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terça-feira, 28 de maio de 2013
terça-feira, 14 de maio de 2013
Ustra nega mortes no DOI-Codi e diz que cumpria ordens do comando do Exército
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Publicado Jornal Grande Bahia.com.br/Wilson Dias ABr |
Em depoimento à Comissão Nacional da Verdade, coronel afirma que 'terroristas foram mortos em combate'
O coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra disse hoje (10), em depoimento à Comissão Nacional da Verdade (CNV), que no período em que ele comandou o DOI-Codi de São Paulo, entre 1970 e 1974, não houve nem mortes nem estupros de presos políticos em suas dependências. Ele disse que sua atuação nos órgãos de repressão reproduzia ordens do comando do Exército eu "os terroristas foram mortos em combate".
O DOI-Codi foi um dos principais centros de repressão da ditadura (1964-1985), sobretudo nos anos em que Ustra esteve no comando. Entre os que foram torturados por Ulstra nesse período está o vereador paulistano Gilberto Natalini (PV), que também depôs hoje, antes do coronel.
“Dos mortos, dois suicidaram-se no DOI, não no meu comando. No meu comando, ninguém foi morto lá dentro do DOI. Todos foram mortos em combate”, afirmou. O depoimento foi tenso e Ustra exaltou-se várias vezes.
Questionado por José Carlos Dias, membro da CNV, se ele permitia a tortura aos presos políticos, Ustra se calou. “Não vou responder, tá no livro”, respondeu, referindo-se à obra A Verdade Sufocada, publicada pelo coronel em 2006 com sua versão dos fatos.
Cláudio Fonteles, também membro da CNV, apresentou um documento sigiloso do 2º Exército que fazia relatórios mensais sobre informações sigilosas dos aparatos repressivos. O relatório de estatística do DOI-Codi de São Paulo de outubro de 1973 mostra que até aquele mês 1.713 pessoas tinham sido presas e levadas para suas dependências. Destas, 45 haviam sido mortas. Em dezembro do mesmo ano, o total de mortos subira para 47.
De 1970 até 1975, os documentos encontrados no Arquivo Nacional mostram que 50 pessoas morreram nas dependências do DOI-Codi. “No período que o senhor comandava o DOI pessoas que lá estavam presas sem o direito a nada foram mortas”, disse Fonteles.
Ustra retrucou, nervoso, e questionou Fonteles se estava lá para ser acusado. “O que o senhor disse - que eles foram mortos dentro do DOI - não é verdade. Eles foram mortos pelo DOI em combate, na rua. Dentro do DOI, nenhum”, afirmou e em voz alta.
O coronel referiu-se também à imprensa, que seria "tendenciosa" por não publicar ou divulgar os nomes de "todas as pessoas que os terroristas mataram”. Ele reafirmou várias que "cumpria ordens" de “combate ao terrorismo” vindas do comando do Exército. “Nós éramos um órgão de combate. Apareceram três mortos depois, apareceram. O senhor não quer acreditar. O senhor acha que eram santinhos que foram executados lá dentro, que não havia terrorismo naquela época”, retrucou o coronel.
Escrito por: Júlia Rabahie, da RBA
Fonte: CUT
sexta-feira, 10 de maio de 2013
8º Congrejufe em Minas Gerais dá um passo atrás na organização sindical
Este Congresso trouxe uma questão que ainda não tinha sido vista no movimento sindical da esquerda: tinha-se notícia de tirada de delegados com compra de votos na Assembleia Geral do Distrito Federal.
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Plenário na abertura do 8º Congrejufe Foto: Cristina Lemos |
Como não poderia deixar de ser, o resultado foi a despolitização e uma série de situações de maioria eventual que não reflete a categoria na sua base, reflete a presença de pessoas de extrema direita no meio sindical, que acabaram por manchar a história de 20 anos de combatividade da FENAJUFE.
Dessa forma, apostando na despolitização, na falta de diálogo, falta de debate na base e delegações em ritmo de torcida de futebol, com muito dinheiro investido pela CSP CONLUTAS e pelo sindicato do Judiciário de São Paulo e baixada Santista - SINTRAJUD-SP (materiais expostos e afixados em várias partes do Hotel Tauá, faixas, banners, panfletos, adesivos, camisetas e flyers), foi que o congresso enfrentou diversas votações importantes para o futuro da organização e funcionamento da FENAJUFE.
A tese de conjuntura nacional e internacional foi votada e anunciava o final orquestrado no país inteiro pelas maiorias eventuais, pelos servidores que apoiaram sempre o "subsídio" como forma de remuneração, tirando direitos adquiridos de colegas aposentados, atacando diretamente ganhos como a GAS, GAE e outros.
Em poucos minutos, foi possível visualizar que havia uma aliança entre o CSP CONLUTAS e os setores mais retrógrados da categoria no plenário: as Associações desmobilizadoras que estiveram combatendo internamente a luta pela aprovação do PCS desde 2010, como a ANATA - Associação Nacional de Técnicos e Analistas e os "independentes" que procuravam aprofundar cada vez mais os abismos salariais na categoria.
O resultado, comemorado por todos aqueles que aplaudiram o "gol" do seu time, foi a votação pela desfiliação da FENAJUFE da Central Única dos Trabalhadores, uma conquista de representação e organização sindical que a Fenajufe possuía desde a sua fundação.
O momento foi de muita tristeza para quem estava lá. Principalmente para quem vê além das trincheiras de filiação partidária e de mero ataque aos companheiros e companheiras filiadas ao Partido dos Trabalhadores.
O contexto foi de decepção e de muito trabalho pela frente. Há muito o que se fazer para reconstruir o pensamento de luta conjunta e de pautas como:
- a LUTA CONJUNTA dos trabalhadores no serviço público federal - sem a qual não teríamos obtido a aprovação do nosso Projeto de Lei para o Judiciário;
- o avanço da NEGOCIAÇÃO COLETIVA para a regulamentação - pauta EXCLUSIVA da CUT;
- o avanço da Lei Sindical - com a regulamentação da atividade sindical, liberações e livre organização nos locais de trabalho;
- o debate entre trabalhadores de todos os ramos da sociedade - público e privado, do campo e da cidade, que ocorre EXCLUSIVAMENTE dentro dos foros da CUT
- a participação e fomento das lutas do Movimento Social, uma das pautas mais caras da CUT e dos sindicatos de esquerda;
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Deputado Federal Roberto Policarpo, do DF, ex-coordenador da Fenajufe, na abertura do Congrejufe
Fotos: Cristina Lemos
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