O Mirante do Morro da Borrússia é uma visita imperdível, bem como uma passada na Rampa para voo livre, alguns metros acima, no topo do morro.
Na primeira visita pude conferir a belíssima paisagem que se descortina bem diante dos olhos de quem vai até lá.
É possível avistar as linhas dos cataventos no Parque Eólico de Osório, várias das Lagoas da região, o movimento de carros da Free Way e do início da BR 101 e muita, muita Mata Atlântica, em toda a sua exuberância.
Há bastante sinalização no entorno e é fácil dirigir até lá. Programe uma visita com a família toda, todos vão ficar agradecidos. Após algumas curvas da pista sinuosa, o Mirante se impõe no Morro da Borrúsia de forma majestosa.
A estrutura oferecida ao turista é elogiável, com estacionamento e banheiros químicos, um posto de informações turísticas e restaurante. A localização e o próprio Mirante valem a visita. Todo em madeira e, com terraço e escadarias, bastante espaço para grupos grandes, se for uma viagem com mais de um carro, ou de um ou vários ônibus, pode abrigar muitas pessoas ao mesmo tempo.
Isso me agradou, é excelente para acolher visitantes de fora. Todo turista é exigente e oferecer qualidade no mesmo local do lazer torna o local irresistível.
Dessa forma o turista se sente acolhido, como diversas vezes experienciamos no Canadá.

Uma das coisas mais positivas, na minha opinião, foi
a ausência de lixo jogado nas laterais da estrada de subidaa e a presença de lixeiras nos pontos de parada, para deter os impulsos dos incautos de jogar suas embalagens e garrafinhas aqui e ali.
Fico sempre impressionada ao chegar a uma bela paisagem e aprofundar o contato com a natureza, o que eu não consigo jamais entender é como as pessoas associam uma mata verde e gostosa a uma lixeira, o que, infelizmente, acontece com frequencia em vários pontos turísticos do país.

De quebra, ainda foi possível levar o computador e travar uma boa conversa com a Luíza, que estava no Intercâmbio nos EUA (Salt Lake City-UTAH e Los Angeles-California), via internet.
Devido ao fuso horário e à beleza do lugar, a hora marcada para conversar (14:00 h no Brasil, 08:00 h em Los Angeles) chegou e abrimos o Skype para conversar com ela com imagem e som. Foi uma alegria matar a saudade, vendo a copa verde das árvores em um ponto acima delas.
Para fechar o dia com chave de ouro, pegamos a BR 101 e fomos pelo novo túnel, por Maquiné até Capão da Canoa, onde almoçamos já no meio da tarde.
Na volta, mais uma vez passamos no ponto mais crítico, na minha opinião: ao lado de Mariluz, em direção à Tramandaí, há uma placa que indica "Acampamento Indígena", mas o que se avista da estrada é uma aglomeração sem nenhum conforto, oferecido pelo poder público às tribos indigenas no Sul do Brasil.