações e o nervosismo da Lena - que iria ser avó pela primeira vez, e do pai Giovani Silva Casagrande - que, como eu, navegava na primeira viagem.

Quando faltavam apenas 6 minutos para a meia-noite, vimos, finalmente, o rosto da bebê que nascia após seu esforço no parto normal.
Ali, diante de nossos olhos estupefatos e fascinados, a Luíza assumia a nova encarnação, como nossa filha.

As recordações são muito nítidas, o que não deixa a gente perceber que se passaram 15 anos desde o nascimento daquele bebê.

Mas, agora você de estar se perguntando, e a festa?

Bem, a Festa de comemoração dos 15 anos da Luíza se deu apenas em 19 de outubro, no Salão do Sintrajufe-RS.
A data ficou sendo essa por dois motivos: o primeiro deles, porque a Luka estava fora na data do aniversário de 15 anos, em viagem de intercâmbio para Montreal, no Canadá. O segundo motivo é que não conseguíamos uma data para comemorar o aniversário no salão do sindicato, cuja agenda vem bombando desde a abertura do salão para uso da categoria.

Assim, reunimos uma grande quantidade de amigos e de familiares para celebrar esta data com a baixinha. Tivemos também a alegria de ter a presença de alguns amigos e amigas diretamente do México, em intercâmbio cultural Caya - México e Colégio Americano, sendo que duas delas, Angelica e Gabriela, estavam hospedadas na nossa casa, desde 10 de outubro.
O grupo de mexicanas e mexicanos alegrou a festa, com suas danças e brincadeiras, dando mais uma luz para a Luíza, mercedora de todas as nossas homenagens.

Abração, Luluka, de todos aqueles que te amam!

Foto: Luíza, já no final da festa, dançando com o Grande e Especial Dindo Vlademir Antonio Maier - Cristina Lemos

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Curso de Gestão de Contratos, oferecido pela Justiça Federal


Nos dias 10 e 11/11, o NADH promoveu o curso Elementos de P l a n e j ame nto e Ge s t ã o d e Contratos. O evento, que aconteceu no auditório do prédio-sede, em Porto Alegre, reuniu diversos servidores que atuam na área administrativa, entre eles, os diretores e supervisores judiciários e administrativos das subseções do interior (Dajas/Sajas).

O diretor do Núcleo Apoio Administrativo, Antônio Cesar Marques, e o chefe do Serviço de Instrução de Repactuações e Aplicações de Sanções do TCU, Erivan de Franca, foram os palestrantes.

Na foto, de costas, Cristina Lemos, servidora da JFRS, participando do Curso de Capacitação durante a manhã do dia 10/10/2012.

Fonte: Boletim Informativo 1ª Instância, da Justiça Federal de 1º Grau do RS, p. 5

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Carta da comunidade Guarani-Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay-Iguatemi-MS para o Governo e Justiça do Brasil

Nós (50 homens, 50 mulheres e 70 crianças) comunidades Guarani-Kaiowá originárias de tekoha Pyelito kue/Mbrakay, viemos através desta carta apresentar a nossa situação histórica e decisão definitiva diante de da ordem de despacho expressado pela Justiça Federal de Navirai-MS, conforme o processo nº 0000032-87.2012.4.03.6006, do dia 29 de setembro de 2012.

Recebemos a informação de que nossa comunidade logo será atacada, violentada e expulsa da margem do rio pela própria Justiça Federal, de Navirai-MS.

Assim, fica evidente para nós, que a própria ação da Justiça Federal gera e aumenta as violências contra as nossas vidas, ignorando os nossos direitos de sobreviver à margem do rio Hovy e próximo de nosso território tradicional Pyelito Kue/Mbarakay.

Entendemos claramente que esta decisão da Justiça Federal de Navirai-MS é parte da ação de genocídio e extermínio histórico ao povo indígena, nativo e autóctone do Mato Grosso do Sul, isto é, a própria ação da Justiça Federal está violentando e exterminado e as nossas vidas.

Queremos deixar evidente ao Governo e Justiça Federal que por fim, já perdemos a esperança de sobreviver dignamente e sem violência em nosso território antigo, não acreditamos mais na Justiça brasileira.


Foto: Leopoldo Silva - Arquivo pessoal

A quem vamos denunciar as violências praticadas contra nossas vidas? Para qual Justiça do Brasil? Se a própria Justiça Federal está gerando e alimentando violências contra nós. Nós já avaliamos a nossa situação atual e concluímos que vamos morrer todos mesmo em pouco tempo, não temos e nem teremos perspectiva de vida digna e justa tanto aqui na margem do rio quanto longe daqui. Estamos aqui acampados a 50 metros do rio Hovy onde já ocorreram quatro mortes, sendo duas por meio de suicídio e duas em decorrência de espancamento e tortura de pistoleiros das fazendas.

Moramos na margem do rio Hovy há mais de um ano e estamos sem nenhuma assistência, isolados, cercado de pistoleiros e resistimos até hoje. Comemos comida uma vez por dia. Passamos tudo isso para recuperar o nosso território antigo Pyleito Kue/Mbarakay. De fato, sabemos muito bem que no centro desse nosso território antigo estão enterrados vários os nossos avôs, avós, bisavôs e bisavós, ali estão os cemitérios de todos nossos antepassados.

Cientes desse fato histórico, nós já vamos e queremos ser mortos e enterrados junto aos nossos antepassados aqui mesmo onde estamos hoje, por isso, pedimos ao Governo e Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas solicitamos para decretar a nossa morte coletiva e para enterrar nós todos aqui. Pedimos, de uma vez por todas, para decretar a nossa dizimação e extinção total, além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para jogar e enterrar os nossos corpos.

Esse é nosso pedido aos juízes federais. Já aguardamos esta decisão da Justiça Federal. Decretem a nossa morte coletiva Guarani e Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay e enterrem-nos aqui. Visto que decidimos integralmente a não sairmos daqui com vida e nem mortos.Sabemos que não temos mais chance em sobreviver dignamente aqui em nosso território antigo, já sofremos muito e estamos todos massacrados e morrendo em ritmo acelerado. Sabemos que seremos expulsos daqui da margem do rio pela Justiça, porém não vamos sair da margem do rio. Como um povo nativo e indígena histórico, decidimos meramente em sermos mortos coletivamente aqui. Não temos outra opção esta é a nossa última decisão unânime diante do despacho da Justiça Federal de Navirai-MS. 

Atenciosamente,

Guarani-Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay

Fonte: grupo oito de março-RS
Foto: Leopoldo Silva - http://frentedeacaopro-xingu.blogspot.com.br/2012/10/situacao-dos-guarani-kaiowa-sera-tema.html

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

107 Baleias Franca avistadas no litoral de Santa Catarina

Comemoro com vocês a notícia de baleias no litoral do RS e de Santa Catarina.
Essa notícia eu li no Jornal Correio do Povo, dia 10 de setembro:

Crédito: pbf / divulgação / cp
O Projeto Baleia Franca (PBF) segue monitorando os exemplares que vêm chegando ou estão em Santa Catarina. No final de semana, no sobrevoo realizado, foram avistados 107 exemplares. O grupo comemorou, pois em julho haviam sido observados 103. O número de filhotes, 51, manteve-se dentro da média. "O mês de julho foi muito acima da média. E, para setembro, o número se manteve dentro das expectativas. Estamos felizes com essa temporada, que é resultado de um trabalho de vários anos do projeto", disse Karina Groch, diretora de Pesquisa do PBF.


Durante o sobrevoo, foi possível observar algumas baleias vistas em julho, entre elas, o filhote de baleia-franca albino, encontrado em Ibiraquera, e que já ganhou peso; a baleia batizada como Olívia, com o filhote nascido este ano; e a baleia encontrada no início de agosto, ferida no Litoral Norte, batizada de Mariscal, e que está bem, segundo os especialistas. "O resultado desse sobrevoo, em que se avistou essas e outras baleias conhecidas, além da grande quantidade de filhotes, demonstra a importância do monitoramento aéreo e a continuidade das nossas pesquisas", disse Paulo Flores, analista ambiental do Centro Mamíferos Aquáticos/ICMBio.


Fonte: Jornal Correio do Povo - Edição de 10 de setembro 2012, p. 20
http://www.correiodopovo.com.br/Impresso/?Ano=117&Numero=346&Caderno=0&Noticia=462770

Creche Piu Piu e a Vila Planetário em Porto Alegre

Associação Comunitária dos Moradores da Vila Planetário
Foto: Cristina Lemos

A Vila Planetário se situa entre as Avenidas Santana, Jacinto Gomes e Ipiranga, em um bairro central da capital gaúcha, ao lado do Campus da UFRGS e do Planetário da Universidade, que dá nome à Comunidade.
A luta desses trabalhadores não foi fácil e data do ano de 1988, início do governo de Olívio Dutra na Prefeitura Municipal de Porto Alegre.
A memória dos moradores continua muito viva: na vila não havia condições de habitação e o bairro no entorno não fazia questão de sua permanência por ali.

Lutando muito pelo reconhecimento de suas moradias e pelo direito a um teto digno, com água, luz, esgoto e calçamento, os moradores, em sua essência catadores(as) e separadores(as) de resíduos recicláveis (lixo seco), uniram-se e conquistaram, naquele momento, a construção das suas casas e o reconhecimento do terreno para a construção da
Vila Planetário.

A luta, no entanto, não parou por aí.
Nesses anos que se passaram, formaram a Associação Comunitária dos Moradores da Vila Planetário e passaram a atender as crianças da Comunidade.
A Creche Piu Piu é uma vitória da luta dos líderes da comunidade e uma conquista de cada um e de cada uma dos moradores(as) do local.
As crianças chegam a partir das 7:30 h da manhã, recebem atendimento pedagógico, estímulo ao desenvolvimento físico e cognitivo e fazem as três refeições diárias na escola, retornando às suas casas após as 18 horas.

Tive contato com essa escola através de iniciativas de professoras e de alunas da saudosa Escola Fundação Santa Rosa de Lima, que se localizava na Rua Santa Terezinha, bem perto da Vila Planetário.
Sempre contribuíndo para as campanhas que, de alguma forma a escola fazia, nunca havia chegado aos portões da vila.

Isso tudo se modificou em maio de 2012, quando minha filha Luíza e suas amigas Flora, Ingrid e Júlia fizeram sua primeira visita e trouxeram relatos da situação em que estava a Creche Piu Piu.

Desde aquele momento, contagiada pela energia das gurias e pelo brilho no olhar delas, venho me dedicando ao trabalho voluntário junto à Creche Piu Piu da Vila Planetário.
Busco, com meu esforço pessoal, e através de redes de trabalhadores e de organizações sociais,  que possamos - de todas as formas possíveis - reordenar os laços do Estado para que haja reinclusão das crianças (em primeiro lugar) e de toda aquela população de adolescentes, mulheres, homens, idosas e idosos na sociedade democrática em que vivemos, para que tenham acesso a todos os serviços públicos de qualidade a que têm direito e, mais do que isso, para sejam sujeitos de seus próprios destinos.

http://crechevilaplanetario.blogspot.com.br
Facebook: Creche Piu Piu
Email: crechevilaplanetario@gmail.com
Rua Jacinto Gomes, 683 - fundos
Porto Alegre-RS Fone: 3029 6737

Saudações socialistas a todos e todas!

Cristina Feio de Lemos


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Sintrajufe-RS organiza debate sobre Previdência Complementar durante a Greve pelo PCS4

Informativo Greve Sintrajufe-RS - nº 06, 23 de agosto de 2012
Fotos: Rosane Vargas

Na tarde do dia 22 de agosto, os servidores do Judiciário Federal em greve no RS pela revisão salarial e aprovação do PL 6613/09,  reuniram-se no Auditório do 9º andar do prédio-sede da Seção Judiciária do RS, em Porto Alegre. 
Tratava-se do Debate sobre Previdência Complementar e para conhecimento das novas regras que serão utilizadas para a implementação da lei de previdência complementar, aprovada no Congresso Nacional. 
A despeito do interesse dos trabalhadores, a lei traz uma série de problemas que deverão ser enfrentados com muita determinação, pois parte da premissa de rompimento do princípio da universalidade das contribuições e da solidariedade entre as gerações, ou seja, no sistema de previdência vigente, o governo gere o recurso e todos os servidores contribuem de forma universal, para que todos possam receber no futuro e os trabalhadores mantém o sistema para as gerações que virão, assim como os que nos precederam contribuíram para que os atuais aposentados possam receber seus proventos.

Diante dessa ruptura de princípios muito caros aos trabalhadores e do estarrecimento que causa à maioria dos servidores o conhecimento de que a conta de previdência, no novo sistema, poderá ser resgatada de uma só vez, sem o compromisso com o próprio futuro e/ou com as demais classes de trabalhadores contribuintes do mesmo fundo.

Havia mais alguns problemas que surgiriam na análise dos palestrantes, como o desconhecimento do valor a ser percebido no futuro pelo servidor e que os recursos serão administrados por entidades financeiras (bancos) que vencerão um futuro processo licitatório, a cada 5 anos, e que esses recursos serão aplicados no mercado financeiro.

Também foram analisadas a forma de organização da entidade que irá administrar o fundo e as representações do governo, de magistrados e de servidores.

Cristina Lemos
Diretora da Sec. Comunicação do Sintrajufe-RS 




Assembleia Geral do Sintrajufe, em 21/08, pela continuidade da Greve no RS

Reunidos no auditório das Varas Trabalhistas do TRT 4ª Região, no dia 21 de agosto de 2012, servidores do Judiciário Federal decidem pela manutenção da greve em todo o estado. Na Justiça Federal, em particular, a greve foi construída pelos servidores em paralisações diárias de 2 horas, das 14 às 16 horas, para passagem nos setores e conscientização para mobilização e participação nos Atos e eventos de servidores públicos federais, em greve no mês de agosto de 2012.

Foto: Rosane Vargas - www.sintrajufe.org.br

E a Luíza foi para o Canadá...


Vital Barbosa, Luíza Lemos Casagrande e Cristina Lemos, em 21 de julho de 2012.
Foto: Michael Schwaderer









Com a cabeça e a mala repleta de expectativas, prestes a completar 15 anos, a Luíza embarcou em Porto Alegre, com destino ao Canadá, deixando para trás, de coração apertado, seus familiares.

Desde 2010 essa baixinha não sossega, fazendo planos daqui e dali, para correr esse mundo de meu Deus...

E, graças ao esforço de todos que a amam, cada um do seu jeito, ela já realizou duas vezes o intento: Salt Lake City, nos EUA, em janeiro e fevereiro de 2012 e, Montreal, no Canadá, em julho e agosto de 2012.

A primeira experiência, com a maravilhosa assistência e organização do Yázigi (Brasil) e a parceria com a Internexus (EUA). Uma experiência riquíssima, com o apoio aqui e lá de professores(as), uma host family - com direito a dupla de cães labradores na família, extremamente dóceis e muita neve. Havia colegas de vários pontos do Brasil nessa viagem inesquecível. Foram 3 semanas de aulas e passeios em Salt Lake City, em Utah, e mais uma semana de Los Angeles, na Califórnia, incluindo passeios à Disney World, Universal Studios, com uma passadinha na imperdível calçada da fama e na Praia de Santa Mônica.

Agora, no meio do ano, verão canadense, ela foi ao Acampamento de Verão da YMCA (ACM Internacional) Kanawana Camp, na Província de Quebec, em Montreal. Esta viagem é parte do programa de ensino do Colégio Americano, onde ela fez a oitava série e agora cursa o 1º ano do Ensino Médio.

Foram mais 2 semanas de convivência com adolescentes e crianças de várias partes do mundo, no qual o idioma oficial era o inglês. Por fim, mais uma semana de passeios e visitas a pontos turísticos de Montreal, como o Biodômme e o Parc La Ronde (famosos pelas inesquecíveis montanhas russas). Com a família ficou a saudade e a certeza de que ela está no caminho certo, embora no dia de aniversário de 15 anos ela estivesse tão fora do alcance de um abraço.

Parabéns, Luka!

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

VITÓRIA DAS MULHERES! CONGRESSO NACIONAL DA CUT APROVA A PARIDADE DE GÊNERO!


Meu voto pela paridade de gênero na CUT, CONCUT 2012
Foto: Cristina Lemos



Coroando uma longa história de lutas e de conquistas em todos os sindicatos do país, as mulheres CUTistas provocaram essa discussão ao longo do anos e, naquele dia 12 de julho de 2012, no 11º Congresso Nacional da CUT, foi aprovada com ampla maioria a PARIDADE de Gêneros como política da Central.

Não é pouca coisa! Trata-se de se retomar a discussão - há muito escamoteada - em diversas categorias - de como vem sendo estruturadas as direções de sindicatos no Brasil, e mais do que isso, como vem sendo propiciada a participação política das mulheres nesse país.

As mulheres vêm sendo assistidas e vem sendo oferecidas iguais oportunidades de participar da luta e das atividades políticas nos sindicatos?
Ou vem sendo travada a luta silenciosa das mulheres com dupla e tripla jornada de trabalho - sem ter seu espaço garantido nas discussões e nas organizações de trabalhadores no país?

É com orgulho que se dá esse passo. Essa inserção da exigência de PARIDADE como critério de participação na CUT empurra o avanço naqueles recônditos do país em que as mulheres não vem sendo reconhecidas para integrarem as direções dos sindicatos - ou quando muito - atingem alguns cargos de representação menor nos quadros das entidades.
As justificativas dos atuais dirigentes vêm tendo, historicamente, o mesmo pano de fundo: as mulheres não participam, não vêm às discussões, ou, o argumento mais recorrente: "as mulheres não tem formação política para ocuparem tais cargos".
Ora, como podem as mulheres atingir tal grau de formação e de preparo para dirigirem seus sindicatos e tomar a frente da luta se não há fomento para tanto? Esbarrando nas restrições mais básicas, como a falta de estrutura de apoio nos sindicatos e nas assembleias, congressos, etc., como a política de oferecer creches, recreacionistas e, ainda, que se possibilite às crianças acompanharem suas mães e/ou pais dirigentes para participarem de eventos fora do município.

Essa é somente a ponta do iceberg que aparece sob a superfície de uma longa história de dificuldades na relação com os dirigentes. Ambos os sexos estão presentes nas bases das categorias, porém, muitas vezes sem presença significativa nos cargos de direção, tampouco nas representações dos sindicatos para Congressos, Encontros, Seminários, Simpósios, Delegações, Deliberações, Direções de Base e de Organizações por Local de Trabalho e outras. Trata-se de um aprendizado e de um ajuste constante no interior das estruturas, para que cada vez mais se possa atingir a meta da igualdade.

Todavia, a luta pela Igualdade encontra ainda, resistências. Se por um lado a PARIDADE foi defendida pelas mulheres da Marcha Mundial das Mulheres, CUT pode mais e por quase todas as correntes internas à Central, uma delas bateu de frente.
Dentro da CUT, a corrente interna ao Partido dos Trabalhadores, denominada "O Trabalho", é contrária a essa decisão e defendeu sua posição no Congresso.

Uma vez garantido o espaço para essa defesa, bastante equivocada, a meu ver, teve espaço a votação e as mulheres comemoraram muito o grande momento histórico da Central e no avanço da luta pela paridade de gênero no Brasil.

Um grande viva à luta das mulheres em todo o Brasil!

Cristina Feio de Lemos
Delegada ao 11º CONCUT pelo Sintrajufe-RS