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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Adiós, Ministro Peluso, dizem os servidores do Judiciário!


Em frente ao STF, servidores protestaram em 19-04-2012
Dia de mudança do Presidente do Supremo Tribunal Federal, o maior cargo no Poder Judiciário. Os servidores e servidoras do Judiciário de todo o país colocaram-se diante do tribunal para se fazerem ouvir pelo Ministro César Peluso e, mais importante do que isso, para dar as boas vindas ao novo presidente, Ministro Ayres Britto, colocando já sobre ele a responsabilidade de negociar e viabilizar a implantação do PCS 4, PL 6613/09, que tramita no Congresso Nacional.
Tramita? Não, esse procedimento, esse projeto de lei está parado numa das Comissões da Câmara dos Deputados e não avança por impedimento do governo federal.

Diante do impasse que se criou em torno do Projeto de Lei e a sua respectiva inclusão no orçamento da União, governo e judiciário ficaram inertes. Os servidores, não. Foram às ruas e ao planalto gritar e protestar em cinco GREVES em torno do plano. Em 2010, foram 85 dias, em 2011, 87 dias. O governo Lula não negociou o PL antes das eleições, o governo Dilma, mesmo depois de eleito, não aceita negociar aumento aos servidores federais.

Nesse cenário, a FENAJUFE conclamou os sindicatos para enviarem caravanas a Brasília no dia 18 de abril, data em que o PL estava na pauta da Comissão de Finanças e Tributação e permanecerem no dia 19 para a troca da presidência do Supremo.

Clima Imperial

Os servidores estiveram perfilados, com faixas e cartazes diante da entrada de veículos da área que foi isolada defronte o STF. Os gritos e palavras de ordem foram de despedida, sem saudade, ao Ministro Peluso, cuja gestão foi marcada pela instransigência e falta de diálogo com os servidores.

Todavia, cabe registrar nesse blog a sensação que se tinha diante do desfile de veículos oficiais das autoridades, políticos e graduados, convidados para o evento da troca da presidência do Judiciário.
Impressionante!
Dezenas e dezenas de veículos passaram por nós. Nunca imaginamos que o Brasil do século XXI hospedava tantos cargos, tantos subcargos, tantas presidências, vice-presidências, tantas procuradorias e subprocuradorias, tantos e tantas acompanhantes, tantas autorizações específicas para ingressar naquele círculo seletíssimo de personas.

Aos meros servidores e servidoras da União, ficou a perene sensação de que nada mudou desde o Império, a não ser, é claro, que a Corte, que antes passava indiferente, dentro de carruagens, agora passeia - não menos indiferente - em veículos caros, importados e com películas nos vidros.

Veja mais sobre o ato no saite da http://www.fenajufe.org.br/


sábado, 28 de abril de 2012

SALÃO MULTICULTURAL DO SINTRAJUFE E 1ª ASSEMBLEIA DA CATEGORIA NA ECOSSEDE

O Sintrajufe/RS realizou a primeira assembleia geral no Salão Multicultural da Ecossede, no sábado, 14 de abril, em Porto Alegre. Desde o final do ano passado o salão está a disposição da categoria e em uso, com a agenda de marcações de eventos sempre com fila de espera.
Desta vez, no entanto, deu-se início com a Assembleia, às mobilizações para a discussão na Plenária da FENAJUFE e definição da pauta de 2012/2013.
As falas do plenário revelaram 5 chapas para participar da Plenária da Federação, a qual se realizará nos dias 4, 5 e 6 de maio, no Maranhão.
Foram eleitos os delegados para a 17ª Plenária da Fenajufe e para congressos Estadual e Nacional da CUT. No caso da Fenajufe, segundo o estatuto da federação, o sindicato tem direito a encaminhar 12 delegados e um representante da direção. O resultado da votação foi o seguinte:  
Chapa 1 – Coletivo Viva Voz, 47 votos, 7 delegados;
Chapa 2, 7 votos, 1 delegado;
Chapa 3 – Fenajufe Independente e de Luta, 8 votos, 1 delegado;
Chapa 4 – Sintrajufe para Todos, 14 votos, 2 delegados;
Chapa 5 – Movimento Luta de Classes, 7 votos, 1 delegado.
 
Para o Congresso Estadual da CUT, o Sintrajufe/RS tem direito a dez delegados. Montou-se uma chapa de consenso, aprovada pela assembleia. Foram apresentadas duas chapas para o Congresso Nacional da Central. A Chapa 1 teve 42 votos, 2 delegados; a Chapa 2, 16 votos, com direito a 1 delegado. A relação de nomes dos delegados e delegadas eleitos serão divulgados na página do Sintrajufe/RS.


Fonte: Sintrajufe
Foto: Rosane Vargas


segunda-feira, 16 de abril de 2012

Repercutindo no blog: Triste história de um Professor


Dou publicidade no blog a essa carta, a qual acredito que seja o início de uma discussão inteligente, embora permeada de avaliações pessoais do professor.

Ao final, a quem interessar, coloco algumas ponderações sobre o conjunto do texto, para reflexão.

Cristina Lemos


"Porto Alegre (RS), 16 de julho de 2011

Caro Juremir (CORREIO DO POVO/POA/RS)

Meu nome é Maurício Girardi. Sou Físico. Pela manhã sou vice-diretor no Colégio Estadual Piratini, em Porto Alegre , onde à noite leciono a disciplina de Física para os três anos do Ensino Médio. Pois bem, olha só o que me aconteceu: estou eu dando aula para uma turma de segundo ano. Era 21/06/11 e, talvez, “pela entrada do inverno”, resolveu também ir á aula uma daquelas “alunas-turista” que aparecem vez por outra para “fazer uma social”.

Para rever os conhecidos.

Por três vezes tive que pedir licença para a mocinha para poder explicar o conteúdo que abordávamos.

Parece que estão fazendo um favor em nos permitir um espaço de fala. Eis que após insistentes pedidos, estando eu no meio de uma explicação que necessitava de bastante atenção de todos, toca o celular da aluna, interrompendo todo um processo de desenvolvimento de uma idéia e prejudicando o andamento da aula. Mudei o tom do pedido e aconselhei aquela menina que, se objetivo dela não era o de estudar, então que procurasse outro local, que fizesse um curso à distância ou coisa do gênero, pois ali naquela sala estavam pessoas que queriam aprender' e que o Colégio é um local aonde se vai para estudar. Então, a “estudante” quis argumentar, quando falei que não discutiria mais com ela.

Neste momento tocou o sinal e fui para a troca de turma. A menina resolveu ir embora e desceu as escadas chorando por ter sido repreendida na frente de colegas. De casa, sua mãe ligou para a Escola e falou com o vice-diretor da noite, relatando que tinha conhecidos influentes em Porto Alegre e que aquilo não iria ficar assim. Em nenhum momento procurou escutar a minha versão nem mesmo para dizer, se fosse o caso, que minha postura teria sido errada. Tampouco procurou a diretoria da Escola.

Qual passo dado pela mãe? Polícia Civil!... Isso mesmo!... tive que comparecer no dia 13/07/11, na 8.ª (oitava Delegacia de Polícia de Porto Alegre) para prestar esclarecimentos por ter constrangido (“?”) uma adolescente (17 anos), que muito pouco frequenta as aulas e quando o faz é para importunar, atrapalhar seus colegas e professores'. A que ponto que chegamos? Isso é um desabafo!... Tenho 39 anos e resolvi ser professor porque sempre gostei de ensinar, de ver alguém se apropriar do conhecimento e crescer. Mas te confesso, está cada vez mais difícil.

Sinceramente, acho que é mais um professor que o Estado perde. Tenho outras opções no mercado. Em situações como essa, enxergamos a nossa fragilidade frente ao sistema. Como leitor da tua coluna, e sabendo que abordas com frequência temas relacionados à educação, ''te peço, encarecidamente, que dediques umas linhas a respeito da violência que é perpetrada contra os professores neste país''.

Fica cristalina a visão de que, neste país:

NÃO PRECISAMOS DE PROFESSORES
NÃO PRECISAMOS DE EDUCAÇÃO
AFINAL, PARA QUE SER UM PAÍS DE 1° MUNDO SE ESTÁ BOM ASSIM

Alguns exemplos atuais:
• Ronaldinho Gaúcho: R$ 1.400.000,00 por mês. Homenageado pela “Academia Brasileira de Letras"...
• Tiririca: R$ 36.000,00 por mês. Membro da “Comissão de Educação e Cultura do Congresso"...

TRADUZINDO: SÓ O SALÁRIO DO PALHAÇO, PAGA 30 PROFESSORES. PARA AQUELES QUE ACHAM QUE EDUCAÇÃO NÃO É IMPORTANTE: CONTRATE O TIRIRICA PARA DAR AULAS PARA SEU FILHO.

Um funcionário da empresa Sadia (nada contra) ganha hoje o mesmo salário de um “ACT” ou um professor iniciante, levando em consideração que, para trabalhar na empresa você precisa ter só o fundamental, ou seja, de que adianta estudar, fazer pós e mestrado? Piso Nacional dos professores: R$ 1.187,00… Moral da história: Os professores ganham pouco, porque “só servem para nos ensinar coisas inúteis” como: ler, escrever, pensar,formar cidadãos produtivos, etc., etc., etc....

SUGESTÃO: Mudar a grade curricular das escolas, que passariam a ter as seguintes matérias:
Educação Física: Futebol;
Música: Sertaneja, Pagode, Axé;
História: Grandes Personagens da Corrupção Brasileira; Biografia dos Heróis do Big Brother; Evolução do Pensamento das "Celebridades"
História da Arte: De Carla Perez a Faustão;
Matemática: Multiplicação fraudulenta do dinheiro de campanha;
Cálculo: Percentual de Comissões e Propinas;
Português e Literatura: ?... Para quê ?...
Biologia, Física e Química: Excluídas por excesso de complexidade.
Está bom assim? ... eu quero mais!...

ESSE É O NOSSO BRASIL ...

Vejam o absurdo dos salários no Rio de Janeiro (o que não é diferente do resto do Brasil)
BOPE - R$ 2.260,00....................... para ........ Arriscar a vida;
Bombeiro - R$ 960,00.....................para ........ Salvar vidas;
Professor - R$ 728,00......................para ........ Preparar para a vida;
Médico - R$ 1.260,00......................para ........ Manter a vida;

E o Deputado Federal?.....R$ 26.700,00 (fora as mordomias, gratificações, viagens internacionais, etc., etc., etc., para FERRAR com a vida de todo mundo, encher o bolso de dinheiro e ainda gratificar os seus “bajuladores” apaniguados naquela manobrinha conhecida do “por fora vazenildo”!).

IMPORTANTE:
Faça parte dessa “corrente patriótica” um instrumento de conscientização e de sensibilização dos nossos representantes eleitos para as Câmaras Municipais, Assembleias Estaduais e Congresso Nacional e, principalmente, para despertar desse “sono egoísta” as autoridades que governam este nosso maravilhoso país, pois eles estão inertes, confortavelmente sentados em suas “fofas” poltronas, de seus luxuosos gabinetes climatizados, nem aí para esse povo brasileiro. Acorda Brasília, acorda Brasil !...

P.S.: Divulgue logo esta carta para todos os seus contatos. Infelizmente é o mínimo que, no momento, podemos fazer, mas já é o bastante para o Brasil conhecer essa "pouca vergonha". As próximas eleições estão chegando!"

Fonte: Grupo de discussão csd-debates


Comentário da Cris, Jornada Tripla:

Gente, em que pese haver dois textos em vez de apenas um, coloco aqui alguns pontos para ponderação:
Muitos não sabem, porém tenho formação superior de PROFESSORA, com habilitação para lecionar no fundamental e médio, disciplinas de Língua Portuguesa, Literaturas de Língua Portuguesa e estrangeira.

De pronto me solidarizo com a situação vexatória a que foi submetido o professor Maurício Girardi.
De forma alguma eu pactuaria com a posição equivocada da aluna em trazer para a esfera policial o acontecimento corriqueiro de sala de aula, subvertendo completamente a relação professor-aluno e aluno-professor e brincando de marionetes com o sistema de investigação policial. Se o depoimento do professor é verdadeiro e a situação que ocorreu foi esta, lamento profundamente que a nossa polícia civil seja chamada a fazer parte desse tipo de situação e que tenha causado semelhante constrangimento ao professor.
No que tange aos desabafos do colega professor, temo que esse pensamento - vindo de uma justa indignação - acabe cambando para o campo das reclamações rançosas, preconceituosas (às vezes) e descabidas.
Respeito profundamente a opinião externada, aliás, o desabafo do professor, contudo, gostaria de discordar de várias das afirmações dele.

Discordando:


Ronaldinho gaúcho e ABL
Não creio que a Academia Brasileira de Letras represente os anseios e o pensamento intelectual do Brasil. Assim sendo, a atitude de homenagear a um jogador de futebol com um prêmio daquela Academia somente reflete a atitude daquela cúpula, descolada – como sempre - das diferentes realidades da pátria amada Brasil.

No meu entender, a crítica devesse ter sido direcionada à imprensa e aos meios de comunicação do país, ocupados que estão em entrevistar, visitar e conceder glamour e status aos jogadores de futebol, cantores e cantoras, atores, atrizes, modelos e as ditas celebridades, transformando nossos jornais, revistas e programas de televisão em tablóides e dando as costas aos movimentos sociais reivindicatórios, com cunho transformador e calcados na realidade do povo brasileiro.

Serviços Públicos no Brasil
Também acho que cabe uma REFLEXÃO DURA acerca do constante desvalorizar do serviço público – relacionado nos salários, na falta de capacitação, na falta de perspectiva, na não abertura de novos postos de trabalho (leiam-se CONCURSOS PÚBLICOS) e no sucateamento de todo o sistema relacionado ao desenvolvimento do Estado.

Eis a razão básica pela qual eu me coloco – desde sempre – contrária ao Estado mínimo e contrária a qualquer tipo de terceirização de serviços. Nisso se inclui a rapinagem das empreiteiras para a Copa do Mundo de 2014 (mas disso eu falo em outra postagem).

Presença forte e atuante do Estado
Tive a oportunidade de ver a presença forte do Estado como indutor do desenvolvimento, como impulsionador e responsável pela rede de SAÚDE PÚBLICA, EDUCAÇÃO PÚBLICA, SEGURANÇA PÚBLICA, estradas e ruas, parques e estacionamentos com GESTÃO PÚBLICA, aliados ao TRANSPORTE PÚBLICO e à taxação da bebida, do tabaco e do jogo, no Canadá, e ver que esse mundo é possível e concreto para quem vive naquele país.

Deputado Tiririca e o Sistema Democrático de Representação
Acho que o tiro no Deputado Tiririca também não era dirigido a esse alvo. E escrevo assim: deputado com letra maiúscula, pois trata-se de um parlamentar eleito pelo voto popular em um sistema democrático. Qualquer outra ponderação acerca de sua alfabetização (ou não) ou acerca de sua profissão ou da popularidade que o levou até lá, na minha avaliação é preconceituosa e tardia.

Parlamento e Parlamentares
Aliás, para finalizar essas ponderações, que podem vir a ser enfadonhas para quem estiver lendo, eu defendo sim esse SISTEMA DEMOCRÁTICO. Democracia representativa, baseada no voto direto para todos os cargos parlamentares das esferas municipais, estaduais e federal e, não apenas isso, defendo também a eleição pelo voto direto de todos os cargos do executivo municipal, estadual e federal, como está descrito pela nossa Constituição da República Federativa do Brasil.

Eleições, sim
Aliás (II), DEFENDO também a eleição direta para os cargos de DIREÇÃO de escola (não concorda, professor?) e quiçá, estudemos também formas de eleições democráticas para cargos de gerenciamento e gestão nos setores públicos, como Secretários Municipais, de Estado, Ministros e, trazendo a sardinha para o Poder Judiciário, eleições para Diretores(as) nos Cartórios e Secretarias das Varas e Tribunais no âmbito do Judiciário. Por que não?

Se não concordamos com a forma que a nossa democracia se desenvolve e com a maneira que a elite se apropria dos cargos em cada eleição, eis aí um bom momento para refletirmos sobre nossa postura PÓS-ELEIÇÃO e sobre como agimos em relação aos nossos candidatos eleitos. Sabemos quem são? Votamos nas pessoas ou nos programas que eles possam vir a defender atuando naquele cargo? Fiscalizamos nossos candidatos na vida pública? Tornaríamos a votar neles? Sim! Por quê? Não! Por quê?

Discutindo estética
Quero deixar aqui um abraço ao PROFESSOR AVILTADO (como está intitulado o documento no email) e propor uma rodada de suco ou refri em algum bar ou restaurante da cidade (pois sabem, eu não bebo, mesmo), para que, ao cabo, pudéssemos ter uma longa conversa acerca do que é válido e sobre o que não é, a respeito da educação, do antigo, do clássico, do moderno, do popular e das estéticas de cada uma das épocas da humanidade, em constante transformação.

Saudações!

Cristina, mulher, trabalhadora, sindicalista, feminista e muito, muito indignada com o descaso com os servidores e os serviços públicos


 



Bem vinda, Silvana! Porto Alegre te recebe de braços abertos


Pôr do sol belíssimo na Curva do Gasômetro 
Este blog saúda a chegada da Silvana Dal Bosco Pinheiro, de volta a Porto Alegre desde o mês de janeiro de 2012.

Morando em Blumenau há vários anos, trabalhando e se movimentando como poucas mulheres que conheci, a Silvana veio de mala e cuia de volta para a capital no início do ano.

Na foto, sempre sorrindo, a Silvana comigo no show da Banda Chimarruts, no Gasômetro, durante os eventos da prefeitura para o aniversário da cidade.

Agora ela mora bem mais perto, está conosco e ao alcance de uma fugida de carro.
O que era para ser temporário, toma ares de permanente e veio para mudar - para melhor - as nossas vidas.
Valeu, Silvana, a tua força e garra faziam falta a todos nós.

Nossa primeira saída para conversar desde o retorno da Sil.


segunda-feira, 2 de abril de 2012

Presença importante, amo a minha madrinha!

Vera Regina veio a Porto Alegre no dia 28 de março de 2012.
Na sequência do meu aniversário, recebi a visita da minha querida madrinha, irmã mais nova da Maria Helena e minha segunda mãe na terra.
Trata-se de uma grande amiga de outras vidas e que agora reencarnou antes de mim nessa família. Segundo ela, acabou esperando o meu (re)nascimento durante alguns anos e "teve o prazer de receber a notícia do meu nascimento" quando a Lena engravidou pela segunda vez.
Foi uma visita inesperada, em razão de exames médicos e para a qual eu não me vi razoavelmente preparada. A diabetes está avançada e o quadro clínico dessa doença deixa marcas duras para quem conviveu com a Verinha e tem na memória a sua energia e alegria, sua constante atividade e presença de espírito.
Salve, "Dindinha queridinha do coração", como ela sempre gostou de ser chamada.
Obrigada pela vinda e que dê tudo certo nos exames do Egídio.

Porto Alegre, 28 de março de 2012.

terça-feira, 27 de março de 2012

Fim de de semana e aniversário em Festa!

Aniversário nos campos de cima da serra, em boa companhia.
Foto: Vital Barbosa
Completei meus 44 anos neste dia 26 de março, na parte mais alta do Rio Grande do Sul. Fomos para a cidade de Cambará do Sul na madrugada de sábado, com alguns percalços, mas fomos.

O que era para ter sido um final de semana calmo e tranquilo foi um mar de águas bastante agitadas, na verdade.
Começou com a saída do Vital e de seu fiel escudeiro, Michael, na madrugada de sexta para sábado, quando partiram de bike para nossa jornada nos campos de cima da serra.

A programação era seguirem em primeiro lugar pela RS 020 e horas depois eu e a Luíza sairíamos naquela direção para nos encontrarmos e levar mantimentos e apoio aos ciclistas. O imprevisto que os trouxe de volta ao amanhecer foi uma violenta queda do Vital no asfalto causada por um desnível no acostamento, no trecho da free way na saída de Porto Alegre, embaixo do viaduto da Avenida das Indústrias.

Após compressas de gelo, medicação e uma dose triplicada de atenção e carinho aos dois assustados ciclistas amadores, retomamos nosso intento de rumar para Gravataí, Taquara, São Francisco de Paula e Cambará do Sul, agora com as bikes no transbike, atrás do carro. O final de semana foi brindado com muito sol, o que nos rendeu maravilhosas fotografias dos Cânions de Fortaleza e Itaimbeiznho, no Parque Nacional da Serra Geral e dos Aparados da Serra.
Início do caminho do Cânion da Fortaleza, Parque Nacional da Serra Geral.
Foto: Cristina Lemos

A entrada do Parque sacode bastante os ossos e a natureza vai se descortinando diante dos olhos. Tivemos pouco tempo, no primeiro dia, para desfrutar da presença do Cânion da Fortaleza.

sexta-feira, 23 de março de 2012

A Placa dianteira e a perna esfolada

Washington Luiz após 30 minutos de chuva em 14-03-2012
Foto: Cristina Lemos

Resolvi escrever esta matéria para poder ser solidária com todas(os) as(os) portoalegrenses que passaram por algum transtorno em razão da enxurrada do dia 14-03-2012.

Precisamos utilizar o carro na parte da manhã, logo após o início das chuvas torrenciais que caíram em Porto Alegre.
Chegamos a ir até a porta do prédio uma primeira vez e tivemos de retornar para tirar os sapatos e calçar chinelos de dedo e, também alguma roupa que pudesse ficar submersa, tamanha lagoa que se formou diante de nossos olhos, em pleno centro da capital gaúcha.
Ao sair com o carro da garagem, cometi um erro simples, mas que comprometeu todo o nosso final de semana: não subi a primeira rua, Vasco Alves e segui pela Demétrio Ribeiro até a General Portinho.
Trecho sem calçada na curva do antigo Estaleiro Só, na Padre Cacique.
A prefeitura chama isso de "Ciclovia".
Foto: Cristina Lemos

Da Washington Luiz em qualquer direção, o estrago estava feito: água na altura das portas do carro e tive de tomar uma decisão rápida e arriscada: seguir pela Washington Luiz até a frente da Faculdade de Administração da UFRGS, entrando na primeira rua, a General Auto.

Amigos, nosso carro quase boiou... engatei uma primeira e acelerei sem parar até chegar em um lugar mais seguro. Ainda tomei mais um susto quando, ao converter de volta para a Demétrio Ribeiro, a direção endureceu e o carro dava sinais de ter morrido... Acelerei de novo, instintivamente - lógico, e o alívio foi grande quando ouvi o salvador ronco do motor.

Passado este primeiro susto, ainda não consegui ir até onde deveria, deixando meu passageiro (Vital) branco de nervoso com o susto, em plena Praça da Alfândega, ainda sem chegar ao seu destino. Optamos por ele ir a pé, pois não conseguiríamos vencer o trânsito em tempo.

Retornei passando por dois trechos de ruas- agora sim - trafegando pela contramão, para não ter de passar novamente por dentro do rio que se formou com a chuva em toda a área baixa do Centro de Porto Alegre.

Quando fomos utilizar o carro novamente, não notamos nada demais. Fomos alertados pelos amigos do estacionamento: o carro estava sem a PLACA DIANTEIRA.

Sexta-feira, 4 horas da tarde, corre para cá, corre para lá, 17 horas o trânsito cerra as portas e não há expediente ou plantão no sábado e domingo.
Fiz a ocorrência na internet para me assegurar de que não haveria problemas ao rodar com o carro. Todavia, consultando a legislação, verificamos que o carro NÃO DEVE RODAR SEM A PLACA DIANTEIRA e que, se o fizer, é infração gravíssima com possiblidade de apreensão do veículo.



Trecho da Av. Beira Rio reservado aos automóveis, perto do Museu Iberê Camargo,
sem manutenção.
Foto: Cristina Lemos




















Resultado: fim de semana em que estava programado um super passeio até a Serra Gaúcha, com parada obrigatória em São Francisco de Paula e o Passeio ciclístico da APA - no dia 18 de março, na Rota do Sol, cancelado.

Resolvemos nos divertir por Porto Alegre, pedalando naquilo que a governança local chama de "ciclovia" e que não vê manutenção há muito tempo.

Na manhã de sábado, quando fugia do brete que se forma na Padre Cacique, na região defronte ao que era o Estaleiro Só, não há calçada, não há acostamento, não há pista trafegável para pedestres, ciclistas, cadeirantes, NADA!. 
Saímos com as bicicletas para a pista de rolamento e trafegávamos na direita da via.

Quando tentei retornar pelo rebaixamento da calçada, defronte ao Barra Shopping Sul, a rampa tinha desnível e o pneu da bike trancou na subida (erro meu...) 
Podem rir: desabei no chão e vi a importância do equipamento de segurança. Não esfolei as mãos porque usava luvas, mas a perna direita não teve a mesma sorte. Desfilei a semana toda com a canela em carne-viva... mas, ah, quem pedala sabe que em alguns dias isso já passou.

Aliás, só pra complementar: passou naquele dia mesmo - voltei a pedalar na mesma noite e mais ainda no dia seguinte, pois nosso grupo ciclistas em família passou mais três ou quatro vezes naquele mesmo trecho fatídico.

Foto: Pseudo ciclovia de Porto Alegre, seus buracos e desníveis, por Cristina Lemos.  

segunda-feira, 19 de março de 2012

domingo, 18 de março de 2012

Recriando as coisas ao redor

Renovando e reciclando a vida















Foi uma experiência interessante, recomendo. As cadeiras já se mostravam feias há muito tempo. Mas, daí até pagar alguém para tornar novo o que era velho, a grana não chegava...

No dia 02 de fevereiro, feriado em Porto Alegre, amanhecemos na bela praia de Cidreira com um sol escaldante.
De posse de um pouco de ousadia e muita curiosidade, além de, é claro, ter assistido a programas de televisão de dicas para a revitalização e redecoração de ambientes (adoro!), demos início ao processo de desmontagem das cadeiras. Foi necessário apenas o tecido, tesoura, chave de fenda e o grampeador para madeira.

Menos de duas horas depois, aprendendo mais a cada passo, fechamos as cinco cadeiras com novo forro, mais bonito, lavável e impermeável, e, o que é melhor: feito por nós mesmos.
A Luka não estava presente, estava curtindo ainda a última semana de Intercâmbio Yázigi Internexus, Turma de Salt Lake City, Utah, janeiro e fevereiro de 2012.

Valeu, Michael!

Fotos: Michael Schwaderer e Cristina Lemos

quarta-feira, 14 de março de 2012

Porto Alegre precisa de ajuda!

Foto obtida dos meus pés submersos na Rua Washington Luiz, Porto Alegre, em 14-03-2012
Para quem acorda e começa o dia cedo, hoje Porto Alegre iniciou o dia com a promessa de chuva.

Quando a chuva finalmentee chegou, perto das 8 horas da manhã, não teve como se fugir do toró.

Em menos de 40 minutos de chuva intensa, a nossa bela cidade se mostrou muito aquém do que dizem os políticos da "governança local".

O alagamento aqui, defronte a nossa casa, no chamado "Centro Histórico" da capital do Rio Grande do Sul, ficou assim: embaixo de muita água.

O trânsito refletiu a agonia das pessoas que precisavam deixar sua casas e com horário a cumprir: um caos.


Tinha-se a impressão de que algo de muito errado estava acontecendo, as chamadas bocas de lobo, em vez de receber a água da chuva, estavam impotentes. Os bueiros borbulhavam com o retorno da chuva para as calçadas.

Como pode isso? Há cerca de 3 anos, toda a Washington Luiz recebeu um recapeamento de asfalto, de modo bastante estranho: sem nenhum planejamento ou preparo, contrapiso ou revisão na rede de esgotos.

Foi derramada por aqui uma camada de asfalto sobre o paralelepípedo existente, e só.

Nada de melhoras subterrâneas ou acabamento no meio-fio para as calçadas.
O resultado dessa falta de investimento em infraestrutura se vê no grande problema gerado na área central da ciddade quando cai uma chuva de alguns minutos. Imagino como estarão outras áreas do município, se na região central está assim.

Não é a primeira chuva da história de Porto Alegre, nem vai ser a última.

Trata-se do clima da cidade e que há muito pode ser visto, esperado e estudado.

Não é surpresa para ninguém que viva no Sul do Brasil os temporais, presentes nas quatro estações do ano, em Porto Alegre.

Quem se candidata(r) para assumir a prefeitura, deveria saber disso.

Por que nosso poder público municipal não opera de forma diligente para que se tomem providências no sentido de PREVENIR situações como essa?

Centro Histórico da capital do RS após a chuva de 14-3-12.
Foto: Cristina Lemos
Fotos e indignação: Cristina Lemos

quarta-feira, 7 de março de 2012

Ciclovias começam a sair do papel em Cidreira

Em 28 de janeiro de 2012 é possível ver as obras das ciclovias em Cidreira-RS.
Foto: Vital Barbosa
Texto publicado no Blog: http://alemaobikes.blogspot.com

Verão 2011/2012, as obras de construção da CICLOVIA de Cidreira já podem ser notadas pelos moradores, visitantes e veranistas. Em boa parte da Avenida Fausto Borba Prates, desde a Colônia de Férias da Brigada Militar, quase até o Hospital de Cidreira, pode-se ver a ciclovia tomando forma, em com trechos concluídos do calçamento.

Uma obra que representa uma vitória para a população e que deve ser fiscalizada para que seja efetivamente concluída e ampliada.

Dessa forma, ficamos felizes com o andamento da CICLOVIA e torcemos para que seja adequado para o uso, com luminárias e bancos, lixeiras, bebedouros e a perfeita sinalização.
Será preciso reforçar, junto ao poder público, que sejam colocadas faixas de segurança, placas educativas para ciclistas, pedestres e motoristas e rampas adequadas para acessibilidade universal. Mais do que isso, esse blog também faz votos de que a urbanização que ora se reflete na construção da CICLOVIA se alastre atinja também a região da Costa do Sol e outras regiões de moradores da cidade.

Na ida para a Costa do Sol também repousa um gigantesco canteiro central, com meios fios altíssimos, que poderiam ser devidamente adequados às necessidades dos usuários, com bancos, rampas, luminárias, lixeiras, bebedouros e um estudo adequado de paisagismo.

Tanto no verão como no inverno, árvores que se adaptem ao clima do litoral serão bem vindas, por todas as avenidas de Cidreira, sobretudo uma sombra natural e refrescante nos calçadões.

Texto: Cristina Lemos
Fotos: Vital Barbosa

Palestina no FST Fórum Social Temático de Porto Alegre - Apartheid de Água na Palestina

Mari Mantovani, da Organização Stop the Wall, Palestina,
Seminário da CUT do FST, em 26/01/2012
Mari Mantovani - Organização Stop the Wall - Palestina


Em um espanhol bastante articulado, Mari Mantovani, da Stop the Wall, trouxe uma denúncia importante para os Ocidentais: a disputa que hoje se dá na Faixa de Gaza e na Palestina é em torno dos reservatórios de água e de quem tem o controle das redes que levam água potável às populações. "Israel vem atacando a Palestina" - relatou.



Lembrou que há cerca de dois meses, houve um ato e uma caminhada nas ruas da Palestina, a qual reunia estudantes e sociedade civil em torno de reivindicações e denúncias de segregação e da violência com que vem seendo tratados.
Na ocasião, um jovem foi brutalmente assassinado com um tiro no rosto, desferido por um soldado israelense, no meio das pessoas em movimento.
Falou que a imprensa mundial não noticia a violência a que são submetidos reiteradamente na região.
Relatou que a água consumida em Israel vem dos territórios ocupados pelos Palestinos e que o rio que antes ia até o Mar Morto, hoje não chega mais até lá. Uma das principais denúncias de Mari foi a de que há leis baixadas para a "Negação da Água" por Israel, como por exemplo a lei que proíbe aos palestinos a abertura de novos poços artesianos.

Os poços artesianos podem ser a única saída para a sobrevivência, tendo em vista que a rede de água potável não atinge a maior parte da população e que a empresa que opera a distribuição cobra taxas mais altas do povo palestino.

Fez duras críticas à empresa estatal israelense que explora a distribuição da água, no seu entender, roubando a água do território do povo palestino, a MEKOROT.

A partir desse relato, lembrou alguns fatos relacionados, denunciando uso desmedido e descontrolado da água, por colonos israelenses, frisando-se que a água é escassa naquela região, mas com uso limitado e extremaente caro no fornecimento aos palestinos.

Relatou que na Guerra de Gaza, em 3 semanas, foram mortos 1400 palestinos e 70 por cento da população da Faixa de Gaza ficou sem água potável.

Contou que os soldados israelitas entraram no território palestino atirando nos reservatórios de água de cada uma das casas, ou seja, mais de 8693 tanques de água foram disparados, a fim de acabar com a resistência dos que restavam.

Na sequencia, disse que os palestinos são obrigados a "comprar a água" e que os valores são bastante altos.

Disse que os tubos de fornecimento de água potável são fechados nas casas dos palestinos, mas permanecem abertos e com livre consumo nas dos israelenses que podem seguir consumindo mais de 300 metros cúbicos por dia, inclusive com uso em piscinas e em casas de luxo, enquanto que, de outra parte, os palestinos não podem sequer utilizar a água no plantio e para o preparo de alimentos.

Lamentou a presença da empresa israelense e a venda dessa "tecnologia" da MEKOROT no Brasil

Mari Mantovani discorreu sobre as ocorrências de venda de "tecnologia" da empresa Mekorot no Brasil, no estado da Bahia e, mais recentemente, no Sul, quando uma comitiva de gaúchos, Secretários municipais do governo de Porto Alegre, seguiu até Israel para conhecer de perto a empresa (veja a notícia). Lamentou que o Brasil considere a empresa apta a vender quaisquer tipos de procedimentos e de tecnologias ligadas ao fornecimento e distribuição de água ao Estado brasileiro, tendo em vista as suas práticas nefastas no seu país de origem.

Fotos: Cristina Lemos

Democracia Real Já! Fórum Social Temático - Porto Alegre

quinta-feira, 1 de março de 2012

Encontro dos Trabalhadores do Judiciário do Cone Sul, Fórum Social Temático em Porto Alegre - Janeiro 2012

A FENAJUFE, uma das entidades que compõem a Coordenadora do Cone Sul realizou, mais uma vez, o evento que tem ocorrido em paralelo aoa Fóruns Sociais Mundiais, em suas várias edições. Desta vez, o Encontro dos Trabalhadores do Judiciário do Cone Sul se deu em Porto Alegre, no Auditório do prédio das Varas Trabalhistas, em 25 de janeiro de 2012, com a presença de trabalhadores dos três países: Brasil, Uruguai e Argentina.

Com a promoção também da Federacion Judicial Argentina -FJA e a Associação dos Funcionários do Judiciário do Uruguai - AFJU, o principal tema do Seminário foi o Assédio Moral no trabalho e as diversas formas de lidar com o problema. Assédio Moral - Autoritarismo e Democratização do Judiciário.

CUT debate Mudanças Climáticas e a Água no Fórum Social Temático 2012

Debate da CUT no FST, no Hotel Everest
Mudanças Climáticas e Mercantilização da Água

Mesa de Abertura no evento capitaneado pela CUT no primeiro dia das mesas do Fórum Social Temático, realizado no Hotel Everest, em Porto Alegre reuniu ativistas, sindicalistas e trabalhadores(as) de diversos pontos do mundo.
Estavam presentes João Felício, Secretário de Relações Internacionais e Carmen Helena Ferreira, Secretária do Meio Ambiente, da CUT Nacional, e da CUT-RS, Loricardo de Oliveira, Secretário de Administração e Finanças e Marcos Todt, Secretário do Meio Ambiente.

As discussões apontam para uma organização mundial de trabalhadores(as) em torno da pauta da RIO + 20, evento que reunirá novamente os líderes mundiais para apresentarem o que se passou após as decisões tomadas pelos países para a contenção da emissão de gases na atmosfera e em relação aos créditos de carbono, na RIO 1992, no Brasil e em (Protocolo de) Kyoto, no Japão.

A secretária da CUT, a paraense Carmen, lembrou que os múltiplos compromissos assumidos pelos países participantes da RIO 1992 e que vêm sendo reafirmados em Conferências como as de Copenhague, Cancún e Durban, estão muito longe de serem cumpridos.
"O Brasil assumiu em Copenhague um compromisso voluntário importante para a redução de emissão de gases. Hoje temos uma lei e um processo para corte de 12 setores na emissão dos gases". Afirmou que há planos nacionais e estaduais para adaptação a essas diretrizes.

Relatou que o documento convocatório para a RIO + 20 que foi enviado à ONU - Organização das Nações Unidas continha mais de 60 (sessenta) páginas e que dessas, permaneceram apenas 19 (dezenove) páginas com muito discurso e poucos compromissos reais a serem propostos no encontro, programado para junho deste ano, na cidade do Rio de Janeiro.

Carmen fez uma pequena análise de manchetes em diferentes jornais do país, noticiando eventos climáticos como as secas na Amazônia nos anos de 2005 e 2010 e, na região Sul, a grande seca dos últimos verões (como em 2011 e 2012), para as quais nunca se aborda qualquer tipo de política pública de prevenção por parte dos sucessivos governos federais.

Reforçou que o papel da Central e de outras entidades é de puxar essa pauta de discussões com os trabalhadores(as) para preparar uma reação do poder público e uma política efetiva de proteção aos moradores de áreas vulneráveis, bem como aos agricultores e a toda a população atingida.

O Falso selo "Verde"

A Secretária do Meio Ambiente da CUT reforçou, ainda, que muito do que acontece nesse campo do meio ambiente vem sendo utilizado de forma moldada pelo marketing das empresas, como por exemplo a chamada "Economia Verde" e os diversos selos de "verde" e de falsa sustentabilidade que vêm sendo distribuídos no mercado de consumo, para os quais não há nenhum controle.

Por fim, abordou o tema do Código Florestal Brasileiro e das diversas disputas que vêm se dando em torno do texto final aprovado pelo Congresso, o qual não reflete as exigências dos movimentos sociais e campesinos no país; abordou o tema da aprovação da PEC do Trabalho Escravo, que precisa ser retomada e da regulamentação da Convenção 151 da OIT, a qual inclui a formalização do respeito à organização sindical e a Negociação Coletiva no setor público.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Fórum Social Temático em Porto Alegre

O Fórum Social Temático teve início com a tradicional Marcha sobre Porto Alegre. Todas as representações de lideranças que vieram discutir melhores formas de viver o mundo se organizam para esta parada. Pela primeira vez, em 10 anos, eu não pude estar presente ao lado dos companheiros e companheiras militantes de diversos matizes. Foi uma experiência diferente, afinal. A chuva impiedosa que caiu sobre os participantes me fez lembrar a caminhada da abertura do Fórum Social Mundial da Amazônia, na cidade de Belém do Pará, em janeiro de 2009.

Lá estávamos eu e a Naiára (Ana Naiára Malavolta, ativista da LBL - Liga Brasileira de Lésbicas) segurando a faixa do movimento feminista e tentando se proteger da chuva mais forte sob as capas e os chapéus, sem conseguir, lógico.

Na nossa frente, naquela oportunidade, seguiam as ritmistas incríveis e organizadas mulheres da MMM - Marcha Mundial das Mulheres.
Abraço, Naiára e abraço mulheres da Marcha!

Estava conosco também lá em Belém, nosso grande amigo Alê, que hoje marcha em defesa de outros, agora no plano espiritual, Salve, Alê!
Na pedalada da manhã, passei pelo Pórtico do FST, que anunciava o evento na cidade
Foto: Michael Schwaderer















Naquela tarde, pude apenas fotografar da janela do local de trabalho a abertura que se fez no céu enquanto passavam os companheiros reunidos, de onde saiu o arco-íris.
Vista da janela da JF na tarde da abertura do FST 2012
A partir da manhã seguinte, porém, fiz o que pude para participar das mesas no primeiro horário e na noite, para poder ver e ouvir mais as ideias daqueles que defendem uma outra ordem mundial, mais plural e mais inclusiva.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Bem perto do céu? É a Borrússia, em Osório

O Mirante do Morro da Borrússia é uma visita imperdível, bem como uma passada na Rampa para voo livre, alguns metros acima, no topo do morro. Na primeira visita pude conferir a belíssima paisagem que se descortina bem diante dos olhos de quem vai até lá. É possível avistar as linhas dos cataventos no Parque Eólico de Osório, várias das Lagoas da região, o movimento de carros da Free Way e do início da BR 101 e muita, muita Mata Atlântica, em toda a sua exuberância.
Há bastante sinalização no entorno e é fácil dirigir até lá. Programe uma visita com a família toda, todos vão ficar agradecidos. Após algumas curvas da pista sinuosa, o Mirante se impõe no Morro da Borrúsia de forma majestosa.
A estrutura oferecida ao turista é elogiável, com estacionamento e banheiros químicos, um posto de informações turísticas e restaurante. A localização e o próprio Mirante valem a visita. Todo em madeira e, com terraço e escadarias, bastante espaço para grupos grandes, se for uma viagem com mais de um carro, ou de um ou vários ônibus, pode abrigar muitas pessoas ao mesmo tempo. Isso me agradou, é excelente para acolher visitantes de fora. Todo turista é exigente e oferecer qualidade no mesmo local do lazer torna o local irresistível. Dessa forma o turista se sente acolhido, como diversas vezes experienciamos no Canadá.
Uma das coisas mais positivas, na minha opinião, foi a ausência de lixo jogado nas laterais da estrada de subidaa e a presença de lixeiras nos pontos de parada, para deter os impulsos dos incautos de jogar suas embalagens e garrafinhas aqui e ali. Fico sempre impressionada ao chegar a uma bela paisagem e aprofundar o contato com a natureza, o que eu não consigo jamais entender é como as pessoas associam uma mata verde e gostosa a uma lixeira, o que, infelizmente, acontece com frequencia em vários pontos turísticos do país.
De quebra, ainda foi possível levar o computador e travar uma boa conversa com a Luíza, que estava no Intercâmbio nos EUA (Salt Lake City-UTAH e Los Angeles-California), via internet. Devido ao fuso horário e à beleza do lugar, a hora marcada para conversar (14:00 h no Brasil, 08:00 h em Los Angeles) chegou e abrimos o Skype para conversar com ela com imagem e som. Foi uma alegria matar a saudade, vendo a copa verde das árvores em um ponto acima delas. Para fechar o dia com chave de ouro, pegamos a BR 101 e fomos pelo novo túnel, por Maquiné até Capão da Canoa, onde almoçamos já no meio da tarde. Na volta, mais uma vez passamos no ponto mais crítico, na minha opinião: ao lado de Mariluz, em direção à Tramandaí, há uma placa que indica "Acampamento Indígena", mas o que se avista da estrada é uma aglomeração sem nenhum conforto, oferecido pelo poder público às tribos indigenas no Sul do Brasil.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Minhas pedaladas estão ganhando mundo!

Exibo aqui, com orgulho, as fotos da nossa divertida ida de Cidreira a Tramandaí nesse dia 07 de fevereiro. Saímos com o nascer do sol e retornamos no início da tarde. Tive o prazer de dividir esses momentos com Vital Barbosa, grande ciclista (http://vitalbarbosa.blogspot.com) e com Michael Schwaderer, nosso amigo da família e de quem sou s sogrinha (hehehe). Luíza, lá de Los Angeles, acompanha via internet nossa alegria, mas sentimos a falta dela. Volte logo, Luka!