Este Congresso trouxe uma questão que ainda não tinha sido vista no movimento sindical da esquerda: tinha-se notícia de tirada de delegados com compra de votos na Assembleia Geral do Distrito Federal.
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Plenário na abertura do 8º Congrejufe Foto: Cristina Lemos |
Como não poderia deixar de ser, o resultado foi a despolitização e uma série de situações de maioria eventual que não reflete a categoria na sua base, reflete a presença de pessoas de extrema direita no meio sindical, que acabaram por manchar a história de 20 anos de combatividade da FENAJUFE.
Dessa forma, apostando na despolitização, na falta de diálogo, falta de debate na base e delegações em ritmo de torcida de futebol, com muito dinheiro investido pela CSP CONLUTAS e pelo sindicato do Judiciário de São Paulo e baixada Santista - SINTRAJUD-SP (materiais expostos e afixados em várias partes do Hotel Tauá, faixas, banners, panfletos, adesivos, camisetas e flyers), foi que o congresso enfrentou diversas votações importantes para o futuro da organização e funcionamento da FENAJUFE.
A tese de conjuntura nacional e internacional foi votada e anunciava o final orquestrado no país inteiro pelas maiorias eventuais, pelos servidores que apoiaram sempre o "subsídio" como forma de remuneração, tirando direitos adquiridos de colegas aposentados, atacando diretamente ganhos como a GAS, GAE e outros.
Em poucos minutos, foi possível visualizar que havia uma aliança entre o CSP CONLUTAS e os setores mais retrógrados da categoria no plenário: as Associações desmobilizadoras que estiveram combatendo internamente a luta pela aprovação do PCS desde 2010, como a ANATA - Associação Nacional de Técnicos e Analistas e os "independentes" que procuravam aprofundar cada vez mais os abismos salariais na categoria.
O resultado, comemorado por todos aqueles que aplaudiram o "gol" do seu time, foi a votação pela desfiliação da FENAJUFE da Central Única dos Trabalhadores, uma conquista de representação e organização sindical que a Fenajufe possuía desde a sua fundação.
O momento foi de muita tristeza para quem estava lá. Principalmente para quem vê além das trincheiras de filiação partidária e de mero ataque aos companheiros e companheiras filiadas ao Partido dos Trabalhadores.
O contexto foi de decepção e de muito trabalho pela frente. Há muito o que se fazer para reconstruir o pensamento de luta conjunta e de pautas como:
- a LUTA CONJUNTA dos trabalhadores no serviço público federal - sem a qual não teríamos obtido a aprovação do nosso Projeto de Lei para o Judiciário;
- o avanço da NEGOCIAÇÃO COLETIVA para a regulamentação - pauta EXCLUSIVA da CUT;
- o avanço da Lei Sindical - com a regulamentação da atividade sindical, liberações e livre organização nos locais de trabalho;
- o debate entre trabalhadores de todos os ramos da sociedade - público e privado, do campo e da cidade, que ocorre EXCLUSIVAMENTE dentro dos foros da CUT
- a participação e fomento das lutas do Movimento Social, uma das pautas mais caras da CUT e dos sindicatos de esquerda;
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Deputado Federal Roberto Policarpo, do DF, ex-coordenador da Fenajufe, na abertura do Congrejufe
Fotos: Cristina Lemos
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